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domingo, julho 14, 2013

BICHINHOS E PLANTINHAS. c-bernardo2012@bol.com.br



MACAPÁ/AP: Por aqui faltam políticos e marqueteiros capazes de transformar realidades conforme a realidade dos governos e população. Estão em visível baixa os índices de popularidade do governador Capiberibe e do prefeito Clécio, ambos políticos simpatizantes do pensamento socialista sul americano ora “bolivariano” ora “indígena” boliviano. Camilo e Clécio, respectivamente governador e prefeito do estado e da capital do estado do Amapá governam como populistas e não como socialistas que acreditam ser.
Ambos olham o povo nas ruas gritando por saúde (nem boa nem de primeiro mundo, apenas saúde), educação (pelo menos professores e merenda nas escolas) e segurança pública (transporte coletivo como parte da segurança), mas respondem o governador com reuniões pelos municípios com vistas “a inclusão do povo no programa de governo”, e o prefeito investindo num “plano estratégico de mobilidade urbana”.
Enquanto a imprensa debate programas e planos desses governos, deputados e vereadores estão em seus períodos de recesso parlamentar. Estão na deles, nada de reprovável nisso. Porém, suas ausências nas respectivas tribunas representam explicita autorização a que os governos estadual e municipal da capital prossigam com seus programas e planos.
Parece que está no ar o “estado de mobilização” do povo nas ruas, em que pese sobre a elas a ausência das massas que dias atrás tomaram conta de tudo, inclusive destruindo patrimônios públicos e privados que gestam e mantém empregos e salários que a maioria exige.
No entanto, sem povo gritando nas ruas, parece que governador e prefeito consideram que o “pior” já passou. Que houve encaminhamento segundo as cobranças das ruas.
Os dois maiores hospitais do estado estão cercados por tapumes indicando obras e o planejamento municipal está dizendo que o Dr. Jaime Lerner está chegando para “ajudar” no reordenamento da cidade. Tudo balela? Nem sob tortura antecipo a resposta, o tempo senhor da razão (Collor de Melo) dirá.
Mas há indícios midiáticos, reentrou na pauta da imprensa a “reforma” do zoológico do Parque Florestal Municipal. Fala-se num dispêndio imediato superior a 14 milhões de reais.

Em 2008 a então deputada federal Lucenira Pimentel (PPS) teve aprovada uma emenda no valor de R$16 milhões para um projeto que previa a construção de um novo parque orçado em R$12,5 milhões.
 
Em 1986 fui diretor do Museu de História Natural, que administrava esse parque. Tempo de Plano Cruzado, não tinha leite suficiente no comércio para a população. Um dia eu outro a esposa íamos para a fila de madrugada para garantir o leite das crianças – no máximo duas latas. 
Figurões da sociedade (ambientalistas?) exigiam tratamento humanitário para os animais do zoológico. Não tinha carne, era tempo de “prender boi no pasto” como forma “obrigatória” de sustentar o consumo humano. Mandei devolver alguns animais “excedentes” aos seus habitat, fui severamente criticado. Dei entrevistas dizendo que as exigências administrativas pró animais no parque não podiam, naqueles momentos, ganhar prioridade sobre as necessidades prementes da população. Justifiquei com dois argumentos: falta de alimentos e inflação a 82% ao mês.
Hoje não faltam alimentos nos supermercados como antes, mas antes o povo não estava nas ruas gritando o que se devia fazer. Hoje sobram pessoas dependendo de bolsas essa e aquela, inclusive cesta básica.
A inflação está em alta, a gritaria é por saúde, educação, transporte e segurança publica como prioridades: nada providenciado.
Mas o debate acirra-se dia a dia sobre a reforma ao custo de mais de 14 milhões de reais do Parque Florestal.
Desempenho de governo é realmente coisa complicada de analisar: uns gritam demais outros ficam roucos de tanto ouvir

quarta-feira, julho 10, 2013

MEU NOVO LIVRO



Com um pouco mais de esforço e tempo verei viabilizado o projeto de publicação de mais um livro:



A capa é um projeto do artista plastico Keka Cantuária

domingo, julho 07, 2013

UMA ORQUESTRA NASCE DO ENTULHO

: "O mundo nos dá lixo, nós retribuímos com música". Não se trata de um slogan, mas da pura verdade. A Orquestra de Instrumentos Reciclados, surgida na favela de Cateura, na periferia de Assunção, Paraguai, é a primeira no mundo a nascer de... detritos
29 de Maio de 2013 às 18:58

quinta-feira, julho 04, 2013

AGRADECIMENTOS .... c-bernardo2012@bol.com



Atingimos a expressiva marca de 30 mil visitantes em nosso blog, para mim e quem sabe para todos uma marca realmente significativa. Agradeço a todos cada visita realizada, feliz ficarei se na maioria das vezes encontrou um conteúdo interessante, agradável, não agressivo ao seu interesse. Procurarei oferecer mais qualidade, especialmente agora que tenho tantos críticos quanto visitantes e, que, também, passo a dispor de mais tempo para dedicar ao blog.
Muito obrigado a todos....    

segunda-feira, julho 01, 2013

COISAS DESCONEXAS, MAS SÓ APARENTEMENTE. c-bernardo2012@bol.com.br



O que teria a ver tecnologia, gaveta velha e cemitério? Aparentemente são coisas desconexas, mas só aparentemente.
Reencontrar amigos, pessoas do passado, sempre me convence de que essa conexão acompanha a vida de cada um de nós. Televisão, internet, telefone são poderosos instrumentos para reencontros – é a tecnologia desafiando pessoas e tempo.
A vida ou historia de vida de cada pessoa é como gaveta velha ou fechada por muito tempo. Gavetas guardam sentimentos velhos ou demoradamente mantidos lá: o nosso passado. Mexer nisso não é tão simples, depende do quanto de liberdade temos para viver hoje e amanhã. Não são tão incomuns passados que condenam.
Gosto de ler, Jorge Amado sempre está à mão. Em Navegação de Cabotagem o escritor quase falou dessas gavetas velhas de sua vida, ou do que de sua vida ficou fechado nelas. Mas, genial, o escritor encontrou uma suave maneira de abri-las quando quisesse sem que pessoas guardadas ali dentro pudessem feri-lo: criou o seu cemitério. 
“Possuo, no entanto, um cemitério meu, pessoal, eu o construí e inaugurei há alguns anos, quando a vida me amadureceu o sentimento. Nele enterro aqueles que matei, ou seja, aqueles que para mim deixaram de existir, morreram: os que um dia tiveram a minha estima e perderam.
Quando um tipo vai além de todas as medidas e de fato me ofende, já com ele não me aborreço, não fico enojado ou furioso, não brigo, não corto relações, não lhe nego o cumprimento. Enterro-o na vala comum de meu cemitério, faça o que faça, já não pode me magoar. No pequeno e feio cemitério, sem flores, sem lágrimas, sem um pingo de saudade, apodrecem uns tantos sujeitos, umas poucas mulheres, uns e outras varri da memória, retirei da vida”.
Dias atrás, domingo passado, o Tonico me chamou ao telefone – meu já quase velho e sempre bom amigo. Ouvindo-o falar ouvia também minhas gavetas abrindo-se gostosamente. Telefone e gaveta estavam me reconduzindo a um tempo muito bom e, claro, plantando mais saudade no meu coração.
Sementes que colhi naquele tempo de nossa convivência trouxe algumas pela vida, ainda no ano passado falamos profundamente disso Solange e eu, em seu apartamento no Rio. Muita coisa guardada em sua gaveta velha, doloroso para ela falar de nós se inseparáveis somos do Cidinho, Sidônio e D. Yolanda, seus entes mais queridos.
Por essas e outras o telefonema de domingo me deixou feliz. Só boas lembranças, belos dias, ótimas pessoas? Sem duvida que sim!
É que também possuo o meu cemitério, jazem lá todas as agressões que me feriram, dores que me fizeram chorar e tudo mais com que não quero e nãoposso me aborrecer.
Quanto ao meu reencontrado amigo Tonico sei e saibam que ele percorreu interessantes estradas na vida – família, magistratura, superação fisica, sucesso na atual vida empresarial. A falta que sentia dele não sinto mais, adoeceu mas se reequilibrou, ele mesmo me disse que está bem, que o casamento está muito bem, que as “crianças” já tem asas. 
Portanto, nada que eu diga será mínima inflexão nessa caminhada, contudo quero, despretensiosamente, sugerir ao caríssimo amigo que não abra gavetas velhas sem antes construir o seu cemitério. Mal não faz.