Translate

sábado, abril 07, 2012

MAIS BONFIM SALGADO


AMIGO/IRMÃO.
Publicado originalmente no Jornal Ambiente, Ano 2 Nº8/2012

Não sei que destino me levou à cabeceira do caixão aonde jazia morto o corpo do amigo/irmão José Antonio Bonfim Salgado (quando lhe telefonava e dizia ôi Zé Antonio, ele respondia prontamente: fala mineiro velho). Assim como não sei desse mesmo destino que aproximou tanto as nossas almas – minha á dele. Foi de qualquer forma, um proveitoso destino.
Muito se escreveu sobre o jornalista Bonfim Salgado quase nada me restando acrescentar, mas há o que dizer sobre o Zé Antonio, cuja alma ainda se pode sentir alegrando a minha casa. Velando pela minha saúde.*
 Nesta fotografia: ele de boina.
A propósito escrevi e disse dias atrás: O Bonfim era desses homens bons para tudo, próprios para nada. Era como uma pedra num ponto qualquer do Rio Amazonas, aonde outra pessoa não ia. Era uma pedra sobre a qual a água trabalhava sempre. Pedra cercada de água e água cercando pedra.
Isso mesmo, tantas vezes o percebi bem capaz de intervir na turbulência da minha alma intentando, com isso, esculpir o exterior que eu lhe mostrava com palavras ou atitudes. Foi assim se tornando imprescindível para mim.  Imprescindível também para a minha casa, que se fez cada vez mais sua na medida em que se dividia, generosamente, com os meus filhos e netos. Não sabem quanto doeu ver esses meus chorando a sua morte.
 Nesta foto: Em pé, de boina.
 Bonfim procedia assim: Fazia-nos todos grandes. Era um amigo sempre irmão. 
Por tanto fazer pelos outros conseguiu viver em liberdade e para a liberdade, a propósito de que dizia sempre em todos os lugares: “paguei na cadeia para que se diga o que queira a meu respeito”. É justo, portanto, que todo o Amapá se pronuncie sobre o Bonfim. Fez bem o estado em levá-lo ao tumulo sobre carro de Bombeiros Militares. Fez-lhe a vontade. Dizia sempre: “pompas e circunstancias fazem parte de certas biografias”.
Nesta foto: com a minha neta nos seus dois anos(*).
 Digo-lhes sem a menor confidencia que a injustiça nacional e local matou aos poucos o gigantesco Bonfim. Via nela, injustiça, uma ameaça a todos nós, por causa disso, e não da pobreza, sempre tinha dentro de si o céu e o inferno. E sabia e dizia que choraríamos por ele quando morresse.  
 Bonfim era asim, atencioso com o Senador Gilvm de mesma maneira qu com 
a criança: meu neto Camilo.

Pensador, eis a essência daquele Bonfim Salgado. Nunca se recusou a essa tarefa e nem a distanciou do Amapá que queria ver ao nosso alcance. Bonfim, também por isso, era ilustre e bom. Até foi humilde com alguns que o aproveitaram com arrogância. Quando muito agastado com miudezas ia acomodar a sua alma às sombras de Santo Antonio da Pedreira (também lá deverá haver o que o imortalize).
 Nesta foto: De camisa rosa, em ótima mesa de bate papo e bom vinho.
Juntos cortamos ruas dessa Macapá, eu correndo o risco que está em todo inicio de viagem ele, sorvendo a conquista de passear as ruas que antes abriu, especialmente as do seu bairro.
-“Meu Deus do céu, isso daqui para baixo era um deserto, agora vamos daqui ao centro da cidade sem molhar os pés”.
 Nesta foto: Sua esposa, seu neto, ele, Leonai, eu e Reginaldo.
 Eis a introdução para discorrer longamente sobre a bravura do “velho” Bené, seu pai e da Dona Antonia, sua mãe. Em cujos braços subiu aos céus.   
Tudo foi bom na minha, não sei como agradecer ter-me aportado aonde logo desembarcaria o José Antonio Bonfim Salgado, um dos maiores homens que conheci. Graças a Deus.
Nesta foto: da esquerda para a direita: 
Lindoval Peres, Juiz César, eu, Pierre Alcolumbre e Tadeu Pelaes


