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quinta-feira, junho 07, 2012

FICA PRA DEPOIS


Sempre ocorre debates sobre a agricultura no Amapá, ora são conduzidos por políticos, ora por técnicos, ora por novos agro investidores. E fico impressionado com o rumo que dão aos seus projetos.
Há em quase tudo isso um grande vazio de conhecimento de causa da parte dos componentes de mesa nesses momentos apresentados como democráticos. Propõe-se um amanhã sem a menor consideração do que ontem foi levado ao campo também como “solução”.
A verdade não está comigo, certamente, mas vaguei por aí durante 30 anos, tempo suficiente para concluir: no Amapá em se plantando (direito) tudo dá.
Da uva, ao...
Mas há que se planejar melhor. Veja a foto abaixo, em tese é uma agrovila. Aí deveríamos encontrar agricultores e condições de produção, mas creia, para se chegar aí tem-se que descer montanhas e para sair, subir. Que meio de transporte foi disponibilizado para esses homens? Nenhum.
 Tais planejadores, na boa fé, imaginando o sucesso do seu empreendimento criaram fabricas. Essa daí ficou esperando a produção de arroz. Talvez tenha sido anunciada como “mais um grande projeto de governo” .
 A Fundação Nacional de Saúde também aderiu ao projeto, construiu aí uma estrutura assistencial. Mas acabou sendo nada para cois nenhuma.
 Inventou-se também as tais fabricas de poupa em áreas inóspitas, ainda sem a energia rural.
 E mais tantos outros prédios que seriam escolas, postos médicos e tantas outras estruturas que estariam como apoio logístico ao projeto de assentamento, mas sem professores, médicos, etc.
 A produção de arroz tem sido possível a esses abandonados agricultores, mas poderia se produzir bem mais e melhor. Por enquanto a produção de carvão é mais negócio.
  São milhares esses agricultors espalhados e assentamentos do Incra, e sorte tem o estado de que produzam pouco ou quase nada. Não há um unico armazem, silo, câmara fria para armazenar uma grande produção desses mesmos homens assentados., nem transorte nem estrada. Melhor o blá-blá-blá. 
  

quarta-feira, junho 06, 2012

AINDA HÁ ESPERANÇA


 -Menahem Alcolumbre

"Macapá foi palco da operação “mãos limpas”, da PF. Alguns anos depois a mídia nacional meteu bronca nos políticos daqui, mas ainda tenho esperança...
Em Macapá há muitas pessoas honestas, gente do bem, que sustenta família ganhando apenas um salário mínimo.
Pessoas que aos invés de entrarem em pânico por causa do desemprego preferem abrir um pequeno negócio para sobreviver.
Tenho orgulho de minha terra, de minha gente que labuta diante das dificuldades da vida. Elas não lembram em nada as chamadas “pessoas ilustres” da sociedade. Aliás, o que há de louvável em fazer coisas que mancham a história de um povo tão bonito?
O Macapaense (e aqueles que já se consideram filhos dessa Cidade Joia), pelo que eu saiba é do bem, diferentes de uma minoria que nos envergonha em rede nacional.
Postei uma foto do Kzam que por anos levou o nome do Amapá em suas idas aos palcos do Brasil afora. No que tange a música, muitas vezes depois de se apresentar falava nos programas de tv: “Eu sou de Macapá, tenho orgulho de ser Amapaense”. E olha que ele nasceu no Estado do Pará.
Já o John Teixeira, no esporte, adotou o nome JOHN MACAPÁ para nos representar na ULTIMATE FIGHTER BRASIL, da rede Globo.
Ele provou ser uma grande lutador. Não só nas artes marciais, mas um lutador de verdade, que perante mil dificuldades, seja de patrocínio e de outras mais que um atleta necessita mostrou que a determinação e a HONESTIDADE eram suas verdadeiras armas.
Aos nossos “representantes legais do povo” do Amapá um recado: Que tenham essa mesma determinação de colocar o Amapá num cenário positivo na mídia nacional.
Eu ainda acredito que todos temos a capacidade de mudar.
Citei apenas dois exemplos, mas no Amapá há centenas de pessoas que praticam o bem, E que dentro do peito possuem o orgulho se ser Amapaense.
Aguardo que um dia Macapá volte a ser chamada de “CIDADE JÓIA DA AMAZÕNIA”. Acordar e ligar a televisão e ver uma notícia falando do povo tão maravilhoso que habita essa terra tucuju".

