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segunda-feira, março 19, 2012

MINHA COLUNA

VIVA O NOTEBOOK.
Cesar Bernardo Souza

Educar é cada vez mais um desafio gerador de dividendos para políticos e cada vez menos de ganho político. Ou seja, a demagogia política eleitoreira embarcada na garupa larga da educação tem feito, no Brasil, a felicidade dos políticos habilidosos com as palavras, e bons interpretes dos seus “planos de governo”, “discutidos” com a população durante a campanha eleitoral. Na maioria das vezes político e plano não passam de habilidades de marqueteiros para lá de talentosos. Perde-se, portanto, o ganho politico.
Pessoas de todas as idades já ouviram discursos “compromissos” firmados em praça púbica pró educação. Por ultimo passou-se a ouvir acréscimos do tipo: “vamos estar implementando uma educação de primeiro mundo em nossas escolas”.
Essas afirmações ou “compromissos” também passam a “promessa de campanha”, dependendo da causa/efeito que se tenha que produzir contra ou a favor do governo eleito. Não se pode deixar de perceber que a tarefa a ser cumprida não é de um partido, mas de um governo eleito por uma coligação partidária.
Daqui em diante já se pode perceber que é enorme o espaço de manobra que se abre para o não cumprimento da promessa. Partidos elegem, um partido governa. Como de dois em dois anos tem eleição, é nesse mesmo espaço de tempo que outras coligações se formam em torno do governo no poder para se eleger o sucessor. No âmbito de tudo isso o que deixa de valer é justamente o que se prometeu na campanha anterior. Nova campanha novo lema eleitoral: é tática profissional do marqueteiro em mesma medida que é o seu novo (rico) ganha pão.
Simples assim? É porque a sustentar essa, como diria?, estratégia está nas ruas a enorme força de convencimento da militância. Que por sua vez compõe-se de eleitores.
É a maioria relativa quem elege, logo se esta não se dispõe a cobrar promessas eleitorais porque o eleito se apressará em cumpri-las? Às vezes pela vaidade.
No Brasil de hoje o Partido Socialista Brasileiro (PSB) cismou que pode oferecer educação de “primeiro mundo” apenas distribuindo notebooks aos professores. Aqui no Amapá o candidato prometeu essa maravilha a todos os professores da rede estadual de ensino. Empolgou com a promessa fornecedores e professores. Massageou o ego internáutico do alunado jovem. Juntou assim a fome com a vontade de comer e, resultado: elegeu-se com décimos de vantagem sobre seus adversários.
E qual o problema? Os notebooks demoraram a chegar, mas estão em depósito conforme garante o governador. Os professores que estão em greve hoje lutando em praça pública pelo direito ao salário mínimo da educação, amanhã receberão cada qual seu notebook. E o aluno, bem...
Então qual a problemática? É que ninguém, nem cá nem lá, pode dizer que a educação vai melhorar só por causa disso. Aliás, parte do “primeiro mundo” já desistiu desse projeto:
(Gustavo Ioschpe: A tecnologia não nos salvará (por enquanto).
 “Perguntei ao MEC quais os estudos que embasam a ideia de que a distribuição desse material terá algum impacto sobre a qualidade do ensino, mas não houve resposta. Nem poderia. Praticamente toda a pesquisa sobre o assunto, não apenas no Brasil como no exterior, mostra que não há relação entre a presença de computadores na escola e o aprendizado do aluno. Imagine então um aparelho dado ao professor. O programa surgiu por vias tortas. A primeira intenção era distribuir laptops a todos os alunos da rede pública. Mas a experiência internacional tem mostrado que essa medida é muito custosa e pouco eficaz, a ponto de cidades americanas que a implementaram já a terem cancelado há anos. Os alunos estavam usando os computadores para colar em provas e baixar pornografia. Mesmo no Brasil, o estudo sobre o impacto do programa Um Computador por Aluno em sua fase piloto mostrou que só se beneficiavam do laptop aqueles alunos que o levavam para casa; aqueles usados apenas na escola não produziam melhorias no aprendizado. O MEC fez então essa mudança de curso e resolveu destinar a verba aos professores, em uma medida que certamente agradará à categoria mas não tem sustentação na pesquisa nem na lógica.
No mesmo momento em que Brasília anunciava a medida, o governo do estado de São Paulo mostrou que desperdício pouco é bobagem. Ao mesmo tempo em que briga na Justiça para não cumprir a (inócua, diga-se) lei do piso salarial dos professores, o estado divulgou um investimento de 5,5 bilhões de reais, ao longo de dez anos, para equipar suas salas de aula com lousas digitais. Chama atenção a envergadura do projeto, em um momento em que também há farta divulgação de que experiências pioneiras nos EUA têm mostrado que os distritos que receberam essas máquinas vêm tendo desempenho pior do que a média de seu estado. (Toda a bibliografia mencionada neste artigo está na íntegra em twitter.com/gioschpe.) Mas, vaidade das vaidades, porque voltar atrás de uma promessa de campanha que tornou a candidatura do governador Camilo Capiberibe vitoriosa? Mais do que isso: se foi justamente ela o diferencial que lhe valeu os décimos da vitória?
Em casos assim, cabe ao eleitor exigir o descumprimento de promessas eleitorais? 


    


 

domingo, março 18, 2012

DOIS GRANDES PENSADORES: BONFIM SALGADO E LEONAI GARCIA.

 Linda paisagem, não é mesmo? O cenário é quase urbano em relação a Macapá e Santana, razão pela qual se procurava  estudá-lo objetivando sua inclusão em algum projeto turistico que e alguma maneira estivese em perspectiva no estado. A idéia de fundo que motivou essa misão era simplesmente destacar o potencial do Igarapé da Fortaleza (onde estamos) em relação ao Rio Amazonas, aonde ele desagua logo ali, e sua cotidiana interrelação com as cidades de Macapá e Santana. Esse igarapé, o da Fortaleza, é o mesmo que drena  toda a Lagoa dos Indios e se caracteriza por seu um raro curso dágua urbano com dois regimes hidrodinamicos: influencia da maré do Rio Amazonas no seu baixo curso e daí em diante, a montante, águas pluviais cristalinas e de nascentes.  Os passageiros dessa embarcação estão indo no sentido da Rodovia Macapá/Fazendinha, para daí em diante seguirem de onibus até Santana ou Macapá.
Aqui em baixo, dois pensadores (permanentes) de um "novo" Amapá: Jornalista Bonfim Salgado (primeiro plano) e o Médico Leonai Garcia (de óculos, ao fundo). A criança e o jovem da foto são, respetivamente, o Paulinho filho do Dr. Leonai, e o Danilo Bernardo, meu filho. O fotógrafo sou eu. Esses estudos acabaram esbarrando em pelo menos duas dificuldades: singular - as imagens aéreas não puderam ser tomadas do ultraleve por causa da proximiade excessiva do aeroporto.
Usual - desinteresse.
Mas, como se vê, o Igarapé da Fortaleza tem grande potencial turistico a ser percebido por qualquer bom projeto que vise o aproveitamento turistico do Rio Amazonas nas imediações das cidades de Macapá, Santana  e Mazagão.




Aqui estão algumas outras magens colhidas no decorrer da nossa expedição: ¹-alguem poderia estar nos vendo lá de cima, ²- as crianças ão s que mais sabem tirar proveito da imena beleza do Igarapé da Fotaleza, ³- o igarapé tem boa extensão, suas nascentes de cabeceira estão nas imediações dos bairros Brasil Novo/Boné Azul, na cidade de Macapá. 4- volta e meia o igarapé se abre em bonitos lagos, possibilitando tomadas fotográficas do fundo do leito. É comum a ocorencia de peixes ornamentais.


sábado, março 17, 2012

UM EDITORIAL PARA O BONFIM



UM POUCO MAIS DO BONFIM SALGADO.

