Translate

domingo, março 04, 2012

PERECISAMOS SABER MAIS E MAIS SOBRE O CANCER

Em 2005, uma paciente com câncer no estômago perguntou ao médico Siddhartha Mukherjee, então residente em oncologia, qual era a origem e qual seria a evolução da doença. A questão deixou o jovem médico desconcertado. "Percebi que não tínhamos nada na literatura que esclarecesse adequadamente o contexto histórico do câncer", relembra Mukherjee, de 40 anos, indiano nascido em Nova Déli que mantém um ar de ator de Bollywood, a indústria de cinema indiana. A conversa com a paciente (ele não revela que destino ela teve) foi a principal inspiração para a criação do livro The Emperor of All Maladies (O Imperador de Todos os Males), que será lançado no Brasil em agosto, - depois de ser considerado um dos melhores lançamentos de 2010 nos Estados Unidos e na Inglaterra.
Em quase 500 páginas, Mukherjee, agora oncologista da respeitada Universidade de Columbia, traça o que ele chama de biografia da doença. Do período em que o câncer ainda não era conhecido como tal, surgem as figuras de Imhotep, Hipócrates e Heródoto, personalidades que fizeram as primeiras descobertas conhecidas sobre a doença. “Infelizmente, os tecidos das múmias que encontramos até hoje não chegaram até nós suficientemente preservados. Então, tudo o que sabemos sobre esse período são suposições a partir de sinais do que podem ter sido um tumores”, diz o especialista. O livro traça perfis daqueles que contribuíram para o avanço no diagnóstico e no combate à doença, e descreve os desafios científicos que enfrentaram em suas respectivas épocas. Com isso, ajuda a entender por que a doença se tornou a grande praga da modernidade. Na entrevista a seguir, ele fala sobre o futuro do câncer, sua descrença na descoberta de uma cura universal e a simultânea esperança de que, em muitos casos, ele se torne uma doença crônica.
 
Por que uma "biografia" do câncer? Parece incrível, mas, apesar de a doença ser tão comum hoje, não houve interesse por parte de outros autores em escrever um livro a respeito de sua história. Eu comecei a escrevê-lo quando estava fazendo a residência em oncologia, em 2005, e uma paciente que tinha câncer de estômago me perguntou qual seria o futuro da doença - não a sua em particular, mas a doença em geral. Eu não tinha como responder a ela, e não tinha nada na literatura que esclarecesse adequadamente o contexto histórico do câncer.
Seu livro demonstra que, ao longo da história humana, o câncer não era apenas pouco conhecido, mas de fato raro. Por quê? Se percorremos a história em busca de menções a doenças, descobrimos que muitos males com os quais ainda convivemos são mencionados em textos da Antiguidade. Isso não acontece com o câncer, e o motivo principal é que as pessoas não viviam o suficiente para que a doença se manifestasse de maneira significativa nas populações. A relação do câncer com a longevidade é direta. Quanto mais vivemos, maiores são os riscos de surgimento da doença. Para certos tipos de tumor, o risco aumenta de maneira exponencial. O mesmo ocorre, aliás, com o Alzheimer e outras demências. Há quem diga que a civilização e a modernidade aumentaram a incidência do câncer. De fato, a vida moderna nos pôs em contato com um número considerável de novos agentes carcinogênicos. Mas, se pesarmos tudo na balança, o motivo mais importante ainda é o fato de nos tornarmos cada vez mais longevos. Ao ampliar nosso horizonte de vida, a civilização não causou o câncer, mas permitiu que ele se manifestasse.
Mas o câncer infantil também é mais recorrente hoje. A leucemia, por exemplo, é mais comum em crianças. De fato, alguns tipos de câncer não têm vínculo com a velhice. Mas esses são tipos mais raros, a leucemia entre eles. A leucemia é muito menos comum, por exemplo, do que o câncer de mama, associado à velhice. Temos de levar em conta também a questão do diagnóstico. Os antigos eram tão familiarizados com a tuberculose que dispunham de várias palavras para descrever seus estágios e manifestações, mas muitas doenças que hoje classificamos como câncer não eram assim definidas no passado. A leucemia não em seria chamada de câncer, e isso pode influenciar diretamente na impressão que temos de que o número de casos está aumentando.
Mirian Silva
Linha do tempo do câncer
Qual foi o primeiro caso de câncer? Não sei a resposta a essa pergunta. Esqueletos de hominídeos ancestrais têm sinais do que poderia ser um câncer, mas por ora são só indícios, não sabemos com certeza. Múmias que chegaram até nós também apresentam sinais de tumores, mas o estado dos tecidos não nos permite concluir nada. A descrição médica mais antiga de que se tem conhecimento data de 2500 a.C. e é atribuída ao sacerdote egípcio Imhotep. O documento que chegou até nós surpreende pela maneira objetiva como descreve 48 casos médicos. O caso 45 descreve uma "massa protuberante no seio" com riqueza de detalhes. Estamos, quase com certeza, diante do diagnóstico de um tumor de mama.
Como uma doença sem nome se transformou em câncer? Hipócrates foi a primeira pessoa, até onde sabemos, a usar uma palavra similar a câncer e a começar a definir de fato a doença tal qual a conhecemos hoje. Foi ele quem concebeu a imagem de um tumor como uma espécie de caranguejo enterrado sob a pele. Mais uma vez, é bem provavel que olhasse para um câncer de mama. Seguindo a mesma visão, as veias sanguíneas ao redor do tumor seriam similares às pontas da carapaça e às patas do animal. Já para Hipócrates, o corpo humano era formado por quatro fluidos: bílis negra, bílis amarela, sangue e fleuma. O grego Cláudio Galeno, que acreditava nessa teoria, achava que o câncer era a exacerbação de um desses fluidos, a bílis negra. Essa associação pode ter surgido pela observação do melanoma. Essa associação entre o câncer e a bilis negra perdurou até o século XIX, que é o momento em que o estudo do câncer, patologicamente falando, se configurou de fato.
Por que se demorou tanto para entender o câncer? Não tínhamos, e na verdade ainda não temos, a tecnologia necessária para compreender esa doença e tratá-la. A quimioterapia tem cerca de 50 anos. O estudo dos genes que causam o câncer ainda está na infância. E o que sabemos sobre química não basta para encontrarmos moléculas que ataquem as células cancerígenas sem devastar o corpo.