cesarbernardosouza@bol.com.br  
*A noticia e a luta que travo contra o câncer o abalaram muitíssimo.
(*) Bonfim nunca faltou ao aniversário de qualquer dos meus netos




sexta-feira, abril 06, 2012

VIA SACRA NO BAIRRO


AS RUAS DO BAIRRO MARCO ZERO DO EQUADOR SE TRANSFORMARAM HOJE, MAIS UMA VEZ, EM VIA DOLOROSA DA PAIXÃO DE CRISTO. A COMUNIDADE CATÓLICA DO BAIRRO, TODOS OS ANOS, REVIVE NAS RUAS A VIA SACRA.

A RESIDENCIA DA D. IZAURA, AQUI EM FRENTE DA MINHA CASA, FOI A 3ª ESTAÇÃO (Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido). TODOS EM PRESENÇA DELA PEDIMOS PELA SUA SAÚDE, ABALADA NATURALMENTE, PORÉM AGRAVADA POR AÇÃO DE ASSALTANTES QUE A SUBJUGARAM DENTRO DA CASA. DONA IZAURA É A ALEGRIA DA NOSSA RUA. É MINISTRA DA EUCARISTIA DA IGREJA NOSSA SENHORA DE GUADALUPE, QUE DÁ NOME A NOSSA COMUNIDADE CATÓLICA. 


A 4ª ESTAÇÃO (E Simeão os abençoou, e disse a Maria, mãe do menino: Eis que este é posto para queda e para levantamento de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição,  sim, e uma espada traspassará a tua própria alma, para que se manifestem os pensamentos de muitos corações. Então, descendo com eles, foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava todas estas coisas em seu coração.  ) COUBE-NOS A HONRA ABRIGAR EM NOSSA CASA. MINHA ESPOSA, MEU FILHO, MINHA NETA E EU RCEBEMOS A CRUZ PEREGRINA*. MAIS UMA VEZ A COMUNIDADE GUADALUPE VEIO À MINHA CASA PEDINDO A DEUS PELA RECUPERAÇÃO DA MINHA SAÚDE, QUE O CANCER DESGASTOU.

SIMULTANEAMENTE AS OUTRAS COMUNIDADES CIRCUNVIZINHAS TAMBÉM REALIZAM A VIA SACRA NAS RUAS  E VÃO CONVERGIR NA IGREJA N. S. GUADALUPE, ONDE CONJUNTAMENTE OUVIRÃO O SERMÃO DAS SETE PALAVRAS, PRONUNCIADO PELO PADRE DANTE. 
MACAPÁ É ASSIM, PLENA, FARTA DESSAS GENEROSIDADES
MEU DESEJO É ORGANIZAR ESSAS COMUNIDADES PARA INTRODUZIRMOS NAS CELEBAÇÕES DA SEMANA SANTA DE MACAPÁ A PROCISSÃO DO FOGARÉU. O CLIMA AMAZÔNICO CONSPIRA CONTRA: MARÇO/ABRIL CHOVE EM MÉDIA 150mm/pp.

*É a cruz das Missões aqui realizadas em 1988, em torno da qual surgiu o bairro e a Igreja  Nossa Senhora de Guadalupe.  

SEMANA SANTA - 6ª FEIRA DA PAIXÃO


O Sermão das Sete Palavras
                    Lembra as últimas palavras de Jesus, no Calvário, antes de sua morte.

 

   "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem"

           No auge do sofrimento, Cristo não perde a dimensão da fragilidade do ser humano e implora o perdão pra nossas culpas. Seu sangue derramado na cruz nos torna limpos para voltar à casa paterna. Mas somos também capazes de perdoar a nós mesmos e aos outros? Quando oramos: "Perdoai-nos, assim como perdoamos", sabemos o que pedimos? Aceitamo-nos incondicionalmente como somos e nos respeitamos? Quem não perdoa a si mesmo não perdoa a ninguém mais. Quem não se aceita não aceita aos outros. Pois para isso é necessário que se reconheça as próprias dificuldades e limitações, esforçando-se para se corrigir. E, dessa mesma forma, agir sempre com os outros.