Encontrei indignação neste texto do Menahem, como o conheço sei que o escreveu indignado com o estado de enxovalhamento pelo qual passa o estado do Amapá. Menahem nos remete à origem da indignação que em 1788 disparou a Revolução Francesa, em Nantes.
 
 Por um acaso qualquer logo se colocam ao redor de uma mesa uma professora 
e tres escritores. Somos produtos dessa terra que tanto orgulha o jovem Menahem.

Lá o jovem advogado Luiz André Moreau tomou da palavra e discursou aos nantêses, entre outras coisas dizendo-lhes: “...examinemos o que deve ser defendido contra o assalto de nós outros, que somos o povo.  Os lobos, que vagueavam sozinhos pela floresta, cansaram-se de ser caçados pelo tigre e resolveram unir-se em bandos e dar, por sua vez, caça ao tigre...”.
O Amapá está a exigir uma revolução, podem fazê-la os jovens conscientes de precisam encontrar aqui mesmo as condições para exercitarem seu trabalho, sonhos e realizações afetivas. Precisam, no entanto, estudar mais, conhecer mais de sua terra e de sua gente.
Vejam as crianças; tudo aprendem do que lhes é ensinado, são elas que precisam mais do que podemos fazer. E o que de melhor lhes devemos é a escola.
 
 O que essas crianças tem nas mãos é poesia colhida nas arvores da cidade. 
É a mais animadora esperança que nos assalta.

Nossa sociedade se recente dos acontecimentos negativos que a sacodem, mas de um tempo para cá não quer mais se esquivar de suas mazelas. Torna-se compreensível que quando a noticia do fato asperge lama é porque o fato aconteceu, e tem que ser esclarecido, revisto, punido os culpados. Assim somos, cada vez mais, uma sociedade de “lobos contra tigre”: cidadã.
 
Não nos enche de esperança e orgulho a visão de um gari dar 
uma paradinha para ler poesia na rua? Pois aí está.
Engana-se quem pensa que não somos uma sociedade de trabalhadores, já emendamos o dia com a noite. Trabalha-se duramente nos hospitais, nas panificadoras, nos bares, nas delegacias. 
 
 De igual forma o agricultor madruga para cultivar os quintais quas urbanos para com o seu trabalho ajudar o abastecimento da cidade: ja somos quase meio milhão de habitantes na cidade de Macapá.

 
 É nesta siuação de isolamento e abandono que vive a maioria dos nossos produtores rurais, mas o campo insiste em trazer para o consumo o que ele consegue produzir. Todas as terças e quintas feiras podemos conferir o trabalho duo epenoso desses homens nas feiras organizadas aqui em Macapá. lmbrando que eles também abastecem as outras quinze cidades do nosso estado. 

 
Parece ainda desconhecido da maioria da população, mas nas cercanias de Macapá trabalha-se também no Mosteiro Santa Verônica Giulianna, das irmãs clarissas, de clausura. Belissima produção está ali disponivel.


 
A despeito de todas dificuldades que enfrentamos por amazônidas que somos, e consequente  abandono  do Brasil “civilizado”, trabalhamos e produzimos para abastecer navios. Nossa pauta de exportação assim o diz.

Educação e consciência política, isso sim, tem nos faltado. Não só na hora do voto, mas também da candidatura: jovens, mãos a obra. Não gosta de política? Será governado por políticos.        








terça-feira, junho 05, 2012

NOSSA CIDADE II


Ontem publiquei alguns pequenos comentários sobre a cidade de Macapá, causou alguma repercussão. Visitantes do blog demonstraram interesse em mais e maiores discussões sobre a cidade.
 
Tem flores na cidade, mas....

Então vamos lá. A cidade é costeira, uma parte sobre a planície amazônica, com reentrâncias para a retroterra. Outra parte, a de terra firme, constitui áreas elevadas, porém circunscritas a uma cota máxima de altitude ao redor de 7 metros.
Trata-se de uma cidade praticamente plana, com suave declínio e com muitas áreas deprimidas, onde ocorrerão acumulação de águas pluviais, fluviais e de uso humano.
 Veja a sarjeta no detalhe - bem construida. Mas interceptada, 
apresentando tubos de 50 polegadas para vazamento da água. 
E atende para a calçada em altissimo relevo. Serve a quem?
 