Por que ainda não há tratamentos mais eficientes do que a quimioterapia e a radioterapia? Pelo motivo que acabo de mencionar. Para criar um tratamento mais eficiente, é preciso encontrar drogas que matem apenas as células cancerígenas e poupem as sadias. Esse é o real desafio. Neste momento, avanços muito significativos estão ocorrendo no tratamento de algumas formas de leucemia. Mas é muito, muito difícil desenvolver drogas assim.
O aparecimento dos antirretrovirais abriu um novo capítulo na história da aids, aumentando a sobrevida dos pacientes. O senhor imagina algo similar com o câncer? Os pacientes com câncer hoje estão vivendo bem mais do que os pacientes com aids. É importante entender que o câncer não é uma doença, mas diversas doenças, sendo todas bem diferentes entre si. Para o futuro, acredito que o caminho é a descoberta de novas maneiras de prevenção ou, quando isso não for possível, de converter o câncer em doença crônica. Para muitos tipos, talvez simplesmente não seja possível encontrar a cura. Por que o câncer está intrinsecamente ligado ao processo biológico de reprodução das nossas células. Às vezes o processo de crescimento descontrolado das células que chamamos de câncer tem origem numa mutação causada por um agente cancerígeno, mas em muitas outras situações a causa parece ser uma mutação aleatória, ocorrida no processo normal de cópia de genes quando nossas células se reproduzem. Nossas células se dividem, envelhecemos, mutações se acumulam inexoravelmente sobre mutações e, nesse sentido, a longo prazo, talvez seja impossível desconectar o câncer de nossos corpos. Mas, se a morte é inevitável, morrer cedo não é. Para diversos outros tipos, será possível encontrar meios de tratamento que tornem a doença em um mal crônico, prolongando a vida do paciente em muitos anos. Talvez seja esse o significado de vencer a guerra contra o câncer.
Há muitas metáforas para falar do câncer, por exemplo, a que o descreve como praga. O senhor concorda com esse modo de falar? O problema das metáforas, é que muitas vezes elas trazem um estigma para as pessoas atingidas pela doença. Mas, numa perspectiva histórica, faz sentido pensar no câncer dessa maneira. Se definirmos uma praga como uma doença com implicações biológicas, sociológicas, culturais e políticas, então o câncer se enquadra na categoria, da mesma forma como a peste negra ou a tuberculose ocuparam tal posição em séculos passados. Nos Estados Unidos, uma em cada três mulheres e um em cada dois homens terá um diagnóstico de câncer em suas vidas.

ESTÁ NO BLOG DA ALCINEA E PODE PASSAR PARA A SUA PREFERENCIA.

“Onde não há poesia a vida pesa como chumbo.”(Manoel Bispo, poeta amapaense)
O Movimento “Poesia na Boca da Noite” convida poetas e amantes da poesia para fazer de Macapá a capital da Poesia no dia 14 de março, quando se comemora o Dia Nacional da Poesia.
A idéia é que neste dia, haja poesia em todos os cantos da cidade. Pequenos varais e livros em paradas de ônibus, porta de escolas e praças.
Um grupo de poetas já decidiu ontem que árvores das praças Floriano Peixoto, Bandeira, Barão e Veiga Cabral amanhecerão enfeitadas de poemas. Impressos ou manuscritos, os poemas serão pendurados durante a madrugada nas árvores. Em várias paradas de ônibus do centro da cidade serão estendidos varais de poesias e deixados alguns livros para garantir o acesso do maior número de pessoas ao prazer de ler um belo poema.
Você, leitor do blog, também pode reunir os poetas, professores de literatura, amantes da poesia do seu bairro e fazer o mesmo. Importante que neste dia você viva e respire poesia. Declame um poema para seus familiares, para os amigos, para o namorado ou namorada. Ligue para os programas de rádio e declame uma poesia. Se alguém da sua relação faz aniversário neste dia, dê de presente a ele um poema ou um livro de poesia.
Na reunião de ontem ficou decidido também que da boca do dia à boca da noite, haverá na Praça Barão ou Veiga Cabral (qual das duas você acha melhor?) uma feira de livros, declamação, varal, ciranda, brincadeiras poéticas e bate-papo com os poetas. Qualquer pessoa pode participar. Como é tempo de chuva, vamos tentar conseguir duas tendas: uma para a feira de livros e outra para nos proteger da chuva, caso São Pedro resolva refrescar a cidade. Vamos tentar conseguir também um modesto equipamento de som (Quem souber onde podemos conseguir, a custo zero, tendas e o som, por favor nos avise).
Outras idéias estão surgindo e você, querido leitor, também pode e deve dar sugestões.
Deixe suas sugestões na caixinha de comentários aqui do blog ou mande para o e-mail alcinea.c@gmail.com
Na escola Lima Neto
O diretor da escola Lima Neto, pedagogo Ronan Almeida, aderiu a idéia e fará um grande e belo caminho da poesia por toda a escola, que fica no bairro Infraero II. Na entrada será montado um varal e nos três turnos de aula professores e alunos declamarão poemas em todos os cantos da escola. O Movimento Poesia na Boca da Noite doará livros de poesias à biblioteca daquela escola.