Bonfim - O Marquês -  era desses homens bons para tudo, próprios para nada. Era como uma pedra num ponto qualquer do Rio Amazonas, aonde outra pessoa não ia. Era uma pedra sobre a qual água a trabalhava sempre, mas era também a própria água fazendo aberturas, desmanchando as partes moles da pedra, modelando as partes duras da mesma pedra. Pedra e água, o Bonfim era um elemento da natureza amapaense, influindo, atuando sobre pessoas, remexendo, furando, canalizando, esburacando para que para essas não  faltasse o ar.
Nas boas e longas conversas que gostava de ter conosco, dependendo do humor cavava o interior da nossa alma ou esculpia o nosso exterior. Por essas propriedades quase só suas construía para si em seus amigos antros ou palácios.Para se proteger cobria-se de um estilo hediondo, mas esplêndido.
Aí sim, ninguém o espreitava ninguém o incomodava.. era outra vez uma pedra cercada de água e água cercando pedra.
Não se é possível desaparecer com esse Bonfim quem assim o conheceu, interpretou, aceitou, como no meu caso. Esse é o meu caso.
Há um pedaço de papel a mim endereçado em que me dizia: “Olha mineiro, o meu Amapá ainda se define assim: tudo é bom, tudo é ruim, mas ainda nada se compara à timidez da ignorância a não ser os seus efeitos. Aqui, quando a ignorância começa a ousar é porque ela própria intui a verdade. Ela é um devaneio, por isso tem muita força. O saber, no entanto, desconcerta sempre, mas é o nosso caminho”.

Obs: Escada da hierarquia inglesa
==> Senhor – Escudeiro – Cavalheiro – Baronete – Lorde – Barão – Visconde – Conde – Marquês – Duque – Príncipe – Rei.


sexta-feira, março 16, 2012

SAIBA UM POUCO MAIS SOBRE O "USO" DAS FLORESTAS NO AMAPÁ

 Um dia avançamos floresta adentro, nas proximidades da cidade de Oiapoque. Depois de mais de vinte anos  nessa estrada, o impacto dessa visão me causou espanto: meu pressentimento era o de que estava diante de um significativo inusitado. Estava mesmo, pois o que via incialmente era o inicio de uma longa estrada pavimentada de tabuas para a exloração de madeira.   
 Esse é o nosso carro, avançamos com muito cuidado receando um indesejavel encontro com com o(s) madeireiro(s) e seus capangas, além de muita atenção para a impossibildade de se manobrar o carro em caso de súbita ncessidade, e, sempre temendo a caida de uma grande arvore que impedise o retorno. Preste atenção na qualidade do pavimento e na sua extensão.

 A ousadia desse empreendimento me pareceu tanta e tamanha que logo atribuí a responsabilidade essa agressão ambiental a alguma agencia financiadora do proprio governo federal, já que a experiencia me ensinou que entre os nossos nativos não há aquele que disponha de tanto dinheiro para esa finalidade.
Essa pavimentação tem ua extensão superior a 2 km, e como se pode ver em cada lado da estiva estão dispostas tres (3) tabuas, com outros 3cm de espessura. Ao longo dessa estrada vi varios amonoados de descarte de tabuas inserviveis para a obra. Acintoso desperdicio.
Voce pode imaginar a quantidade de arvores abatidas apenas para a construção desta estrada? Voce apostaria em alguma ação do Ibama havida contra esse tipo de "empreendimento"? PERDEU!

Obs ¹: Normalmente se obtem esses financiamentos junto ao governo federal para a média agricutura e mais facil ainda para a grande pecuária. Mas não pense que o caboclo amazônico passa perto disso.
Obs²: Os galhos secundários dessas grandes arvores podem passar ao aproveitamento da carpintaria que os transformem em batentes, portas e janelas simples para moradias populares, além de utensilios doméstiicos como tábua de carne, banquetas, prateleiras, etc. Até casas pré moldadas podem sugir desse aproveitamento. Estou falando de uma montanha inmaginavel desse tipo de madeira.
Obs³: Proximamente lhes mostrarei a majestade dos nossos manguezais.  









quinta-feira, março 15, 2012

NOTICIAS E OPINIÃO

(Diário do Amapá-15/03) CONSELHO DE ASSISTENCIA SOCIAL DE MACAPÁ EM NOVOS MEMBROS

Na tarde desta quarta-feira, 14, a prefeita em exercício, Helena Guerra, deu posse na sala de reuniões da PMM, aos membros do Conselho Municipal de Assistência Social. Ligado a Secretaria Municipal de Assistência e do Trabalho - Semast, o CMAS é um órgão deliberativo, fiscalizador que monitora a política de assistência do município de Macapá, não só da secretaria, mas das entidades da sociedade civil organizada que presta este serviço.
Para a presidente do Conselho, Maria de Fátima, o órgão atua também na deliberação de projetos e programas executados pelas SEMAST. "Fazemos reuniões, vemos as necessidades, analisamos os programas do Governo Federal, tudo em benefício da população. Por isso, conto com a ajuda dos conselheiros, da prefeita Helena Guerra que já foi conselheira por muito tempo. E digo que amanhã já teremos reunião".
Helena Guerra, por sua vez, contou que todo o apoio será dado. "Sei o é ser conselheira, as dificuldades, mas esse trabalho voluntário é muito especial. Vocês podem contar com o apoio da Prefeitura de Macapá, vamos unir forças e fazer tudo pela comunidade".
Danielle Ribeiro, chefe de gabinete da Semast, contou em breves palavras que a Secretaria Municipal de Assistência Social e do Trabalho está de portas abertas para os conselheiros e que esta parceria será de suma importância para todos.

OPINIÃO:  De modo geral os Conselhos Municipais se instalam com vistas prioritárias para a captação de recursos federais e até mesmo apenas e tão somente para o cumprimento de normas. Mas poderiam fazer bem mais se prioritariamente admitissem o cidadão carente como objeto principal de suas atuações.    



(Diário do Amapá-15/03) CAI EM 51% TAXA DE MOTALDADE NEONATAL NO HMML

O Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML) reduziu em 51% a taxa de mortalidade neonatal nos dois primeiros meses deste ano, comparado ao mesmo período de 2011. A taxa de mortalidade infantil no ano passado foi de 45,9% para cada mil bebês nascidos vivos.
O acumulado de janeiro e fevereiro de 2012 contabilizou o nascimento de 1.062 recém-nascidos no hospital. Foram 586 em janeiro e 476 em fevereiro com 24 óbitos. O acumulado do ano passado foi de 915 partos realizados nos primeiros dois meses com o registro de 42 óbitos.
A diretora do Hospital da Mulher Mãe Luzia, Iranir Andrade dos Santos, apontou que um dos fatores que vêm contribuindo para a redução foi a inauguração da nova Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) com 16 novos leitos e mais 19 leitos da Unidade de Controle Intermediário (UCI), com capacidade para mais 19 leitos.
O investimento na capacitação dos profissionais de saúde, cursos de reanimação neonatal e de atendimento ao recém-nascido e à parturiente também foram decisivos para auxiliar na melhoria do atendimento e dos serviços disponibilizados às gestantes.
Embora o número de partos realizados no HMML tenha aumentado cerca de 8% em 2011, comparado aos dados de 2010, a diretora Iranir Andrade explicou que o hospital conseguiu manter a redução da taxa de mortalidade neonatal. Em 2010 foram registrados 6.038 mil partos, contra 6.499 mil em 2011. Isso implicou no nascimento de 498 bebês vivos a mais em 2011, que no ano anterior.

OPINIÃO: Os números acima publicados contradizem francamente o que dizem os médicos e a lógica do crescimento populacional apresentada pelo Ibge/2011: a media de nascimento apenas na Maternidade “Mãe Luzia” é de 30 (trinta) crianças/dia.
A CPI da Saúde poderá caminhar também por aí, visto que no Brasil da impunidade “números costumam justificar fins”.



(Diário do Amapá-15/03) Paralisação nacional do magistério

O primeiro dia de paralisação dos profissionais do magistério foi considerado positivo, ontem, em Macapá. A paralisação ocorre de forma simultânea em todos os estados e municípios do país. Além das pautas em nível federal, como a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil à educação, a classe usa o período para reivindicar algumas questões em âmbito local, como é o caso dos municípios do Amapá.
Em Macapá, de acordo com o vice da comitiva municipal do Sindicato dos Servidores Públicos da Educação do Amapá (Sinsepeap), Ailton Costa, as causas nacionais refletem nos municípios.
"Nós [professores municipais] queremos uma educação com mais qualidade do que a atual. Hoje o docente ganha R$ 923,00 que está abaixo do piso salarial nacional de R$ 1.451", frisou.
Outra questão de luta da classe do municipal é a valorização do servidor da educação, como a homologação dos estágios probatórios dos professores que foram chamados do último concurso público da área, ocorrido em 2004, e a causa dos funcionários do caixa escolar, pois de acordo com Ailton, os mesmos recebem R$ 605, menos de um salário mínimo.
Ailton ainda afirmou que uma comissão da Prefeitura de Macapá prometeu dialogar com a classe durante a paralisação: "O executivo municipal deverá lançar a sua proposta, e no próximo sábado, 17, compartilharemos com os demais numa assembleia no CCA, às 16h".
Já na questão estadual, os docentes que aderiram à greve, lutam pela implantação do piso salarial nacional, além dos acordos não cumpridos pelo o Governo do Estado do Amapá (GEA) ano passado, e da melhoria na condição de trabalho.
"Esperamos senta com o governo para que nossas causas sejam atendidas durante essa paralisação. Só depende dele", disse a representante do comando de greve, Dorinha Prego.
A categoria atendeu ao pedido do sindicato, e compareceu em grande número. A greve começou às 9h na Praça da Bandeira, e de lá a categoria seguiu em caminhada até a sede da prefeitura da capital.

OPINIÃO: Nesse caso a vergonha nacional encontrou camuflagem no quesito “destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil à educação”. Daí e diante o que vemos é um vergonhoso inusitado: trabalhadores grevando em troca de salário mínimo. É mais que vergonha...é triste.




(Diário do Amapá-15/03) “O PSB NÃO TEM NADA A TEMER POR ISSO EXIGIREMOS RECUO NAS INVETIGAÇÕES”, DIZ CRISTINA ALMEIDA (DEP.EST/ PSB)

Pertencente à base de sustentação do governo estadual na Assembleia Legislativa, junto com Agnaldo Baileiro, também do PSB, a deputada Cristina Almeida foi tachativa ao dizer, ontem, em entrevista, que o seu partido não tem nada a temer e que por isso pedirá na CPI investigações da Amprev desde o governo de João Capiberibe, iniciado em 1995 e concluído em fins de 2002.
A deputada disse ver uma CPI como algo importante no parlamento, desde que se detenha no objeto do inquérito, e atue de forma coerente para não prejudicar a instituição investigada e, por consequência, a população.
Poder – As CPIs, em níveis federal e estadual, têm autoridade judicial. As comissões desse porte apuram fatos determinados por prazo certo. No caso da CPI da Amprev, 120 dias, podendo haver prorrogação de mais dois meses.
As conclusões das CPIs, se for o caso, serão encaminhadas ao Ministério Público, federal, se no âmbito do Congresso Nacional, e estadual, no âmbito das assembleias legislativas.
O MP, por sua vez, se houver culpado ou culpados nas investigações, poderá promover responsabilidade civil ou criminal. (Douglas Lima)


OPINIÃO: As CPIs podem, também, significar “atestado” de idoneidade ao próprio objeto de sua investigação. Por isso pode encerrar excelente ambiente de troca política. Mas, pode criar caso. Esta que acaba de ser instalada e “calibrada” pela deputada Cristina/ PSB, retroagiria ao caso Ferrari, por exemplo?   




(Diário do Amapá-15/03) ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO AMAPÁ INSTALA CPI DA PREVIDENCIA ESTADUAL

Foi instalada ontem à tarde, em sessão no plenário da Assembleia Legislativa, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada em fevereiro para apurar irregularidades que estariam ocorrendo na Amapá Previdência (Amprev).
A deputada do DEM, Roseli Matos, foi eleita presidente da CPI da Amprev, ficando a vice-presidência com Keka Cantuária (PDT) e a relatoria com o parlamentar do PSDC, Charles Marques.
Junior Favacho (PMDB), Sandra Ohana (PP), Cristina Almeida (PSB), Bruno Mineiro (PTdoB) e Valdeco Vieira (PPS) são os ou-tros integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito. Esses, mais Roseli, Keka e Charles, foram nomeados dia 12 passado pelo presidente da AL, deputado Moisés Souza.
A CPI da Amprev foi criada, composta e instalada a pedido do deputado Zezé Nunes (PV) que quer ver clareadas algumas situações da Amapá Previdência como, entre outras, os critérios de escolha das instituições financeiras e dos produtos de investimentos financeiros utilizados para aplicações dos recursos do órgão estatal.
A deputada Cristina Almeida disse ontem que vai requerer, logo no início dos trabalhos da CPI, o recuo das investigações desde a gestão do senador João Capiberibe (PSB-AP), quando foi governador do Amapá, de 1995 a 2002, depois passando pelas duas administrações pedetistas de Waldez Góes até atingir o governo atual de Camilo Capiberibe (PSB).
A presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, deputada Roseli Matos, disse que o papel da CPI ontem instalada é investigar os fatos citados por Zezé Nunes no Requerimento em que o deputado pediu a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a Amprev.
“Não podemos fazer pré julgamento, antecipar nada. Vamos verificar a fundo até chegarmos a uma conclusão”, garantiu a deputada democrata.



OPINIÃO: A Amprev/Ap tem sido apresentada à patuléia como uma destacada “caixa preta”. Porém, todavia, contudo, à luz da CPI poderá se revelar preta e de aço. Fala-se em bilhão(ões?) num estado que ainda hoje lida com um orçamento inferior a 4 bilhões/ano. Compreendeu?




(Diário do Amapá-15/03) CPI DA SAUDE PRESTARÁ GRANDE SERVIÇO AO ESTADO, DIZ MOISÉS(PSC) PRESIDENTE DA AL/AP.

Foram definidos nessa terça-feira, 13, os nomes dos integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito do setor da saúde pública do estado. A chamada CPI da Saúde foi definida depois de reunião do presidente da Assembleia Legislativa (AL), deputado Moisés Souza (PSC) com as lideranças partidárias da Casa. O dirigente da AL adiantou que a orientação é no sentido de passar a limpo a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), num grande serviço à sociedade amapaense.
A CPI da Saúde deverá apurar possíveis irregularidades nos contratos ce-lebrados entre o governo do estado e empresas prestadoras de serviços, sejam elas pessoas jurídicas ou pessoas físicas; aquisição de materiais de consumo e materiais permanentes; levantamento com vistas a possíveis irregularidades nos convênios, contratos firmados com empresas privadas para prestação de serviço junto ao setor Saúde; e apurar a real aplicação do percentual constitucional na área da Saúde do estado do Amapá.
Os membros da CPI da saúde são os deputados Dalto Martins (PMDB), Jaci Amanajás (PPS), Kaká Barbosa (PTdoB), Edinho Duarte (PP) e Manoel Brasil (PRB). Além deles, o deputado Agnaldo Balieiro (PSB) foi relacionado como primeiro suplente da Comissão Parlamentar de Inquérito. O prazo para funcionamento da CPI é de 120 dias, prorrogáveis uma única vez, pela metade desse período, ou seja, por mais 60 dias.
O deputado Moisés Souza salientou que não haverá edição de “caça às bruxas” com relação à atuação da CPI, mas que a sociedade espera por respostas e isso o Legislativo tem a obrigação de fornecer. “Não vamos perseguir ninguém, não temos nenhum espírito de revanchismo, pelo contrário, entendemos que essa grande discussão poderá desnudar eventuais erros e corrigi-los, mas identificando se houver dolo e encaminhar que as responsabilidades sejam apuradas. No fim, quem vai ganhar é a população, pois algo precisa mudar e nisso a Assembleia pode perfeitamente ajudar”, concluiu o presidente da AL.


OPINIÃO: Pesando bem as palavras atribuídas ao Dep. Moisés Souza, Presidente da Assembléia Legislativa logo no texto de chamada dessa matéria (CPI DA SAUDE PRETARÁ GRANDE SERVIÇO AO ESTADO), percebe-se que o “charme” do relatório final da CPI pode s resumir mesmo em serviço prestado ao estado.Por que não?  Ou não dá par juntar essas com as palavras da Dep. Cristina Almeida, do PSB? (“O PSB NÃO TEM NADA A TEMER POR ISSO EXIGIREMOS RECUO NAS INVETIGAÇÕES”).


NOTICIA (PORTAL R.7) BAIXA RENDA: Comissão aprova passagem aérea grátis para jovens
Estatuto da Juventude prevê descontos na Copa e na Olimpíada, mas ainda não virou lei.

Aprovado ontem na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), o projeto de lei que institui o Estatuto da Juventude prevê que jovens de 15 a 29 de baixa renda terão duas passagens gratuitas em todos os aviões, ônibus e barcos interestaduais que transitarem no País, além de duas passagens com desconto de 50%, se o benefício integral já tiver sido utilizado. Os jovens de 15 a 29 anos terão, ainda meia-entrada nos eventos culturais e esportivos financiados com dinheiro público e 40% de desconto
 nos eventos patrocinados pela iniciativa privada.


OPINÃO: O que de pior está por trás dessa noticia é a perniciosa demagogia e a facilidade de se criar despesas à custa do contribuinte. Sabemos (e vemos) que o transporte escolar em todo o Brasil é proibitivamente perigoso. Sabemos (e vemos) que o idoso no Brasil é tratado como peso sob quaisquer pontos de vista que se queira olhá-los à luz dos seus “direitos”. E os índios? E os negros? E os presidiários? E os doentes mentais?


quarta-feira, março 14, 2012

Praça Barão do Rio Branco, espaço central da cidade de Macapá., origem da própria cidade.

 
Hoje foi um dia em quem Macapá mostrou-se realmente bela para o mundo inteiro: não só se encheu de poesias, mas de igual forma de poetas. Mas também não só isso: encheu-se leitores de poesia.


  No detalhe o primeiro grande premio para os organizadores do evento, que trabalharam durante toda a noite espalhando poesias na cidade, textos plastificados porque estamos, na Amazônia,  em pleno período chuvoso: o gari deixa um instante o seu trabalho para ler poesia.

 Essas duas barracas foram a sede do Poesia na Boca da Noite nesse memoravel dia de poesia.
 No momento desse telefonema, Alcinea (lider do movimento) recebia a noticia de que em agosto ja se tem agenda para a realização do Poesia na Boca da Noite no Salão Azul do Senado Federal.
 
Aqui outra grande compensação. Estamos na minha rua, na calçada da minha casa, com poesias penduradas em jasminzeiro bem ao lado do portão principal de entrada: crianças que acabaram de deixar a sala de aulas no sentiram cansadas de aprender – leram poesias e levaram consigo muitos poemas.
 
Como se pode constatar: “Bendito mesmo é quem semeia livros a mãos cheias e estimula o povo a pensar”. Foi diferentemente lindo o dia de hoje.       

UM POUCO MAIS DO BONFIM

                                                Entrevistado e entrevistador (jan-2011)

PARECE QUE FOI ONTEM – Bonfa- 1995


No dia 19 de novembro de 1995, um domingo ensolarado, o jornal “Diário do Amapá”, publicou a entrevista que hoje trazemos ao Blog (bonfa.wordpress.com), com absoluta exclusividade. Foi há 22 anos. Porém, os temas, parecem atuais no tempo e no espaço. O nome da coluna era “Gente Daqui”.

“É fácil vê-lo andando, solene e compenetrado, pelas ruas de Macapá. Às vezes, no braço, pende um clássico garda-chuva e um tradicional monte de livros e cadernos. Antonio Munhoz Lopes, ex-seminarista, pesquisador, professor de Literatura, Português, Latim e História da Arte. Advogado por formação, globe-trotter, descende de espanhóis e elegeu o Pará e o Amapá, como terras de sua predileção. Quem não conhece o professor Munhoz? Este refinadíssimo intelectual, escritor de quilate quase inigualável, ostenta o currículo e as glórias de ter contribuído, ao longo de décadas, à formação humanística de várias gerações de amapaenses. Um orgulho da cidade. Um ser humano que vale a pena conhecer de perto.”



(Entrevista e Texto: Bonfim Salgado)

Bonfim Salgado – Munhoz, é difícil, terrivelmente difícil, entrevistar amigos. Comecemos por Macapá. Há quanto tempo você está aqui?

Antonio Munhoz – Em outubro passado, fez exatamente trinta e seis anos que por aqui cheguei. Vim com meus 27 anos. Portanto, sou hoje mais amapaense que paraense. Estou com 63 anos bem vividos, no ápice de todas as minhas potencialidades.

BS – Consta que você nasceu numa quarta-feira de Cinzas, é verdade?

AM – Sim, é verdade. E como já disse à Lana, jornalista paraense, não sou triste, por isso. Ao contrário, sou bem alegre, comunicativo, e adoro a vida com tudo o que ela tem de bom. A vida para mim, até hoje, tem sido uma constante novidade.

BS – Voce nasceu mesmo em Belém?

AM – Sim, sou paraense legítimo, paraense da gema. Gosto de farinha e de pato no tucupi, assim como de maniçoba, casquinha de muçuã, de bacuri, açaí e cupuaçu. Aliás, quanto mais eu viajo, mais eu gosto de Macapá e de Belém. Sinto-me, por assim dizer, preso às raízes.

BS – Como foi essa história do seminário?

AM – Vivi muitos anos – a minha adolescência toda – em dois seminários, em Belém (Pará), e São Luís (Maranhão). De ambos, guardo inesquecíveis recordações. Foram alguns dos melhores anos de minha vida. O seminário me marcou profundamente. No meu lado bom, ainda sou seminarista.

BS – E no lado mau?

AM – Também! (risada).

BS – Pois bem. Então, por que você não chegou a ser padre?

AM – Porque não fui escolhido. “Muitos são chamados, mas poucos os escolhidos”, não é assim? Deus, também tem os seus prediletos. Ele sabe a quem escolher, a quem deve marcar com o seu sinete. Deus sabe o que quer e a quem quer.

BS – Qual é a sua definição de um padre?

AM – Um homem que deve viver no mundo, entrosado no mundo, sentindo e tentando resolver os problemas do mundo, sem ser, todavia, do mundo.

BS – O cônego Ápio Campos, respeitado escritor e intelectual paraense, uma vez, descreveu o Munhoz delegado de polícia. Como é essa história?

AM – Ele fez lirismo, poesia à meu respeito. Disse ele que eu andava prendendo muita gente e dava à polícia local “um clima de cenáculo literário”. Dizia, ainda, que meu escrivão era quase um poeta, meus auxiliares aproveitavam as folgas para ler contos e romances e que “os próprios encarcerados eram obrigados a ler, em obediência à portaria baixada, várias páginas de antologia por semana.”

BS – Cadeia literária, heim?

AM – Cadeia, não, biblioteca. (risos).

BS – Há quanto tempo você é membro do Conselho Estadual de Cultura?

AM – Há onde anos. Sou decano. Pena é que o Conselho, no momento, esteja perdendo as suas características de Conselho de Cultura, tornando-se uma espécie de associação de amigos da arte e da literatura. Um clube de amigos. O Conselho está enveredando por um caminho errado.

BS – Diga-nos dois grandes prazeres de sua vida?

AM – Há outros, muitos outros, mas dois dos mais importantes são , sem dúvida alguma, ler. Nunca passei um dia sem ler. E viajar. Viajar, não como mero passatempo. Mas como um enriquecimento cultural.

BS – Quais as cidades do mundo, no seu ponto de vista, mais bonitas?

AM – Em primeiro, não posso deixar de citar Paris, que é sempre uma surpresa. Depois, Praga, simplesmente deslumbrante. Veneza, Florença, São Petersburgo, Buenos Aires, Toledo. O nosso Rio de Janeiro, é uma cidade que só há pouco conheci. Há outra cidade que me fascinou muito, Bruges, na Bélgica. Há outras que, no momento, eu não lembro.

BS – Você escreveu coisas belíssimas sobre a Mazagão da África?

AM – Sim, até mesmo para chamar a atenção dos amapaenses, para essas raízes históricas. Estive três vezes na Mazagão africana. Tenho um fascínio pelo Marrocos, onde já estive quatro vezes. Destaco, nesse país, as cidades imperiais, principalmente, Fez, a mais antiga, berço de milenária monarquia e centro cultural e religioso do Marrocos.

BS – O que é viver em Macapá?

AM – É viver ainda com uma certa tranqüilidade, apesar da violência que domina a cidade. Veja: no último assalto à minha casa, levaram todas as garrafas de uísque escocês, os vinhos do Porto, os CDs. De música erudita e uma sacola cheia de perfume francês, presentes de amigos.

BS – Ladrãozinho refinado e de bom-gosto, não é mesmo?

AM – Concordo. Eu trabalho de manhã, de tarde, de noite. A minha vida se resume apenas no trabalho. Por isso, em julho, ninguém me agarra. Minhas férias são sagradas. Como não sou de ferro, aproveito para conhecer o mundo.

BS – E o nível intelectual da juventude amapaense, como está?

AM – Parece incrível, mas intelectualmente falando, está involuindo. De início, a juventude não gosta de ler. Não tem o mínimo interesse pelas coisas do espírito. Em sala de aula, a dissipação é completa. Disciplina, para os jovens, é coisa do passado. É uma lástima. E na balbúrdia, ninguém evolui. Há dias, numa sala do terceiro ano Colegial, quase fui agredido, quando disse que as letras das composições dos “Mamonas Assassinas” eram puro lixo. Como disse Celso Manson, da revista Veja, “Mescla de grosseria e cretinice.” Infelizmente, o mau-gosto domina o mundo.

BS – E na política? Você já foi candidato alguma vez?

AM – Por que, para quê? Como os valores já não são os mesmos do passado, os políticos de hoje, na sua maioria, não pensam mais em trabalhar pelo povo, mas apenas em beneficiar-se, olhando para o seu bolso, para a sua conta bancária. Político, na sua verdadeira acepção, hoje, é como agulha em palheiro. Encontrar um de verdade é dificílimo.

BS – E o Brasil, tem jeito?

AM – Tem jeito, sim. É só os homens públicos criarem vergonha na cara e se conscientizarem da importância do papel que devem desempenhar, para o progresso da Nação. Na verdade, eles não pensam na gente, isto é, no povo. Só pensam em si, naquilo que é bom para eles. A Nação que se lixe.

BS – E o famoso livro – não escrito – que você nos deve?

AM – De fato, você tem razão. Ainda há pouco, em Belém, o amigo Acyr Castro, jornalista, me cobrava ao menos um livro sobre minhas viagens. Mas, tempo que é bom e necessário, para escrever, eu não tenho, francamente. Vamos esperar um pouco. Vou criar coragem de deixar as aulas. Aí, sim, o tempo vai ser todo meu. Escrever, exige tempo e, com o tempo, conquista-se o mundo.

BS – O que você ainda deseja da vida?

AM – Saúde, paz de espírito, dinheiro, disposição para viajar e lucidez, para viver ainda muitos anos. Tenho a sensação de que só agora é que estou começando a viver. Viver é um dom de Deus.

“ Eis o homem. Aquele que cita os museus, catedrais históricas, pintores renascentistas e autores clássicos, numa simples conversa de meia hora. O professor Munhoz, homem do mundo, cabeça arejadíssima e atenta, olha no relógio. Levanta-se, agradece educadamente, fala com todo mundo à sua volta e sai. Está ligeiramente atrasado para uma aula de Literatura, no Colégio Amapaense.”

Aqui, eu faria uma simples pergunta: Esse texto, publicado há 22 anos, serve ou não para os dias e acontecimentos atuais do Amapá e do Brasil

domingo, março 11, 2012

PARA MEDITACÃO: DÁ PARA CRITICAR QUEM CONSTRÓI CASAS PARA OS POBRES?

                                                        POR FORA BELA VIOLA
                                                 POR DENTRO PÃO BOLORENTO

sábado, março 10, 2012

ENTRE NESSA CORRENTE... ENQUANTO É TEMPO!

SALÁRIO... NÃO DEIXE DE ABRIR e LER ...
Carta à Sra. Presidenta da República
O negócio é repassar esse e-mail à 110.000.000 de eleitores.
Duvido que a coisa não mude!!!!
Excelentíssimo Sr. Presidente da República Federativa do Brasil.
Manifesto meu total apoio ao seu esforço de modernização do nosso país.
Como cidadão comum, não tenho muito mais a oferecer além do meu trabalho, mas já que o tema da moda é Reforma Tributária , percebi que posso definitivamente contribuir mais.

Vou explicar:
Na atual legislação, pago na fonte 27,5% do meu salário...
Como pode ver, sou um brasileiro afortunado. Sou obrigado a concordar que é pouco dinheiro para o governo fazer tudo aquilo que promete ao cidadão em tempo de campanha eleitoral.
Mesmo juntando ao valor pago por dezenas de milhões de assalariados!
Minha sugestão é invertermos os percentuais:
A partir do próximo mês autorizo o Governo a ficar com 72,5% do meu
salário...
Portanto, eu receberia mensalmente apenas 27,5% do resultado do meu
Trabalho mensal.
Funcionaria assim: Eu fico com 27,5% limpinhos, sem qualquer ônus...
O Governo fica com 72,5% e leva as contas de:
-Escola; -Convênio médico; -Despesas com dentista;
-Remédios;
-Materiais escolares;
-Condomínio;
-Água;
-Luz ;
-Telefone;
-Energia;
-Supermercado ;
-Gasolina;
-Transporte Escolar ou Coletivo, como preferir
-Vestuário;
-Lazer ;
-Pedágios;
-Cultura;
-CPMF;
-IPVA;
-IPTU;
-ISS;
-ICMS;
-IPI;
-PIS;
-COFINS ;
-Segurança;
-Previdência privada e qualquer taxa extra que por ventura seja
repentinamente criada por qualquer dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Um abraço Sra. Presidente e muito boa sorte,
do fundo do meu coração!
Ass.: Um trabalhador que já não mais sabe o que
  • fazer para conseguir sobreviver com dignidade.
  • PS: Podemos até negociar o percentual !!!
Agora vejam só a farra do Congresso Nacional :

Salário:................................................... ........R$ 24mil;
Auxílio-moradia..............................................R$ 4 mil;
Verba para despesas "comprovadas"...............R$ 25 mil;
Verba para assessores...................................R$ 5,8 mil;
Para 'trabalharem' no recesso.................. .......R$ 25,4 mil;
Verba de gabinete mensal..............................R$ 35 mil; e mais
Transporte: Passagens aéreas de ida e volta a Brasília/mês;
Direito a "contratar" 20 servidores para seu gabinete;
13º e 14º salários, no fim e no início de cada ano legislativo; e 90 dias
de férias anuais e folga remunerada de 30 dias.