 

"Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso"

          Sentindo dores, o homem crucificado ao lado de Jesus não o insultou como os demais. Ao contrário, pediu e recebeu o seu perdão incondicional e imediato. Cristo não lhe prometeu o paraíso para depois. Tampouco lhe falou de novas vidas ou de reencarnações. "Hoje mesmo" - afirmou Jesus! E quantos de nós desacreditamos nessa misericórdia divina, acreditando que somente nosso esforço, nesta e em outras vidas, nos tornará dignos de voltar ao Pai. 



"Mulher, eis aí o teu filho. Filho eis aí a tua Mãe!"

          Apesar de todas as nossas infidelidades, ele não nos deixou órfãos: deu a sua própria mãe como nossa mãe. Mas seremos dignos de ser filhos daquela que disse o sim, totalmente incondicional, quando convidada a ser parte essencial do plano de Deus para nos salvar? Seremos nós também capazes de dar esse sim incondicional e, em cad atividade, testemunhar o Evangelho sem timidez? Não fomos feitos filhos adotivos de Maria e, por conseqüência, irmãos de Jesus Cristo, apenas para nos vangloriarmos de ser cristãos, sacerdotes ou ministros extraordinários da Igreja. Somente tomando consciência disso, ouviremos de Jesus: "Filho, eis aí tua mãe!

 
 
 "Tenho Sede!"  
 
          Jesus teve sede mas, ao invés de água, deram-lhe vinagre. Também para nós Jesus vive a dizer: "Tenho sede! Tenho sede de homens e mulheres, adultos e jovens, que caminhem comigo. Que não tenham medo de correr riscos, que não se apeguem a títulos, cargos e aos bens transitórios deste mundo. Que estejam dispostos a levar a boa nova a todas as criaturas. Tenho sede de justiça e de trabalho para todos, pois afinal meu Pai não criou o mundo só para alguns, mas indistintamente para todos. Tenho sede de pessoas que não aceitem o erro, porque é muito difícil combatê-lo. Tenho sede de ver a humanidade inteira totalmente feliz! Saciem pois essa minha sede, e a minha redenção pela cruz estará plenamente realizada!"



"Eli, Eli, lema sabachtani? - Meus Deus, meus Deus, por que me abandonastes?"  

          Teria Deus abandonando seu Filho na cruz? Certamente que não. Contudo, a natureza humana de Jesus sofria tanto que ele sentiu falta do carinho de seu e nosso Pai. Quantas vezes nós também gritamos a mesma coisa, porém sem qualquer convicção de que Deus nos escuta. Quantas vezes passamos meses e anos esquecidos de Deus, nunca nos lembrando de conversar com ele, agradecendo tudo o que dele recebemos. Mas, quando nos sobrevém qualquer sofrimento e a dor nos atinge, gritamos revoltados: "Por que nos abandonastes?" Mas não é ele quem nos abandona: nós é que o abandonamos. E, de repente, queremos atribuir a ele todos os sofrimentos que nós mesmos criamos, para nós e para os outros. Fazemos de nossa relação com Deus uma transação comercial: "Eu lhe dou esmolas e orações apressadas, em compensação quero receber tudo aquilo que penso ter direito. E, se não recebo o que quero, protesto: "Por que me abandonaste?"



 "Tudo está consumado!" 

          Jesus Cristo olha, do alto da cruz, o novo mundo que começa: a humanidade recebe, em letras de lágrimas, suor e sangue, e sua quitação por todas as dívidas assumidas. Mas estará tudo consumado para cada um de nós em particular? Será que nada mais tenho a fazer? Posso me esquecer de Cristo não permanece morto, que ele ressuscitou e está presente em cada ser humano? Posso entrar num aposentadoria espiritual, nada mais fazendo porque Cristo já fez tudo por nós? Jesus consumou sua obra redentora na cruz. Mas foi exatamente ali que começou a nossa obra pessoal, como redimidos e discípulos de Cristo. Tudo estará consumado quando conseguirmos expulsar deste mundo o egoísmo, a ambição, o desamor, a miséria e a falta de oportunidade para todos.
 
 
   "Pai, em tuas mãos entrego o meu Espírito!"    
 
          Chega ao final a agonia da cruz, Cristo entrega-se totalmente nas mãos do Pai. Um dia, ao entregarmos também nossos espírito nas mãos do Pai, com certeza ele não nos perguntará pelas grandes obras que fizemos, mas pelas pequeninas coisas que deixamos de fazer. Voltar ao Calvário é redirecionar nossa vida. É tomar a decisão corajosa de entregar ao Pai não somente nosso espírito, mas nossas mãos, nosso coração, nossa mente e toda a nossa vida. Com certeza, ele já está de braços abertos a nossa espera. Como o pai do filho pródigo. Basta que nos lancemos neles, com total amor e confiança. 

 

 SIMEÃO PREVINIU NOSSA SENHORA
“Eis aqui está posto este Menino para ruína e para ressurreição de muitos de Israel, e como alvo a que atirará a contradição. E uma espada traspassará tua alma”. (Lc. 2,34) 

A representação das Dores é simbolizada por sete espadas cravadas no coração de Maria, ou uma espada, lembrando a profecia de Simeão, que previne Maria do martírio que Jesus irá sofrer. O Setenário de Nossa Senhora das Dores nos convida a refletir sobre as dores de nossas mães, de nossa sociedade, sob a luz do sofrimento da Mãe de todos nós; Maria Santíssima Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo. Com essa celebração, nos preparemos para a festa maior: a Páscoa! A ressurreição que nos redime de todo o sofrimento e nos dá a certeza da vitória sobre a morte!

O título de Senhora das Dores deve-se às sete Dores de Nossa Senhora. Durante sete dias são meditadas essas sete dores:
1ª - Apresentação de Jesus no templo
2ª - A fuga para o Egito
3ª - Perda do Menino Jesus
4ª - Doloroso encontro com Jesus no caminho do Calvário
5ª - Aos pés da Cruz
6ª - Uma lança atravessa o Coração de Jesus
7ª - Jesus é sepultado



quinta-feira, abril 05, 2012

SEMANA SANTA: 5ª FEIRA.


É o quinto dia da Semana Santa, celebra-se da Quaresma.
Neste quinto dia da Semana Santa, à noite, são relembrados os três gestos de Jesus durante a Úlima Cia: a Instituição da Eucristia, o exemplo do Lava Pés com a instituição do mandamento novo e a instituição do sacerdócio. É neste momento que Judas Iscariotes sai para entregar Jesus por trinta moedas de prata. E é nesta noite em que  Jesus é preso, nterrogado e, no amanhecer da sexta-feira, açoitado e condenado.
 ... Depois Jesus deitou água na bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha que atara à cintura. Chegou, pois, a Simão Pedro. Este disse-lhe: «Senhor, Tu é que me lavas os pés?» Jesus respondeu-lhe: «O que Eu estou a fazer tu não o entendes por agora, mas hás-de compreendê-lo depois.» Disse-lhe Pedro: «Não! Tu nunca me hás-de lavar os pés!» Replicou-lhe Jesus: «Se Eu não te lavar, nada terás a haver comigo.» Disse-lhe, então, Simão Pedro: «Ó Senhor! Não só os pés, mas também as mãos e a cabeça!» Respondeu-lhe Jesus: «Quem tomou banho não precisa de lavar senão os pés, pois está todo limpo. E vós estais limpos, mas não todos.» Ele bem sabia quem o ia entregar; por isso é que lhe disse: 'Nem todos estais limpos...'.

NOTA: Muitas vezes na minha infancia/adolescencia participei da cerimônia do Lava Pés na minha igreja. Paramentava-me para isso. Hoje, memorável dia 05/04/2012, voltei a fazê-lo. Tive meu pé lavado e beijado. Pedi minha cura a Deus. Ocorreu na celebração da Missa da Eucaristia lá no Convento das Irmãs Clarissas (de clausura). Amanhã, 15h, estarei lá para ouvir o Sermão das Sete Palavras.  
Vamos lá?

quarta-feira, abril 04, 2012

BELO DISCURSO



O SECRETÁRIO ESTEVE FALANDO DE QUE?