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

AINDA DÁ TEMPO.


SE MINAS GERAIS NÃO PODE, QUEM PODE?



Minas Gerais quase tanto quanto São Paulo é locomotiva que arrasta o “trem” Brasil, disso os mineiros sempre se orgulharam, mas como toda regra tem exceção, contra isso se insurge o Sr. Antonia Anastasia, atual (e talvez só agora) governador do estado.

Por seu intermédio Minas Gerais está corroborando fiasco cometido pelos  estados do Ceará, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul, que em 2008 impetraram Ação Direta de Inconstitucionalidade, no Supremo Tribunal Federal alegando desrespeito a autonomia dos estados e municípios. Com a ação interrompeu-se o processo de reconhecimento e pagamento do piso salarial dos professores. Porém, em abril de 2011 o Supremo ratificou a lei que institui o piso salarial do ensino básico (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio - além de educação especial, educação de jovens e adultos e educação profissional).

- Educar, lembremos aqui, é promover o desenvolvimento físico, intelectual e moral de um individuo, com o objetivo de integrá-lo à sociedade, por meio da transmissão de valores e conhecimentos acumulados-.  

Essa mesma lei ampara via cofres da União os estados e municípios que comprovarem incapacidade para o pagamento do piso. Portanto, o Sr. Anastasia quando recorre a chicanas para misturar vencimento salarial com gratificação de função, ele está, na verdade, nivelando por baixo a vigorosa Minas Gerais.

Aliás, ressalte-se, Anastasia pode estar interpretando uma posição doutrinaria do PSDB a esse respeito e com isso dificultando o avanço do partido no Brasil onde o professor e o ensino tenha alguma importância. Fernando Henrique Cardoso foi carrasco do funcionalismo publico e expoente maior do PSDB... Anastasia pode estar fazendo escola.

A bem da verdade o equilíbrio da educação nacional em relação ao desenvolvimento que o pais experimenta está em mesma medida nas mãos do eleitor, mas é preciso, no entanto, explicar melhor, divulgar bastante, difundir à exaustão a historia da educação no mundo ocidental até chegar ao Brasil.

A síntese: No Ocidente, a origem da educação formal está ligada à Igreja Catolica, no século XII os monges constituíam a maior parte da população instruída da Europa. No século XVIII define-se um novo modo de enxergar o mundo através de idéias da revolução científica e do Iluminismo. No século XIX lida-se com a idéia de preparar mão de obra capaz de lidar com a crescente complexidade tecnológica do mundo industrializado. A partir do século XX ocorre a explosão demográfica, a dependência da ciência e tecnologia, o desenvolvimento da comunicação de massa, a disseminação da informática, nova ordem mundial e a internet.

Importante notar que desde o século XII até o XXI não se falou no professor como agente do sistema, especialmente desconsiderando que a primeira missão do monge é oficiar coisas da igreja, e também ele não era remunerado.

Pois bem, a educação formal, tal como nos referimos, só chega ao Brasil por meio da igreja, na segunda metade do século XVI, quando os jesuítas criam as escolas de alfabetização para a catequese indígena, e depois, já no século XVIII essas escolas chegam aos filhos dos colonos.  

Porém, nesse século, nessa época, surge Sebastião José – Marques de Pombal – que expulsa os jesuítas do Brasil e institui a primeira “reforma” na educação, excluindo professores (os jesuítas) e improvisando professores. A República já veio “falando” em preparar os estudantes para o ensino superior, que por sua vez só aconteceu no Brasil em 1920 com criação da Universidade do Rio de Janeiro.

Métodos pedagógicos se sucederam: Construtivista, Montessori, Paulo Freire, Waldorf, tivemos a LDB, o PNE e o PDE, tudo isso definindo metas, meios e fins da educação, inclusive tratando da qualificação de professores. Mas, de salário dos professores pendurado em piso salarial, nada se disse e menos ainda, escrito e assinado em baixo.

Chega-se então em 2008, quando em fim o presidente Lula sanciona a lei do piso salarial para os professores, que o Sr. Anastasia quer burlar. Com a decisão do STF de que a lei é constitucional, os governos federal, estaduais e municipais não podem pagar aos seus professores de nível médio um salário menor que 1.187,97 por uma jornada de 40 horas, sem contar as gratificações.