ISSO PARA CADA
UM DOS 514 DEPUTADOS !!!!
Esse dinheiro sai dos cofres públicos, ou seja, do nosso bolso !!!
Mostre sua indignação e envie este texto a todos os seus amigos e conhecidos para que protestem junto aos deputados federais e senadores.
Juizes cometem crimes e em vez de punição, ganham é a aposentadoria compulsória, vão pra casa com todas as mordomias que possuíam enquanto estavam na ativa, isto é uma aberração!!!
TENHA SANTA PACIÊNCIA! ! ! !
PROTESTE VOCÊ!!!!!!
MANDE ESSA MENSAGEM A TODOS DE SUA LISTA !!!
Os sábados aqui em casa são sempre muito agradáveis, não só pelos caranguejos, os camarões, a cervejinha, os sucos, os refrigerantes, mas especialmente pelo bate papo entre pessoas educadas, experientes, sábias e dispostas a todo tipo de conversa: tititis, abobrinhas, lembrancas, presente e futuro.
Aí ao redor dessa mesa estão: médico, professoras(es), policial, engenheiro, empresário, administrador. Alí do outro lado da parede, aparecendo em azul contra a janela, estão os estudantes (meu neto e amigos) que saem do Bartholomea direto para cá e daqui, mais tarde, para a pelada de futebol. De segunda a sabado todos trabalhamos, até que tudo se repete. Viver é, proveitosamente repetir-se - tem sido o nosso lema. 

quinta-feira, março 08, 2012

AMANHÃ É DIA DE DEUSA.

ROUBEI ESSA APRESENTACÃO DO SITE DA ALCINEA (LINCADO AQUI NO FINALMENTE). COM QUE FINALIDADE? ALERTÁ-LO PARA ESSE GRANDE ACONTECIMENTO LITERÁRIO AQUI EM MACAPÁ. DEUSA É deusa QUANDO ESCREVE. O QUE É BOM PARA VOCÊ? IR LÁ, COMPRAR O LIVRO E GUARDAR COM CARINHO O AUTÓGRAFO/DEDICATÓRIA QUE ELA LHE DARÁ.

Poeta, cronista, contista e professora Deusa Ilário lança nesta sexta-feira, 9, seu segundo livro de poemas e crônicas “Retalhos e Linhas“. Com prefácio do professor, músico e poeta Orivaldo Souza e capa de Ana Maria Barbosa e Márcio Wendel, o livro tem 284 páginas impregnadas de lirismo, ternura e amor.
Sou um pouco de flor, sou um pouco de pedra, sou relva e sou selva”, define-se a poeta. Sobre Deusa, a professora Maria José Costa da Silva – que assina a orelha do livro – diz: “Essa doce mulher é a própria poesia no corpo, na alma.” É verdade. Deusa é pura poesia, é maré cheia de versos, é chuva de lirismo.
Quem ler Retalhos e Linhas faz uma viagem em uma canoa. cujo remador tem habilidade, sensibilidade, carinho e desejo de sempre manter o remo no lugar certo, de modo que as águas que navegamos, enquanto leitores, estão sempre tranquilas. ternas como se tivessem, e estão cuidando de todas as vidas embarcada nesta canoa”, ressalta Orivaldo no prefácio.
Deusa Ilário faz parte do Movimento Poesia na Boca da Noite.
Retalhos e Linhas será lançado amanhã, sexta-feira, às 9h na área de estacionamento da Secretaria de Estado da Educação (Seed)

quarta-feira, março 07, 2012

REALIDADES QUE PRECISAM MUDAR NO AMAPÁ

 
Em trinta anos de trabalho indo a praticamente todos os recantos do Amapá, esse foi o segundo e único parquinho (brinquedos de parque) que encontrei fora das sedes municipais. O outro, maior e melhor estruturado estava bem no inicio da Ramal do Pracuúba, marginal à BR 156. Essa coisa simples, porém de enorme significado em nossa história de vida ainda é um desafio para a cidadania entre nós.

 
Mas este parquinho ainda não é obra da administração municipal (estamos em território municipal de Serra do Navio), mas esforço da comunidade católica ligada a esta igreja aí: São Sebastião. Nesse inesquecível domingo assisti ao culto dominical junto dessas pessoas., difícil a presença de padre nesses rincões, mas emocionante a manifestação de fé que testemunhei aí.    

 
O culto terminou, logo se poderá ter idéia da quantidade de pessoas presentes, faixa etária bem distribuída, satisfação do culto dominical a Deus. Pode não parecer, mas muitas dessas pessoas fizeram grandes caminhadas para chegar aqui, inclinar a cabeça e agradecer a Deus os dias passados. Certamente pediram por nós ao Criador. São pessoas essencialmente boas.

 

Veja você, os bancos da “igreja” vêm e voltam na cabeça das pessoas de muito boa vontade. Agora eles vão servir aos alegres momentos de lazer e confraternização
 
Nesse dia houve iguarias da roça, sucos de frutas locais e muitos causos e risos. Uma alegria franca e contagiante. Nunca mais voltei aí... infelizmente.

 
Bom, como se vê o parquinho estava na ansiedade das crianças mesmo enquanto assistiam ao culto, seguras pelos braços e debaixo da vigilância dos pais. Agora... o prêmio.


Aqui se pode ver a alegria da criançada. Que diferença há ou vai haver entre essas e outras crianças rurais que nunca dispuseram de um parque, nem como esse? A história de vida.

De tudo elas poderão falar e lembrar quando adultas, mas jamais poderão falar de suas infantes travessuras num parque de praça ou de pátio de escola. É pena e por tão pouco!

Sempre vemos repórteres de televisão perguntando ao apostador o que ele faria se ganhasse um grande premio de loteria. De vez em quando jogo, mas sempre com uma decisão: ganhando ou ficando rico de outra maneira colocarei em cada uma dessas comunidades um parquinho para as crianças. Considero essa carência  um crime contra a infância.           

PERDA

MORRE EM E PARA MACAPÁ UMA DAS PESSOAS MAIS POPULARES: O BANCÁRIO ENÉLIO; O VEREADOR ENÉLIO; O AMIGO ENÉLIO.
NOSSAS ORACOES DE ACOES DE GRACA NAO FALTEM À SUA ALMA, BOA E POPULAR.
NOSSAS CONDOLENCIAS À ESPOSA, FILHOS E AMIGOS.... MILHARES QUE ELE CONSTITUIU AO LONGO DE SUA VIDA FRATERNA, PIEDOSA, ALEGRE, HONESTA E UTIL.

segunda-feira, março 05, 2012

MALÁRIA OU DENGUE: O AZAR É SEU E A ESCOLHA É NOSSA.

 
Dias atrás essa área esteve completamente ocupada com estacionamento servindo ao carnaval ocorrendo logo ao lado, no Sambódromo de Macapá. Nesse fim de semana a ocupação ocorreu à conta de um mega show de rodeio, que reuniu uma enorme multidão. O aglomerado comprovou a opção do amapaense pela luta do homem contra o touro – também somos filhos de Deus.

Porém, não somos capazes de esconder devidamente um dos nossos pecados mais cabeludos: a tolerância para com a sujeira. Esta “lagoa” tem muito ou tudo a ver com fotografias publicadas recentemente neste blog mostrando lixo, muito lixo entulhando a canaleta que corre lateralmente ao leito da JK, desde o Monumento do Marco Zero do Equador até a via frontal ao Estádio Zerão. Deu e dá nisso! Quais as duas principais doenças tropicais mais  peculiares à nossa região? MALÁRIA E DENGUE. Preciso dizer mais alguma coisa? Inutilidades do tipo: é área do Município ou é área do Estado?   



 
E veja você, o céu ainda não mudou de cor. Mas de um lado da linha do Equador (a torre é referencial do marco aqui existente), ao sudoeste o sol vai se pondo nesse dia 5 de março. À nordeste a lua já se mostra com que comprometida a nunca nos deixar sem luz. É nova ou cheia?



 
É tudo muito bonito por aqui, mas a má vontade impera. Não quero e não posso ensinar nada aos governos estadual e municipal, mas sugiro: é imensa essa área de estacionamento contigua ao Sambódromo, Monumento do Marco Zero e Estádio Zerão, não tem pavimentação, forma poeiral e lamaçal conforme a época. Pois bem, um projeto simples de bloqueteamento de toda a área poderia ser colocado em mãos de pessoas jovens e adultas, desempregadas ou subempregadas residentes nos bairros adjacentes. Bastaria para tanto duas ou três maquinas de fazer bloquetes (no máximo 12 mil reais/unid), areia, cimento, ferramentas e orientação técnica para que o trabalho dessas pessoas se transformasse em ganhos financeiros para os trabalhadores, urbanismo, beleza e saneamento para todos.... e, ganho político para o gestor.


Ainda hoje, 05/03, mais de quinhentos turistas europeus ou do mundo deixaram o transatlântico por umas horas e saíram pela cidade. Tomara que essa lagoa não lhes tenha chamado a atenção tanto quanto a minha.          

ATENDENDO A PEDIDOS DE OUVINTES DO DEBATE POSITIVO (102.9FM)


MELHOR CONSELHO DE UM PAI


Um jovem recém casado estava sentado num sofá, num dia quente e úmido, bebericando chá gelado durante uma visita à casa do seu pai. Enquanto conversavam sobre a vida, o casamento, as responsabilidades, as obrigações e deveres da pessoa adulta, o pai remexia pensativamente os cubos de gelo no seu copo, quando lançou um olhar claro e sóbrio para seu filho, e disse:
- Nunca se esqueça de seus amigos! – aconselhou - Serão mais importantes na medida em que você envelhecer. Independentemente do quanto você ame sua família, os filhos que porventura venham a ter, você sempre precisará de amigos. Lembre-se, ocasionalmente, ir a lugares com eles; divirta-se na companhia deles; telefone de vez em quando...
“Que estranho conselho” - pensou o jovem. Acabo de ingressar no mundo dos casados e sou adulto. Com certeza minha esposa e minha família serão tudo o que necessito para dar sentido à minha vida! Contudo, ele seguiu o conselho de seu pai. Manteve contato com seus amigos e sempre procurava fazer novas amizades.
À medida que os anos se passavam e a natureza realizava suas mudanças, ele foi compreendendo que seu pai sabia do que falava. Seus amigos sempre foram um grande apoio em sua vida.
Passados mais de 50 anos, eis o que o jovem aprendeu:

O Tempo passa. A vida acontece. A distância separa... As crianças crescem.
Os empregos vão e vêem. O amor se transforma em afeto. As pessoas não fazem o que deveriam fazer. O coração para sem avisar. Os pais morrem. Os colegas esquecem os favores. As carreiras terminam.
Mas os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo nem quantos quilômetros tenham afastado vocês.
Um AMIGO nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo em seu favor e esperando você de braços abertos, abençoando sua vida!
Quando iniciamos esta aventura chamada VIDA, não sabemos das incríveis alegrias e tristezas que experimentaremos à frente, nem temos boa noção do quanto precisamos uns dos outros...
Mas, ao chegarmos ao fim da vida, já sabemos muito bem o quanto cada um foi importante para nós!


Lucijane

--

Profa Dra Lucijane Monteiro de Abreu
Engenheira civil e sanitarista

domingo, março 04, 2012

PERECISAMOS SABER MAIS E MAIS SOBRE O CANCER

Em 2005, uma paciente com câncer no estômago perguntou ao médico Siddhartha Mukherjee, então residente em oncologia, qual era a origem e qual seria a evolução da doença. A questão deixou o jovem médico desconcertado. "Percebi que não tínhamos nada na literatura que esclarecesse adequadamente o contexto histórico do câncer", relembra Mukherjee, de 40 anos, indiano nascido em Nova Déli que mantém um ar de ator de Bollywood, a indústria de cinema indiana. A conversa com a paciente (ele não revela que destino ela teve) foi a principal inspiração para a criação do livro The Emperor of All Maladies (O Imperador de Todos os Males), que será lançado no Brasil em agosto, - depois de ser considerado um dos melhores lançamentos de 2010 nos Estados Unidos e na Inglaterra.
Em quase 500 páginas, Mukherjee, agora oncologista da respeitada Universidade de Columbia, traça o que ele chama de biografia da doença. Do período em que o câncer ainda não era conhecido como tal, surgem as figuras de Imhotep, Hipócrates e Heródoto, personalidades que fizeram as primeiras descobertas conhecidas sobre a doença. “Infelizmente, os tecidos das múmias que encontramos até hoje não chegaram até nós suficientemente preservados. Então, tudo o que sabemos sobre esse período são suposições a partir de sinais do que podem ter sido um tumores”, diz o especialista. O livro traça perfis daqueles que contribuíram para o avanço no diagnóstico e no combate à doença, e descreve os desafios científicos que enfrentaram em suas respectivas épocas. Com isso, ajuda a entender por que a doença se tornou a grande praga da modernidade. Na entrevista a seguir, ele fala sobre o futuro do câncer, sua descrença na descoberta de uma cura universal e a simultânea esperança de que, em muitos casos, ele se torne uma doença crônica.
 
Por que uma "biografia" do câncer? Parece incrível, mas, apesar de a doença ser tão comum hoje, não houve interesse por parte de outros autores em escrever um livro a respeito de sua história. Eu comecei a escrevê-lo quando estava fazendo a residência em oncologia, em 2005, e uma paciente que tinha câncer de estômago me perguntou qual seria o futuro da doença - não a sua em particular, mas a doença em geral. Eu não tinha como responder a ela, e não tinha nada na literatura que esclarecesse adequadamente o contexto histórico do câncer.
Seu livro demonstra que, ao longo da história humana, o câncer não era apenas pouco conhecido, mas de fato raro. Por quê? Se percorremos a história em busca de menções a doenças, descobrimos que muitos males com os quais ainda convivemos são mencionados em textos da Antiguidade. Isso não acontece com o câncer, e o motivo principal é que as pessoas não viviam o suficiente para que a doença se manifestasse de maneira significativa nas populações. A relação do câncer com a longevidade é direta. Quanto mais vivemos, maiores são os riscos de surgimento da doença. Para certos tipos de tumor, o risco aumenta de maneira exponencial. O mesmo ocorre, aliás, com o Alzheimer e outras demências. Há quem diga que a civilização e a modernidade aumentaram a incidência do câncer. De fato, a vida moderna nos pôs em contato com um número considerável de novos agentes carcinogênicos. Mas, se pesarmos tudo na balança, o motivo mais importante ainda é o fato de nos tornarmos cada vez mais longevos. Ao ampliar nosso horizonte de vida, a civilização não causou o câncer, mas permitiu que ele se manifestasse.
Mas o câncer infantil também é mais recorrente hoje. A leucemia, por exemplo, é mais comum em crianças. De fato, alguns tipos de câncer não têm vínculo com a velhice. Mas esses são tipos mais raros, a leucemia entre eles. A leucemia é muito menos comum, por exemplo, do que o câncer de mama, associado à velhice. Temos de levar em conta também a questão do diagnóstico. Os antigos eram tão familiarizados com a tuberculose que dispunham de várias palavras para descrever seus estágios e manifestações, mas muitas doenças que hoje classificamos como câncer não eram assim definidas no passado. A leucemia não em seria chamada de câncer, e isso pode influenciar diretamente na impressão que temos de que o número de casos está aumentando.
Mirian Silva
Linha do tempo do câncer
Qual foi o primeiro caso de câncer? Não sei a resposta a essa pergunta. Esqueletos de hominídeos ancestrais têm sinais do que poderia ser um câncer, mas por ora são só indícios, não sabemos com certeza. Múmias que chegaram até nós também apresentam sinais de tumores, mas o estado dos tecidos não nos permite concluir nada. A descrição médica mais antiga de que se tem conhecimento data de 2500 a.C. e é atribuída ao sacerdote egípcio Imhotep. O documento que chegou até nós surpreende pela maneira objetiva como descreve 48 casos médicos. O caso 45 descreve uma "massa protuberante no seio" com riqueza de detalhes. Estamos, quase com certeza, diante do diagnóstico de um tumor de mama.
Como uma doença sem nome se transformou em câncer? Hipócrates foi a primeira pessoa, até onde sabemos, a usar uma palavra similar a câncer e a começar a definir de fato a doença tal qual a conhecemos hoje. Foi ele quem concebeu a imagem de um tumor como uma espécie de caranguejo enterrado sob a pele. Mais uma vez, é bem provavel que olhasse para um câncer de mama. Seguindo a mesma visão, as veias sanguíneas ao redor do tumor seriam similares às pontas da carapaça e às patas do animal. Já para Hipócrates, o corpo humano era formado por quatro fluidos: bílis negra, bílis amarela, sangue e fleuma. O grego Cláudio Galeno, que acreditava nessa teoria, achava que o câncer era a exacerbação de um desses fluidos, a bílis negra. Essa associação pode ter surgido pela observação do melanoma. Essa associação entre o câncer e a bilis negra perdurou até o século XIX, que é o momento em que o estudo do câncer, patologicamente falando, se configurou de fato.
Por que se demorou tanto para entender o câncer? Não tínhamos, e na verdade ainda não temos, a tecnologia necessária para compreender esa doença e tratá-la. A quimioterapia tem cerca de 50 anos. O estudo dos genes que causam o câncer ainda está na infância. E o que sabemos sobre química não basta para encontrarmos moléculas que ataquem as células cancerígenas sem devastar o corpo.

Por que ainda não há tratamentos mais eficientes do que a quimioterapia e a radioterapia? Pelo motivo que acabo de mencionar. Para criar um tratamento mais eficiente, é preciso encontrar drogas que matem apenas as células cancerígenas e poupem as sadias. Esse é o real desafio. Neste momento, avanços muito significativos estão ocorrendo no tratamento de algumas formas de leucemia. Mas é muito, muito difícil desenvolver drogas assim.
O aparecimento dos antirretrovirais abriu um novo capítulo na história da aids, aumentando a sobrevida dos pacientes. O senhor imagina algo similar com o câncer? Os pacientes com câncer hoje estão vivendo bem mais do que os pacientes com aids. É importante entender que o câncer não é uma doença, mas diversas doenças, sendo todas bem diferentes entre si. Para o futuro, acredito que o caminho é a descoberta de novas maneiras de prevenção ou, quando isso não for possível, de converter o câncer em doença crônica. Para muitos tipos, talvez simplesmente não seja possível encontrar a cura. Por que o câncer está intrinsecamente ligado ao processo biológico de reprodução das nossas células. Às vezes o processo de crescimento descontrolado das células que chamamos de câncer tem origem numa mutação causada por um agente cancerígeno, mas em muitas outras situações a causa parece ser uma mutação aleatória, ocorrida no processo normal de cópia de genes quando nossas células se reproduzem. Nossas células se dividem, envelhecemos, mutações se acumulam inexoravelmente sobre mutações e, nesse sentido, a longo prazo, talvez seja impossível desconectar o câncer de nossos corpos. Mas, se a morte é inevitável, morrer cedo não é. Para diversos outros tipos, será possível encontrar meios de tratamento que tornem a doença em um mal crônico, prolongando a vida do paciente em muitos anos. Talvez seja esse o significado de vencer a guerra contra o câncer.
Há muitas metáforas para falar do câncer, por exemplo, a que o descreve como praga. O senhor concorda com esse modo de falar? O problema das metáforas, é que muitas vezes elas trazem um estigma para as pessoas atingidas pela doença. Mas, numa perspectiva histórica, faz sentido pensar no câncer dessa maneira. Se definirmos uma praga como uma doença com implicações biológicas, sociológicas, culturais e políticas, então o câncer se enquadra na categoria, da mesma forma como a peste negra ou a tuberculose ocuparam tal posição em séculos passados. Nos Estados Unidos, uma em cada três mulheres e um em cada dois homens terá um diagnóstico de câncer em suas vidas.

ESTÁ NO BLOG DA ALCINEA E PODE PASSAR PARA A SUA PREFERENCIA.

“Onde não há poesia a vida pesa como chumbo.”(Manoel Bispo, poeta amapaense)
O Movimento “Poesia na Boca da Noite” convida poetas e amantes da poesia para fazer de Macapá a capital da Poesia no dia 14 de março, quando se comemora o Dia Nacional da Poesia.
A idéia é que neste dia, haja poesia em todos os cantos da cidade. Pequenos varais e livros em paradas de ônibus, porta de escolas e praças.
Um grupo de poetas já decidiu ontem que árvores das praças Floriano Peixoto, Bandeira, Barão e Veiga Cabral amanhecerão enfeitadas de poemas. Impressos ou manuscritos, os poemas serão pendurados durante a madrugada nas árvores. Em várias paradas de ônibus do centro da cidade serão estendidos varais de poesias e deixados alguns livros para garantir o acesso do maior número de pessoas ao prazer de ler um belo poema.
Você, leitor do blog, também pode reunir os poetas, professores de literatura, amantes da poesia do seu bairro e fazer o mesmo. Importante que neste dia você viva e respire poesia. Declame um poema para seus familiares, para os amigos, para o namorado ou namorada. Ligue para os programas de rádio e declame uma poesia. Se alguém da sua relação faz aniversário neste dia, dê de presente a ele um poema ou um livro de poesia.
Na reunião de ontem ficou decidido também que da boca do dia à boca da noite, haverá na Praça Barão ou Veiga Cabral (qual das duas você acha melhor?) uma feira de livros, declamação, varal, ciranda, brincadeiras poéticas e bate-papo com os poetas. Qualquer pessoa pode participar. Como é tempo de chuva, vamos tentar conseguir duas tendas: uma para a feira de livros e outra para nos proteger da chuva, caso São Pedro resolva refrescar a cidade. Vamos tentar conseguir também um modesto equipamento de som (Quem souber onde podemos conseguir, a custo zero, tendas e o som, por favor nos avise).
Outras idéias estão surgindo e você, querido leitor, também pode e deve dar sugestões.
Deixe suas sugestões na caixinha de comentários aqui do blog ou mande para o e-mail alcinea.c@gmail.com
Na escola Lima Neto
O diretor da escola Lima Neto, pedagogo Ronan Almeida, aderiu a idéia e fará um grande e belo caminho da poesia por toda a escola, que fica no bairro Infraero II. Na entrada será montado um varal e nos três turnos de aula professores e alunos declamarão poemas em todos os cantos da escola. O Movimento Poesia na Boca da Noite doará livros de poesias à biblioteca daquela escola.