Essa característica impõe tratamentos de diferentes para pavimentação, rede de escoamento de águas e esgotos, assentamento habitacional, etc.
As galerias de águas pluviais, por exemplo, quando existentes não tem declive suficiente a que dê velocidade gravitacional ao volume d’água transportado. Entopem facilmente. Precisaríamos de mais educação ambiental.
 Bonita calçada, mas como passa por aí um cadeirante ou alguem com dificuldade para enxergar?
Contudo, a topografia da cidade facilita a construção de calçadas, mas o que é falta delas, a obstrução delas, a impropriedade delas.
O pavimento das nossas ruas não está dimensionado para o trafego pesado de carros que temos hoje. No mínimo teríamos que ofertar sarjetas a todas as vias pavimentadas. 
Dado a superficialidade do lençol freático (área de planície + período chuvoso intenso e longo + trafego excessivo), pelo menos nas áreas baixas o projeto de asfaltamento devia se diferenciar para a devida adequação.
Esta rua apresenta sarjeta, mas o aterro sobre a calçada não está 
protegido de sorte a não ser erodido para dentro da galeria.
O que vemos, todos os anos, são buracos enormes prevalecendo sobre o leito de praticamente todas as ruas. Sobre tudo isso está a sobrecarga de saco plástico, garrafa pet, lixo em geral entupindo tudo e com isso contribuindo ainda mais para a acumulação de água sobre o leito das ruas. 
Lá na frente o morador estendeu a entrada da casa para cima da calçada, 
mas deixou uma faixazinha para o transito de pessos.

Tudo é preciso mudar nesse cenário macapanse.  
 Onde passaria o pedestre, o cadeirante, a criança, o idoso?
 O curso da sarjeta está obstruido pelo pneu do carro, 
e é nas madrugadas que caem chuvas pesadas.





segunda-feira, junho 04, 2012

NOSSA CIDADE


Todos nós experimentamos períodos de desanimo com o mundo que nos rodeia. Aqui em Macapá esse sentimento parece mais intenso por tanta espera de que a nossa cidade se transforme, se modernize, seja muito melhor e bastante mais bonita.
Já disse tantas vezes, repito, que Macapá é uma cidade com grande parte de seu perímetro urbano estabelecido sobre a planície amazônica e, alem disso submetida ao rigores do longo e infalível período chuvoso anual, que vai de janeiro a julho. Precisava ter um projeto urbanístico especial, adequado.  
Uma das consequências disso é a costumeira buraqueira nas ruas e avenidas da cidade. Difícil à Prefeitura dar conta da cidade: buraco e lama num período e buraco e poeira noutro. E tem o munícipe que não ajuda, espalhando lixo por onde vive, não constrói calçadas, não arboriza, pratica vandalismo de alto poder destrutivo.
Então surgem as flores urbanas, com seu poder de transformar o ambiente.
Essa arvore abaixo é  uma contribuição da natureza, que muito ajuda a amenizar o desespero que nos comunica uma cidade tão castigada pelos rigores climaticos, descaso do poder publico e desmazelo de muitos moradores.
Este enorme e belo buquê de flores é um privilegio que aqui e ali a cidade de Macapá oferece aos olhos atentos. Mostrarei outro tão belo quanto amanhã. 

      