O Governador Camilo está trocando hoje mais um Secretário de Estado, dessa vez o Sr. José Roberto Pantoja, por razão de desincompatibilização para fins eleitorais. Saiu pronunciando um bem estudado discurso técnico/ político, mas nenhum resultado prático. Falou de 1200 ha em preparação para 1200 agricultores, ano agrícola 2012/13- já estamos em abril. 
A ultima recomendação da  Embrapa/Ap, em 2003, orientava o plantio em dezembro/janeiro para cultivo em terra firme. Até maio se plantio destinado ao agronegócio. Que não é o caso.
 Esse é um agricultor da região oeste do estado Pedra Branca/Serra do Navio. Ficou fora do discurso.
A mandioca é a primeira atividade agrícola do Amapá, seguindo-se a bubalinocultura: Cutias do Araguari é o município brasileiro com o segundo maior rebanho de búfalos: 53.641 animais.
Em 2010, diz o Ibge, no Amapá, Laranjal do Jari, Macapá, Mazagão e Oiapoque perfizeram 11.152 hectares em área colhida de mandioca. Digo eu: com pouca ou nenhuma presença do governo.
A Embrapa-AP informa que estamos plantando a variedade Juruá em terra firme, lidando com um potencial de até 20t/há, num ano agrícola que varia para essa variedade de 12 a 18meses. Diz que as variedades Mãe Joana e Amazonas Embrapa é o que temos usado para plantio na várzea, variedades que nesse ambinte vão à colheita entre 5 e sete meses.
São dados da Embrapa que 10 mil plantas de mandioca por hectare sob mecanização, correção de solo e adubação básica produzem 60 sacos de farinha de 50kg ao custo de R$20,87 o saco. Uma variação de espaçamento nessa mesma área, apenas isso, levaria a 12.820 plantas, 60 saco de farinha de 50kg ao custo de R$21,00 o saco. As mesmas 10 mil plantas não submetidas a mecanização, correção de solo e adubação básica produzem 30 sacos de farinha de 50kg, ao custo de R$24,38.
Sobre isso o Secretário José Roberto nada disse, mas informou que ainda não produzimos 25% do que consumimos. E disse que lida com um orçamento irrisório, que mal dá para garantir o escoamento de safra. Estava falando de cerca de 9 milhões de reais/ano para esse pagamento. Enfatizou em sua fala que “conseguiu trazer o RURAP (Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá) para atuação conjunta com a Secretaria”. 
 Na "escala Amapá" esse é um ótimo agricultor.
Pobre Amapá! No Mato Grosso a mandioca é a segunda atividade econômica mais importante da cadeia produtiva no Estado ficando atrás apenas da pecuária de leite. Lá a mandioca representa importante atividade socioeconômica gerando emprego e renda, tanto nas áreas rurais com o processo de produção e industrialização, como nas áreas urbanas por meio da comercialização.
Lá, no Mato Grosso, tem a EMPAER (Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural) avaliando a adubação química convencional (NPK - Nitrogênio, Fósforo e Potássio), a adubação microbiológica (Azospirillum) e a consorciada com leguminosas (feijão de porco e crotalária). Para estimular o produtor.
Os mandiocultores de lá já usufruem da utilização da bactéria que evita o uso de adubo nitrogenado e a contaminação do meio ambiente por nitrato, que polui as águas dos rios. Essa bactéria penetra na raiz da planta, multiplica bem quando a fonte de Nitrogênio é o carbono, produz fitohormônios que alteram o metabolismo da planta, aumentando a absorção de água e mineral. Isso ocorre em todos os tipos de solo e clima e o uso da bactéria Azospirillum (inoculante) reduz até 50% o uso de fertilizantes.
Alem disso os agricultores matogrossenses já quase podem contar com mais três variedades de mandioca. Ali a mandioca é também utilizada nas pequenas propriedades rurais como fonte alimentar e para criação de animais.
O nosso secretário José Roberto Pntoja, saiu do governo com outro discurso “vitorioso”. Missão cumprida!?. 
 Esse nosso agricultor acredita no progresso. Chegou a energia rural e aí está ele.
Nossa Embrapa diz: “No Amapá, o extrativismo vegetal tem como os principais produtos o açaí (palmito e fruto), borracha*, castanha-do-Brasil, ervas medicinais, sementes oleaginosas, madeira e pesca. Por outro lado, ocorre a prática de florestamento com espécies exóticas em área de cerrado, feito por uma empresa privada que através de incentivos fiscais, cultiva Pinus spp. e Eucalyptus spp., objetivando a produção de celulose para exportação. O cultivo de espécies florestais nativas regionais tem como principal entrave a existência em abundância de florestas nativas, o que torna o extrativismo mais atrativo sob o ponto de vista econômico”.
Em outro comunicado, diz: “Pelas características do setor agropecuário do Amapá, torna-se necessário a necessidade de implementação de ações de pesquisa que visem um incremento em seus resultados, principalmente os relacionados a geração de tecnologia de proteção ambiental, produção agropecuária, processamento e preservação de produtos, condicionados a um maior conhecimento sobre os recursos naturais e dos aspectos sócio-econômico do Estado. Dentro desta ótica a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vêm procurando no Amapá oferecer alternativas tecnológicas que acompanhem as transformações inerentes ao processo de modernização da sociedade e contribuir para solucionar problemas que tem afetado o progresso da agropecuária local. A Embrapa tem buscado também atingir o equilíbrio entre o desenvolvimento e o meio ambiente, com a melhoria da qualidade de vida almejada pela população amapaense”.
 Esse agricultor do nosso artigo é um homem caprichoso e cheio de esperança... em quem? 
Sobre essa “visão” da Embrapa/AP, também nada disse o secretário José Roberto. Mas disse, isso sim, que o novo secretário está afinado com o trabalho realizado por ele nesse ano e meio. Que chega a termos apenas e porque a Lei Eleitoral o impede de ficar.
*- Onde? Como? Quando?   

PROJETO DOAR

Começou hoje, 9h, no Auditório do CEAP, o seminário para esclarecimento e lançamento em todo o Amapá do projeto DOAR (Direção do Orçamento na Aplicação de Recursos)

O Presidente do Conselho Federal de Contabilidade e a Dep. Fed. Fáima Pelaes (PMDB-AP) participarm da mesa diretora da programação.
 O Presidente do Conselho Estadual de Contabilidade saudou todos os participantes, nacionais e locais.

Programação do Evento:
9H30 Palestra: VOLUNTARIADO DA CLASSE CONTÁBIL BRASILEIRA.  
10H45 Palestra: PRESTAÇÃO DE CONTAS DAS ENTIDADES DOTERCEIRO SETOR.
14H Palestra: ORÇAMENTO FAMILIAR E CONTROLE SOCIAL
15H45 Palestra: AS FUNDAÇÕES E ENTIDADES DE INTERESSE SOCIAL:
                             Aspectos Contábeis e Juídicos.
17H ENCERRAMENTO

SEMANA SANTA: QUARTO DIA CRISTÃO



É o quarto dia da Semana Santa. Em algumas igrejas celebra-se neste dia a piedosa procissão do encontro de Noso Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores. Ainda há igrejas que neste dia celebram o Oficio das Trevas, lembrando que o mundo já está em trevas devido à proximidade da Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.
 Todas as terças feiras, no Terço dos Homens, na Igeja da Conceição, em Macapá, rezamos pelas familias.
Oração dessa quarta feira:

Por qual porta posso entrar para te abraçar, Deus? Pela que está elevada sobre a terra e tem forma de cruz? Pela porta do ferimento aberto pela lança? O que assim está convertido em porta absoluta, com seu corpo ferido, nos atrai para ti. Buscou a paz para nós. Tirou a raiz amarga que nos fazia tanto dano: a morte. Colocou em nosso prato de cada dia outra comida: a dos filhos já reconciliados e reunidos em sua festa, para escutar a voz de quem nos convocava. Deus nos teve desde sempre inscritos no registro de seu fogo e quis sempre nos fazer partícipes da plenitude de seu amor. Porque nunca terá amor maior do aquele que dá a vida por aqueles a quem se ama.
Abraça-me com teus com laços de bondade; escolhe-me como amigo e confidente. Pelo sangue de teu Filho, faz-me entrar em uma doce intimidade contigo. Comunica a meus olhos a luz e a alegria que Tu mesmo és. Minhas mãos estendidas expressam tudo isso: qual deus é grande como nosso Deus?

terça-feira, abril 03, 2012

TIETAGEM GERAL

Em 1999 papai veio nos visitar em Macapá. Encontrou-nos: filho, nora, netos e bisnetos. Sentiu-se em casa. Começou a temporada com um ineditismo quase impensável: teve ânimo para entrar na piscina de casa, já aos oitenta anos. Na foto - Ele e a bisneta Jéssica.


Num outro dia levei-o ao meu local de trabalho: laboratório de sensoriamrno remoto do Instituto de Pesquisas do Amapá/ZEE. Pimeira vez que papai me viu trabalhando. Emocionou-se porque foi para isso que se sacrificou tanto por mim.

Mostrei-lhe, ainda na área do Instituto, uma grande árvore. Ele se empolgou com ela em pé.

A seguir levei-o a conhecer um dos endereços dessas árvores, aqui mesmo em Macapá: serraria.

Rumamos então para uma das regiões da grande floresta amapaense., oeste do estado, Municipio de Serra do Navio.


Pôde, em fim, passear entre as árvores. Como se não bastasse teve por assessores, da esquerda para a direita, os bisnetos: Camilo, Vili, Jéssica e Consola (nora).
Papai viveu aqui grandes emoções, talvez a maior delas tenha sido a caminhada que fizemos pisando o leito seco (baixamar) do Rio Amazonas. Este aí de cima.
Um tempo depois retornou a Macapá para participar da formatura do Danilo, meu filho mais novo, (Administração), mas essa história contodepois.
Agora ele está com 92 anos, não pode mais rever o nosso pomposo estado amazônico, pelo quê levo de volta a ele alguns dos pedacinhos do Amapá que visitou  . Que esta revistinha entregue a ele os nossos melhores votos de Páscoa/2012. 

JACARÉ AÇU

A noticia e fotografias estão nos jornas de hoje, 03/04/2012, circulantes em Macapá: "homem é encontrado dentro do jacaré". É a verdade nua e crua dos que vivem nas vastas áreas de inundação, abundantes ao redor da cidade de Amapá, leste do estado. Não cabe neste momento discutir causas do aumento exagerado desses animais em todo o estado. Necessita-se de dados que embase a discussão.
Importante, no entanto, destacar o briosissimo trabalho dos bombeiros militares que, incrivelmnte acreditaram na possibilidade da ocorrencia desse fato, investigaram e constataram. Repito: brioso, briosissimo trabalho desses soldados bombeiros.
Por que? Entre outras coisas, porque ja havia um "suspeito" de assassinato pronto para responder pelo "crime". A população ja exigia punição. Que certamente viria a partir do "competente" inquérito policial, já exigido.
Não gosto desse tipo de matéria, mas pelo inusitado do fato e importancia da ação dos Bombeiros Militares do Estado do Amapá vou voltar a mencionar esse caso, ilustrando-o com fotografias.
Se não em todo o estado, pelo menos na cidade de Amapá está aberta uma oportuna discussão: o animal com o homem ou contra o homem? 

segunda-feira, abril 02, 2012

PARECE QUE FOI ONTEM


Nos idos dos anos 1999/80 (à época não era comum portar maquina fotográfica que imprimisse data nas fotos), fomos à Guiana Francesa jogar uma partida de futebol. Éramos um time que representava a Legião Brasileira de Assistência – LBA/Ap. Orlando Tôrres, José de Souza Penafort, Antonio Amaral, José Roberto Santos, Sabará, Bolinha, Madureira, De Arroz, outros grandes craques e eu, claro, formávamos a “legionária” equipe. Fomos combater com a equipe de San George.
                                      Ainda hoje, 32 anos dpois, luta-se para a conclusão do asfaltamento desse trecho da BR156
Naquele ano a LBA tinha adquirido um mini caminhão Mercedez, recém lançado no mercado brasileiro, o que nos animou à viagem, visto que a estrada, hoje BR156, ainda se abria em meio a pujante floresta proximal à cidade de Oiapoque.
Estes cenários, ambos em 1999, você vê quase que como exclusividade deste blog.
Obs¹: Perdemos a partida porque a disputamos no campo de futebol do quartel dos soldados legionários,  muitos deles no auge da preparação física exigida a uma tropa de elite (cães de guerra) atuaram contra nós, veteranos. O juiz da partida foi um oficial Legionário Frances, que só se expressava em frances.  
Obs²: Chegamos e jogamos muito cansados não só pela duração da viagem, 17 horas, mas principalmente porque a toda grande subida ao longo desse trecho da estrada em construção descíamos do caminhão e subíamos a pé.  
Obs³: Na carroceria do caminhão (mini, já esclareci) levávamos combustível para ida e volta, visto que à época não havia posto de abastecimento a partir do Distrito de Ferreira Gomes. Estamos falando de cerca de 400km de estrada carroçável a vencer de ida e outro tanto de volta.
Foi um tempo em que eu podia afirmar: “eu conheço cada palmo desse chão”.  Tempo bom!!!


domingo, abril 01, 2012

ÓTIMO COMPLEMENTO DE RENDA.


Participei deste seminário, conduzido à época pelo Dep. Joel Banha(PT-AP)., oportunidade em que nos foi apresentada a realidade da psicutura no Amapá. O evento ocorreu no restaurante Forno de Barro, no Curiaú (2009). No detalhe, em pé, palestra o Deputado Joel Banha.

 Aí conhecemos a primeira, tavez não a única, pasta fabricada a partir de couro de tilápia originárias de tanques locais (Macapá/Ap). Esse peixe tem muitos "inimigos" aqui. E tem muita desinformação também. Esperteza, ídem.
Porém, pouquissimos desses inimigos podem explicar que perigo há na criação de tilápia em tanques corretamente construídos, longe de cursos naturais d'água. 
  Obs: No baner afixado atrás e no alto aparecem em destaque as pessoas que de alguma foma contribuiram para o avanço da psicultura no estado.
 

CONSTRUÇOES DA VIDA A DOIS.

Dia 29 (e 31/030) comemoramos o aniversário da Consola - minha esposa. Foi bonito. Ela merece esseS dias de alegria. No entanto, quem ganha sou eu. Nessa primeira fotografia ela posa junto dos nossos tres filhos. Preciso dizer mais?


  Nessa outra fotografia, de ontem (31/3) aparecem algumas das pessoas que vieram almoçar com ela. Ora, tanta gente assm, alegria total, é terapia eficientissima mais para mim que para ela. 
Obs: Nos últimos vinte anos é a primeira vez quenos reunimos nessa data sem a presença do Bonfim. É como disse o poeta: "naquela mesa está faltando ele e a saudade dele ..."

DOMINGO DE RAMOS CRISTÃO


DOMNGO DE RAMOS - 2012



Neste domingo, o de ramos, o mundo cristão revive, com encenações, a entrada de Jesus em Jerusalém. Parece simples, mas a decisão de Jesus encerrava todas as maiores decisões até hoje tomadas no curso da história da humanidade. Os que estão gravemente doentes (como eu), mas principalmente você que não conhece os rigores dessas doenças, medite sobre as seguintes decisões tomadas por Jesus, entrando definitivamente em Jerusalém: decidiu-se pela humildade  não pelo poder; pela coroa de espinhos e não de ouro; por morrer por nós e não pela nossa condenação; decidiu morrer de cruz.

 Obs: Ao nascer decidiu-se pela manjedoura.