E o que, afinal, quer o Sr. Anastasia, Governador de Minas Gerais? Responde a isso o seguinte email:

"Não estou muito bem, ando recaída  por conta do Sr Governador de Estado, que nos obriga a trabalhar com conteúdos e series para as quais não estamos habilitados, fecha salas, funde turmas e mente descaradamente sobre o salário. É uma vergonha
Veja , o nosso piso salarial era de 500,00. Ganhava mais quem tivesse muitos biênios, quinquenios,benefícios ganhos por tempo de serviço adquirido a duras penas. O Sr Anastasia unificou o salário, isso é juntou ao piso, ja citado,os benefícios adquiridos pelo tempo de serviço e diz que MG paga o piso nacional..
Veja abaixo a fala do dito cujo.
O modelo unificado adotado pelo Governo de Minas a partir do início deste ano continua assegurando aos professores remunerações acima do Piso Nacional da Educação. Mesmo com o aumento de 22,22% anunciado hoje pelo Ministério da Educação, a remuneração dos professores em Minas Gerais continua,proporcionalmente, superior ao novo valor do Piso Nacional da Educação. Hoje, a remuneração inicial da carreira é de R$ 1.320,00 para uma jornada de trabalho de 24 horas semanais”.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO, diz que a criação do piso salarial é salutar e recomenda que os professores recebam salário equivalente ao de outros profissionais com qualificação semelhante. O MEC adotou a recomendação e a transformou em meta a ser alcançada até 2010.
Sabe a UNESCO que o jovem profissional não quer saber dessa carreira, em 2010 apenas 5,5% dos professores da educação básica tinham até 24 anos, quase 70% deles com mais de 33 anos e, 13% com mais de 50 anos, já próximos da aposentadoria.
É nisso que deviam pensar todos os governantes, ainda que seus mandatos sejam medidos em quatro anos, às vezes renovados por mais quatro. Quanto ao eleitor, reserva-lhe o futuro a obrigação de votar melhor.

   

        


terça-feira, fevereiro 28, 2012

ESTRADAS DO AMAPÁ RURAL:

Nossa missão era estudar a exaustão todoo Estado do Amapá, com a lupa conceitualdo zoneamento ecológico econômico que,tecnicamente, nos cabia realizar. Nos embrenhamos, então, por todos os caminhos necessários, correndo todos os riscos que os cenários inóspitos ainda representam na Amazônia. Mas, tivemos nossas compensações, especialmente eu que tinha a mania de fotografar. E que fotografias fiz e mostro a você.....                                                               O caminho que está à nossa frente neste cenário é feito sobre areia, que aqui no Amapá é tão branca que reluz mesmo sem a ostensividade do sol, que sobre nós incide com todas as propriedades equinociais. Avançávamos sempre.


 
Encontramos os agricultores e extrativistas que trabalham duramente para o sustento familiar, mas também (é o que falta reconhecer) ou ao mesmo tempo incorporando terras “novas” ao Brasil, às vezes criando modelos e praticas agrícolas espetaculares que visam a proteção da própria floresta. Verá isso nas próximas fotografias.

 
Aqui todo sacrifício valeu à pena: dificilmente andei em estrada mais bonita que esta. Como se pode inferir da própria fotografia, as arvores atingem a espetacular média de 45 metros de altura. Incrível não é apenas vê-las, mas caminhar sob elas.
Com o diafragma um pouco mais aberto se pode vislumbrar melhor esta estrada em perspectiva. Estamos ou não dormindo em berço esplêndido?
As orquídeas que encontramos aqui são, como eu diria.....


 

Falei em modelo e praticas agrícolas inovadoras? Pois é, veja como esses agricultores guardam a rama semente para os próximos plantios. O segredo: as extremidades inferiores das ramas, em feixe, são mantidas em “leve” contato com a terra sombreada, fresca vê úmida. Dessa maneira elas se mantém ativas, mas não germinam e duram meses nessas condições.


Nesse ângulo dá para ver melhor como se arranja esta “estratégia” dentro da floresta. Ai abaixo, bem abaixo, você pode ver como agricultores de outra micro região do Amapá guardam o arroz colhido. São brasileiros construindo um novo Brasil. Foi uma honra passar uns dias com eles.




DIZEM DE NÓS, MINEIROS, POR SIMPATIA


CAUSOS DE MINAS:

Grazadeus ninguém maxucô.

Sapassado, era sessetembro, taveu na cuzinha tomano pincumel e cozinhano um kidecarne com mastumate pra fazê umacarronada com galinhassada. Quascaí de susto quando ouvi um barúi vino dedendoforno pareceno um tidiguerra. A receita mandô pó midipipoca denda galinha prassá. O forno isquentô, i ucú da galinha isprudiu! Nossinhora, fiquei branquinem um li di leite. Foi um trem doidimais. Quascaí dendapia! Fiquei sensabê doncovim, oncotô, poncovô. Ói procê. Qui loucura! Grazadeus mingiem maxucô.


Ô TREM DOIDO, NÉ?!

 Genildo bebeu um pouco mais do que de costume, e saiu tropeçando pela estrada de Aimorés, lá em Minas Gerais. Na hora de atravessar a ferrovia da Vale do Rio do Doce, o seu pé ficou preso entre os trilhos do trem. Ele puxou daqui, puxou dali, mas o seu pé não se soltou. Parece que quanto mais ele se torcia, mais ele se machucava, e mais preso o seu pé ficava. Ele já estava gemendo de dor, com todo aquele seu inútil esforço, quando ele ouviu o apito do trem, lá na curva. Na mesma hora ele gritou:

— Meu Deus, me ajude a me soltar dos trilhos!

Ele torceu todo o seu corpo, mas quanto mais ele se esforçava, mais o seu pé ficava agarrado. E o trem continuava apitando, e se aproximando dele. Então Genildo disse:

— Meu Deus, se o senhor me ajudar a me soltar do trilho, eu nunca mais vou beber, nem fumar…

Apesar de tudo isso, ele não conseguia se soltar. E o trem cada vez mais se aproximava dele… Desesperado ele olhou para o céu, e clamou:

— Senhor Deus, me ajude, por favor! Se o senhor me livrar desta eu prometo que nunca mais vou fazer nada de errado na minha vida!…

E o trem já estava a poucos metros dele, quando ele conseguiu fazer com que o seu pé se soltasse dos trilhos. Só deu tempo de ele pular fora da linha do trem, e o trem passou, zunindo. Ele foi salvo por uns poucos segundos. Foi então que Genildo olhou mais uma vez para o céu, e disse:

— Olhe, meu Deus, não precisa mais se preocupar comigo, não, tá! Eu consegui me soltar sozinho! Ufa, mas que essa foi por pouco, foi!…



 DINHERO, MUIÉ E...

Um pesquisador fez um levantamento a nível nacional para saber as coisas que o homem brasileiro mais gostava. Em todos os cantos do país a resposta era uma só:
- Dinheiro e mulher!
Em todos os estados os homens respondiam de pronto:
- Dinheiro e mulher!
Quase ao final da pesquisa, ele encontrou um mineirinho do interior sentado de cócoras a beira da estrada pitando um cigarro de palha:
- Bom dia.
O mineirinho deu uma tragada, cuspiu de lado e respondeu:
- Dia, sô!
- Estou fazendo uma pesquisa para saber as coisas que o homem brasileiro mais gosta.
O senhor pode me responder?
O mineirinho deu mais uma tragada e mais uma cuspida:
- Uai, sô. As coisa que o homi mais gosta é de "dinhero, de muié e do bicho de pé".
O pesquisador, estranhando a inclusão do item "bicho de pé" na resposta, perguntou:
- Olha, todo mundo falou dinheiro e mulher. Mas, e bicho de pé?
Mais uma tragada e mais uma cuspidinha, o mineirinho retrucou:
- Uai, sô. Que qui adianta nóis tê dinheiro e muié se o "bicho" não tivé de pé?


O MINEIRO E LÂMPADA

Um mineiro estava andando na rua quando encontrou uma lâmpada. Esfregou e dela saiu um gênio.
- O senhor pode fazer três pedidos.
O mineiro nem pensou e foi logo dizendo:
- Eu queria um queijim.
O gênio achou estranho, mas atendeu, e em seguida falou:
- Segundo pedido.
O mineiro disse:
- Eu queria mais um queijim.
E o gênio, achando mais estranho ainda:
- Terceiro pedido.
O mineiro:
- Agora eu queria uma muié daquelas bem bunitona.
Dias depois o mineiro achou de novo a lâmpada na rua. O mesmo gênio saiu:
- Oh! que surpresa! Você de novo! Pode fazer mais três pedidos. Mas antes, me diz uma coisa ... porque da outra vez você pediu duas vezes queijo e depois uma mulher?
- Óia sô gênio, é que eu fiquei com vergonha de pedir mais outro queijim!



 ESPERTEZA DO MINEIRO

O mineirinho chega no ponto do ônibus e encontra o compadre, com o qual havia combinado uma pescaria...
- Ô cumpadre, prá mode dequê cê tá levando esses dois emborná?
- Ah, cumpade, é que eu tô levando uma pinguinha!
- Mais nóis num tinha combinado que não ia mais bêbê, cumpadre?
- Combinamo sim, cumpadre. Mas sabe o que é....? E se di repente nóis tá pescando, e aparece uma cobra e pica um de nóis dois. Daí nóis passa pinga onde a cobra mordeu e toma um gole pra aliviá a dor.
- Tá bão, cumpadre, ocê me convenceu. Mais vem cá, e no outro emborná, o que cê tá levando?
- É a cobra, cumpadre! Pode ser que lá num tenha, né ...



SAUDADE DO PÃO DE QUEIJO

Tá lá o velho mineiro morrendo. De repente, ele chama o filho e diz:
- Meu filho, tô sentindo um cheiro de pão de queijo...
- Mas é pão de queijo mesmo pai.
- É sua mãe que tá fazendo, filho?
- É, pai.
- Ah, meu filho, ninguém faz um pão de queijo melhor no mundo. Que cheirinho bom, meu Deus. Que saudade me dá, meu Deus. Vai lá na cozinha, meu filho, vai. Vai lá e traz uns pãesins de queijim pra mim.
- To indo, meu pai.
Uns minutos depois, e o rapazinho volta sem pão de queijo.
- Cadê, meu filho?
- Mamãe não quis dar.
- Por quê?
- Ela disse que são pro velório.



MINEIRO NO CARTÓRIO

 O caipira entra no cartório para registrar o filho:
- Qual o nome da criança? Pergunta a atendente
- Ebatata de Souza!
- Ebatata?
- Sim sinhô! Ebatata de Souza!
- Desculpe-me, senhor! Mas com esse nome eu não posso registrá-lo.

- Caus de que?
- Porque Ebatata não é nome de gente! Aliás de onde o senhor tirou esse nome esquisito?
- É que eu sou plantadô de batatas!
- E daí?
- Daí que o meu cumpadre que é plantadô de milho colocou o nome do filho dele de Emilho e ninguém aporrinhou ele!


AFOGANDO AS MÁGOAS

O compadre encosta o amigo na parede:
- Cumpadi Tonhão, prá mode que ocê bebe tanto, hômi?
- Ah, cumpadi... é pra afogá as mágoas. Ic!
- E ocê consegue afogá elas?
- Nada, cumpadi... as marditas... sabe nadar!



No açougue

Num açougue do Rio de Janeiro, chega de repente uma exuberante Ferrari vermelha e dela sai um torcedor do Vasco e chega para o açougueiro e pergunta:
- O Sr. tem picanha?
- Tenho sim - respondeu o açougueiro.
- Corte para mim vinte peças - diz o torcedor do Vasco, pagando com notas de 100 dólares, saindo em seguida.
Passados 10 minutos, chega uma BMW e dela sai um Botafoguense, chega para o açougueiro e pergunta:
- O Sr. tem alcatra?
- Tenho sim - respondeu o açougueiro sorridente pela última venda.
- Corte 70 quilos - pede o Botafoguense que recebe e paga com cartão Platinum e indo embora logo em seguida.
Nesta hora, muito feliz pelas vendas, o açougueiro recebe um torcedor do fluminense em uma Mercedes que diz:
- O Sr. tem filé mignon?
- Tenho sim - respondeu o contente açougueiro.
- O Sr. corte 50 quilos, por favor - diz o tricolor, que paga a mercadoria com notas de 100 reais, saindo logo após.
De repente, chega um Corcel II, bem velho e todo enferrujado, placa de SÃO JOÃO DE MERITI, com um adesivo 'A INVEJA É UMA MERDA' numa lateral, outro no pára-brisa 'VEÍCULO RASTREADO POR VIZINHOS FOFOQUEIROS', por último pegando o vidro traseiro inteiro 'É DEUS NO CÉU E NÓIS NO CORCEL' de onde sai um brutamontes com a camiseta e gorrinho do FLAMENGO, e diz para o açougueiro:
- E ai mermão, cê tem asa?
- Tenho sim - respondeu o açougueiro.
- Então voa: é um assalto!!!

O CAVALO E O PORCO

Um fazendeiro colecionava cavalos e só faltava uma determinada raça. Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha este determinado cavalo. Assim, ele atazanou seu vizinho até conseguir comprá-lo.
Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele
chamou o veterinário:
- Bem, seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante três dias, no terceiro dia eu retornarei e caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo.
Neste momento, o porco escutava toda a conversa. No dia seguinte deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou do cavalo e disse:
- Força amigo! Levanta daí, senão você será sacrificado!!!
No segundo dia, deram o medicamento e foram embora.
O porco se aproximou do cavalo e disse: - Vamos lá amigo, levanta senão você vai morrer! Vamos lá, eu te ajudo a levantar... Upa! Um, dois, três.
No terceiro dia deram o medicamento e o veterinário disse:
- Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos.
Quando foram embora, o porco se aproximou do cavalo e disse:

- Cara é agora ou nunca, levanta logo! Coragem! Upa! Upa! Isso, devagar!
-Ótimo, vamos, um, dois, três, legal, legal, agora mais depressa vai... Fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa! Você venceu!!!
Então de repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou:
- Milagre! O cavalo melhorou. Isso merece uma festa...'Vamos matar o porco!'




Ponto de reflexão:
Isso acontece com freqüência no ambiente de trabalho. Ninguém percebe quem é o funcionário que tem o mérito pelo sucesso. Saber viver sem ser reconhecido é uma arte.

Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional,
lembre-se: amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic.
Procure ser uma pessoa de valor, em vez de ser só uma pessoa de sucesso.
PRESTÍGIO só dá dinheiro para a NESTLÉ.

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

 
Não se constrói o progresso sem estradas: essa daqui o levará a uma breve viagem agrícola dentro dessa imensa floresta amazônica, foto a foto. Ainda não farei comentários textuais sobre as legendas que estou apondo a cada fotografia, mas critico-as sugerindo que leiam e vejam em montorilaraujo.blogspot.com (Percalços da Agricultura no Amapá – Agosto 2011) e concluam sobre o que fizemos em termos de agricultura séculos passados e o que fazemos hoje (as fotografias que posto são de 2004) – região centro-oeste do estado.Os agricultores dessa mini-região do estado recorrem ao transporte semovente (no caso, burros e cangalhas) para tirar z produção da roça. Percorrem cerca de 2km até o rancho. 
 
São agricultores assistidos(?) pela reforma agrária federal (Incra), é o que explica a casa de alvenaria em meio à floresta densa de terra firme.
 
Em seguidas viagens armazena-se por algum tempo no pátio de casa a produção de mandioca.  


 
Normalmente, nessa micro região, os roçados são estabelecidos na meia encosta, submetida a severos processos de desmatamento. Em media as arvores aqui atingem 35 metros de altura.
 
Como se trata de área com predomínio de geomorfologia com elevações, aí ocorrem interfluvios com reserva superficial de água, espaços esses que vêm sendo aproveitados para o estabelecimento de pequena piscicultura.

 
A citricultura ainda não está estabelecida como pratica usual dos agricultores regionais, mas os experimentos isolados demonstram que a extensão rural oficial precisa se interessar pelos esforços que ao agricultores fazem.

 
Esse pequeno bosque mostra uma novidade: já se planta pupunha, em detrimento do extrativismo que antes dominava a produção desse alimento muito valorizado em toda a Amazônia, onde vivemos.

 
Observe com que sabedoria o caboclo procura situar sua morada.

 
A ocorrência natural do açaí de terra firme, como ocorre nas áreas de várzea, direcionam a fixação do homem no campo. Também neste aspecto é preciso que a extensão rural avance quanto a aumentar a produtividade dessa planta nesse ambiente, visto que fenologia do açaí de terra firme pode complementar a produção da várzea, dispondo o produto durante todo ano no mercado.



 
O abandono imposto a esses trabalhadores se reflete no seu principal meio de vida: a produção de farinha de mandioca. Olha o estado de conservação dessa casa de farinha.

 
Esta fotografia é uma raridade, que talvez voce nunca tenha visto outra igual e, por isso, à primeira vista não possa imaginar que esteja vendo um eficiente processo (método) de conservação do arroz em casca.

 
A alternativa para essas famílias é admitir o “sistema de chácara”, cuidando plantar de tudo um pouco: aí a banana e mandioca consorciados.

 
Quando o “couro come”e a fiscalização relaxa, o jeito é derrubar a floresta e fazer algum dinheiro com a venda clandestina de madeira. Duas coisas: a exposição da madeira na beira da estrada não sugere tanta clandestinidade assim. Dependendo da nobreza da madeira, apenas uma arvore responde pela colheita da mandioca em quatro tarefas (cerca de um hectare).

 
O que se vê abraçando a arvore é o cipó titica, produto nobre da floresta que vai alcançar o mercado sul-sudeste brasileiro com o pomposo nome de vime.

 
Cria-se boi branco por aqui, o cenário (trágico) mostrado nessa fotografia è de uma capineira para a formação de pastagem.

 
Aqui já se vê a ansiedade do produtor rural avançar para uma piscicultura menos impirica.

 
Quando a colheita é boa, diminui-se a solidão do agricultor: mais homens e mais animais de tração.


Saindo-se da terra firme para a ribeira, percebe-se, de cara, um novo estilo de morar. Note-se que a capoeira já tomou conta da área aberta para a agricultura. Essa viagem ainda vai longe aqui no blog.   

domingo, fevereiro 26, 2012

EU QUE O DIGA., E VOCE?


VIDA E SAÚDE: UM DESEJO DE TODOS.



Viver bem e ter saúde é um anseio fundamental do ser humano. Trata-se de uma das aspirações mais universais. Independente de credo, cultura a nacionalidade. Interessa a todos sem distinção, prova disse são as conhecidas expressões: “muitos anos de vida”, “parabéns”, “muita saúde”, etc.

A saúde alem de ser por excelência uma expressão de qualidade de vida, para os cristãos é fundamentalmente um dom precioso do Deus da vida. É uma semente divina a ser cultivada com esmero e carinho, para que possa viver dignamente.

A doença, o sofrimento e a morte são o outro lado da medalha. Expressam a nossa fragilidade e constituem grande desafio a ser assumido na fé cristã, pois são companheiros inseparáveis de nossa jornada, intrometendo-se em nossos planos quando menos esperamos.

Infelizmente existe muita doença e sofrimento cuja causa é a própria ação e/ou omissão humana. Situamo-nos num contexto profundamente hostil à vida, onde proliferam terrenos inóspitos que sufocam e não deixam germinar, crescer e frutificar a semente da vida.   

Ainda hoje se mata por ódio, violência e vingança, que decretam o fim da vida de tantos semelhantes indefesos jogados à margem do banquete da vida e, por incrível que pareça, julgados culpados por sua própria desgraça. Ou ainda pela falta de infraestrutura mínima que garanta um viver digno, como de moradia, educação, salário justo, lazer, terra e acesso aos serviços de saúde.    

É urgente dar um basta a toda essa espiral de indiferença e pessimismo perante a vida. É hora de sermos semeadores de esperança e testemunhas de solidariedade libertadora. Importa lembrar sempre que o amor e o cuidado para com os doentes são sinal por excelência de como nós cultuamos a Deus e valorizamos a própria ida.

Pe. Anisio Baldessin (Texto publicado em O Domingo – Semanário Litúrgico-Catéquetico)    


sábado, fevereiro 25, 2012

UMA BOA E UMA ÓTIMA


Essa é realmente boa



Todos os amigos que me mandaram correntes que prometiam fortuna e dinheiro em 2011 aviso que:

NÃO FUNCIONOU!!!

Por isso, para 2012, mandem o dinheiro diretamente! Obrigado!!!


Para doar R$ 7,00....Ligue no meu Celular

Para doar R$ 15,00...Ligue no meu Fixo

Para doar R$ 40,00...É só me avisar que eu mesmo vou buscar...

Para doar valores maiores eu busco a qualquer hora, na noite ou na madruga mesmo...

Doações do exterior...não se acanhe!... Hablo espanhol... I speak english... Je parle français... Io parlo italiano... Ich spilen deutch... Arranho no árabe.....

Ah, sim... Aceito Euro e Dólar!... Pesos não.. Já tenho os meus...

Exerça sua cidadania, participe desta campanha !!


Agradeço a todos .......



ESSA TAMBÉM É ÓTIMA.



O BARBEIRO


O florista foi ao barbeiro para cortar seu cabelo.
Após o corte perguntou ao barbeiro o valor do serviço e o barbeiro respondeu:
- Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário es
ta semana.
O florista ficou feliz e foi embora.
No dia seguinte, ao abrir a barbearia,
havia um buquê com uma dúzia de rosas na porta e uma nota de agradecimento do florista.
Mais tarde no mesmo dia veio um padeiro para cortar o cabelo. Após o corte, ao pagar, o barbeiro disse:
- Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário es
ta semana.
O padeiro ficou feliz e foi embora.
No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um cesto com pães e doces na porta e uma nota de agradecimento do padeiro.
Naquele terceiro dia veio um deputado para um corte de cabelo.
Novamente, ao pedir para pagar, o barbeiro disse:
- Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário es
ta semana.
O deputado ficou feliz e foi embora. No dia seguinte, quando o barbeiro veio abrir sua barbearia, havia uma dúzia de deputados fazendo fila para cortar cabelo.
Essa é a diferença entre os
Cidadãos e os políticos.


"Os políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente e pela mesma razão." (Eça de Queiróz)





sexta-feira, fevereiro 24, 2012

 Vamos ver se lhe ajudo a compreender "os caminhos" do acai nativo, da floresta à sua mesa: em 2004 fomos ao campo estimar a populacao nativa de acaizeiros, éramos pesquisadores do Iepa atuando neste projeto, Na busca de acomadacao (primeiro cuidado de quem entra na floresta é saber onde dormir) encontramos essa casa. Esse garoto segura nas maos um repelente natural. Onde tem acai tem carapanã aos montes.
 No dia seguinte, bem cedo, navegamos em direcao ao trabalho. Embora não apareca com nitidez, de um lado e outro da margem desse pequeno rio tem muito acai.
 Esse apoiador navega o grande rio Amazonas, transportando nossos equipamentos, nosso "laboratório"de campo, nossa alimentacao básica, e, à época... nossa cachacinha: vacina contra dias inteiros sob chuva ou com os pés no barro. Dá para perceber que vamos atuar na planicie arbórea do rio Amazonas.
 Aqui, passo seguinte guiado por GPS, chegamos na area de um projeto importante de manejo de acai. Naturalmente que essa área não foi computada em nossos apontamentos justamente porque produz acai plantado, não nativo. Proporcionalmente, é minha tese, o acai produz mais que café: em grãos e em dinheiro. Obs: neste momento o acai ralo está a 10,00 o litro aqui em Macapá. É muito caro!
 Já neste quadro o que vemos é mesmo o acai nativo. Além dessas duas casas há mais duas, o que demonstra que a ocorrencia de acai guia e fixa o homem ribeirinho. O acai, cá entre nós, é alimento de primeira ordem. Ao invés de arroz e feijão é acai e farinha. Todos os dias também tem peixe.
 Aqui mostramos mais uma maneira de morar do nosso ribeirinho., não só o isolamento lhe faz companhia, pode reparar na franja da mata, de um lado e outro do rio, o que sobressai é: acaizeiro nativo. De fato ele guia e fixa o homem ribeirinho amazônico.
 E nós, pesquisadores, aqui estamos empenhados, mais uma vez estudando para proporcionar a essas pessoas o mais e melhor de informacao possivel. Do nosso sucesso dependerá maior tempo de permanencia desse homem nessas áreas. Paralelamente também estudamos outras palmeiras de ocorrencia sempre associada ao acazeiro. O de camiseta na cabeca sou eu, orientado pelo meu coordenador cientifico... um dos maioires botanicos de toda a Amazonia.
Outra vez buscamos apoio e referencia na morada de ribeira (olha o acai cercando a casa) e daí retornaríamos às nossas casas. Dias passamos embrenhados por aí e, à epoca, já era dia 22 de dezembro e precisavamos chegar a tempo do nosso natal com a familia.
Agora não posso mais voltar ao meu trabalho, mas dele nao me afastarei totalmente porque vou reviver esses dias aqui, neste blog.
Obs: quer cohecer melhor o Amapá? visite (sempre) o blog: montorilarambae.blosgsot.com.
No google? coloque na busca: montoril - arambae.
Para conhecer Volta Grande: jacintodasilva.blogspot.com

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

FÉRIAS É BOM... MUITO BOM! EXCELENTE SE FOR EM VOLTA GRANDE

Essa é a minha turma (esposa, filho, netos, sobrinhos) em fim de férias na cidada aí abaixo: Volta Grande/MG. A foto superior é o dedo de Deus, em Terezópolis/RJ, mas cá prá nós, a foto de baixo tem a ver com o paraiso. Quando passar por Minas, zona da mata, dê uma passadinha em Volta Grande.... mas leve bastante do que é seu porque correrá o risco de nao mais sair de lá. Sem exagero 

Achou que exagerei? Veja o povo numa das pracinhas que existe por lá....


No meio desse nosso caminho não existe uma pedra e sim ponte.
O que você está vendo nesta foto é um inacreditável absurdo. Trata-se de um banco de concreto, nas seguintes medidas: 10cm de espessura x 40cm de largura x 12m de comprimento, assentado sobre bases também de concreto: 8 pés. Pois bem, tudo isso foi posto literalmemte no chão, exigindo para tanto não sei quantas mãos criminosas. Que cidade pode resoistir a tanto ódio contra si? Isso ocorreu (o banco ainda está no chão) bem ao lado do magestoso Monumento da Marco Zero do Equador (que voce vê uma parte abaixo). Isso, para mim, é terrorismo.