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terça-feira, janeiro 19, 2010

QUESTÃO DE ORDEM

QUESTÃO DE ORDEM


Carlos Bezerra (jornalista.cbezerra@gmail.co – www.jornalistacbezerra.blogspo.com)

Sobre Fé e Fanatismo

Fé, como se sabe, consiste em crer, não naquilo que parece verdadeiro, mas naquilo que parece falso a nosso entendimento. Somente pela fé é que asiáticos e africanos podem crer na viagem de Maomé (Muhammad) por todos os planetas nas encarnações do deus Fô, de Vishnu, de Xaca, de Brahma, de Samonocodom, etc... Eles submetem seu entendimento, tremem ao analisar os fatos, não querem ser jogados nas fogueiras e confessam: “Eu creio”. É claro que esse princípio, o da submissão, vale para os seguidores e praticantes de toda e qualquer religião, não esquecendo que política, num certo sentido, também é uma espécie de religião, na medida em que tem seus “deuses”, acólitos e seguidores. Não à toa, Friedrich Nietzche dizia que, “quando uma pessoa chega à conclusão de que precisa ser comandado, torna-se “crente”, caso em que, é possível imaginar que um homem absolutamente livre, possa ser tentado a dançar, até mesmo à beira de precipícios”.

Há fé nas coisas espantosas e há fé nas coisas contraditórias e impossíveis, afirma François-Marie Arouet, conhecido mundialmente pelo nome de Voltaire, filósofo francês do século XVII.

Os hindus acreditam que Vishnu se encarnou quinhentas vezes; isso é realmente algo espantoso. E dirão ele a seu bonzo: “Temos fé”. Eu, de minha parte, prefiro jogar no time de Baruch de Espinoza, que dizia não ser possível ter fé sobre os escombros da razão Se pelo menos Deus atendesse pelo nome de Lógica... Mas não atende. Do alto da Sua onipotência, quer o que os italianos chamavam schiavi, os romanos servis, os eslavos slavs e os portugueses escravos. E esse Deus Todo-Poderoso, segundo os crentes, quer que todos aqueles paridos de um ventre de mulher, se submetam sem razão e sem porquê.

Ao longo da história, o que não faltam são exemplos do fanatismo que oblitera a razão e leva pessoas à prática de males terríveis e tenebrosos, a começar pelo estreitamento da mente e da visão das coisas, que em tese, as religiões deveriam abrir. Talvez o mais detestável exemplo de fanatismo tenha sido aquele dos burgueses de Paris, que assassinaram, degolaram, atiraram pelas janelas de edifícios e despedaçaram seres humanos na chamada “Noite de São Bartolomeu” apenas porque não iam à missa, dita santa.

O pior é que, em pleno século XXI, o fanatismo continua mais ativo que nunca. Fanáticos petistas dizem que D. Lula I é uma espécie de “Sanctu Sanctorum” da política. Seus adversários, por sua vez, afirmam que ele tem na testa, marcado a ferro e fogo, o numero 666, ou seja a besta do Apocalipse brasileiro. Tolice. Nem uma coisa e nem outra. Ele é apenas um oportunista, esperto o suficiente para sair da condição de simples metalúrgico para a Presidência da República.

Se, pelo menos conhecêssemos um pouco de filosofia... Mas não conhecemos nada, absolutamente nada. Sabe-se que a filosofia é o remédio mais eficaz contra o fanatismo e os males provocados por ele, porque seu efeito é tornar a alma tranquila, e o fanatismo é incompatível com a tranquilidade.

"Os hindus acreditam que Vishnu se encarnou quinhentas vezes; isso é realmente algo espantoso. E dirão ele a seu bonzo: "Temos fé". Eu, de minha parte, prefiro jogar no time de Baruch de Espinoza, que dizia não ser possível ter fé sobre os escombros da razão Se pelo menos Deus atendesse pelo nome de Lógica... Mas não atende. Do alto da Sua onipotência, quer o que os italianos chamavam schiavi, os romanos servis, os eslavos slavs e os portugueses escravos."

sexta-feira, janeiro 15, 2010

O HAITI MAIS PERTO DE NÓS - 16 jan

O HAITI MAIS PERTO DE NÓS.


(Publicado em O Diário do Amapá - em 16 de janeiro 2010)


Estamos sem palavras que traduzam bem toda extensão dos nossos sentimentos de solidariedade ao povo haitiano, em face de perdas tão terríveis. Foi provação demais essa enorme destruição causada pelo terremoto que botou no chão a cidades de Porto Príncipe, como ocorreu a Galenk e Izmit, na Turquia em 1999. O que vimos foi o retrato de escombros e debaixo milhares de pessoas, milhares de cadáveres.

Emocionam essas cenas tristes, nos faz chorar imagens de crianças como a de Peia, e de homens já muito maduros vasculhando ruínas em busca de seus valores, às vezes alguma fotografia, uma sandália, um chapéu, qualquer coisa que fique como lembrança material dos pais, da esposa, filhos, parentes e amigos mortos e sepultos sob aquelas montanhas de escombros.

Tomara, perante a desgraça, seja o povo haitiano tornado preferencial por causa da pobreza e do direito que convencem tratar-se de pessoas donas de um país transformado em altar por causa da dor e em templo por causa da fé no futuro, que haverá de sustentá-las. Dessa vez o mundo vai perceber esse seu pedacinho.

O Haiti de que sempre ouvi falar é uma terra de valentes, povo capaz das grandes vitórias contra a tirania e de sacrifícios pela sobrevivência mais comezinha, umas que triunfam outras que, ao final, purificam. Olhando o povo haitiano pelos olhos desse terremoto o que vemos, na verdade, é um país e um povo parecidos com o oceano agitado que encanta e afronta, ou com um lago quieto que deslumbra e de repente transborda tragicamente.

E vendo, como a televisão tem mostrado, aquela gente posta nas ruas pela fúria do grande terremoto, mas ainda à espera de outros terremotos, somos forçados a admitir que pais, filhos, parentes, amigos haitianos por alguns dias não poderão pensar em nada concretamente, não terão palavras, ficarão vazios de sonhos, parecerão agora sim “homens sem alma”. Precisarão de ajuda.

Nós, brasileiros, conhecemos bem o peso das tragédias humanas sociais e econômicas que se abatem sobre os povos – as que vêm do furor da natureza e as causadas pelas mãos pesadas dos governos ruins, corruptos, que usurpam do país a capacidade de socorrer o povo em momentos assim.

Estejam certos os haitianos do Haiti e do mundo, principalmente os que possam estar entre nós aqui no Amapá que, agora, os brasileiros são mais seus irmãos que antes porque morremos juntos. Ficaram entre os mortos de Porto Príncipe alguns dos nossos soldados e mais uma santa brasileira: D. Zilda Arns. Somos uma grande nação cristã, temos sim, para os haitianos, solidariedade, fé no futuro, braços para o abraço , tudo em fim que saia de nós, rompa a distancia voando até seus lares, nos unindo no esforço de devolver-lhes a rotina da vida, a paz, o conforto espiritual e mesmo um pouco de prosperidade.

Tudo uma pena, um desperdício de vidas preciosas. Depois de passada mais essa indescritível provação ficará ao povo haitiano a elevada tarefa de recapturar a alma de sob os escombros. Foi também a cada cidadão desse pobre Haiti que o poeta Fernando pessoa disse: “Quem quer passar além do Bojador tem que passar além da dor...”.



Notas: ¹-Aqui no Amapá também vivemos nossa tragédia particular: enterramos a Professora Risalva Amaral, soberana mesmo morta. ²- Fica sempre, um pouco de perfume, nas mãos que oferecem rosas, nas mãos que sabem ser generosas – ultima musica ofertada à Profª. Risalva pelo Apostolado da Oração, quando o caixão baixou à sepultura. ³- Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta, de sol quando acorda, de flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que balança gostoso numa tarde grande, sem agenda. 4-Vendo o corpo da Professora sendo devolvido ao pó renovei meu compromisso de pisar este chão com muito respeito. Novamente entendi que ao lado de pessoas como ela pode ser janeiro, mas parece a manhã de Natal do tempo em que a gente acordava ansioso por encontrar o presente do Papai Noel sobre o sapato deixado à noite debaixo da cama . 5-Hoje estou vivendo o primeiro dia dos meus 59 anos de idade: obrigado a todas as pessoas que fazem parte dessa minha vida. 6-Sou voluntário para o Haiti – é só convocar.

- (http://cesarbernardo-finalmente.blogspot.com – http://cesarbernardosouza.zip.net)

16 JAN - D. POSITIVO (HAITI)

16 JAN D. POSITIVO




EDITORIAL:

O HAITI MAIS PERTO DE NÓS.



Estamos sem palavras que traduzam bem toda extensão dos nossos sentimentos de solidariedade ao povo haitiano, em face de perdas tão terríveis. Foi provação demais essa enorme destruição causada pelo terremoto que botou no chão a cidades de Porto Príncipe, como ocorreu a Galenk e Izmit, na Turquia em 1999. O que vimos foi o retrato de escombros e debaixo milhares de pessoas, milhares de cadáveres.

Emocionam essas cenas tristes, nos faz chorar imagens de crianças como a de Peia, e de homens já muito maduros vasculhando ruínas em busca de seus valores, às vezes alguma fotografia, uma sandália, um chapéu, qualquer coisa que fique como lembrança material dos pais, da esposa, filhos, parentes e amigos mortos e sepultos sob aquelas montanhas de escombros.

Tomara, perante a desgraça, seja o povo haitiano tornado preferencial por causa da pobreza e do direito que convencem tratar-se de pessoas donas de um país transformado em altar por causa da dor e em templo por causa da fé no futuro, que haverá de sustentá-las. Dessa vez o mundo vai perceber esse seu pedacinho.

O Haiti de que sempre ouvi falar é uma terra de valentes, povo capaz das grandes vitórias contra a tirania e de sacrifícios pela sobrevivência mais comezinha, umas que triunfam outras que, ao final, purificam. Olhando o povo haitiano pelos olhos desse terremoto o que vemos, na verdade, é um país e um povo parecidos com o oceano agitado que encanta e afronta, ou com um lago quieto que deslumbra e de repente transborda tragicamente.

E vendo, como a televisão tem mostrado, aquela gente posta nas ruas pela fúria do grande terremoto, mas ainda à espera de outros terremotos, somos forçados a admitir que pais, filhos, parentes, amigos haitianos por alguns dias não poderão pensar em nada concretamente, não terão palavras, ficarão vazios de sonhos, parecerão agora sim “homens sem alma”. Precisarão de ajuda.

Nós, brasileiros, conhecemos bem o peso das tragédias humanas sociais e econômicas que se abatem sobre os povos – as que vêm do furor da natureza e as causadas pelas mãos pesadas dos governos ruins, corruptos, que usurpam do país a capacidade de socorrer o povo em momentos assim.

Estejam certos os haitianos do Haiti e do mundo, principalmente os que possam estar entre nós aqui no Amapá que, agora, os brasileiros são mais seus irmãos que antes porque morremos juntos. Ficaram entre os mortos de Porto Príncipe alguns dos nossos soldados e mais uma santa brasileira: D. Zilda Arns. Somos uma grande nação cristã, temos sim, para os haitianos, solidariedade, fé no futuro, braços para o abraço , tudo em fim que saia de nós, rompa a distancia voando até seus lares, nos unindo no esforço de devolver-lhes a rotina da vida, a paz, o conforto espiritual e mesmo um pouco de prosperidade.

Tudo uma pena, um desperdício de vidas preciosas. Depois de passada mais essa indescritível provação ficará ao povo haitiano a elevada tarefa de recapturar a alma de sob os escombros. Foi também a cada cidadão desse pobre Haiti que o poeta Fernando pessoa disse: “Quem quer passar além do Bojador tem que passar além da dor...”.



O Anjo LAOVIAH é invocado contra as fraudes e para obter a vitória. Influencia os grandes personagens que marcaram a história e ajuda o homem a obter graças pelo seu talento natural. A ajuda deste anjo será fornecida através das experiências de vida.

Quem nasce sob esta proteção, poderá descobrir muitas coisas que usará de forma prática no dia-a-dia. Será célebre por seus atos, melhorando sua personalidade a cada nova experiência vivida. Terá por todos com os quais se relacionar, sentimentos fortes e duradouros, pois tem uma intensa capacidade para amar Enfrentará grandes desafios, tanto na vida sentimental quanto na vida profissional.

Profissionalmente fará sucesso em qualquer atividade, pois com sua coragem, nenhum obstáculo será suficientemente grande para detê-lo. Terá tendência para ser uma estrela no mundo político e na vida social. Poderá atuar como jornalista ou tornar-se um romancista célebre. Como hobby poderá dedicar-se à arte, à moda, à decoração e ao artesanato.

Categoria: Querubim Príncipe: Raziel Protege os dias: 30/03 - 11/06 - 23/08 - 04/11 - 16/01 Número de sorte: 7 Mês de mudança: julho Carta do tarô: O carro

Está presente na Terra: de 3:20 às 3:40 da manhã



Salmo: 17

Este salmo ajuda:



• a vitória contra fraudes e calúnias;

• os relacionamentos afetivos;

• a inspiração, criatividade, despojamento e humildade;

• a conscientização de que a força de vontade e a boa vibração de pensamentos são essenciais para se alcançar a felicidade



Ouve, Senhor, a justa causa; atende ao meu clamor; dá ouvidos à minha oração, que não procede de lábios enganosos. Venha de ti a minha sentença; atendam os teus olhos à eqüidade. Provas-me o coração, visitas-me de noite; examinas-me e não achas iniqüidade; a minha boca não transgride. Quanto às obras dos homens, pela palavra dos teus lábios eu me tenho guardado dos caminhos do homem violento. Os meus passos apegaram-se às tuas veredas, não resvalaram os meus pés. A ti, ó Deus, eu clamo, pois tu me ouvirás; inclina para mim os teus ouvidos, e ouve as minhas palavras. Faze maravilhosas as tuas beneficências, ó Salvador dos que à tua destra se refugiam daqueles que se levantam contra eles. Guarda-me como à menina do olho; esconde-me, à sombra das tuas asas, dos ímpios que me despojam, dos meus inimigos mortais que me cercam. Eles fecham o seu coração; com a boca falam soberbamente. Andam agora rodeando os meus passos; fixam em mim os seus olhos para me derrubarem por terra. Parecem-se com o leão que deseja arrebatar a sua presa, e com o leãozinho que espreita em esconderijos. Levanta-te, Senhor, detém-nos, derruba-os; livra-me dos ímpios, pela tua espada, dos homens, pela tua mão, Senhor, dos homens do mundo, cujo quinhão está nesta vida. Enche-lhes o ventre da tua ira entesourada. Fartem-se dela os seus filhos, e dêem ainda os sobejos por herança aos seus pequeninos. Quanto a mim, em retidão contemplarei a tua face; eu me satisfarei com a tua semelhança quando acordar. AMÉM!



¹-Aqui no Amapá também vivemos nossa tragédia particular: enterramos a Professora Risalva Amaral, soberana mesmo morta. ²- Fica sempre, um pouco de perfume, nas mãos que oferecem rosas, nas mãos que sabem ser generosas – ultima musica ofertada à Profª. Risalva pelo Apostolado da Oração, quando o caixão baixou à sepultura. ³- Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta, de sol quando acorda, de flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que balança gostoso numa tarde grande, sem agenda. 4-Vendo o corpo da Professora sendo devolvido ao pó renovei meu compromisso de pisar este chão com muito respeito. Novamente entendi que ao lado de pessoas como ela pode ser janeiro, mas parece a manhã de Natal do tempo em que a gente acordava ansioso por encontrar o presente do Papai Noel sobre o sapato deixado à noite debaixo da cama . 5-Hoje estou vivendo o primeiro dia dos meus 59 anos de idade: obrigado a todas as pessoas que fazem parte dessa minha vida. 6-Sou voluntário para o Haiti – é só convocar.





Bertold Brecht

Há homens que lutam um dia, e são bons; Há outros que lutam um ano, e são melhores;

Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons; Porém há os que lutam toda a vida

Estes são os imprescindíveis.



Do rio que tudo arrasta---- se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem.



O Vosso tanque General, é um carro forte ----. Derruba uma floresta esmaga cem Homens,

Mas tem um defeito - Precisa de um motorista .

O vosso bombardeiro, general É poderoso: Voa mais depressa que a tempestade

E transporta mais carga que um elefante. Mas tem um defeito - Precisa de um piloto.

O homem, meu general, é muito útil: Sabe voar, e sabe matar. Mas tem um defeito

- Sabe pensar





Nada é impossível de mudar



Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.

E examinai, sobretudo, o que parece habitual.

Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.



Procuram-se Poetas ! Inscrições até 20 Janeiro de 2010

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ABRAÇOS:

-TADEU – JOÃO – ERÔNIMO – EUCLIDES – P. SLVA – P. FIGUEIREDO – FROTA – PIERRE – ZAIDE – TELMA – P. TARSO – MARLENE – VIDAL – CLEUDA AMANAJÁS –BONFIM



COMENTÁRIOS:

-DESCARTE DE FACAS, CARROS

-CORREIOS – CARTEIROS PENDURANDO CORRESPONDENCIAS

-VICE PREFEITA

-PROF. ROSALVA

-ZILDA ARNS

-TURISMO COM VOOS

-MARCONDES PIMENTA X TRATAMENTO DISENSADO A DOENTES DE CANCER

-JULIANA X RODOLFO

-ALUNOS VÃO VALORIZAR O ESFORÇO DOS PAIS PARA MATRICULÁ-LOS?

-EMTU=ENTREVISTS DO JAIR NA GIRLENE

-COMANDANTE DA CAPITANIA QUER IR EMBORA E ESTÃO AJUDANDO....

http://cesarbernardo-finalmente.blogspot.com





REPÚBLICA DO HAITI (01/01/1804)

Animal-símbolo – tocoroco-hispaniola?, Hispaniolan Trogon (Priotelus roseigaster)

Lema – “L'UNION FAIT LA FORCE” (francês)

(“A União Faz a Força” – “La unión hace la fuerza”)

Haiti – Republic of Haiti – République d’Haïti – Repiblik d Ayiti (crioulo haitiano)

Capital – Porto Príncipe (Port-au-Prince).

Religião – Cristianismo 96,1% (católicos 80,3%, protestantes 15,8%), sem filiação 1,2%, outras 2,7%. A religião oficial é a católica, mas a influência africana é marcante em práticas religiosas como o vodu.

Moeda (numismática) – gourde. Código internacional ISO 4217: HTG. O gourde é a unidade monetária do Haiti e está dividida em 100 cêntimos. A palavra “Gourde” significa uma americana tropical evergreen that produces large round gourds...

O selo postal acima “Haiti” (WNS nº. UN322.06) foi emitido pela Organização das Nações Unidas (Post United Nations Vienna) em 5/10/2006 e compreende uma série de oito valores sobre “Coins and Flags”.

Ocupa o lado oeste da ilha Hispaniola (a República Dominicana tem os outros dois terços da ilha), no mar do Caribe. Seu relevo é montanhoso e a agricultura, a base de sua economia.

O Haiti é o primeiro território americano a ser descoberto por Cristóvão Colombo. Também é a primeira colônia de maioria negra a conquistar a libertação dos escravos, em 1794.

É o país mais pobre da América Central. Nos últimos anos apresenta ligeiro avanço na qualidade de vida de sua população. A taxa de analfabetismo, por exemplo, que em 1985 era de 62%, diminui para 55% em 1995.

História

A ilha Hispaniola é descoberta por Cristóvão Colombo em 06/12/1492. Os espanhóis ocupam, de início, apenas o lado oriental. No final do século XVI, quase toda a população de índios arauaques havia sido dizimada.

A parte ocidental da ilha, onde hoje fica o Haiti, é cedida à França pela Espanha em 1697 e renomeada Saint Domingue.

No século XVIII é a mais próspera das colônias francesas: graças aos escravos africanos, exporta açúcar, cacau e café. Foi entre 1795 a 1804, uma colônia francesa. Em 1844, a parte oriental da ilha tornou-se República Dominicana.

Ex-escravos no poder

Influenciados pela Revolução Francesa, os escravos – cujo número superava em dez vezes o de franceses e mestiços – rebelam-se em 1791 e três anos depois conquistam a abolição da escravatura.

O ex-escravo Toussaint L’Ouverture comanda em 1794 um exército local que defende a colônia contra forças inglesas e espanholas, ganhando para a França o domínio de toda a ilha.

Em 1801, Toussaint convoca uma Assembleia que o nomeia governador vitalício e promulga uma Constituição, mas logo depois é preso e enviado à França, onde morre.

No dia 07/04/2003 foi emitida uma série de 7 valores alusiva ao Bicentenário da Morte de Toussaint Louverture; abaixo um dos selos, com valor facial de 1,00 gourde, que mostra a inscrição: “7 AVRIL 1803 – BICENTENAIRE DE LA MORT DE TOUSSAINT LOUVERTURE – 7 AVRIL 2003”.

Os generais Jacques Dessalines e Alexandre Pétion expulsam definitivamente os franceses em 1803, e a independência é declarada em 1804.

Dessalines proclama-se imperador, mas, após seu assassinato, em 1806, o país se divide em dois, e a parte oriental (atual República Dominicana) é retomada pela Espanha.

Em 1822, o presidente Jean-Pierre Boyer consegue reunificar a Nação, mas a união não sobrevive a sua derrubada em 1844.

Para proteger seus privilégios comerciais no país, os EUA ocupam o Haiti entre 1915 e 1934, favorecendo a elite mulata haitiana, que vive em conflito com a população negra.

Duvalierismo

Após novo período de instabilidade, o médico negro François Duvalier é eleito Presidente em 1957 e instaura uma Ditadura baseada no terror dos “tontons macoutes” (bichos-papões), sua guarda pessoal, e no vodu – culto originário do Benin (África), semelhante ao Candomblé.

Presidente vitalício a partir de 1964, “Papa Doc”, como Duvalier fica conhecido, extermina a oposição e persegue a Igreja Católica. Sua morte, em 1971, conduz ao poder seu filho Jean-Claude Duvalier, o “Baby Doc”.

Ao final de 15 anos de desequilíbrio econômico e social, repressão política e corrupção, os protestos populares se intensificam e, em 1986, Baby Doc foge para a França, deixando em seu lugar uma junta chefiada pelo general Henri Namphy.

Aristide deposto

Sob nova Constituição realizam-se eleições presidenciais livres em dezembro de 1990, vencidas pelo padre de esquerda Jean-Bertrand Aristide. Empossado em fevereiro de 1991, Aristide é deposto em setembro em um golpe de Estado liderado pelo general Raoul Cédras.

A ONU e os EUA impõem sanções econômicas ao país para forçar a volta de Aristide que, em julho de 1993, assina um pacto com Cédras, em Nova York, prevendo seu retorno ao cargo. Em outubro, grupos paramilitares impedem o desembarque de soldados norte-americanos de uma Força de Paz da ONU no Haiti.

O crescimento do êxodo de refugiados haitianos para os EUA aumenta as pressões de Washington pela volta de Aristide. Em maio de 1994, o Conselho de Segurança da ONU decreta o bloqueio total ao país.

Os EUA denunciam como ilegal a manobra da junta haitiana que colocara o civil Émile Jonassaint na Presidência e em julho obtêm autorização da ONU para uma intervenção militar no Haiti.

Intervenção norte-americana

O ex-presidente e mediador dos EUA Jimmy Carter obtém um acordo com Cédras: em troca de anistia, os militares deixam o poder, e tropas norte-americanas entram no país em setembro de 1994 para assegurar o retorno à legalidade.

Aristide volta e reassume como presidente em outubro, escolhendo Smarck Michel seu primeiro-ministro. Em março de 1995, as forças dos EUA começam a ser substituídas por soldados da ONU. O Exército é dissolvido em abril.

O Movimento Lavalas – uma aliança de três partidos ligados a Aristide – ganha a maioria das cadeiras nas eleições legislativas de junho de 1995 e, em dezembro, seu candidato René Préval é eleito presidente com 87,9% dos votos.

Novo governo

A posse de Préval, em 07/02/1996, é a primeira no Haiti em que um Presidente eleito entrega o poder a um sucessor também escolhido em eleições. No final do mês, o economista Rony Smarth é aprovado Primeiro-ministro pelo Congresso.

Em março, Préval anuncia plano de privatizar as estatais, desencadeando uma onda de protestos. Em agosto, o Lavalas é responsabilizado pelo assassinato de dois líderes direitistas.

Aristide, que anuncia sua intenção de concorrer à Presidência no ano 2000, afasta-se do Lavalas e funda em novembro o movimento Família Lavalas.

Em janeiro de 1997, a República Dominicana decide expulsar os imigrantes ilegais haitianos, mas interrompe o envio diante dos protestos do Haiti à chegada dos primeiros 16 mil deportados.

No país crescem os protestos contra a adoção de um programa de ajuste e corte de gastos públicos acertado pelo Primeiro-ministro Smarth com o FMI.

Smarth sobrevive a um voto de desconfiança do Congresso, em março, mas a crise política se acentua, e menos de 10% dos eleitores votam nas eleições legislativas e municipais de abril.

Uma greve dos professores fecha as escolas do país, no qual o desemprego atinge 70% da população ativa. A fome se alastra no interior.

Smarth renuncia em junho, porém continua no cargo até outubro. Em julho, o contingente da ONU deixa o Haiti.

Em novembro, o Presidente Préval indica Hervé Denis para o cargo de Primeiro-ministro, decisão que ainda precisa ser ratificada pelo Congresso...

Contribuição brasileira – Em 2004, o governo do Brasil envia tropas do exército ao país para promover a paz e ajudar o povo haitiano (MINUSTAH)...

Selos são emitidos pelo Haiti desde 1881. O primeiro selo postal foi emitido em 1881 (Scott: 1, SG: 1), com valor facial de 1 cent, vermelho.

O primeiro selo comemorativo do país, emitido em 1929 (Scott: 321. SG: 305. Valor facial: 10 c, vermelho), marca a Assinatura do Tratado de Fronteiras entre o Haiti e a República Dominicana.

Afro-americanos e eurafricanos 96%, europeus meridionais 3%, outros 1% (1996), compõem a população de 7,4 milhões (1997) de nacionalidade haitiana. O idioma oficial é o francês e o crioulo, sendo que 90% da população fala crioulo haitiano (Haitian Creole) – um dialeto que combina o francês com vários dialetos africanos... talvez como nos territórios franceses de Guadalupe, Guiana Francesa e Martinica...





Hstória do Haiti

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Os primeiros humanos no Haiti, também conhecido como La Española' ou Hispaniola, chegaram à ilha há mais de 1000 anos aC, possivelmente 7000 aC. Em 5 de dezembro de 1492, Cristóvão Colombo ao viajar para o ocidente atingiu uma grande ilha. Mais tarde passou a ser chama de São Domingos; dividida entre dois países - a República Dominicana e o Haiti - , é a segunda maior das Grandes Antilhas, com a superfície de 76.192 km² e cerca de 9 milhões de habitantes. Com 640 km de extensão entre seus pontos extremos, a ilha tem formato semelhante à cabeça de um caimão (pequeno crocodilo abundante na região), cuja "boca" aberta parece pronta a devorar a pequena ilha de Gonâve. O litoral norte abre-se para o oceano Atlântico, e o sul para o mar do Caribe (ou das Antilhas).

Conquista espanhola

Depois da chegada de Colombo, os espanhóis estabeleceram fortes no litoral da ilha; depois da segunda viagem de Colombo à ilha, a colonização foi estendida para toda a ilha, ocorrendo a escravização de indígenas para a agricultura e cerâmica. A partir de 1520 a colonização espanhola no Haiti teve sua decadência. Depois da decadência espanhola, a partir de 1625, a ilha teve grande influência francesa. Em 1697 a Espanha e a França assinaram o Tratado de Ryswick, que determina a passagem do controle da ilha para a França. Por essa época praticamente toda a população nativa havia sido dizimada pela força e pelas doenças.

Colonização francesa

Abrigados na estratégica ilha de Tortuga, os piratas franceses passaram a ocupar partes da ilha. As tropas enviadas para combatê-los acabaram por se estabelecer na sua porção ocidental. Os conflitos com os espanhóis duraram pelo menos até 1776, quando o terço ocidental da ilha passou definitivamente ao domínio francês. Durante todo o século XVIII os franceses incrementaram a formação da lavoura açucareira na região, importando escravos africanos em grande quantidade. Ao começar a Revolução Francesa, viviam na colônia cerca de 500 mil negros, 24 mil mestiços e 32 mil brancos. O Haiti, proporcionalmente a seu território e sua rentabilidade, podia ser considerado como uma das mais ricas colônias da América, a "pérola das Antilhas".

Independência

O Haiti foi o primeiro país latino-americano a declarar-se independente. Os movimentos insurrecionais da população escrava, numericamente com uma superioridade esmagadora, começaram a se tornar frequentes. Em 1754 havia 465 mil escravos, e a classe dominante era composta por apenas 5 mil brancos, sendo o restante de negros e mulatos livres e brancos pobres. Nesse ano desencadeou-se a revolta do escravo Mackandal, que utilizou os ritos do vodu para aterrorizar os senhores e unir os escravos contra eles. Após quatro anos de guerrilhas, Mackandal foi preso e condenado à fogueira como feiticeiro, mas diz-se que fugiu pouco antes da execução. Em consequencia, os franceses passaram a reprimir o vodu.

A Revolução Francesa, com seus ideais de liberdade, foi o estopim para outra revolta, liderada pelo mulato Vicente Ogé, que acabou preso e supliciado na roda. Mas a rebelião se espalha e os escravos passam a fugir em massa e massacrar seus senhores, estimulados pela própria dissenção entre os brancos sobre o apoio aos revolucionários na França ou a independência da colônia. Financiados pelos ingleses e espanhóis, inimigos dos franceses, negros e mulatos se unem sob a liderança de Toussaint l'Ouverture, um escravo negro que aprendera a ler e adquirira certa cultura intelectual. Em 1794, a França declara a abolição da escravidão nas colônias, conseguindo que Toussaint passasse a apoiar as autoridades francesas. Pouco a pouco seu prestígio foi crescendo entre brancos e negros. Em 1801, após derrotar os ingleses e espanhóis, Toussaint preparou a independência do Haiti como um estado associado à França revolucionária. Em seguida, cuidou da volta dos ex-escravos à lavoura do país quase devastado e preparou um projeto de constituição. Entretanto, o novo governo revolucionário francês, sob o comando do cônsul Napoleão Bonaparte, rejeitou a proposta de Toussaint e mandou o general Leclerc para recuperar a rica colônia. Valendo-se da traição, Leclerc enviou Toussaint para a França, onde morreu prisioneiro. Porém, um dos generais de Toussaint, o ex-escravo e analfabeto Jean-Jacques Dessalines continuou a rebelião e expulsou as tropas francesas, proclamando a independência em 1 de janeiro de 1804. Nomeado governador da ilha, Dessalines se proclama imperador, como Napoleão e unifica a ilha. Dois anos depois, é deposto e morto e o país tem o controle dividido entre Henri Christophe, que funda um reino ao norte, e Alexandre Pétion, liderando uma república ao sul, e voltando o leste aos espanhóis. A unificação do país só acontece em 1820 sob o governo de Jean-Pierre Boyer, que governou como ditador até 1843.

[editar] Intervenção americana

Entre a deposição de Boyer e a intervenção dos Estados Unidos, o Haiti conheceu vinte e um governantes que tiveram final trágico. Digno de nota foi Faustin Soulouque, que, nomeado presidente em 1847, conquistou a República Dominicana em 1849 e foi proclamado imperador, promovendo um renascimento das práticas vodus e apoiando-se nos negros. A luta pela independência dos dominicanos levou à derrocada de seu governo, tendo sido deposto em 1858 e exilado. Dos demais governantes, um presidente foi envenenado, outro morreu na explosão de seu palácio, outros foram condenados à morte e um deles, Vilbrum Sam, foi linchado pelo povo. A economia caótica e a instabilidade institucional levaram os EUA a intervir no país a fim de cobrar a dívida externa. Em 1905, passaram a controlar as alfândegas e, em 1915, invadiram militarmente a ilha e assumiram o governo. A intervenção reorganizou as finanças e impulsionou o desenvolvimento da nação. Os americanos impuseram uma nova constituição e se comprometeram a respeitar a soberania do país. Seguiram-se sucessivos governos da elite mulata. A presença das tropas americanas impediam a anarquia e a guerra civil, porém não puderam conter a fragilidade dos governos nem a constante oposição dos nacionalistas, que não desejavam a continuidade das tropas estrangeiras. Em 1934, os EUA retiraram suas tropas e, em 1941, abdicaram do controle alfandegário.

Era Magloire

Em 1946, uma rebelião popular derruba o presidente mulato Elis Lescot, levando ao poder o negro Dumarsais Estimé, que é destituído por um golpe militar liderado por Raoul Magloire em 1950. Durante o governo de Magloire, é promulgada uma nova constituição que, pela primeira vez, dá ao povo haitiano o direito de eleger diretamente o presidente. Magloire, porém, decide perpetuar-se no poder com o apoio do exército, o que provoca uma violenta reação popular, resultando na renúncia do presidente. Segue-se novo período de instabilidade: nos nove meses seguintes à queda de Magloire, o Haiti conhece sete governantes diferentes. Finalmente, em 1957, após eleições de validade duvidosa, é eleito o intelectual negro François Duvalier.

Era Duvalier

O período mais sombrio na história do Haiti iniciou-se em 1957 com a ditadura de François Duvalier. Médico sanitarista com certo prestígio mundial, devido a suas ligações com o movimento negro, realizara excelente trabalho junto às populações rurais no combate à malária, sendo apelidado de Papa Doc(papai médico). O regime montou um aparato de repressão militar que perseguiu seus opositores, torturando-os e assassinando muitos deles. A repressão era encabeçada pela milícia secreta dos tontons macoutes, cuja tradução é "bichos papões". Apoiado no vodu, Papa Doc morreu em 1971, após ter promulgado uma constituição em 1964 que lhe dera um mandato vitalício e ter conseguido que seu filho menor fosse declarado seu sucessor. Seu filho Jean Claude Duvalier, o Baby Doc, que assumiu o poder aos 19 anos, deu continuidade ao regime de terror imposto pelo pai. Governou até 1986, quando foi deposto por um golpe militar. Os militares que assumiram o poder sucederam-se no governo por vários anos. A esperança de redemocratização surgiu em 1990, quando ocorreram eleições livres e a população elegeu o padre Jean Bertrand Aristide para presidente.

Era Aristide

O Haiti de 1986 a 1990 foi governado por uma série de governos provisórios. Em 1987, uma nova constituição foi feita. Em dezembro de 1990, Jean-Bertrand Aristide foi eleito com 67% dos votos. Porém poucos meses depois, Aristide foi deposto por um novo golpe militar e a ditadura foi restaurada no Haiti.

Em 1994, Aristide retornou ao poder, com auxílio do Estados Unidos. Mesmo assim, o ciclo de violência, corrupção e miséria não foi rompido. Em dezembro de 2003, sob pressão crescente da ala rebelde, Aristide prometeu eleições novas dentro de seis meses. Os protestos contra Aristide, em janeiro de 2004, fizeram várias mortes na capital do Haiti, Porto Príncipe. Em fevereiro, com o avanço dos rebeldes, o ex-presidente foge para a África e o Haiti sofre intervenção internacional pela ONU

quinta-feira, janeiro 14, 2010

09 JAN 2010 - CRÔNICA DO PROFESSOR MUNHOZ II

CRÔNICA DO PROFESSOR MUNHOZ* – 09/01/2010




Terminamos o programa da semana passada (02/01/2010), implorando ao Sr.Prefeito que não acabe com a historia da cidade, trocando o nome das ruas, que é um desrespeito àqueles que deixaram seus nomes para a posteridade. E usei uma expressão que repito agora: “Que não se tire a roupa de um santo para cobrir outro”. Vamos respeitar o passado, porque um dia todos seremos o passado, que hoje nós menosprezamos.

Não temos absolutamente nada contra as homenagens, elas são justas, mas não em detrimento do que já existe., dou um exemplo: por muitos anos, na Presidente Vargas, morou uma das pessoas mais integras que já conheci. Por sinal, foi minha primeira grande amiga, nesta cidade, a Professora Ester Virgolino.

Pois bem, quiseram mudar o nome da rua onde residiu? Nada! Há 50 anos moro na Coriolano Jucá, tendo só no Hotel Sto. Antonio residido 49 anos, três meses e três dias. Se eu morrer de uma hora para outra, já que estou com 74 anos, é justo mudar o nome da avenida, onde por meio século resido? De jeito nenhum.

O Sr. Prefeito ao mudar o nome de uma avenida importante, afirmou que outras famílias também recebiam sua homenagem. Concordo, mas não destronando figuras importantes do passado. Ainda usando palavras do Sr. Prefeito, que afirmou que demonstrava o interesse do município em manter viva a historia, eu pergunto: que história? A passada ou a atual?

E lembro de uma definição dos romanos: “Historia magistra vitae est”. A historia é a mestra da vida. E com essa farra de mudanças de nomes de logradouros públicos, não aconteça de um prefeito futuro fazer o que fez um de São Luiz do Maranhão: que volte tudo como era antes. Está certo, história não é estória.

E uma ex aluna, hoje respeitável matrona mãe de muitos filhos, vendo-me sair do Correio, esta semana, me disse: “Profº. Munhoz, há pouco, lembrei muito do senhor, e Paris, visitando o Museu do Louvre. Era como se ainda estivesse assistindo a suas aulas no Colégio Amapaense”. E com entusiasmo me falou da “Vitória de Samotrácia”, a “Vênus de Milo” e a “Mona Lisa”, três das mais celebres obras de arte de todos os tempos que aquela instituição reúne e protege.

Para quem não sabe, o edifício que abriga o museu, nasceu no final do século XII e foi a sede da monarquia francesa desde a dinastia medieval dos Capetos até Luiz XIV, que tomaria ainda uma decisão fundamental para a transformação do palácio em museu em 1678, ao decidir abandona-lo para ir morar no Palácio de Versalhes.

O Museu do Louvre é tão grande que, para exibir seu rico acervo fora dos limites de Paris, resolveram criar “sucursais” e uma delas funcionará em Abu Dhali, nos Emirados Árabes Unidos, em prédio de Jean Neuvel. Outro Louvre será em Leens, interior da França, um projeto do escritório japonês Sanaa. Os dois devem ser entregues em 2012.

Algumas obras-primas do Louvre são, por exemplo: “São Francisco recebendo os estigmas”, de Giotto; “Belthsabée no banho”, de Rembrandt; “Mulheres da Argélia da Argélia em seus aposentos”, de Delacroix e o “Escriba Sentado”, estátua milenar do Egito Antigo, entre outras, além da Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, a grande sensação do museu.

E em companhia de minha amiga Consolação Corte, estive visitando a Profª. Wanda Jucá, perto de seus 90 anos, hoje morando com seu irmão, o amigo Meton. Recebidos com as honras de estilo, passamos horas lembrando a educação de outrora, com os mestres que hoje são pura história. A Profª. Wanda Jucá é um dos nomes mais importantes da nossa educação, tanto na direção de estabelecimentos de ensino, como em atividades em salas de aula, lecionando a nossa língua pátria, “a ultima flor do Lácio”, como dizia Olavo Bilac.

Com o Meton tivemos a oportunidade de falar de um tempo que já parece tão longínquo, mas cujos frutos estamos aproveitando no momento, pois os alunos de outrora são as autoridades de hoje no campo da política, do direito, da medicina, das artes em geral.

Com referencia a tantos nomes, lembramos Elicio Martins, ainda no jornalismo e de quem lembro, num ato de generosidade em relação a mim, quando escreveu na Voz Católica, há tantos anos, que “aqui em Macapá ninguém ousa fazer qualquer movimento de cultura sem a sua participação. Seria uma falta de bom senso”.

E por falar em Profª. Wanda Jucá, não podemos esquecer outra mestra quase sexagenária, a Profª. Risalva Amaral, no momento internada no Hospital São Camilo; a Profª. Risalva é outro nome de respeito do nosso antigo magistério.

E uma vez que estamos recordando nomes de projeção da nossa cidade, lembro de que faz poucos anos, morreu aqui, no inicio de janeiro, a maior anfitrioa da nossa sociedade: Dona Leila Ghammachi, aquele que sabia receber com tanta classe e distinção, a ponto de o amigo Vidal Bezerra, de Lisboa, afirmar que seria certo coloca-la no rol das hostess internacionais. E também quero transmitir à Profª. Zaide Soledade pelo almoço de quinta-feira, os agradecimentos do Oberdã, do Renato e do Saraiva. Foi um autentico banquete de inicio de ano, onde a par da melhor culinária nossa, havia a grande amizade da querida mestra, tendo faltado a Socorro.

Precisamos aproveitar todos os minutos da vida, jamais deixando para depois o que se pode fazer agora. Aproveitar enquanto se tem saúde e vida, pois a morte é às vezes traiçoeira.

Dos que morreram na Pousada de Angra dos Reis, no primeiro dia do ano, quem delas pensava na morte? Em como não sou de pedra nem de barro, vou dar uma voltinha daqui a pouco, dormindo em Salvador, na Bahia. Vou rever algumas de suas belezas, de seu acervo artístico, que é um dos maiores do Brasil, mais as 27 coleções de balangandãs em prata do Museu Costa Pinto, e a maior coleção particular de arte sacra do Brasil, de Abelardo Rodrigues, no andar nobre do Solar Ferrão, valioso prédio da arquitetura civil do período colonial.

E a maravilha que é o Cristo, de Francisco Manoel das Chagas, o Cabra, no Museu do Convento do Carmo, etc.

Mas não quero deixar de falar de um aspecto triste de alguns dos nossos policiais militares, na tarde de 3ª feira, 05, sem a mínima ética ao abordar no caso uma cidadã, sobrinha da Dra. Deuzucélia, minha dentista. Sua sobrinha, a Nara Góes, foi tratada sem o mínimo respeito por dois policiais militares, um homem e uma mulher, precisando ambos de um curso sério e prolongado de relações humanas, pois não sabem abordar um cidadão. Todos somos cidadãos e merecemos respeito por parte de quem quer que seja. Será que é preciso recorrer à justiça? Que tipo de policiais nós temos?.

*-Professor – Membro do Conselho Estadual de Cultura – Ancora do Programa Radiofônico “Debate Positivo” – 102.9 FM.

Macapá, 14 jan 2010.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

DR. JOAQUIM AURÉLIO NABUCO D'ARAUJO - HERÓI NACIONAL

História

Herói nacional, para sempre

Estadista, historiador, diplomata e sedutor. E, acima de tudo,

o homem que encabeçou a mais justa de todas as causas:

a batalha da opinião pública que terminou por convencer a

sociedade brasileira a se mobilizar para acabar com a escravidão



Vilma Gryzinski



Num domingo, dia 13, a princesa Isabel desceu a serra. Vinha de Petrópolis e ia para um lugar de honra na história. Com os olhinhos azuis iguais aos do pai, contemplou a multidão tomada de enorme comoção que estava na frente do palácio imperial, no centro do Rio. Usava um vestido de seda marfim, enfeitado com rendas francesas, e assinou com mão firme as palavras de explosiva simplicidade escritas no documento à sua frente: "É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil". Para quem olha o passado com displicência retroativa, a história termina aí: transformações econômicas e políticas empurraram um regime falido a aceitar a libertação da massa vilmente explorada, com a participação de um ou outro representante da elite esclarecida. Mas afastemos um pouquinho a cortina alegórica que cerca o 13 de maio de 1888. Assinada a lei, Isabel voltou-se para o homem alto e elegante que estava a seu lado naquele momento emocionante. "Estamos reconciliados?", perguntou. Como perfeito cavalheiro que era, Joaquim Nabuco acedeu e beijou a mão da princesa. Depois assomou à janela, para saborear o momento de glória e a adulação da massa. Aquele dia era dele, mais do que de qualquer um.

Não existe a mínima prova histórica, ainda mais no caso de uma princesa carola e apaixonada pelo marido, mas não é impossível imaginar pelo menos uma pontinha de flerte na pergunta de Isabel. As mulheres não resistiam a Nabuco. Aliás, os homens também não. No campo das ideias e da camaradagem viril, evidentemente. Joaquim Nabuco, que ressurge das brumas históricas ainda que fugazmente, em virtude do centenário de sua morte, neste dia 17, foi um personagem tão monumental que tudo em torno de sua extraordinária vida parece ser exagerado. Desvendada, a névoa do mito se revela, no entanto, tecida de verdade. Candidato a maior estadista da história nacional, embora no papel nunca tenha sido mais do que um simples deputado, Nabuco tem um título incontestável: foi o mais importante, o mais eloquente e o mais popular dos abolicionistas. Protagonizou o movimento pelo abolicionismo e, ao mesmo tempo, refletiu sobre a história que se desenrolava à sua volta, captando com a força de um intelecto preciso como laser a importância orgânica da escravidão na sociedade brasileira. No processo, como definiu o grande historiador Evaldo Cabral de Mello, escreveu "a mais brilhante análise do papel desempenhado pela escravidão na formação social e política do Brasil".



"Absorvia-a no leite preto que me amamentou; ela envolveu-me como uma carícia muda toda a minha infância", escreveu ele sobre a escravidão que conheceu como menino, num engenho pernambucano. "Por felicidade da minha hora, eu trazia da infância e da adolescência o interesse, a compaixão, o sentimento pelo escravo - o bolbo que devia dar a única flor da minha carreira." Não há quem não se arrepie ao ler como o jovem Nabuco descobriu que a tepidez do que parecia a ordem natural das coisas, de menino mimado pelas mucamas, era na verdade brutal e amarga. Era menino ainda, estava sentado no patamar da escada superior da casa onde havia sido criado pela madrinha, quando surgiu um jovem de corpo castigado. Lançando-se a seus pés, o escravo pediu que fosse comprado, salvando-o assim do senhor que o supliciava. "Foi este o traço inesperado que me descobriu a natureza da instituição, com a qual eu vivera até então familiarmente, sem suspeitar a dor que ela ocultava", descreveu Nabuco. Nasceram ali as sementes que o levaram a, mais tarde, autodesignar-se representante do "mandato do escravo", explicado com palavras de impressionante contemporaneidade: "Delegação inconsciente da parte dos que a fazem, interpretada pelos que a aceitam como um mandato a que não se pode renunciar".

À luz da história no que tem de mais estéril - a entediante versão mil vezes repetida do 13 de maio e seus antecedentes -, é difícil reproduzir a força avassaladora que o movimento contra a escravidão despertou em todo o país. O que o Brasil teve de pior - o comércio, a servidão, a exploração e a indizível violência mil vezes cometida contra seres humanos - gerou o que o Brasil de melhor conseguiu oferecer, sob a forma da luta abolicionista. Foi uma história de homens tomados de paixão por uma causa justa e, entre eles, nenhum mais apaixonado do que o jovem pernambucano de família ilustre, pai, avô e bisavô senadores do Império, com muito berço e quase nenhum dinheiro, que se tornou o que de mais parecido poderia existir no século XIX com uma celebridade ao estilo contemporâneo, aclamado, paparicado e adorado.



Nabuco pensava como um gigante histórico, polemizava como um estivador e jogava para a plateia como um ídolo pop. Travada, em grande parte, no centro da vida intelectual da época - os teatros -, a campanha abolicionista forneceu o palco ideal a um Nabuco simultaneamente confiante, arrojado, pedante, metido. Ou, na definição da cientista social Angela Alonso, autora da ótima biografia Joaquim Nabuco (Companhia das Letras), um "enamorado de si mesmo", impelido ao fulcro do cenário nacional tanto pelo imperativo moral quanto pelo desejo de aplausos e aprovação - que artista não se identificaria com ele? Entre os muitos palcos, nenhum foi mais consagrador do que o do Teatro de Santa Isabel, no Recife natal, onde as mulheres faziam fila nos camarotes especiais, suspiravam, lançavam pétalas de rosas e lencinhos com seu rosto pintado. No ápice da campanha e da popularidade, também se tornou marca de cigarros (Nabuquistas e Príncipes da Liberdade), de cerveja (Salvator Bier) e até de um modelo de chapéu (O Abolicionista, com um retrato dele). Pois, ainda por cima, o herói da causa era bonito. "Branco alvíssimo", numa descrição da época, media 1,86 metro e tinha olhos de mormaço, como a Capitu que ainda haveria de nascer da cabeça de seu amigo Machado de Assis. Correspondia, em tudo, até no bigodão, uma novidade em relação às barbas da época, ao apelido de Quincas, o Belo. Nos retratos e fotos, aparece sempre de mãos à cintura ou com dois dedos no bolso do colete ou em alguma outra pose que gritasse: sou o dono do mundo. Era assumidamente metrossexual, ou, como se dizia no século XIX, um dândi, o tipo masculino preocupado com a aparência e sensível a modismos. Usava robe de seda japonesa, malas Louis Vuitton e senso de humor. "Riem e se cutucam quando entro na Câmara, culpa do meu terno de casimira clara, do sapato inglês e do chapéu de palha", escreveu a seu eterno e complicado amor, Eufrásia Teixeira Leite (leia mais). "Só para provocar usei outro dia a pulseira de ouro. Aquela que me deste." A joia já havia dado o que falar. Numa das campanhas eleitorais (ganhava, perdia, ganhava, perdia), os adversários o apelidaram, maldosamente, de "candidato da pulseira".



Quem o julgasse apenas pela aparência polida incorreria em grave erro. Nabuco sabia bater. No calor da campanha abolicionista, que inflamava o país inteiro mas esbarrava na resistência composta de boa parte dos políticos (tanto liberais quanto conservadores) e dos fazendeiros do oeste paulista, do Vale do Paraíba e da zona cafeeira de Minas, escreveu que o Brasil estava dividido em duas falanges: "A pirataria e a civilização". Tinha, também, seu lado Tancredi, o personagem do Gattopardo de Lampedusa (e do filme de Visconti), e sua excessivamente usada frase sobre as mudanças necessárias para não mudar a ordem essencial das coisas. Cheio, portanto, de contradições, sofria períodos de depressão, pensou em emigrar para a Austrália ou a Nova Zelândia, vivia dividido entre o Brasil e a Europa. "De um lado do mar sente-se a ausência do mundo; do outro, a ausência do país", escreveu. Enfim, a complexidade e os questionamentos que se esperam dos intelectos superiores. Foi um monarquista esclarecido que escreveu contra Pedro II o panfletário O Erro do Imperador (daí a frase de Isabel no dia da abolição), um interessado na "política que é história" que conheceu o que a outra política tem de pior, um deputado que entrou para a Câmara "tão inteiramente sob a influência do liberalismo inglês como se militasse às ordens de Gladstone" e que acabou incluído em artigo do Times de Londres na turma de "comunistas" que usavam o abolicionismo radical para subverter a ordem.

Devido à multiplicidade e à riqueza tanto de sua personalidade quanto de sua obra política, até hoje é possível beber na fonte nabuquista a partir de diferentes perspectivas. Como em todas as grandes obras, cada um encontra em Nabuco o que procura - ou, melhor ainda, o que nem sabia existir. À esquerda, causa simpatia sua defesa da nacionalização das terras para uma reforma agrária que acabasse com a miséria provocada, em especial no Nordeste, pelo sistema de grandes propriedades, "fazendas ou engenhos isolados, com uma fábrica de escravos, com os moradores das terras na posição de agregados do estabelecimento, de camaradas ou capangas". Mas é difícil competir com sua análise da "superstição do estado-providência", pois, sendo o estado "a única associação ativa, aspira e absorve pelo imposto e pelo empréstimo todo o capital disponível e distribui-o, entre os seus clientes, pelo emprego público".

Voltando ao 13 de maio. Feito o beija-mão, Joaquim Nabuco recebeu as ondas intermináveis de aplausos. "Delírio no recinto, meu nome muito aclamado", anotou em seu diário. Quem acha que o Carnaval dura muito não imagina o que foi a festa da libertação dos escravos: sete dias de feriado nacional, todo mundo na rua, bandas e cortejos, prédios enfeitados, espetáculos gratuitos nos teatros. No dia 17, quando aconteceu a missa celebratória diante de 20 000 pessoas, Nabuco e Isabel de novo se cruzaram. Ela passava de carruagem, cercada pela massa eufórica. Nabuco surgiu e, como um Moisés no Mar Vermelho, caminhou entre a multidão, que se abriu para lhe dar passagem. Cumprimentou a princesa e lhe ofereceu camélias brancas, a flor do abolicionismo. Era festa, mas o destino dela e da monarquia que representava já estava selado. Sabendo disso, Nabuco prometeu a si mesmo: "Eu hei de ser o último dos monarquistas. Preciso bater-me pela princesa, a nossa Lincoln, como me bati pela abolição". Como homem honrado, cumpriu o prometido.



Parece que foi ontem

As imagens da escravidão que estão na memória de muitos de nós são as gravuras de Debret - meio apagadas, distantes, coisa de muito tempo atrás. Por isso é sempre um choque descobrir que a ignomínia do trabalho escravo conviveu por bom tempo com a fotografia, uma das novidades tecnológicas que inauguraram a era contemporânea. À exceção do impressionante e anônimo flagrante da mulher na liteira, com dois carregadores, as fotos aqui reproduzidas foram feitas por nomes conhecidos no século XIX, fundadores de estúdios fotográficos importantes. O alemão Alberto Henschel fotografou as duas mulheres, a babá com o menino e a do retrato ao lado, ambas belas e fortes. Marc Ferrez, o filho de franceses que mostrou tantas e tão deslumbrantes belezas do Rio, fotografou os escravos na colheita de café. O suíço Georges Leuzinger congelou no tempo a fazenda arrancada à rocha viva em Jacarepaguá, as crianças negras em andrajos, o menino branco todo arrumadinho no cavalo de brinquedo. Eles todos são nós e nós somos eles.









História

Não havia outra como ela

Nabuco amou a única mulher que estava no mesmo patamar

que ele - e, talvez exatamente por isso, nunca se casaram



Vilma Gryzinski



Um amor tempestuoso, complicado e globalizado por uma mulher tão fora dos padrões da época que, apesar da paixão mútua e incendiária, não quis se casar com ele. Difícil inventar história pessoal melhor para acompanhar a prodigiosa carreira pública de Joaquim Nabuco do que seu caso do tipo vai e volta com Eufrásia Teixeira Leite, provavelmente a única mulher de seu tempo que manteria um diálogo de igual para igual com ele. E que diálogo. As cartas iam e vinham, ao sabor das brigas e reatamentos. Ela saiu do casarão de 22 cômodos em Vassouras e foi morar em Paris. Não queria voltar para o Brasil. Ele ia e não ficava: França, Itália, Inglaterra, Estados Unidos. Não conseguia não voltar para o Brasil. Ela já era rica e ganhou mais dinheiro ainda no exterior. Transformou-se em investidora profissional: especulava com commodities, comprava títulos públicos, passava os dias trancada no escritório. Ele, com as finanças sempre apertadas, era sugado para o palco público da política. Ela oferecia ajuda para financiá-lo - imaginem isso no século XIX. "Eu tenho algum dinheiro e não sei o que fazer dele, compreende que me é muito mais agradável emprestar a si que a um desconhecido", escreveu, friamente, ten-tando fingir que propunha um negócio interessante para não ferir o delicado ego masculino. Ele, claro, ficou ofendidíssimo. Brigaram, voltaram.

Na biografia romanceada Mundos de Eufrásia (Editora Record), a autora Claudia Lage reconstitui o conturbado relacionamento. Nabuco e Eufrásia conheceram-se num passeio em família na enseada de Botafogo, ela com 12 anos, ele com 13 - idade suficiente para iniciar uma galanteadora correspondência. Aos 15, o jovem Quinquim parou de escrever. Oito anos depois, eles se reencontraram num recital de poesia no Rio. Eufrásia já uma mulher "aprumadíssima, elegante, linda", segundo um biógrafo, o busto, como se dizia pudicamente na época, projetado, cinturinha afinada no espartilho, suntuosa ca-beleira negra, sobrancelhas grossas e marcantes. Claudia Lage imagina o reencontro dela com Nabuco como uma daquelas cenas românticas em que apenas um beijo na mão desencadeia carga erótica arrepiante: "Beijou ávido e longamente a palma, como se sorvesse, resistindo ao impulso maior de sair daquela parte e beijá-la inteira".



As fãs de Crepúsculo podem parar por aqui. Pois, ao contrário do que se poderia imaginar num namoro do século XIX, as coisas entre Eufrásia e Nabuco evoluíram, e muito. Para Claudia Lage, o romance passou dos salões aos lençóis quando os dois viajaram juntos de navio, o Chimborazo, para a Europa. É possível, pois muitos anos depois, numa volta passageira ao Brasil, ela escreveu: "Não sei que influência tem na sua vida a viagem do Chimborazo. Eu por certo sem ela não estaria aqui". Em Paris, eles combinaram casamento pela primeira vez. Depois, desmancharam, iniciando um ciclo que se repetiria nos catorze anos seguintes. Sobre os motivos da indecisão de Eufrásia, os biógrafos tendem a achar que ela cedia a uma promessa feita ao pai, que no leito de morte pediu às filhas que não se casassem. Além da natureza estranha do pedido, ainda mais à época, pesa contra o fato de que Eufrásia já era livre, rica e independente. Nem a família de barões da região de Vassouras, à direita de Gêngis Khan, poderia impedi-la.

Os planos de casamento foram muitas vezes retomados. Mas coração era uma coisa, cabeça outra. Existem, sim, mulheres que, como os homens, pesam os prós e os contras do casamento em relação à liberdade - e à solidão - da vida sem um par. Quando esteve no Rio, hospedada num hotel retirado para preservar a intimidade, derreteu-se. Ele teve de partir em campanha eleitoral, ela de repente decidiu voltar a Paris. Nabuco ficou sem mulher, sem dinheiro e perdeu outra eleição. Acusou-a de abandoná-lo e fazê-lo sofrer. "Tenho mil saudades, nem penso em outra cousa senão na Tijuca, no hotel dos Estrangeiros e em tudo o que se passou", respondeu Eufrásia. Novamente, ele a pediu em casamento. Novamente, ela desconversou - "Casar-me logo, isso infelizmente não posso lhe dizer". Cada vez mais rica, ela se vestia com Charles Frederick Worth, o inglês radicado em Paris que inventou a alta-costura, e ganhou o apelido de "dama dos diamantes negros" por causa da moda de usar joias costuradas na roupa e presas nos cabelos.

Nabuco não era nenhum santo. Enquanto durou o romance com Eufrásia, namorou senhoras casadas, flertou com beldades solteiras e manteve fogosa correspondência com Sarah Bernhardt, a Madonna da época. Da primeira vez que esteve em Washington, como diplomata, queixou-se: "Fora do casamento não há nada aqui". Tinha falta das aventuras extraconjugais. Por causa da paixão por Eufrásia, ficou solteiro até a avançadíssima idade de 39 anos. Por fim, casou-se com a jovem Evelina, de boa família e disposição dócil, em tudo diferente de Eufrásia. Sem falar no dote de 30 000 libras, que ele torrou quase imediatamente: aplicou tudo no que se revelaria, ao longo dos tempos, um dos piores investimentos do mundo, títulos da dívida pública argentina. Ao contrário de Eufrásia, Nabuco não entendia nada do assunto. Evelina o acompanhou na etapa pós-Abolição, quando voltou para a diplomacia e para a religião. "Minha mulher e meus filhos formam o círculo dentro do qual sou intangível. Quanto mais esse círculo nos protege, mais nos aperta", escreveu em 1893. Não foi disso, afinal, que Eufrásia tentou fugir?

segunda-feira, janeiro 11, 2010

SOLIDÃO DO (FIM) DO PODER

SOLIDÃO DO (FIM) PODER

(Publicado em o Diário do Amapá - 09 Jan 2010)

O presidente Lula está em dificuldade pública (quem sabe, legal) por causa de ministros que o ameaçam com pedido coletivo de exoneração e outro, o do turismo, metido em rolos com verbas da pasta pagas a sabe lá quem, sabe Deus como.
Em diferentes outras situações vexaminosas viu-se o presidente por causa de escândalos até então inadmissíveis sob a ótica do velho PT, original, batedor de latas por dá cá aquela palha: Ministério da Saúde e a “Máfia dos Sanguessugas” – Casa Civil e o “Mensalão” – Ministério da Fazenda e um pobre jardineiro.... à frente disso, respectivamente, seus ministros Humberto Costa, José Dirceu, Antonio Palocci...
Presidente FHC teve lá seus “momentos” de dificuldades com ministros e assessores seus protagonizando escândalos tipo: Sivam, Pasta Rosa, compra de votos para a reeleição, abafa de CPIs, Proer, Banestado, caso Marka-FonteCindam, etc, etc.
Esse vento que venta lá não é propriamente o que venta abaixo, nas paletas dos moinhos dos governos estaduais e municipais, mas axiomaticamente um governo em qualquer desses níveis é republicanamente igual ao outro, especialmente nas dificuldades.
Governantes que os chefiam (quanto mais tempo pior), a seu favor sempre terão a simulação, a dissimulação, o poder, as leis, os amigos, a organização do estado e, assessores diretos com idéias próprias, com ou sem honra, ainda não ricos, quase sempre não honoráveis, muitas vezes mal agradecidos, sempre certos da impunidade, além de assessores sem idéias próprias, mas capazes de assimilá-las de outrem, e, pior dos males, assessores sem idéias próprias e desprovidos da capacidade de aproveitar outras – esses, “imexiveis” por acordos.
Mesmo fortes esses governantes são julgados pusilânimes pelo povo, que não é “sem memória”, e sim crédulo na capacidade e autoridade de escolha do eleito. No entanto, logo a seguir os julgam pelas atitudes dos seus escolhidos, boas e más.
Emblematicamente, FHC e Lula navegaram em “águas de almirante” ao longo de seus mandatos. Foram sábios ou profissionais, simulando, dissimulando, confiando desconfiando da maioria de seus auxiliares, falando mal um do outro, manobrando a “massa” ignara e intelectual. Inclusive foram imprevidentes tanto quanto puderam, mas só ganharam popularidade com suas palavras deformadas para pior pela imprensa.
Esses “mestres” da “moderna” política nacional, de cima para baixo, quiseram ensinar a turma do poder menor coisas pragmáticas e convenientes ao poder como: cuidado com os amigos que vão tornar-se seus inimigos, nada de tolerância com membros do governo que se tornam muito poderosos, só enfrentar o mal se conhecê-lo, nada de guerra com o que se pode resolver pacificamente, nunca tolerar pequenos prejuízos, cultivar o centro em detrimento dos extremos, tornar-se eqüidistante de todos os partidos, não falar mal de partido numeroso, cuidar dos segredos e, especialmente saber que a opinião que fazem deles não é melhor do que a opinião que fazem dos outros.
De certa forma os ex governantes, Lula em especial, aprenderam e reproduzem que, no exercício do poder, lisonja só se evita quando se leva a troupe de bajuladores a compreender que o governante não se ofende quando lhe dizem verdades que ajudam, mas não interferem na decisão que tomará. Ouvir aduladores é não ser capaz de tomar decisões confiáveis., e variável.
Notas: ¹-Veja os estragos que as inundações estão causando às lavouras no sul-sudeste-centrooeste do país e,,, previna-se para a alta de preços que vem por aí. ²-Jornal da Band, 05/01/2010, 19 h, ouviu um Gerente de uma rede de lojas em São Paulo: “independentemente de quando foi adquirido o estoque os preços dos importados TÊM que flutuar com o dólar., nesse caso baixar nossos preços”. Em Macapá???????????????
³-Pobre Liesa. Confundir Escola de Artes Populares no sambódromo com o próprio é de uma pobreza suficiente para enredo de samba campeão. O “complexo” está formatado pela pista, escola, arquibancadas/camarotes e se quiser, área de dispersão. 4-Pergunta do estreante: “porque queimar uma área nobre com um Centro de Convenções com mil assentos se o Bacabeiras comporta 750 pessoas acomodadas?. 5-Profº. Nilson Montoril, Dep. Dalto Martins, Camilo de Lelis e eu estivemos em Mazagão Velho revendo a boa gente de lá. Nosso anfitrião foi o Profº. Cristiano. De lá fomos ao Distrito do Carvão: prospera comunidade.

domingo, janeiro 10, 2010

PROFESSOR NILSON MONTORIL

As primeiras comermorações natalinas em Macapá




A partir do ano de 1738, após a instalação de uma guarnição do Exército de Portugal na Província dos Tucujú, o principal evento da cristandade, o Natal de Jesus Cristo, passou a ser comemorado em terras de Macapá. Certamente os militares limitaram-se a realizar orações e improvisar a ceia. Na época, nem sacerdote havia no Lugar Macapá, daí não ter sido possível a realização da missa do galo. Porém, no Natal de 1751, com a implantação do povoado, soldados e açorianos devem ter vivido uma inusitada experiência na faixa setentrional do planeta, onde muitos estudiosos acreditavam não ser possível a sobrevivência humana. Desta feita o Padre Miguel Ângelo de Moraes integrava o contingente lusitano colonizador que contava com o apoio de índios e negros escravos. A primeira comemoração de natal que uma comunidade viveu na faixa oriental do braço norte do Rio Amazonas foi embalado apenas por sentimentos religiosos, haja vista que as fortes e freqüentes chuvas haviam destruído quase toda a plantação dos moradores de Macapá e causado outros malefícios. A primeira igreja de São José, erguida em taipa e despida de luxo, ficava no espaço onde foi assentado o baluarte São Pedro da majestosa Fortaleza de São José. Por ocasião do Natal de 1761, a missa do galo aconteceu na atual Igreja de São José, cuja inauguração tinha ocorrido no dia 6 de março. Macapá era vila desde o dia 4 de fevereiro de 1758, e em volta do Largo de São Sebastião, atual Praça Veiga Cabral, inúmeros prédios públicos e residências já estavam ocupados. Tudo era feito de maneira muito simples. Presentes e mesa farta não existiam. Entre os anos de 1764 e 1782, o número de escravos aumentou consideravelmente em decorrência da necessidade de mão de obra para a edificação da fortaleza. Eles nada sabiam sobre o significado do Natal porque não eram cristãos. Os religiosos se encarregaram de orientá-los na doutrina católica e foram tolerantes quando os cativos fizeram seus tambores rufarem no dia 24 de dezembro do citado período. Ora, pensavam os negros, se o momento era importante e merecia entusiástica comemoração, porque não lembrar as festas de coroação de seus reis ou fatos marcantes da sua cultura? Cientes de que não seria prudente impedir as batucadas, os religiosos sugeriram que elas fossem realizadas em louvor a Nossa Senhora do Rosário. Nas terras de Macapá tudo era obtido com muito trabalho e sacrifício. Diversos estágios foram vividos por nossos antepassados. As coisas só começaram a melhorar a partir do natal de 1944, quando já estava implantado o Território Federal do Amapá. Antes disso, apenas os mais aquinhoados podiam realizar a ceia natalina consumindo os produtos da época, vendidos por firmas importadoras de Belém. Em Macapá, eram raros os comerciantes que se arriscavam a adquirir bacalhau, castanha portuguesa, uvas, maças e peras. Quem criava aves ou podia comprá-las tinha uma ceia natalina mais sofisticada. Refrigerante e cerveja vinham de Belém e quem podia adquiri-los os tomavam ao natural. Só os donos de geladeiras a querosene se davam ao luxo de saboreá-los gelados. O natal de 1944 se revestiu de profunda tristeza para os católicos de Macapá, devido à morte do Padre Júlio Maria Lombaerd, ocorrida em Manhuaçu, Minas Gerais, na tarde do dia 24 de dezembro. A notícia chegou pelo telégrafo, endereçada aos Padres Phellipe Blanc e Antônio Schultz, ambos integrantes da Congregação da Sagrada Família, a mesma a qual pertencera o sacerdote falecido. Grande parte da população de Macapá conviveu com o Padre Júlio quando ele aqui desempenhou as suas atividades e tinha por ele grande estima. Por essa razão, apenas as funções religiosas receberam maior atenção. No dia 25, Dona Iracema Carvão Nunes, esposa do governador Janary Nunes, distribuiu brinquedos e roupas às crianças pobres. Em 1945, a motivação para a realização de festas foi enorme. Desde o dia 13 de setembro estava em funcionamento a Usina de Força e Luz, permitindo que quase a totalidade dos moradores de Macapá guardasse as lamparinas, estearinas e candeeiros para as emergências. A cidade recebeu decoração natalina e iluminação pública. No dia 24 de dezembro o governo do Território do Amapá ofereceu uma festa dançante aos operários que trabalhavam nas obras públicas. O local escolhido foi a casa do senhor Sebastião Canuto da Costa, edificada na Travessa Castelo Branco, atual Rua Tiradentes, espaço hoje ocupado pelo Foto Tókio. Lá compareceu o governador em exercício, Raul Montero Valdez, que sorteou brindes aos presentes. O baile começou às 20 horas e terminou às 23h30min horas a fim de permitir que todos pudessem assistir a missa do galo e passassem o natal em Casa. Os servidores públicos estavam transbordantes de alegria porque o Presidente da República, José Linhares, havia baixado o Decreto-Lei nº 8.322 estendendo ao pessoal dos Territórios Federais o abono de emergência vigente no país desde o dia 12 de novembro. Como a Rádio Difusora estava sendo ouvida em todo o Território do Amapá, o povo do interior ficou sabendo de tudo que se passava na capital. Mensagens de natal e músicas da época foram executadas entre as 20 e 21 horas, período de experiência da emissora. Na manhã do dia 25 de dezembro, a Legião Brasileira de Assistência distribuiu presentes às crianças pobres. A virada do ano foi ruidosa. O Esporte Clube Macapá realizou Reveillon a partir das 22 horas em sua sede social, à Rua São José. A venda de mesas ficou a cargo do Diretor Social do clube, José Porpino da Silva. Os sócios em dia com suas contribuições deveriam apresentar na entrada da sede o recibo nº 12.

Em 1946, a partir do dia 5 de outubro, a LBA iniciou os trabalhos para organizar o "Natal das Crianças Pobres do Território". Nesse dia se deu o lançamento da Campanha da Boa Vontade, através da qual a LBA procurou motivar as pessoas de maior poder aquisitivo para apoiá-la. A comissão encarregada da programação era composta por Irauta Carvão Levy, Alice de Araújo Jucá, Olga Montoril de Araújo, Lair do Couto Freitas, Elly Benedetti e Federação das Bandeirantes do Amapá. No dia 25, as mães e as gestantes receberam cortes de fazenda. As crianças foram aquinhoadas com brinquedos e roupas fabricadas pelas costureiras da LBA. A ceia de natal das autoridades e convidados aconteceu no salão nobre do Macapá Hotel. Dia 31 de dezembro, no mesmo local, houve o reveillon oferecido pelo governo à sociedade. A festa dançante dos operários aconteceu na casa do senhor Sebastião Canuto. Dia 1º de janeiro de 1947, data consagrada à Fraternidade Universal, era exibido pela primeira, vez na tela do Cine Territorial, o segundo filme mostrando aspectos de Macapá, Amapá e Oiapoque. As cenas registraram o cenário encontrado pelo Governador Janary Nunes em janeiro de 1944 e as mudanças efetivadas no transcurso de quase três anos da existência do Território Federal do Amapá. Quando comecei a entender a ciranda da vida, pude verificar que a ceia natalina do pobre tinha no mínimo um bolo e chocolate de fabricação caseira misturado a ovos batidos. Não eram poucos os comerciantes do interior que fabricavam pão, vendendo-os a seus fregueses. Portanto, eles também mandavam fazer pão-de-ló. Cansei de ver minha mãe preparar bolo, pastéis, pão-de-ló e chocolate ralado. De manhã, esperando saborear essas delícias, me diziam que o Papai Noel tinha chegado muito cansado da viagem e comera quase tudo. Hoje, a nossa aprazível cidade de Macapá pouco fica a dever às grandes capitais do país. Tudo é farto e relativamente fácil de comprar, principalmente presentes que fazem a alegria das crianças. Este estágio de prosperidade não é obra do acaso. Decorre do trabalho perseverante das diversas gerações que contribuíram para o progresso brasileiro.



"Os religiosos se encarregaram de orientá-los na doutrina católica e foram tolerantes quando os cativos fizeram seus tambores rufarem no dia 24 de dezembro do citado período. Ora, pensavam os negros, se o momento era importante e merecia entusiástica comemoração, porque não lembrar as festas de coroação de seus reis ou fatos marcantes da sua cultura? Cientes de que não seria prudente impedir as batucadas, os religiosos sugeriram que elas fossem realizadas em louvor a Nossa Senhora do Rosário."

PROFESSOR RAIMUNDO LOBO

Ponte de cui de madeira seca




Em apicultor terminou de espremer os últimos favos de mel já ao anoitecer. Para evitar o ataque de formigas-de-fogo, colou-o num balde e este no centro de uma bacia com água. À noite as formigas sentiram o cheiro do mel, mas não existia meio algum para fazerem a travessia. Então, elas foram carregar cuí de madeira seca, com que construíram uma ponte da orla da bacia até o balde de mel. Assim, conseguiram comer o petisco à vontade.

Nos dias de sol, tracajás sobem para se enxugar em galhos inclinados, árvores caídas e boiadas, barrancos, mururezais cerrados, etc. Aí ficam por um largo tempo, a não ser que um predador venha importuná-los. Não havendo perigo, podem ficar um pouco mais de 1h00 sobre o enxugadouro. O calor do sol faz o casco ficar muito enxuto e leve. Isso lhes constitui um risco fatal porque, se forem surpreendidos pelo homem, mesmo que pulem na água, o casco faz o animal flutuar e torná-lo presa muito fácil.

Tracajás adultos ou velhos, muito experientes, depois de já terem se enxugado por algum tempo, pulam na água. Aí ficam até umedecer bem o casco para voltarem novamente, ao enxugadouro.

Existem peixes tão arredios que, ao serem atacados pelo homem, abandonam de vez a "cama", a ova ou os filhos, deixando-os à mercê dos predadores: acará-preto, jandiá, aracupinima, tracajás, etc.

O cauauá (cegonha-brasileira), ave de grande porte, tem um amigo quase insepará-vel, o japacanim (gavião). Quando pousa na margem de um lago, o gavião vem ficar perto dele, esperando o que escapa do bico do seu fiel companheiro: sapos, lagartos, cobras, etc. Basta, porém, que este lance um crocitar forte e meio prolongado, para que o cauauá olhe em todas as direções, dê a sua carreira habitual, levante vôo e vá para longe, pois isso foi um aviso da presença do homem na área.

Aves que comem ovos e filhotes de outras aves põem menos ovos do que aquelas que lhes servem de presa.

Os filhos da cegonha, vendo-a envelhecida e meio desplumada, tiram as próprias penas e põem-nas sobre o corpo de sua velha e amada mãe! Que extraordinário exem-plo de amor!

A anta, ao sentir a aproximação do caçador, corre e pula numa poça de igapó, aí ficando à espera dos cães. Se estiverem afoitos e pularem na água para acuá-la, poderão ter partes de seus corpos arrancadas com mordida auxiliada por potentes patadas.

Grandes bandos de garças-brancas-grandes dormem em matas ralas ou altas e fechadas, só por algum tempo (um pouco mais de um mês). Logo depois, procuram outra mata para dormitório. Desse modo as suas fezes não causam danos irreversíveis às árvores.

Mergulhões, em enormes bandos, dormem no verão, em árvores de folhagem rarefeita. Suas fezes impregnam os poucos galhos ainda vivos de cada árvore. Em seguida, esses galhos morrem por insuficiência respiratória. Eles continuam dormindo nessas árvores secas ou podres.

Os peixes, em geral, têm mais receio do proeiro do que do piloto da montaria. As armas estão sempre ao lado do proeiro.

O manguari muito arredio prefere descansar ou dormir em árvore isolada, mas bem-afastada de touças de árvores, ilhas e matas, de onde possa ver bem toda a área ao seu redor.

A garça-branca-grande, quando está mariscando na margem de um lago e vê um peixi-nho, balança o pescoço de um lado para outro, para ser confundida com juncos e capins que se movem ao vento. Mas isso acontece certas vezes, quando não há vento, nem junco nem capim.



"Nos dias de sol, tracajás sobem para se enxugar em galhos inclinados, árvores caídas e boiadas, barrancos, mururezais cerrados, etc. Aí ficam por um largo tempo, a não ser que um predador venha importuná-los. Não havendo perigo, podem ficar um pouco mais de 1h00 sobre o enxugadouro. O calor do sol faz o casco ficar muito enxuto e leve. "

DR. WAGNER GOMES - ADVOGADO

O asno de “buridan”

Aprendi lendo "Os miseráveis", de Victor Hugo, que todas as grandes conquistas são mais ou menos o preço da audácia. Para haver re-volução, não basta que um Montesquieu a pressinta, Diderot a pregue, Beaumarchais a anuncie, um Condorcet a calcule, um Arouet a prepare, um Rosseau a premedite: é preciso que um Danton a ouse.

O todo ex todo poderoso ministro da Defesa dos EUA, Henry Kissinger, ensina que "a maioria das decisões são tomadas quando um líder não pode divisar o futuro com clareza. O que ele então precisa é de uma combinação curiosa de ego mania e de humildade. Se se deixa intimidar pelas dimensões do desafio, fica inativo. Se não se deixa impressionar, age precipitadamente e se embaralha em dificuldades".

Passamos ao longo da vida tomando decisões, sendo elas certas ou não. O fato é que precisamos sempre decidir. Maior do que o risco de uma escolha errada é o da indecisão. A escolha errada traz transtornos, mais também a oportunidade da experiência e do crescimento, mas a falta dela ou decisão no momento postergado pode prejudicar ainda mais.

Quando não tomamos decisões, corremos o risco dos outros tomá-las por nós o que é bem pior, sejam elas complexas ou bem simples, o certo é que precisamos decidir...

Lembrei-me então, de um exemplo do que a indecisão pode fazer. O paradoxo do asno de Buridan, que na duvida entre comer um monte de feno, e assim matar a fome ou beber uma gamela de água e matar a sede, olhava um, olhava o outro e acabou morrendo ele na duvida de qual necessidade atender primeiro. Enfim, de tanto pensar morreu um burro, diz o ditado popular.

Buridan entendia que o determinismo moral, exceto quando da ignorância ou por impedimento, orientava o ser humano que diante de duas ou mais esco-lhas de ação, devia optar pela de maior bem, assim, a escolha deveria ser postergada até a certeza final. Diversos escritores satirizaram essa teoria, com a imagem de um burro indeciso, o Asno de Buridan. Na realidade esta sátira é encontrada na obra De Caelo, de Aristóteles, onde o autor pergunta como um cão diante de duas refeições igualmente tentadoras poderia racionalmente escolher entre elas.

A pouca atenção dada a Buridan parece estar ligada ao fato de ele ter sido um padre secular, ou seja, era clérigo que não estava afiliado a uma Ordem religiosa. Uma de suas teorias era do ímpeto, que explicava o movimento de projetos e objetos em queda livre. Essa teoria deu inicio ao estudo da dinâmica de Galileu e sobre o principio da Inércia de Isaac Newton.

Dito isto, atualmente, na política amapaense, a pergunta que mais se faz é se o governador Waldez Góes vai concorrer ao Senado ou permanece no governo. Ele tem respondido incessantemente que só anunciará a sua decisão no dia 03 de abril, o chamado dia "D". O que leva a crer que ele já decidiu sua posição. Assim acredito eu.

Será?...

Wagner Gomes

wagnergomesadvocacia@uol.com.br

wg_ed.wagneradv@hotmail.com

"O todo ex todo poderoso ministro da Defesa dos EUA, Henry Kissinger, ensina que "a maioria das decisões são tomadas quando um líder não pode divisar o futuro com clareza. O que ele então precisa é de uma combinação curiosa de ego mania e de humildade. Se se deixa intimidar pelas dimensões do desafio, fica inativo. Se não se deixa impressionar, age precipitadamente e se embaralha em dificuldades"."

SENADOR JOSÉ SARNEY- ARTICULISTA

2010: ESPERANÇAS DOURADAS

José Sarney

Da equipede articulistas

As datas redondas sempre trazem um significado especial. Os acontecimentos vividos em tempo real dão-nos a sensação de que há uma nova contagem dos dias e dos anos, uma compactação que faz parecer que a vida e as coisas passam num ritmo diferente e fugaz até.Já estamos há 10 anos no século XXI e parece que foi ontem que se discutia se os computadores rodariam o século ou um tumulto marcaria essas máquinas estreantes no calcular 100 anos.2010 fecha um ciclo para o Brasil dos 120 anos da República governados por um operário que encerra a década escolhido o Homem do Ano pelos grandes jornais do mundo, pela sua atividade internacional, ter o Brasil mudado de patamar, credor do FMI, com reservas de mais de 200 bilhões de dólares, estabilidade interna, diminuição da pobreza, do desemprego, distribuição de renda, além de protagonismo na discussão e solução dos grandes temas mundiais.

Mas é justamente em meio a essas conquistas que vai surgir o grande desafio da eleição do seu sucessor, e o dilema se o fará ou não. Seu governo goza de uma aprovação de 80% do eleitorado, mas a indagação e incógnita é se a transferência de votos far-se-á com estes sucessos ou a força democrática da alternância seduzirá os votantes. Para mim, seu carisma vai funcionar.

2010 trouxe a expectativa de um Obama como um universo em expansão cicatrizando as feridas deixadas por Bush e se afirmando como o grande presidente negro dos Estados Unidos que iria mudar o mundo iniciando uma nova era de convivência entre as nações. As frustrações não tardaram a chegar e interna e externamente sua imagem foi desmistificada com a inércia do mundo em sair da crise econômica que destruiu a confiança do sistema bancário que mostrou suas fragilidades e bolhas.

Mas Evo Morales, esse índio simpático, ganhou, Madona continua brilhando, Roberto Carlos cantando no Natal e Martha é pela 4a vez a estrela feminina do futebol. A África do Sul é só festa com a Copa do Mundo neste ano, em 2014 será a vez do Brasil que ainda abocanhou as Olimpíadas de 2016, mostrando que estamos com tudo e a China que se cuide, pois como eles mesmo dizem, a corrida começa no primeiro passo e este há muito tempo nós o demos: já estamos em plena disparada.

Não me despeço de 2009 com saudades. Ele me fez provar o saibo da amargura e saber que uma das maiores dores do mundo é a da injustiça. Mas foi bom para o Brasil e o que é bom para o Brasil é bom para mim.

Feliz ano dourado e de esperanças realizadas no Ano Novo a todos os meus leitores.

José Sarney

Ex-presidente do Brasil, presidente do Congresso Nacional e acadêmico da Academia Brasileira de Letras e da Academia de Ciências de Lisboa

E-mail: sarney@senador.gov.br

BISPO DIOCESANO DE AMACAPÁ - DOM PEDRO JOSÉ

O “COMPUTADOR” DE DEUS
Dom Pedro José Conti
Da equipe de articulistas
Acabo de saber pelos noticiários que está começando a funcionar, no país inteiro, um novo registro de nascimento. Se entendi bem, cada registro e, portanto, cada criança terá um código, e através desse conjunto de números será possível reconstruir todos os dados daquela pessoa: quando e onde nasceu, os pais, e, sobretudo, em qual cartório foi tirado o primeiro registro. No dizer do comentarista, se tudo funcionar bem, esse código evitará fraudes e a possibilidade de conseguir um ou mais registros de nascimento ao longo da vida, com nomes ou dados diferentes. Dessa forma também deveria ser impossível ter um segundo ou um terceiro CPF, assim como registros fiscais ou outros documentos de fantasmas, ou seja, de pessoas inexistentes. Assim nenhuma pessoa “fictícia” - ou falecida - poderia fazer negócios, receber aposentadoria ou votar. Muito bem. Talvez algo de semelhante precisará ser feito também com as pessoas “jurídicas”, para evitar a criação de firmas fantasmas, que emitem regularmente notas fiscais, recebem e administram dinheiro público, e nunca pagam impostos.
Chegamos, então, à conclusão que daqui a alguns anos, quando os atuais cidadãos ainda não fichados não existirem mais, toda a população estará registrada nos computadores públicos. Uma grande conquista, sem dúvida alguma. Significa, no mínimo, que será possível um censo da população quase diário. Querendo, todos os dias saberemos quantos estão vivos ou mortos, quantos homens e quantas mulheres estarão circulando por aí. Talvez até por onde andam. Se olharmos por sexo e faixa etária, será possível saber o tamanho do público masculino, feminino, infantil, juvenil e idoso. As indústrias especializadas capricharão em atender aos seus clientes e em criar produtos diferenciados. Tudo será mais fácil e transparente. Uma maravilha! É o progresso. Quem viver verá.
Nada contra, de jeito nenhum. Só fiquei pensando como serão as nossas paróquias e os nossos registros de batizado, casamento, etc. Nós também lidamos com registros de nascimento duvidosos. Sobretudo nos lugares onde as pessoas vem de fora e não são conhecidas. Certa vez um padre, colega meu, fez o casamento de um rapaz com o registro do irmão dele, acreditando que fosse solteiro. À pergunta do padre sobre o por quê tinha o nome diferente daquele pelo qual era chamado, o rapaz, mal intencionado, culpou o cartório pela troca dos nomes. Mais tarde, quando o outro irmão, o verdadeiro dono do registro, quis casar descobrimos a fraude: o primeiro já era casado, mas para aparecer livre e desimpedido tinha usado o registro do irmão ainda solteiro. Aquela vez a mentira teve mesmo pernas curtas.
Durante muitos séculos, e até há alguns anos, o registro de Batismo era o maior comprovante de existência de uma pessoa e o testemunho da idade dela. Ainda hoje, quando se aproxima a época de pedir a aposentadoria, os idosos aparecem nas paróquias. Tem idoso que, pelo fato de não lembrar nada do seu Batismo, pede para ser batizado novamente, para ter a certidão, e assim ele pensa garantir a aposentadoria. Era simples, quando o padre passava na comunidade, os pais primeiro batizavam a criança e, depois, iam à cidade, para fazer o registro de nascimento. Muitas vezes passavam anos, esqueciam das coisas, confundiam os filhos, e acabavam declarando nomes e datas diferentes daqueles apresentados ao padre na hora do Batismo. Isso nos dá um bom trabalho de busca nos livros de batizados ainda hoje.
Cada vez mais o Batismo de crianças, jovens e adultos não terá mais nada a ver com documentos de identidade ou aposentadoria. Terá que ser uma escolha dos pais, do jovem ou do adulto. Como nos primeiros séculos da vida cristã, quando as pessoas buscavam o Batismo para fazer parte da Igreja, ter acesso aos demais sacramentos da Iniciação Cristã (Crisma e Eucaristia) e continuar ativamente na vivência da própria fé.
Contudo, como Igreja, não podemos esperar que as pessoas decidam para o sim ou para o não ao Batismo, porque ninguém pode decidir livremente e conscientemente sobre assuntos que não conhece de maneira suficiente. Se antes muitas escolhas eram feitas por costume, de agora em diante a decisão terá que ser motivada pelo anúncio e pela capacidade da própria comunidade de testemunhar a força de transformação das pessoas, que a graça do Batismo e o compromisso da fé operam.
No novo registro civil, ninguém mais terá escrito “filho de pai desconhecido”. Também no “computador” infinito do amor de Deus Pai todos nós somos muito bem “registrados” como filhos e filhas amados por Ele. Cabe a nós corresponder com gratidão e livremente a esse amor.

Dom Pedro José Conti
Bispo de Macapá
E-mail: oscar.costa@eletronorte.gov.br

quinta-feira, janeiro 07, 2010

ORAÇÃO PELAS FAMÍLIAS - 07 JAN 2010

Minha prece de cidadão brasileiro é que todas as famílias vitimadas pelas enchentes no Brasil se recomponham, não se dispersem por causa do sofrimento que agora enfrentam.




Que elas achem os seus caminhos.

Amem e sejam amadas.

Vivam iluminadas.



Minha prece de pai é que os filhos sejam felizes.

Minha prece de mãe é que os filhos vivam em paz.



Que eles achem os seus caminhos.

Amem e sejam amados.

Vivam iluminados.



Nossa prece de filhos é prece de quem agradece.

Nossa prece é de filhos que sentem orgulho dos pais.



Que eles trilhem os seus caminhos.

Louvem e sejam louvados.

Sejam recompensados.



Minha prece ó Senhor é também pelos meus familiares.

Minha prece ó Senhor é por quem tem um pouco de nós.



Que eles achem os seus caminhos.

Amem e sejam amados.

Vivam iluminados.



Nossa prece ó Senhor é também pelos nossos vizinhos.

Por quem vive, trabalha e caminha conosco Senhor.



Que eles achem os seus caminhos.

Amem e sejam amados.

Vivam iluminados.



Senhor Jesus Cristo abençoai nossas famílias e ficai sempre conosco, nesta hora tão difícil de nossa história. Ensinai-nos a rezar, abri nossos corações ao perdão e à compreensão, afastai de nossos lares o perigo da desunião e fazei-nos viver na unidade e no amor.

terça-feira, janeiro 05, 2010

ARTICULISTA DO DIÁRIO DO AMAPÁ - 02 JAN 2010

ESQUECERAM VOCÊ?




Os juizes do TRE certamente saíram às compras natalinas, nem eles resistem nem ninguém aos apelos do papai noel. E pelas ruas viram o bom cuidado da Prefeitura de Macapá na limpeza urbana, a bela ornamentação natalina em quase toda a cidade e... os outdoors. Vários deles dizendo a mim, a você e aos do TRE que tivéssemos um feliz natal e que não nos abandonasse a prosperidade no ano que vai chegar.

A que agradeço supondo que eles agradecem também, embora autoridades do TRE, não são de ferro nem imortais. Quem, afinal, não se alegra com tamanha gentileza nesses tempos de pessoas em nada se importando umas com as outras?

Alem das mensagens, esses outdoors trouxeram a nós os rostos, aliás, tronco-cabeça dos seus autores. Pessoas sorridentes parecendo felizes em nos cumprimentar, todas elas exibindo cabelos, dentes, cabelos e roupas bem cuidadas. Sem medo de errar, 90% delas já são candidatas a algum cargo nas eleições gerais de 2010.

Justamente aí que a porca torce o rabo, para esquerda e direita. Trata-se, provavelmente, de propaganda eleitoral fora de época, sub-reptícia mesmo assim, propaganda.

Na verdade não querem essas pessoas que eu seja feliz no natal e prospero em 2010 como anunciam suas mensagens, mas sim que eles o sejam no bojo das urnas nas próximas eleições, conquistando ou renovando mandatos. Pedem, portando, através desses outdoors que não nos esqueçamos deles quando seus nomes estiverem à disposição do mandato disputado. A estratégia é: nas próximas eleições lembre-se de nós.

Campanha política é sempre assim cheia de espertezas, plenas de afagos ao eleitor – que gosta do que se lhe apresenta difuso. Campanha política tem sido a antítese da lei eleitoral, porém nada que o bom operador do direito não resolva.

Falar nisso, no Amapá, saiu fumacinha branca na chaminé eleitoral da Assembléia Legislativa. No geral os deputados apenas queimaram os bilhetinhos brancos que trocavam com o governo. A combustão gerou a fumaça que foi avisar o governador: ou todos por um (o nosso) ou nada. Pior de tudo é que a fumacinha pode ir de branca a negra.

Muitas vezes o governador Waldez Góes disse na imprensa que só trataria da política sucessória em 2010., um pouco mais de espera teria evitado ruptura e desvios de rumos na base aliada. Fazer o quê com o frasco de leite já transbordando?

Aqui e ali vão dizer que foi Gilvam quem precipitou os fatos, mas não o demonstrarão porque não foi. O cerne da questão sempre esteve nos dois palácios da Av. Fab onde despacham chefes dos poderes Executivo e Legislativo: príncipes herdeiros demais para um só trono.

Em momentos assim é que se invoca a “lei” de Murph: o que está ruim só pode piorar.

O nome novo a surgir dentro da base aliada é o pior que pode ocorrer a “navegantes” que não precisariam morrer na paria da oposição.

Felizmente, para o “grupão” , o Plano B está concebido e nele todos podem embarcar com a garantia de chegada, mas com alguns assentos trocados.

Nota: ¹-OBRIGADO POR TER NOS ACOMPANHADO ATÉ AGORA, MAS FIQUE CONOSCO. ²- FOI BOM O NATAL. FORAM BOAS AS FESTAS DA VIRADA. SERÁ BOM O ANO 2010. CREIA, REALMENTE LHE DESEJAMOS UM ÓTIMO ANO NOVO.

segunda-feira, janeiro 04, 2010

DEBATE POSITIVO - 02 JANEIRO 2010

02 JAN 2010 – D. POSITIVO
PROGRAMA APRESENTADO NA RADIO 102.9 FM MACAPÁ.

EDITORIAL:

ALMA EM CONFLITO (Diário do Amapá – 19/11/1995 – Domingo)
ARTHUR NERY MARINHO.
Sobre a cidade cai, silenciosa esta chuva miúda e muito fria.
Em minha alma soluça a nostalgia as coisas que me foram amor e rosa.
No meu silencio aqui sentado sinto o fantasma da minha solidão
Quem me dera matar meu coração embriagado neste vinho tinto!...
Assim de chofre findaria tudo. Talvez que a curiosa da maldade visitasse, fingindo piedade, o que ficara para sempre mudo.
É que no mundo dos vilões existe todo tipo de gente que mentindo
Sabe chocar até prazer sentindo., sabe sorrir até quando está triste.
É um mundo vil, um mundo tão malquisto, que tenho contra ele minha queixa;
Enquanto que um sicário vivo deixa, permite que condenem Jesus Cristo.
Como posso entender a minha alma, como posso saber o que há comigo,
Se vozes me ameaçam de castigo, se escuto vozes que me pedem calma.



ANIVERSARIANTES DO DIA:
02-PEDRNHO
02-CAMILA (D. CACILDA) 1 ANOS
03-EVELIN – CRISZTINA E LOPES)
04-Profª. ª Sá
06- VILI – 15
06- NOVO AMAPÁ

08- PROFª. FONSECA

MALAFAIA – DADÁ – GIOVANA – CELI - MICAU – CASSIO – Carmem – CATRINE – CAIO - JUNIOR – CLEUSON – ELEINE – PEDRINHO – JOAOZNHO – JOÃO – GRAÇA – JOAO EDUARDO – NILL – BRENO – ELIANA -
- D. Marilia (29/12/2009)
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-ABRAÇOS:
-CÉLIA – GIOVANA (BELÉM)
-DOACIR
-AROLDO VITOR
-ALCANTARA(“S”)
-BORGES

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COMENTÁRIOS:
-SUMRINAME – EMIGRAÇÃO SEM CONTROLE
-O QUE FICOU PARA TRÁS TEM POUCA IMPORTANCIA?
-NOVO ANO ELEITORAL (BLOGS)
-ANIVERSÁRIO DO PROGRAMA (AMANHÃ) è 10 ANOS



DEBATE:
1- GOVERNADOR: O ULTIMO ANO DE SEU GOVERNO CONFIRMA TOODOS OS SEUS COMPROMISSOS DE CAMPANHA?
2- GOVERNADOR: COMO FOI POSSIVEL AJUDAR TANTO A PMM NUM ANO DE MAROLINHA?
3- GOVERNADOR: E O SENHOR, É WALDEZ 2010 OU “O RETORNO 2014?
4- GOVERNADOR: TEMPO PARA SE DIRIGIR AO POVO.
5- PROFESSOR MUNHOZ: AO POVO
6- EU, AO POVO.


CRÔNICA DO PROFESSOR MUNHOZ – 02 JAN 2010.

Pouco mais pouco menos que um mês falei, neste programa, em Monsenhor Aderson Neder agradecendo seus dois livros: “Na feliz vivencia da graça”, e “Deus nossa vida”. Agora, vou falar de novo nele, pois acaba de me enviar o seu 26º livro, “Nossa Igreja é o Senhor Jesus”, o quarto que pública este ano, e que, conforme suas palavras, acha que é um dos melhores, inclusive na impressão. E me dá uma justificativa, dizendo: “Aposentado, meu tempo sobra para escrever”. De fato, o livro tem um aspecto bonito, com uma bela capa e os temas são palpitantes e profundos, obra de quem conhece o assunto, em capítulos como : “A Igreja é Pascal”, “Uma igreja fraterna”, “Igreja santa e pecadora”, “O Espírito Santo na Igreja”, “A Igreja e sua missão política”, “Maria e a obediência da fé”, , “A implantação do dizimo”, “O primado do papa na igreja” e a “Necessidade da Eclesiologia”.
Mons. Aderson foi meu colega de Seminário e sempre tivemos um fascínio pelas letras, inclusive como adolescentes fundamos um jornalzinho semanal. Hoje, Mons. Aderson tem mais de 40 anos de jornalismo, tendo iniciado no jornal arquidiocesano semanal “A Palavra”, de Belém, onde também por muitos anos escrevi sobre cinema, algumas crônicas dessa época impressas no livro “A Critica do Cinema em Belém”, da Gráfica Falangela Editora Ltda, edição de 1983.
De A palavra, Monsenhor ingressou na “Voz de Nazaré”. Contudo, há trinta e dois anos participa de O Liberal, de Belém, como jornalista semanal do periódico, assumindo uma segunda vocação, ou seja, de ser escritor religioso, que é um complemento da sua vocação sacerdotal, com seus escritos totalmente dedicados à evangelização e à construção do Reino de Deus na humanidade.
O novo livro trás ainda uma pequena introdução do casal Dr. Delson (Assunção) Souza, amizade que nasceu na convivência do Cursilho de Cristandade. Segundo Mons. Aderson Neder, “a Igreja no século XX e principalmente depois do Concilio Vaticano II tem andado com passos bem largos, mas sempre de mãos dadas com o Senhor Jesus”.
No terceiro capítulo, “Documento sobre a Igreja”, Monsenhor educadamente se refere a muitos pastores de crenças que não sabem dialogar e facilmente pecam pela indelicadeza, quando um deles disse que o Papa atual não sabe nada de Bíblia
Fazer tal afirmativa a propósito de bento XVI, considerado um dos maiores teólogos dos nossos dias, não é indelicadeza, não, é ignorância, é burrice mesmo, burrice tamancuda, como dizia o nosso Monteiro Lobato. Mons. Kiing, teólogo de linha contraria ao Papa afirma, todavia, que Bento XVI “é muito inteligente e era o especialista mais jovem em teologia durante o Concilio Vaticano II”. Durante 3 anos ambos foram professores de teologia dogmática na Universidade de Tuliigem, na Alemanha. Será que tal pastor sabe o que é teologia dogmática?
Que a Igreja Católica possui todos os requisitos da Igreja fundada por Jesus Cristo e seus apóstolos, não há duvida, como vem comprovando há mais de 2 mil anos. Crenças novas há que estão em desacordo com as verdades evangélicas, como por exemplo, tornar como um meio de ganhar dinheiro fácil, pela exploração inadequada do dizimo.
Em no capitulo 9º, Na construção do Reino , é citado o nome de Dom José Maritano, que foi bispo de Macapá, e que disse no retiro do clero de Belém, em março de 1992: “Se nós não transformarmos o mundo com o Evangelho, outros o transformarão sem o Evangelho”. E Dom Helder Câmara também afirmava: “Deus não vai deixar de construir seu Reino neste mundo. Ele o fará conosco, sem nós ou contra nós”.
Palavras que merecem ser meditadas neste inicio de ano, pois todos nós somos parte do Reino de Deus. E já que estamos falando em espiritualidade, fiquei sumamente emocionado com duas cartas que recebi esta semana; na primeira, de Mons. Aderson Neder me dizendo: “Acompanho-o com minhas orações. Você estará bem presente nas minhas missas natalinas“. Noutra carta, vinda da Itália, de Deliceto, do Convento de Santa Maria della Consolazione, chega-me não só a reprodução de uma imagem de Nossa Senhora, muito antiga, que foi retocada por Santo Afonso de Lugerio, de artista desconhecido, com a afirmativa, quando diz: “Conte sempre com as minhas pequenas orações” - Padre Maria do Espírito Santo.
E bucólica foi a viagem, domingo passado, a Santo Antonio da Pedreira, numa estrada perfeita, limpa, rodeada de muito verde, enchendo os olhos e fazendo bem não só ao corpo como ao espírito. E deliciosas foram as horas de conversa com dona Celita com uma memória fantástica nos seus 77 anos, recordando muito da vida de amigos como o Couto, recém falecido no Rio de Janeiro.
Dona Celita é viúva de um antigo companheiro na Policia, o Adelino, e hoje é sogra do amigo Bonfim Salgado. E na volta ainda falei na Vila Ressaca, com o Marco Antonio, irmão do Bira, jogador; e por ultimo, aqui em Macapá, no Foto Líder, troquei idéias com o Manduca, Agente Distrital lá de Santo Antonio da Pedreira, que deve ter gostado das minhas impressões que são verdadeiras. Aliás, devo muito ao César Bernardo o conhecimento que tenho atualmente de Macapá, porque com 50 anos nunca tinha saído do centro da cidade, vivendo num pequeno circulo. Agora tenho ampliado a minha visão da cidade. E preciso ampliar a minha visão do Estado.
Quero aproveitar a oportunidade para desejar aos nossos ouvintes um ano novo cheio de paz, de felicidade, com muita saúde, sem a qual a vida perde muito da sua beleza. E com saúde e paz, um pouquinho de dinheiro para realizar muitos de nossos sonhos, aqueles que sem o vil metal é impossível se realizar. Que a vida tenha um sentido novo para nós e aqui lembro muito dos jovens que tiraram a própria vida no ano de 2009. não nos esqueçamos de que a vida é um dom de Deus e como tal merece ser respeitada.