domingo, junho 03, 2012

FUTEBOL PELO MUNDO


O jogo de futebol tornou-se uma opção de nação praticamente em todo o mundo, merecendo por isso grandes investimentos públicos e privados. Com isso construiu-se mundo a fora estádios espetaculares, aeroportos, portos, vias urbanas monumentais. Ao redor disso surgiram e se renovaram  magníficos hotéis, restaurantes, bares, shoppings,  teatros, etc.
Alem disso ocorreram os investimentos nos clubes, remodelando suas sedes, atletas, corpo técnico, funcionários, lojas de artefatos de marca. Clubes se tornaram verdadeiras grandes empresas, a exemplo do que são alguns clubes italianos, espanhóis, russos.
Mas o Brasil quis ficar para trás, ceder sua primazia no futebol em troca de maracutaias, protecionismos, endividamentos impagáveis, ganhos imediatos com a venda oportunista de craques, etc.
Tudo isso ignorando uns dos maiores projetos de nação já surgidos no país, autenticas iniciativas populares. Veja a fotografia abaixo e tire suas conclusões.
 O olheiro aí da foto (descuidou-se um pouco do oficio para posar para a revista) 
é o Fernando. Observa jogadores no campo da Floresta, em Volta Grande, MG. 
Não deu em nada. Clic na foto para ver detalhes.
O nosso problema não está em perder para o México e menos ainda no exibicionismo do Sr. Galvão Bueno. Hoje vimos a beleza e grandiosidade de um estádio derrotar homens acostumados ao internacionalismo e ao dinheiro.  É mesmo estrutural o nosso problema. Poderemos perder a copa aqui dentro de casa e de forma humilhante.
Obs: Conheço índios aqui que são exímios atiradores de flecha, mas o país não vê neles potenciais atletas pan ou olímpicos.

sábado, junho 02, 2012

VAI OU NÃO VAI?


 A greve dos professores no Amapá para ou continua? Pode ser que prossiga, o sindicato da categoria tem dinheiro para tocar o movimento por mais alguns dias pagando a multa determinada pela Justiça – mas não vale a pena.
Pode ser que pare, o sindicato é bem dirigido, tem juízo e respeito pela Justiça – mas também não vale a pena.
Lembro um preceptor da Revolução Francesa dizendo em 1788: “...o que é o povo, o que pode o povo, que força há no povo? Pode tornar-se selvagem, incendiar, matar por algum tempo... mas jamais conservará o poder porque para isso precisa qualidades que ele, populaçho, não possui. Quando as apossa deixa de ser povo. Povo? É o trágico e inevitável corolário da civilização”.  
É bom o sindicato dos professores lembrar isso, saber disso por pelo menos três motivos essenciais: ¹-A Justiça estimulou o prosseguimento da greve declarando sua legalidade ontem. A mesma Justiça manda-a parar já e institui multa se a mesma prosseguir, ou seja: será ilegal se prosseguir.
²-Os poderes Executivo e Judiciário se acham agora de um mesmo lado. Ora, a retenção do poder é poder.
³-O povão já foi convencido a não suportar mais a greve.
Nesse caso, o professor grevista, que não é poder e também não povão, quando muito poderá contar com a solidariedade do Poder Legislativo estadual, para não se sentir completamente só.
Então, cesse a greve. Mas ela vai recomeçar quando? Dá para combinar assim por duas ou três razões obvias: ¹-Judicializa-se  causa à conta dos indicativos de que a Justiça mandará o estado cumprir a lei do Piso Nacional do Magistério, e pagar de uma vez os 33% que faltam; ²-Se a Justiça não mandar cumprir a lei ou se o fizer e o governo não obedecer, uma greve maior ainda ocorrerá no ano que vem; ³-O acumulado desse ano sobre índices do ano base 2012 será a pesadíssima reivindicação dos mesmos professores, em 2013.
Sendo assim ou se assim for, qual o acerto do governo e da dupla decisão da Justiça nesse caso da greve dos professores em 2012?
Esperemos para ver no que vai dar. O usual, no entanto, é a propaganda oficial voltar a dizer que “mais uma vez” a escola publica foi campeã de aprovação nos vestibulares.

sexta-feira, junho 01, 2012

OLYMPIADAS 3011 - PARTE III


Competidores a postos, o desafio é saltar o sarrafo que está a 25 metros de altura.
Estadio devidamente inspecionado, pau no burro.

Vamos começar a competição com o Florican, uma espécie de frango d’água.


O atleta da vez é a pulga, especialista em salto em altura, veja o desempenho.


O saltador agora é o gálago, uma espécie de primata, também especialista em salto em altura.


Surpreendente é a larva sei lá de que, de mosca, mariposa ou gafanhoto. Olha como pula!


E o salmão, um show nada surpreendente. Quando em período de piracema e diante das grandes barragens ele acaba vencendo. Para fugir de urso também ele dá um jeitinho.




Não houve tanta contestação quanto ao resultado da competição, peto qui si peto que non os galagos da torcida comeram o frango d'água, digo, o florican. Dos males o menor.

Eis os vencedores: