FICHA LIMPA É A ÚNICA SAÍDA.
Retroagir até bem muito antes de Cristo para “explicar” fundamentos da lei “ficha limpa”, que está, reconheçamos, mobilizando o Brasil. Mas, fiquemos com Isócrates (Atenas, 436 a.C), aliás, não com ele propriamente, com o que falou: “Ao escolher quem deva encarregar-se de negócios que não possa administrar pessoalmente, nunca perca de vista que você é quem arcará com a responsabilidade dos seus atos”.
Isócrates fez muitas advertências aos que iriam servir ao povo, duas delas parecem incomodar muito os “fichas sujas” que estão colocando seus nomes “á disposição”, já com risco eminente de sucumbirem no balcão do STF. Isócrates também disse: “Fidelidade não é inteligência”. “Se não te inclinas para a virtude não és capaz de arte que traga sabedoria e conduza à justiça”.
Veja que, quase 2.400 anos depois dos “ensinamentos” isocratianos, as sociedades democráticas (e outras nem tanto) se organizam segundo princípios da ficha limpa. No Brasil esse é o principio de tudo.. em tese. De outra forma, por exemplo, não se entra no serviço publico, quer dizer: de outra forma legal, licita, limpa., é claro.
Pode parecer estranho, mas no Brasil necessita-se de aprovação em concurso publico quem queira ser policial, delegado de policia, promotor de justiça, defensor publico, procurador, professor, auditor público, etc.
O tal “miserável” pedaço de papel a que Kafka se referiu está, como exigência, entre o concurso publico e a nomeação do servidor, são alguns deles: certidão negativa criminal, diploma, carteirinha profissional de habilitação, comprovação de estágios, comprovante de não condenação por lesão aos cofres públicos, de não demissão do serviço público por improbidade administrativa. São apenas alguns.
Já no setor publico partidário eleitoral, donde surgem senadores, governadores, vereadores, deputados, prefeitos e presidente, a coisa corre frouxa. Veio, então, a Lei Complementar nº 135/2009 (a mesma que exige ficha limpa para juízes, promotores, delegados, agentes de policia, defensores públicos, procuradores de estado, servidores públicos em geral) para ordenar o processo.
Reação? Fichas sujas deram de proclamar que a lei não retroage para prejudicar! Realmente, mas é o seguinte o que diz a Constituição, Artigo 5º, Inciso XL - “A Lei PENAL não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”. É de se supor que todos os julgadores e também os cidadãos “medianamente” informados saibam disso. E advogados também.
Portanto, a partir da embromação que estão jogando no horário eleitoral gratuito (e nos cantões da campanha) se pode interpretar melhor as sapientíssimas palavras de Isócrates (436 a.C), nesse caso com a seguinte tradução: Ficha limpa não tem nada a ver com punição criminal. Logo a LC 135/2009 retroage sim, senhores e senhoras.
Notas: ¹-Deve parecer interessante aos futuros governantes: -Preceito, primeiro objeto inspirador e fonte de seus deveres –Ouvir o que os homens dizem uns dos outros, punir e saber mandar em si mesmo –Julgar não pela comodidade, mas pela sua utilidade –Conselho é melhor presente, diferente também, porque se valoriza com o uso –Amar seu povo, protegê-lo, mantê-lo no dever, honrar as pessoas virtuosas, defender os cidadãos de qualquer ofensa –A herança dos seus filhos é a glória e não a riqueza –Não confia teus segredos, pois não advinhas quem, com o tempo, possa tornar-se teu inimigo –Quando um partido é numeroso, mesmo se a ele não pertences, não fales mal dele –Simula –Dissimula –Desconfia –Elogia –Prevê antes de agir.
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sexta-feira, setembro 17, 2010
O "BALUARTE" CONVERSOU COM ANTONIO MUNHOZ
“O BALUARTE” CONVERSA COM ANTONIO MUNHOZ****
Ano 1973
B-Professor o senhor que freqüentou os meios sociais, participando daquilo que se convencionou chamar de “society”, poderá nos dizer qual o maior acontecimento do ano passado, em sociedade, e do qual o senhor participou?
AM- Indiscutivelmente foi o banquete da “Hostess do Ano”, Sra. Maria do Faro Chaves, esposa do Governador Aloysio Chaves, na belíssima casa de Elias e Maria Psaros, em Belém. Foi uma noite inesquecível, um acontecimento digno de qualquer cidade civilizada do mundo.
B- Se o senhor, aqui em Macapá, fosse escolher uma anfitrioa de categoria, que o senhor escolheria como “Hostess” perfeita?
Do Dr. Nilder Santiago. É uma anfitrioa de muita classe, recebendo sempre com muita categoria. Apontaria, ainda, a Sra. Leila Gammachi, outra dama que recebe maravilhosamente bem. Jantares sensacionais eram os de Madame Jacqueline Ferry, onde, além do prazer gustativo, havia também o deleite intelectual.
B- Qual “a mulher das mais bela” e “a mais elegante” das suas relações de amizade?
AM- A mais bela, por sinal, belíssima, é Lucia Candida Meira, esposa de Paulo Meira; bela em qualquer lugar do mundo. Quanto a mais elegante, sem sombra de duvida, é Francy Meira, esposa de Alcyr Meira; Francy é uma mulher elegantíssima, podre de chique, sensacional.
B- Para o senhor, qual a mais bonita e original cidade do mundo?
AM- É Veneza; cidade deslumbrante, que parece imaginada num momento de delírio. É única no mundo, com o fascínio de suas águas é cidade para se curtir intensamente. Veneza é cidade que se ama.
B- E que cidades do mundo, o senhor, tranquilamente, moraria?
AM- Paris e Roma: são duas cidades que me fascinam. Paris é ainda o coração da Europa e onde a vida parece que tem mais sentido. Roma é o coração da Cristandade. Com sua história seus monumentos, sua arte, Roma é uma sedução contínua.
B- Qual a mais linda igreja do mundo?
AM- Talvez seja a catedral de Chartres. Acho-a deslumbrante. Os vitrais são, sem duvida alguma, os mais belos do mundo. Como escreveu acertadamente Êmile Mâle, “a catedral de Chartres é o próprio pensamento da Idade Média que se faz visível”.
B- O senhor já trabalhou, há tempos, na Policia, não é verdade? Que é que o senhor fazia?
AM- De fato, nos idos de 60, fui Delegado de Ordem Politica e Social. Havia terminado a nossa velha Faculdade de Direito, em Belém, de tal forma que a experiência foi proveitosa, muito valida mesmo. Foi o meu primeiro trabalho. Tenho, inclusive, boas recordações dessa época.
B- Lindanor Celinae o cônego Ápio Campos escreveram, na época, a respeito de suas atividades policiais, não é certo?
AM- Sim, Lindanor Celina, que hoje mora em Paris, pedi que eu escrevesse sobre o “metier”, sugerindo-me até um titulo: “Romance Policial de Macapá”. Quanto ao cônego Ápio Campos, numa gozação absoluta, chegou a escrever uma crônica em “ A Provinia do Pará” , afirmando entre outras coisas, que eu andava prendendo muita gente e dava à policia local “um clima de cenáculo literário”. Dizia ainda que meu escrivão era quase um poeta, meus auxiliares aproveitavam as folgas para ler contos e romances, e chegou ao cumulo de afirmar que “os próprios encarcerados eram obrigados a ler, em obediência a uma portaria baixada, varias paginas de antologia por semana”.
B- Em Roma, o senhor já viu o Papa? Qual a sua opinião a respeito de Paulo VI?
AM- Já assisti a três audiências de Paulo VI; acho-o extraordinário. É realmente, um homem de Deus. O que tem feito pela paz do mundo é extraordinário. É uma figura venerável.
B- Gostaria que o senhor citasse cinco romanos importantes da literatura brasileira.
AM- “Memorias de um Sargento de Milicias”, de Manuel Antonio de Almeida; “O Ateneu”, de Raul Pompéia; “Memorias Póstumas de Brás Cubas” e “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, e “O Encontro Marcado”, de Fernando Sabino.
B- Queremos duas obras primas da poesia brasileira.
AM- “Invenção de Orfeu”, de Jorge de Lima, e “Romanceiro da Inconfidência” , de Cecilia Meireles, a extraordinária poetisa morta em novembro de 1964.
B- Qual o filme mais corajoso do ano, na sua opinião?
AM- Sem discussão, “Salé ou 120 Dias de Sodoma”, de Pier Paolo Pasoline, que vi, em agosto do ano passado, em Paris. Em todos os sentidos é um dos filmes mais corajosos da história do Cinema. Com “Salé” o Cinema chegou ao máximo.
B- Outro filme importante visto, ultimamente, pelo senhor?
AM- “Travolti da un insolito destino nell’azurro mare d’agosto”, de Lina Wertmuller, a famosa diretora italiana de “Amor e Anarquia”. Vi-o em Lisboa, saindo eufórico do cinema. É um filme para se ver e meditar.
B- O senhor viu o “Ultimo Tango em Paris”? qual sua opinião?
AM- O discutido filme de Bernardo Derulucci é para quem vai atrás de pornografia, uma decepção. Sobretudo porque é uma obra séria, um estudo profundo sobre a solidão de um homem. “O Ultimo Tango em Paris” é um filme triste.
B- Que filmes o senhor já viu de Linda Lovelace, a rainha do pornô?
AM- Os dois mais celebres: “Deep Throat”, que é um dos clássicos da pornografia no cinema. Vi-o em 74, em San Francisco, na Califórnia; e o outro, ano passado, em Londres: “Linda Lovelace for President”.
B- Qual foi a melhor exposição de arte vista no passado?
AM- A de “Retratos”, de Ticiano, na Galeria Nacional, em Londres
B- Aqui em Macapá, o que o senhor acha do trabalho de Nina Barreto?
AM- É uma das maiores, aqui, da terra. Uma mulher de sensibilidade excepcional, de grande força criativa, e que, a cada exposição, nos surpreende com peças de uma beleza muito grande. Nina Barreto Nakaniski é uma artista de verdade.
B- Para terminar, um pensamento como corolário desta conversa.
AM- É de Ráissa Maritain o pensamento: “Nossos amigos fazem parte de nossa vida, e nossa vida explica nossas amizades”.
Ano 1973
B-Professor o senhor que freqüentou os meios sociais, participando daquilo que se convencionou chamar de “society”, poderá nos dizer qual o maior acontecimento do ano passado, em sociedade, e do qual o senhor participou?
AM- Indiscutivelmente foi o banquete da “Hostess do Ano”, Sra. Maria do Faro Chaves, esposa do Governador Aloysio Chaves, na belíssima casa de Elias e Maria Psaros, em Belém. Foi uma noite inesquecível, um acontecimento digno de qualquer cidade civilizada do mundo.
B- Se o senhor, aqui em Macapá, fosse escolher uma anfitrioa de categoria, que o senhor escolheria como “Hostess” perfeita?
Do Dr. Nilder Santiago. É uma anfitrioa de muita classe, recebendo sempre com muita categoria. Apontaria, ainda, a Sra. Leila Gammachi, outra dama que recebe maravilhosamente bem. Jantares sensacionais eram os de Madame Jacqueline Ferry, onde, além do prazer gustativo, havia também o deleite intelectual.
B- Qual “a mulher das mais bela” e “a mais elegante” das suas relações de amizade?
AM- A mais bela, por sinal, belíssima, é Lucia Candida Meira, esposa de Paulo Meira; bela em qualquer lugar do mundo. Quanto a mais elegante, sem sombra de duvida, é Francy Meira, esposa de Alcyr Meira; Francy é uma mulher elegantíssima, podre de chique, sensacional.
B- Para o senhor, qual a mais bonita e original cidade do mundo?
AM- É Veneza; cidade deslumbrante, que parece imaginada num momento de delírio. É única no mundo, com o fascínio de suas águas é cidade para se curtir intensamente. Veneza é cidade que se ama.
B- E que cidades do mundo, o senhor, tranquilamente, moraria?
AM- Paris e Roma: são duas cidades que me fascinam. Paris é ainda o coração da Europa e onde a vida parece que tem mais sentido. Roma é o coração da Cristandade. Com sua história seus monumentos, sua arte, Roma é uma sedução contínua.
B- Qual a mais linda igreja do mundo?
AM- Talvez seja a catedral de Chartres. Acho-a deslumbrante. Os vitrais são, sem duvida alguma, os mais belos do mundo. Como escreveu acertadamente Êmile Mâle, “a catedral de Chartres é o próprio pensamento da Idade Média que se faz visível”.
B- O senhor já trabalhou, há tempos, na Policia, não é verdade? Que é que o senhor fazia?
AM- De fato, nos idos de 60, fui Delegado de Ordem Politica e Social. Havia terminado a nossa velha Faculdade de Direito, em Belém, de tal forma que a experiência foi proveitosa, muito valida mesmo. Foi o meu primeiro trabalho. Tenho, inclusive, boas recordações dessa época.
B- Lindanor Celinae o cônego Ápio Campos escreveram, na época, a respeito de suas atividades policiais, não é certo?
AM- Sim, Lindanor Celina, que hoje mora em Paris, pedi que eu escrevesse sobre o “metier”, sugerindo-me até um titulo: “Romance Policial de Macapá”. Quanto ao cônego Ápio Campos, numa gozação absoluta, chegou a escrever uma crônica em “ A Provinia do Pará” , afirmando entre outras coisas, que eu andava prendendo muita gente e dava à policia local “um clima de cenáculo literário”. Dizia ainda que meu escrivão era quase um poeta, meus auxiliares aproveitavam as folgas para ler contos e romances, e chegou ao cumulo de afirmar que “os próprios encarcerados eram obrigados a ler, em obediência a uma portaria baixada, varias paginas de antologia por semana”.
B- Em Roma, o senhor já viu o Papa? Qual a sua opinião a respeito de Paulo VI?
AM- Já assisti a três audiências de Paulo VI; acho-o extraordinário. É realmente, um homem de Deus. O que tem feito pela paz do mundo é extraordinário. É uma figura venerável.
B- Gostaria que o senhor citasse cinco romanos importantes da literatura brasileira.
AM- “Memorias de um Sargento de Milicias”, de Manuel Antonio de Almeida; “O Ateneu”, de Raul Pompéia; “Memorias Póstumas de Brás Cubas” e “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, e “O Encontro Marcado”, de Fernando Sabino.
B- Queremos duas obras primas da poesia brasileira.
AM- “Invenção de Orfeu”, de Jorge de Lima, e “Romanceiro da Inconfidência” , de Cecilia Meireles, a extraordinária poetisa morta em novembro de 1964.
B- Qual o filme mais corajoso do ano, na sua opinião?
AM- Sem discussão, “Salé ou 120 Dias de Sodoma”, de Pier Paolo Pasoline, que vi, em agosto do ano passado, em Paris. Em todos os sentidos é um dos filmes mais corajosos da história do Cinema. Com “Salé” o Cinema chegou ao máximo.
B- Outro filme importante visto, ultimamente, pelo senhor?
AM- “Travolti da un insolito destino nell’azurro mare d’agosto”, de Lina Wertmuller, a famosa diretora italiana de “Amor e Anarquia”. Vi-o em Lisboa, saindo eufórico do cinema. É um filme para se ver e meditar.
B- O senhor viu o “Ultimo Tango em Paris”? qual sua opinião?
AM- O discutido filme de Bernardo Derulucci é para quem vai atrás de pornografia, uma decepção. Sobretudo porque é uma obra séria, um estudo profundo sobre a solidão de um homem. “O Ultimo Tango em Paris” é um filme triste.
B- Que filmes o senhor já viu de Linda Lovelace, a rainha do pornô?
AM- Os dois mais celebres: “Deep Throat”, que é um dos clássicos da pornografia no cinema. Vi-o em 74, em San Francisco, na Califórnia; e o outro, ano passado, em Londres: “Linda Lovelace for President”.
B- Qual foi a melhor exposição de arte vista no passado?
AM- A de “Retratos”, de Ticiano, na Galeria Nacional, em Londres
B- Aqui em Macapá, o que o senhor acha do trabalho de Nina Barreto?
AM- É uma das maiores, aqui, da terra. Uma mulher de sensibilidade excepcional, de grande força criativa, e que, a cada exposição, nos surpreende com peças de uma beleza muito grande. Nina Barreto Nakaniski é uma artista de verdade.
B- Para terminar, um pensamento como corolário desta conversa.
AM- É de Ráissa Maritain o pensamento: “Nossos amigos fazem parte de nossa vida, e nossa vida explica nossas amizades”.
segunda-feira, setembro 13, 2010
MAIS PARA AS MENORES
MODELOS CONTRADITÓRIOS
Minas Gerais sempre praticou boa política de ocupação territorial e de distribuição habitacional, de um modo geral é boa a qualidade de vida no estado. O “segredo” mineiro está nos intervalos populacionais que dão a Minas sete (7) classes numéricas de ocupação. Belo Horizonte é a maior cidade com 2.452.617habitantes e Serra da Saudade é a menor com apenas 889 habitantes (2010).
Entre ambas existem outras 851 cidades (municípios), classificados: três com mais de 500.000 habitantes, vinte e uma com mais de 100.000 habitantes, trinta e quatro com mais de 50.000 habitantes, sessenta e oito com mais de 25.000 habitantes, duzentas e treze com mais de 10.000 habitantes, duzentas sessenta e oito com mais de 5.000 habitantes e duzentas e quarenta e cinco com até 4.999 habitantes.
O Amapá, por sua vez, tem apenas dezesseis municípios, dois dos quais com mais de 50.000 habitantes, no caso, Macapá e Santana, respectivamente com cerca de 350 e cem mil habitantes.
E uma coisa a ver com a outra? A resposta está no programa de governo da Sra. Dilma Rousseff, que está prometendo construir pelo menos uma escola técnica em cada município com mais de cinqüenta mil habitantes.
Tomei o exemplo de Minas Gerais e do Amapá para evidenciar dois modelos antagônicos de desenvolvimento regional, e o estimulo do governo central para que a vida urbana sempre piore um pouco mais.
Minas tem mais de setecentos municípios com até quarenta e nove mil novecentos e noventa e nove habitantes., não por acaso. É o modelo: ocupar todo o espaço territorial através de muitos e pequenos municípios. Resulta daí boa distribuição de renda, ótima taxa de poupança interna, boa qualidade de vida, geopolítica competitiva e muito poder político nas “mãos” do governo estadual. Lá são bem pequenos os perímetros municipais.
O Amapá, ao contrário, opta por poucos municípios, com enormes extensões municipais, nenhuma geopolítica contributiva, baixa qualidade de vida e, excessivo poder político concentrado nas “mãos” do governador.
A proposta contida no programa de governo da Sra. Dilma corrói os dois modelos, dando mais chances a quem já tem alguma (perceba que Minas Gerais tem mais de cento e vinte cidades que vão receber mais escolas técnicas) e “esvaziando” sempre mais as pequenas cidades, que seguirão no papel de “exportar” cérebros através da interminável busca de alguma oportunidade educacional (nasci numa cidadezinha -5.742 hab/2010- deixei-a definitivamente após o ginasial., eu e 95% dos que tiveram a chance de sair e nenhuma de voltar para o trabalho remunerado).
Nesse descompasso desaparecerão as pequenas cidades em detrimento do abarrotamento daquelas de médio e grande porte. Macapá também tem sido o endereço principal para os que procuram formação e trabalho.
Na melhor das hipóteses as menores cidades, poucas, só se manterão (por algum tempo) como cidade-dormitório. Insustentáveis, portanto.
Notas: ¹-O Sinsepeap ainda não se dignou a dar uma explicação aceitável para os problemas que enfrenta(?) com a construção do prédio-sede. Lembro que estou me referindo aos Sindicato dos Professores e Trabalhadores da Educação. ²-Eu, minha esposa e filhos fizemos a nossa casa... é só um lembrete ao marketeiro. ³-IV Festival do Açaí realizado em Laranjal do Jari. E o primeiro de Macapá virá quando? 4-Descanse em muita paz a alma da benemérita Professora Vanda Jucá. 5-A Operação “Mãos Limpas”, do STJ/DPF, provocará profundas alterações no resultado eleitoral.
Minas Gerais sempre praticou boa política de ocupação territorial e de distribuição habitacional, de um modo geral é boa a qualidade de vida no estado. O “segredo” mineiro está nos intervalos populacionais que dão a Minas sete (7) classes numéricas de ocupação. Belo Horizonte é a maior cidade com 2.452.617habitantes e Serra da Saudade é a menor com apenas 889 habitantes (2010).
Entre ambas existem outras 851 cidades (municípios), classificados: três com mais de 500.000 habitantes, vinte e uma com mais de 100.000 habitantes, trinta e quatro com mais de 50.000 habitantes, sessenta e oito com mais de 25.000 habitantes, duzentas e treze com mais de 10.000 habitantes, duzentas sessenta e oito com mais de 5.000 habitantes e duzentas e quarenta e cinco com até 4.999 habitantes.
O Amapá, por sua vez, tem apenas dezesseis municípios, dois dos quais com mais de 50.000 habitantes, no caso, Macapá e Santana, respectivamente com cerca de 350 e cem mil habitantes.
E uma coisa a ver com a outra? A resposta está no programa de governo da Sra. Dilma Rousseff, que está prometendo construir pelo menos uma escola técnica em cada município com mais de cinqüenta mil habitantes.
Tomei o exemplo de Minas Gerais e do Amapá para evidenciar dois modelos antagônicos de desenvolvimento regional, e o estimulo do governo central para que a vida urbana sempre piore um pouco mais.
Minas tem mais de setecentos municípios com até quarenta e nove mil novecentos e noventa e nove habitantes., não por acaso. É o modelo: ocupar todo o espaço territorial através de muitos e pequenos municípios. Resulta daí boa distribuição de renda, ótima taxa de poupança interna, boa qualidade de vida, geopolítica competitiva e muito poder político nas “mãos” do governo estadual. Lá são bem pequenos os perímetros municipais.
O Amapá, ao contrário, opta por poucos municípios, com enormes extensões municipais, nenhuma geopolítica contributiva, baixa qualidade de vida e, excessivo poder político concentrado nas “mãos” do governador.
A proposta contida no programa de governo da Sra. Dilma corrói os dois modelos, dando mais chances a quem já tem alguma (perceba que Minas Gerais tem mais de cento e vinte cidades que vão receber mais escolas técnicas) e “esvaziando” sempre mais as pequenas cidades, que seguirão no papel de “exportar” cérebros através da interminável busca de alguma oportunidade educacional (nasci numa cidadezinha -5.742 hab/2010- deixei-a definitivamente após o ginasial., eu e 95% dos que tiveram a chance de sair e nenhuma de voltar para o trabalho remunerado).
Nesse descompasso desaparecerão as pequenas cidades em detrimento do abarrotamento daquelas de médio e grande porte. Macapá também tem sido o endereço principal para os que procuram formação e trabalho.
Na melhor das hipóteses as menores cidades, poucas, só se manterão (por algum tempo) como cidade-dormitório. Insustentáveis, portanto.
Notas: ¹-O Sinsepeap ainda não se dignou a dar uma explicação aceitável para os problemas que enfrenta(?) com a construção do prédio-sede. Lembro que estou me referindo aos Sindicato dos Professores e Trabalhadores da Educação. ²-Eu, minha esposa e filhos fizemos a nossa casa... é só um lembrete ao marketeiro. ³-IV Festival do Açaí realizado em Laranjal do Jari. E o primeiro de Macapá virá quando? 4-Descanse em muita paz a alma da benemérita Professora Vanda Jucá. 5-A Operação “Mãos Limpas”, do STJ/DPF, provocará profundas alterações no resultado eleitoral.
DOM INAFIO III
DOM INAFIO DA FILVA III
Bem no inicio do governo Lula, em 2003, apareceu na imprensa um texto humorístico interessante: O REINO ENCANTADO DE DOM INÁFIO CALAMAR DA FILVA I. Estava na pagina especial denominada: GRAN CIRCO OTA. Dizia o texto:
-“É muita gentileza fua oferefer fem milhões para combater o crime organizado, senhor Burgomestre Févar Maia! O senhor parefe fer a única pefoa com dinheiro no reino. Afinal, o que pretende faver com tanto dinheiro?
-Construirei um presídio de segurança máxima, Majestade! Veja a planta do presídio Siverinha I: Todas as grades dão choques de altíssima voltagem, causando morte instantânea em quem tocar nelas. Será rodeado por um gigantesco fosso de dois quilômetros repleto de ferozes e famintos tubarões e piranhas. Subornar os guardas será impossível, são todos samurais-robôs incorruptíveis, fabricados no Japão. Os visitantes têm que ficar completamente pelados, e ainda passar por maquinas de raios duplo X. Cavar túneis, nem pensar... o subsolo será revestido de titânio e por baixo ainda uma camada de lava incandescente. Enormes águias, gigantes transgênicos, patrulharão o céu tornando impossíveis as invasões de helicópteros. Um poderoso satélite misturador de sinais inviabilizará a comunicação do prédio com o exterior, seja por celulares ou até mesmo telepatia.
-Févar Maia, efe presídio parefe fer indevafavel mesmo!Nenhum bandido conseguirá fair de lá!
-Majestade, mas quem falou em sair? Tudo isso é para impedir que eles entrem! Eu pretendo me mudar com minha família para lá... acha que sou louco de sair na rua com tantos bandidos à solta?”.
César Maia, à época, era prefeito do Rio de Janeiro, prestigioso político de projeção nacional, um dos lideres mais influentes do PFL, atualmente DEM. Lula era presidente recém eleito, em março de 2003 estigmatizado dessa forma pela oposição: não tinha diploma superior, apresentava dificuldade para articular palavras, sindicalista renitente, perseguidor implacável da vaga presidencial. Era, portanto, bom e fácil brincar com a imagem dele através de charges e cartoons. Mas...
O tempo passou, estamos em 2010 convivendo com recordes sobre recordes de popularidade do presidente Lula: o Cara! César Maia, por sua vez, saiu da mídia e nem lembrado foi para vice na chapa da coligação PSDB-DEM - deu Indio da Costa.
Agora, quem vem lá para reinar: rei ou rainha? Seja quem for, mas o(a) escolhido(a) deveria ler o Pasquim, nº 54, de 18/03/2003. O jornal não tratou só de presídios, para variar foi fundo nas questões cruciais recrudescentes mandato após mandato num Brasil que cresce, mas não se desenvolve para todos os brasileiros.
Ou muda ou em 2014 vai dar Dom Inafio “o Cara” da Filva III.
Notas: ¹-Não criticamos pessoas, mas fatos. Fato 1: a venda de motos no pátio da Mercado Central desagrada aos que vêem espaço como público e culturalmente ligado à Fortaleza de São José. É, portanto, mais área cultural que comercial. 2: comercio por comercio, e os camelôs. ²-Não consigo compreender a lógica das corridas, caminhadas, gincanas, maratonas em vias cruciais para o escoamento do transito na cidade, nos horários mais exigidos do dia. Quinta-feira, 7:30h, um desses eventos predominou na JK/Jovino Dinoá. ³-Considerei de alta relevância a contribuição da Rede Globo de Televisão para os interesses superiores do Amapá. A apresentação do Jornal Nacional diretamente de Macapá poderá ser um divisor de água. A bola está conosco.
Bem no inicio do governo Lula, em 2003, apareceu na imprensa um texto humorístico interessante: O REINO ENCANTADO DE DOM INÁFIO CALAMAR DA FILVA I. Estava na pagina especial denominada: GRAN CIRCO OTA. Dizia o texto:
-“É muita gentileza fua oferefer fem milhões para combater o crime organizado, senhor Burgomestre Févar Maia! O senhor parefe fer a única pefoa com dinheiro no reino. Afinal, o que pretende faver com tanto dinheiro?
-Construirei um presídio de segurança máxima, Majestade! Veja a planta do presídio Siverinha I: Todas as grades dão choques de altíssima voltagem, causando morte instantânea em quem tocar nelas. Será rodeado por um gigantesco fosso de dois quilômetros repleto de ferozes e famintos tubarões e piranhas. Subornar os guardas será impossível, são todos samurais-robôs incorruptíveis, fabricados no Japão. Os visitantes têm que ficar completamente pelados, e ainda passar por maquinas de raios duplo X. Cavar túneis, nem pensar... o subsolo será revestido de titânio e por baixo ainda uma camada de lava incandescente. Enormes águias, gigantes transgênicos, patrulharão o céu tornando impossíveis as invasões de helicópteros. Um poderoso satélite misturador de sinais inviabilizará a comunicação do prédio com o exterior, seja por celulares ou até mesmo telepatia.
-Févar Maia, efe presídio parefe fer indevafavel mesmo!Nenhum bandido conseguirá fair de lá!
-Majestade, mas quem falou em sair? Tudo isso é para impedir que eles entrem! Eu pretendo me mudar com minha família para lá... acha que sou louco de sair na rua com tantos bandidos à solta?”.
César Maia, à época, era prefeito do Rio de Janeiro, prestigioso político de projeção nacional, um dos lideres mais influentes do PFL, atualmente DEM. Lula era presidente recém eleito, em março de 2003 estigmatizado dessa forma pela oposição: não tinha diploma superior, apresentava dificuldade para articular palavras, sindicalista renitente, perseguidor implacável da vaga presidencial. Era, portanto, bom e fácil brincar com a imagem dele através de charges e cartoons. Mas...
O tempo passou, estamos em 2010 convivendo com recordes sobre recordes de popularidade do presidente Lula: o Cara! César Maia, por sua vez, saiu da mídia e nem lembrado foi para vice na chapa da coligação PSDB-DEM - deu Indio da Costa.
Agora, quem vem lá para reinar: rei ou rainha? Seja quem for, mas o(a) escolhido(a) deveria ler o Pasquim, nº 54, de 18/03/2003. O jornal não tratou só de presídios, para variar foi fundo nas questões cruciais recrudescentes mandato após mandato num Brasil que cresce, mas não se desenvolve para todos os brasileiros.
Ou muda ou em 2014 vai dar Dom Inafio “o Cara” da Filva III.
Notas: ¹-Não criticamos pessoas, mas fatos. Fato 1: a venda de motos no pátio da Mercado Central desagrada aos que vêem espaço como público e culturalmente ligado à Fortaleza de São José. É, portanto, mais área cultural que comercial. 2: comercio por comercio, e os camelôs. ²-Não consigo compreender a lógica das corridas, caminhadas, gincanas, maratonas em vias cruciais para o escoamento do transito na cidade, nos horários mais exigidos do dia. Quinta-feira, 7:30h, um desses eventos predominou na JK/Jovino Dinoá. ³-Considerei de alta relevância a contribuição da Rede Globo de Televisão para os interesses superiores do Amapá. A apresentação do Jornal Nacional diretamente de Macapá poderá ser um divisor de água. A bola está conosco.
sábado, agosto 21, 2010
O PRÉDIO MAIS ANTIGO DE MACAPÁ
O MONUMENTO MAIS IMPORTANTE.
A Igreja de São José de Macapá vai passar por um cuidadoso processo de restauração. Fase a fase, segundo seus conjuntos de paredes (arcabouço- pintura), cobertura (forro-teto), portas e janelas, equipamentos de arte (sacra e não sacra). Consumirá nisso um tempo indeterminado, porém necessário a que o estado e o povo amapaense permaneçam na posse e guarda do seu mais importante monumento histórico.
A questão é exatamente essa: o mais importante monumento histórico entre nós, a partir do qual tudo começou. Em 1752 teve inicio, inaugurando-se em 1761. Antes dele, diz o arquivo histórico de Macapá, era o nada.
Ora, em sendo este o primeiro marco de ocupação desse chão que hoje é a cidade de Macapá, que nos encanta e abriga a cada dia que a conhecemos um pouco mais, seria a sua restauração uma tarefa coletiva. Não se estaria restaurando uma igreja católica, também não um patrimônio da Diocese de Macapá, do bispo ou dos padres, mas o monumento histórico mais importante para os amapaenses. Berço e sustentação da cultura que nos anima a mais e mais na peleja cotidiana pela vida.
Seria bom que o governo estadual e municipal de Macapá se interessassem mais e melhor por esse projeto, interagindo com a coordenação direta do mesmo e, daí em diante cuidassem torná-lo uma empreitada de toda a sociedade amapaense, sob o ponto de vista da historicidade que nos reaproxima daquela “meia dúzia” visionária que, erguendo a capela de São José previa os dias atuais e futuros dessa multidão de pessoas que já somos, mas ainda duvidosos quanto a cuidarmos ou não dos nossos valores culturais arquitetônicos, religiosos, sacros, literários, etc.
Dúvida que não deveria existir especialmente ante a pequena quantidade desses monumentos restantes em Macapá. O prédio da Igreja São José sobressai também pela sua localização ali no “Formigueiro” ou “Largo dos Inocentes”, espaço cultural atualmente muitíssimo bem utilizado pelo povo, através da atuação inteligente da Confraria Tucuju. Tudo ali está limpo, os equipamentos urbanos são dispostos com bom gosto, as pessoas portam-se orgulhosas por “pisarem o chão onde tudo começou”.
O predio não está só, como que “guardando” esse testemunho da história amapaense estão três outros importantes prédios diretamente ligados à cultura local: o da Biblioteca Pública, e do Museu Histórico e o do Teatro das Bacabeiras, além de fazer-lhe frente o primeiro cruzeiro e a Praça Veiga Cabral.
Até dias atrás pisava os ladrilho daquela igreja o Sr. Duca Serra, que por noventa e seis anos testemunhou tudo que ocorreu de um lado e outro das portas desse fantástico prédio. O Sr. Duca Serra sabia tudo sobre as seis pessoas que foram e estão sepultadas no chão da bicentenária igreja, se o perdemos sem indagar-lhe sobre tais histórias, nos animemos agora a nos apropriarmos definitivamente d a história desse prédio que muito tem a oferecer sobre cidadania, soberania, cultural e afirmação social. Basta compreender e aceitar toda história que ele realmente guarda.
Notas: ¹-Chegamos a 30 quilos de pasta base de cocaína apreendida no estado em ação policial. No contra-ponto os candidatos estão falando de quanto mais no orçamento para Segurança Pública? ²-Viva o bom senso: a PM fez manobras, na Beira Rio, ontem sem, contudo, obstruí-la aos pagadores de impostos. Parabéns comandantes! ³-Agrada, anima, compensa ver o Teatro das Bacabeiras inteiramente lotado quando se está em andamento eventos para os quais foi concebido. Foi assim ontem por ocasião (feliz) do show do pianista e maestro Bem Hur Cionek. Um grande presente dos magistrados à sociedade. Mas ainda tem crianças muito pequenas sobrando nessas ocasiões especiais.
A Igreja de São José de Macapá vai passar por um cuidadoso processo de restauração. Fase a fase, segundo seus conjuntos de paredes (arcabouço- pintura), cobertura (forro-teto), portas e janelas, equipamentos de arte (sacra e não sacra). Consumirá nisso um tempo indeterminado, porém necessário a que o estado e o povo amapaense permaneçam na posse e guarda do seu mais importante monumento histórico.
A questão é exatamente essa: o mais importante monumento histórico entre nós, a partir do qual tudo começou. Em 1752 teve inicio, inaugurando-se em 1761. Antes dele, diz o arquivo histórico de Macapá, era o nada.
Ora, em sendo este o primeiro marco de ocupação desse chão que hoje é a cidade de Macapá, que nos encanta e abriga a cada dia que a conhecemos um pouco mais, seria a sua restauração uma tarefa coletiva. Não se estaria restaurando uma igreja católica, também não um patrimônio da Diocese de Macapá, do bispo ou dos padres, mas o monumento histórico mais importante para os amapaenses. Berço e sustentação da cultura que nos anima a mais e mais na peleja cotidiana pela vida.
Seria bom que o governo estadual e municipal de Macapá se interessassem mais e melhor por esse projeto, interagindo com a coordenação direta do mesmo e, daí em diante cuidassem torná-lo uma empreitada de toda a sociedade amapaense, sob o ponto de vista da historicidade que nos reaproxima daquela “meia dúzia” visionária que, erguendo a capela de São José previa os dias atuais e futuros dessa multidão de pessoas que já somos, mas ainda duvidosos quanto a cuidarmos ou não dos nossos valores culturais arquitetônicos, religiosos, sacros, literários, etc.
Dúvida que não deveria existir especialmente ante a pequena quantidade desses monumentos restantes em Macapá. O prédio da Igreja São José sobressai também pela sua localização ali no “Formigueiro” ou “Largo dos Inocentes”, espaço cultural atualmente muitíssimo bem utilizado pelo povo, através da atuação inteligente da Confraria Tucuju. Tudo ali está limpo, os equipamentos urbanos são dispostos com bom gosto, as pessoas portam-se orgulhosas por “pisarem o chão onde tudo começou”.
O predio não está só, como que “guardando” esse testemunho da história amapaense estão três outros importantes prédios diretamente ligados à cultura local: o da Biblioteca Pública, e do Museu Histórico e o do Teatro das Bacabeiras, além de fazer-lhe frente o primeiro cruzeiro e a Praça Veiga Cabral.
Até dias atrás pisava os ladrilho daquela igreja o Sr. Duca Serra, que por noventa e seis anos testemunhou tudo que ocorreu de um lado e outro das portas desse fantástico prédio. O Sr. Duca Serra sabia tudo sobre as seis pessoas que foram e estão sepultadas no chão da bicentenária igreja, se o perdemos sem indagar-lhe sobre tais histórias, nos animemos agora a nos apropriarmos definitivamente d a história desse prédio que muito tem a oferecer sobre cidadania, soberania, cultural e afirmação social. Basta compreender e aceitar toda história que ele realmente guarda.
Notas: ¹-Chegamos a 30 quilos de pasta base de cocaína apreendida no estado em ação policial. No contra-ponto os candidatos estão falando de quanto mais no orçamento para Segurança Pública? ²-Viva o bom senso: a PM fez manobras, na Beira Rio, ontem sem, contudo, obstruí-la aos pagadores de impostos. Parabéns comandantes! ³-Agrada, anima, compensa ver o Teatro das Bacabeiras inteiramente lotado quando se está em andamento eventos para os quais foi concebido. Foi assim ontem por ocasião (feliz) do show do pianista e maestro Bem Hur Cionek. Um grande presente dos magistrados à sociedade. Mas ainda tem crianças muito pequenas sobrando nessas ocasiões especiais.
terça-feira, agosto 17, 2010
DEU NO DIÁRIO...
Ondas do desenvolvimento
Maria Teresa Renó
Da equipe de articulistas
Oautor nova yorquino, Alvin Toffler escreveu em 1980, o livro A terceira onda (The Third Wave), um Best Seller, estudioso dos fenômenos sociais e econômicos, descreve suas teorias sobre a evolução da sociedade que ele chamou de primeira, segunda e terceira onda. Nesta obra ele fez um ensaio sobre como deve ser a sociedade pós moderna do século XXI.
De acordo com o autor, a primeira onda de geração de riquezas trata da revolução agrícola, onde o homem deixou de ser nômade e se fixou no campo para a produçao agrícola. A segunda onda apresenta as modificações ocorridas na sociedade com base na revolução industrial e sua produção em massa. Já a terceira onda de riqueza é consequência do industrialismo e que formava uma nova civilização, que denominou de a onda do conhecimento, interferindo nas relações de trabalho, interpessoais e de consumo.
Explica que na terceira onda os países que se destacariam seriam os que detém o conhecimento. Alguns críticos de sua teoria substituem o termo conhecimento para o da informação, que também acredito ser o mais adequado, portanto estamos vivendo a era da informação e não o do conhecimento propriamente dito, sendo o conhe-cimento na realidade muito mais amplo e ainda acessível a poucos. O conhecimento requer estudos, pesquisas, investimentos e é muito mais valioso, mas de fato os países e regiões que investiram e investem no conhecimento estão e irão se destacarem na nova era.
Em uma palestra proferida no Congresso de Informática da SUCESU no Brasil em 1993, descreveu sobre os países e regiões que deteriam o poder na terceira onda e que vários países asiáticos teriam percebido e se preparado para isso há muito tempo. O Japão primeiro, os tigres asiáticos depois, a China atualmente. Teriam percebido que a questão básica, não é só tecnologia, a questão básica diz respeito ao fato de que a forma de produção de riquezas e, em seguida, a estrutura do poder, estariam se alterando no mundo inteiro.
Comentou que a política também está diretamente ligada a estas evoluções, porém de uma forma mais tardia. Que o poder já mudou de mãos na civilização da terceira onda, mas as estruturas políticas ainda não acompanharam. Estaríamos vivendo época semelhante à que precedeu a Revolução Francesa, em que a burguesia já havia tomado conta do poder informal, mas as estruturas políticas não se adequaram a nova realidade. A burguesia ganhou, mas custou um preço alto. Houve guerras civis, guerras entre países, imigração em massa, todos os tipos de problemas sociais sérios. Que haveria conflito semelhante agora, entre as elites da civilização da segunda onda e aquela que vai se tornar a nova classe dominante: a classe daqueles que trabalham com o conhecimento ou com serviços em que a informação tem um papel intensivo.
E encerrou a palestra questionando onde vai ficar o Brasil na nova ordem econômica, política e social que está surgindo?
Quando interrogado pela revista Época em 2000, sobre qual seria a quarta onda e se já estaríamos vivendo nela, ele respondeu que seria a onda da alta tecnologia do desenvolvimento da biologia, da biotecnologia e da nanotecnologia, com as suas aplicações nas diversas áreas como na medicina, aumentando a longevidade, na produção de alimentos e no desenvolvimento de computadores e robôs cada vez mais inteligentes, finalmente com a real conquista do espaço.
Alguns críticos também descrevem que tudo isto é conseqüência do avanço e do desenvolvimento da tecnologia, da informação e do conhecimento e seria tudo a terceira onda evoluindo muito mais rapidamente do que as primeiras ondas. Que a quarta onda na realidade representaria uma volta ao passado, à primeira onda, à terra, num cenário moderno e diferente do passado, agora com informação e conhecimento pra realizar verdadeiras mudanças, com valorização das questões sócio - ambientais não citadas por Toffler.
Realmente de nada adianta tanta riqueza e tanta tecnologia se destruirmos o meio ambiente, se não distribuirmos melhores essas riquezas, se não investirmos no social e de nada adianta a informação e o conhecimento se ele não for compartilhado.
Já ocorreram grandes tragédias ambientais, como vazamentos de indústrias químicas e usinas radioativas, com seus produtos tóxicos lançados ao meio ambiente. Os vazamentos de petróleo como em 1989 no Alaska, em 2000 pela Petrobrás na Baia de Guanabara no Brasil e em 2010 no Golfo do México pela Britsh Petroleum, de prejuízos ambientais ainda imensurados. Este último grande acidente ambiental nos mostra que as grandes nações e suas grandes empresas não estão preparadas pra evitar tais tragédias e não estão dispostas a repará-las, ainda não existe a consciência e a responsabilidade ecológica, principalmente pelas grandes potências como EUA e a China.
E eu pergunto onde fica o Amapá dentro deste contexto, assim como no Brasil, há regiões que ainda não entraram na primeira onda, onde ainda se predomina a economia de subsistência, Temos poucas indústrias e as que temos estão cumprido o papel social e ambiental de que precisamos?
Não devemos ser contrários ao desenvolvimento, a geração de empregos e a me-lhoria das condições sociais, pelo contrário temos que buscar esta melhor distribuição de riquezas, o acesso à informação e ao conhecimento.
Queremos desenvolver a nossa agricultura e pecuária, mas devemos fazer com responsabilidade, sem destruirmos nossas florestas e nossos campos, as indústrias não devem apenas explorar as nossas riquezas e deixar um rastro de abandono, sem ganhos e sem investimentos sociais, sem se responsabilizarem pelos seus resíduos.
Não bastam apenas as gerações de empregos, a distribuição de bolsas famílias, a melhoria no poder aquisitivo das pessoas, é necessário que as empresas e os governantes tenham mais responsabilidades sociais e ambientais. É necessário que invistam em escolas, saúde e educação para que todos possam ter acesso a informação e usufruírem do desenvolvimento, responsabilidades com o destino dos resíduos sólidos e isto não deve ser uma preocupação para o amanhã, já é uma necessidade urgente.
E o mais importante, a tecnologia não deve estar a favor somente dos governantes e da elite econômica, que querem ter o controle da informação, sabem o quanto ganhamos, onde moramos, quantos filhos temos, onde gastamos nosso dinheiro. Nós também queremos e devemos ter as informações sobre os gastos públicos, onde e de que forma estão aplicando os recursos, de que forma são feitos os contratos, principalmente os de concessão às grandes empresas, estas informações devem estar cada vez mais acessíveis a todos e em sites atualizados.
Precisamos ficar de olhos atentos...
Maria Teresa Renó Oftalmologista e acadêmica de direito E-mail: mariateresareno@uol.com.br
Maria Teresa Renó
Da equipe de articulistas
Oautor nova yorquino, Alvin Toffler escreveu em 1980, o livro A terceira onda (The Third Wave), um Best Seller, estudioso dos fenômenos sociais e econômicos, descreve suas teorias sobre a evolução da sociedade que ele chamou de primeira, segunda e terceira onda. Nesta obra ele fez um ensaio sobre como deve ser a sociedade pós moderna do século XXI.
De acordo com o autor, a primeira onda de geração de riquezas trata da revolução agrícola, onde o homem deixou de ser nômade e se fixou no campo para a produçao agrícola. A segunda onda apresenta as modificações ocorridas na sociedade com base na revolução industrial e sua produção em massa. Já a terceira onda de riqueza é consequência do industrialismo e que formava uma nova civilização, que denominou de a onda do conhecimento, interferindo nas relações de trabalho, interpessoais e de consumo.
Explica que na terceira onda os países que se destacariam seriam os que detém o conhecimento. Alguns críticos de sua teoria substituem o termo conhecimento para o da informação, que também acredito ser o mais adequado, portanto estamos vivendo a era da informação e não o do conhecimento propriamente dito, sendo o conhe-cimento na realidade muito mais amplo e ainda acessível a poucos. O conhecimento requer estudos, pesquisas, investimentos e é muito mais valioso, mas de fato os países e regiões que investiram e investem no conhecimento estão e irão se destacarem na nova era.
Em uma palestra proferida no Congresso de Informática da SUCESU no Brasil em 1993, descreveu sobre os países e regiões que deteriam o poder na terceira onda e que vários países asiáticos teriam percebido e se preparado para isso há muito tempo. O Japão primeiro, os tigres asiáticos depois, a China atualmente. Teriam percebido que a questão básica, não é só tecnologia, a questão básica diz respeito ao fato de que a forma de produção de riquezas e, em seguida, a estrutura do poder, estariam se alterando no mundo inteiro.
Comentou que a política também está diretamente ligada a estas evoluções, porém de uma forma mais tardia. Que o poder já mudou de mãos na civilização da terceira onda, mas as estruturas políticas ainda não acompanharam. Estaríamos vivendo época semelhante à que precedeu a Revolução Francesa, em que a burguesia já havia tomado conta do poder informal, mas as estruturas políticas não se adequaram a nova realidade. A burguesia ganhou, mas custou um preço alto. Houve guerras civis, guerras entre países, imigração em massa, todos os tipos de problemas sociais sérios. Que haveria conflito semelhante agora, entre as elites da civilização da segunda onda e aquela que vai se tornar a nova classe dominante: a classe daqueles que trabalham com o conhecimento ou com serviços em que a informação tem um papel intensivo.
E encerrou a palestra questionando onde vai ficar o Brasil na nova ordem econômica, política e social que está surgindo?
Quando interrogado pela revista Época em 2000, sobre qual seria a quarta onda e se já estaríamos vivendo nela, ele respondeu que seria a onda da alta tecnologia do desenvolvimento da biologia, da biotecnologia e da nanotecnologia, com as suas aplicações nas diversas áreas como na medicina, aumentando a longevidade, na produção de alimentos e no desenvolvimento de computadores e robôs cada vez mais inteligentes, finalmente com a real conquista do espaço.
Alguns críticos também descrevem que tudo isto é conseqüência do avanço e do desenvolvimento da tecnologia, da informação e do conhecimento e seria tudo a terceira onda evoluindo muito mais rapidamente do que as primeiras ondas. Que a quarta onda na realidade representaria uma volta ao passado, à primeira onda, à terra, num cenário moderno e diferente do passado, agora com informação e conhecimento pra realizar verdadeiras mudanças, com valorização das questões sócio - ambientais não citadas por Toffler.
Realmente de nada adianta tanta riqueza e tanta tecnologia se destruirmos o meio ambiente, se não distribuirmos melhores essas riquezas, se não investirmos no social e de nada adianta a informação e o conhecimento se ele não for compartilhado.
Já ocorreram grandes tragédias ambientais, como vazamentos de indústrias químicas e usinas radioativas, com seus produtos tóxicos lançados ao meio ambiente. Os vazamentos de petróleo como em 1989 no Alaska, em 2000 pela Petrobrás na Baia de Guanabara no Brasil e em 2010 no Golfo do México pela Britsh Petroleum, de prejuízos ambientais ainda imensurados. Este último grande acidente ambiental nos mostra que as grandes nações e suas grandes empresas não estão preparadas pra evitar tais tragédias e não estão dispostas a repará-las, ainda não existe a consciência e a responsabilidade ecológica, principalmente pelas grandes potências como EUA e a China.
E eu pergunto onde fica o Amapá dentro deste contexto, assim como no Brasil, há regiões que ainda não entraram na primeira onda, onde ainda se predomina a economia de subsistência, Temos poucas indústrias e as que temos estão cumprido o papel social e ambiental de que precisamos?
Não devemos ser contrários ao desenvolvimento, a geração de empregos e a me-lhoria das condições sociais, pelo contrário temos que buscar esta melhor distribuição de riquezas, o acesso à informação e ao conhecimento.
Queremos desenvolver a nossa agricultura e pecuária, mas devemos fazer com responsabilidade, sem destruirmos nossas florestas e nossos campos, as indústrias não devem apenas explorar as nossas riquezas e deixar um rastro de abandono, sem ganhos e sem investimentos sociais, sem se responsabilizarem pelos seus resíduos.
Não bastam apenas as gerações de empregos, a distribuição de bolsas famílias, a melhoria no poder aquisitivo das pessoas, é necessário que as empresas e os governantes tenham mais responsabilidades sociais e ambientais. É necessário que invistam em escolas, saúde e educação para que todos possam ter acesso a informação e usufruírem do desenvolvimento, responsabilidades com o destino dos resíduos sólidos e isto não deve ser uma preocupação para o amanhã, já é uma necessidade urgente.
E o mais importante, a tecnologia não deve estar a favor somente dos governantes e da elite econômica, que querem ter o controle da informação, sabem o quanto ganhamos, onde moramos, quantos filhos temos, onde gastamos nosso dinheiro. Nós também queremos e devemos ter as informações sobre os gastos públicos, onde e de que forma estão aplicando os recursos, de que forma são feitos os contratos, principalmente os de concessão às grandes empresas, estas informações devem estar cada vez mais acessíveis a todos e em sites atualizados.
Precisamos ficar de olhos atentos...
Maria Teresa Renó Oftalmologista e acadêmica de direito E-mail: mariateresareno@uol.com.br
quinta-feira, agosto 12, 2010
É ETERNA.
QUAL O SENTIDO DE LITERATURA?
Entrou um e-mail interessante em minha caixa postal eletrônica, perguntava: Qual o sentido de fazer e ler literatura hoje? Intimamente comecei a responder: começo não respeitando o papel em branco preenche-o como agora. Preenchido, leio, digito, encaminho para publicação passo a torcer para que alguém leia. Só com isso, penso, fiz literatura.
Já o livro é coisa mais do leitor que do escritor, que o toma como material de sua investigação íntima, muitas vezes um “baú” de respostas para as suas indagações mais profundas ou vagas. Portanto, o livro é a essência da expressão literária: linguagem.
Quanto a mim, continuo a me responder, escrevo porque gosto e leio para existir o mais próximo possível do vasto mundo que a literatura cria e sustenta. Ouço radio muitas horas num dia, tudo, praticamente tudo o que dizem os locutores foi e está escrito.
Ontem mesmo recitava-se num programa de radio: “...vendo o corpo de Cristo banhado em tanto sangue sei por quanto Deus me comprou, reconhecendo meus pecados sei por quanto me vendi”. “Não é terrível a morte pela vida que acaba, senão pela eternidade que começa. Não é terrível a porta por onde se sai; a terrível é a porta por onde se entra. Se olhais para cima, uma escada que chega até o céu; se olhais para baixo, um precipício que vai parar no inferno, e isto incerto.” – É literatura do Pe. Antonio Vieira.
O telejornalismo é literatura diária, assim como algumas imagens que o complementa no sentido da interação escritor-leitor-telespectador. É boa literatura. A musica é quase literatura pura, fundamenta-se em letra e partitura. Cantar, portanto, é uma forma melodiosa de recitar símbolos literários. Os compositores são escritores iniciadores da musica: quanto melhor, melhor.
Dramaturgia é campo da predominância literária, imagino que atores e atrizes antes tiveram que ler muito a literatura feita por Dias Gomes para então interpretar seus personagens. Mais, muito mais teríamos aproveitado se antes de ver tivéssemos lido o O Bem Amado.
Semana passada a Dra. Maria Teresa Renó nos contou, aqui no Diário do Amapá, que a sua história ainda se acha imbricada ao proveito do livro que “roubou” para ler. Seu relato é a melhor resposta para a pergunta titulo desse artigo.
E o cinema, quantos filmes entram em nossas vidas? Antes da vídeo-imagem, a literatura: alguém escreveu para a interpretação de diretores, atores e atrizes.
As religiões são, todas, difusoras da literatura que captou e guardou a palavra divina. Jornais, revistas, impressos em geral, são literatura e arquivos literários. A internet é o espaço onde se manifestam literatos modernos – os que escrevem e os que lêem.Tuiteiros estão fazendo larga literatura. É eterno o sentido da literatura, já a qualidade...
Entrou um e-mail interessante em minha caixa postal eletrônica, perguntava: Qual o sentido de fazer e ler literatura hoje? Intimamente comecei a responder: começo não respeitando o papel em branco preenche-o como agora. Preenchido, leio, digito, encaminho para publicação passo a torcer para que alguém leia. Só com isso, penso, fiz literatura.
Já o livro é coisa mais do leitor que do escritor, que o toma como material de sua investigação íntima, muitas vezes um “baú” de respostas para as suas indagações mais profundas ou vagas. Portanto, o livro é a essência da expressão literária: linguagem.
Quanto a mim, continuo a me responder, escrevo porque gosto e leio para existir o mais próximo possível do vasto mundo que a literatura cria e sustenta. Ouço radio muitas horas num dia, tudo, praticamente tudo o que dizem os locutores foi e está escrito.
Ontem mesmo recitava-se num programa de radio: “...vendo o corpo de Cristo banhado em tanto sangue sei por quanto Deus me comprou, reconhecendo meus pecados sei por quanto me vendi”. “Não é terrível a morte pela vida que acaba, senão pela eternidade que começa. Não é terrível a porta por onde se sai; a terrível é a porta por onde se entra. Se olhais para cima, uma escada que chega até o céu; se olhais para baixo, um precipício que vai parar no inferno, e isto incerto.” – É literatura do Pe. Antonio Vieira.
O telejornalismo é literatura diária, assim como algumas imagens que o complementa no sentido da interação escritor-leitor-telespectador. É boa literatura. A musica é quase literatura pura, fundamenta-se em letra e partitura. Cantar, portanto, é uma forma melodiosa de recitar símbolos literários. Os compositores são escritores iniciadores da musica: quanto melhor, melhor.
Dramaturgia é campo da predominância literária, imagino que atores e atrizes antes tiveram que ler muito a literatura feita por Dias Gomes para então interpretar seus personagens. Mais, muito mais teríamos aproveitado se antes de ver tivéssemos lido o O Bem Amado.
Semana passada a Dra. Maria Teresa Renó nos contou, aqui no Diário do Amapá, que a sua história ainda se acha imbricada ao proveito do livro que “roubou” para ler. Seu relato é a melhor resposta para a pergunta titulo desse artigo.
E o cinema, quantos filmes entram em nossas vidas? Antes da vídeo-imagem, a literatura: alguém escreveu para a interpretação de diretores, atores e atrizes.
As religiões são, todas, difusoras da literatura que captou e guardou a palavra divina. Jornais, revistas, impressos em geral, são literatura e arquivos literários. A internet é o espaço onde se manifestam literatos modernos – os que escrevem e os que lêem.Tuiteiros estão fazendo larga literatura. É eterno o sentido da literatura, já a qualidade...
O AMAZONAS É O MAIOR
O REDD É UMA BOA?
Dia desse, no radio (LUIZ MELO ENTREVISTA) o Secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico pronunciou a palavra REDD. Criou expectativa. Contextualmente Farias esteve dizendo que juntamente com o Dr. Bianchet, seguirão representando o Estado do Amapá em mesas de convenções internacionais que ainda buscam mecanismos regulatórios do redd.
Na verdade estávamos diante de uma afirmação muito interessante para o Amapá, vez que redd (sigla em inglês) significa: Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal. Em termos de conservação florestal o Amapá é o “cara”, deve mesmo representar-se na Conferencia Mundial sobre Mudança Climática, que propõe remunerar territórios institucionais que evitem desmatamentos, recorrendo-se à venda de créditos de carbono.
Logo, redd é mecanismo que pode nos trazer a tal remuneração. Especialmente Farias e Bianchet são técnicos suficientemente preparados para nos inserir nessa moderna forma de remuneração por serviços ambientais prestados a humanidade. Podem representar até o Brasil.
Mas, é arriscado esperar acontecer: quem sabe faz a hora. Como fez o Estado do Amazonas em 2007, instituiu a Lei Estadual de Mudança Climática e, amparado nela criou o Bolsa Floresta. Para quê? Compensar e incentivar a população a deixar a floresta em pé.
Desse jeito o estado, através das suas florestas conservadas, ajuda na regulação global do clima e no armazenamento de carbono, ao mesmo tempo que estimula a busca de outras fontes de renda. Não é demais lembrar que a soja e a carne produzidas em projetos agrícolas não sustentáveis instalados na Amazonia sofreram intensa vigilância dos grandes grupos ambientalistas mundiais. Quando mostraram à Europa que a carne e derivados dos seus frangos e gado - que entravam na rede de fest-food - eram produzidos a partir de soja amazônica com desmatamento, mexeram com os brios de grandes exportadores brasileiros.
A Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais e a Associação Brasileira dos Exportadores de Cereais passaram a não comprar soja no mercado brasileiro proveniente de áreas recém desmatadas. Isso foi a “Moratória da Soja”, logo seguida pela “Moratória da Carne”. A partir daí, em 2009, o governo brasileiro concebeu e anunciou o Programa Desmatamento Zero em Áreas de Pecuária na Amazonia Legal.
Sendo assim, não esperemos que façam por nós antes que façamos nós mesmos a parte que nos cabe fazer: criar logo um PSA tucuju. A saber: Pagamento por Serviços Ambientais. Com todas as diferenças necessárias ao que você pode estar pensando de PDSA.
Notas:¹-O Brasil detinha a 8 mil anos atrás 9,8% de toda as florestas do mundo, hoje detém 4,4% dessas florestas., ou seja: degradou 1.926 milhões de quilômetros quadrados de áreas florestadas. ²-Acho difícil confundir Bernardo com Bernardes, mas é o que acontece. Até colegas de trabalho (15 anos) cometem esse erro...³- Esses são os rios maiores do mundo (mas menres que o nosso): Ienissêi – Amarelo – Obi – Amur – Lená – Congo... portanto, bem faz a Justiça (Dr. Bosco)em “manifestar autoridade” em favor da conservação do Rio Amazonas em seu trecho em Macapá. Não é nada não é nada, mas é o maior do mundo. 4-A Bacia Amazônica é também a maior do mundo com 7 milhoes e cinqüenta mil quilômetros quadrados (4 milhões em território brasileiro). Segue-a, em segundo lugar, a do Congo com (apenas) três milhões e setecentos mil quilômetros quadrados. São mais de 23 mil km de rios navegáveis em toda a bacia amazônica. 5-Muito interessante o artigo “A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS” publicado aqui no DIÀRIO, de autoria da Dra. Maria Teresa Renó. Já estamos aguardando outros mais. 6-FELIZ DIA DOS PAIS A TODOS OS PAIS DO MUNDO.
Dia desse, no radio (LUIZ MELO ENTREVISTA) o Secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico pronunciou a palavra REDD. Criou expectativa. Contextualmente Farias esteve dizendo que juntamente com o Dr. Bianchet, seguirão representando o Estado do Amapá em mesas de convenções internacionais que ainda buscam mecanismos regulatórios do redd.
Na verdade estávamos diante de uma afirmação muito interessante para o Amapá, vez que redd (sigla em inglês) significa: Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal. Em termos de conservação florestal o Amapá é o “cara”, deve mesmo representar-se na Conferencia Mundial sobre Mudança Climática, que propõe remunerar territórios institucionais que evitem desmatamentos, recorrendo-se à venda de créditos de carbono.
Logo, redd é mecanismo que pode nos trazer a tal remuneração. Especialmente Farias e Bianchet são técnicos suficientemente preparados para nos inserir nessa moderna forma de remuneração por serviços ambientais prestados a humanidade. Podem representar até o Brasil.
Mas, é arriscado esperar acontecer: quem sabe faz a hora. Como fez o Estado do Amazonas em 2007, instituiu a Lei Estadual de Mudança Climática e, amparado nela criou o Bolsa Floresta. Para quê? Compensar e incentivar a população a deixar a floresta em pé.
Desse jeito o estado, através das suas florestas conservadas, ajuda na regulação global do clima e no armazenamento de carbono, ao mesmo tempo que estimula a busca de outras fontes de renda. Não é demais lembrar que a soja e a carne produzidas em projetos agrícolas não sustentáveis instalados na Amazonia sofreram intensa vigilância dos grandes grupos ambientalistas mundiais. Quando mostraram à Europa que a carne e derivados dos seus frangos e gado - que entravam na rede de fest-food - eram produzidos a partir de soja amazônica com desmatamento, mexeram com os brios de grandes exportadores brasileiros.
A Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais e a Associação Brasileira dos Exportadores de Cereais passaram a não comprar soja no mercado brasileiro proveniente de áreas recém desmatadas. Isso foi a “Moratória da Soja”, logo seguida pela “Moratória da Carne”. A partir daí, em 2009, o governo brasileiro concebeu e anunciou o Programa Desmatamento Zero em Áreas de Pecuária na Amazonia Legal.
Sendo assim, não esperemos que façam por nós antes que façamos nós mesmos a parte que nos cabe fazer: criar logo um PSA tucuju. A saber: Pagamento por Serviços Ambientais. Com todas as diferenças necessárias ao que você pode estar pensando de PDSA.
Notas:¹-O Brasil detinha a 8 mil anos atrás 9,8% de toda as florestas do mundo, hoje detém 4,4% dessas florestas., ou seja: degradou 1.926 milhões de quilômetros quadrados de áreas florestadas. ²-Acho difícil confundir Bernardo com Bernardes, mas é o que acontece. Até colegas de trabalho (15 anos) cometem esse erro...³- Esses são os rios maiores do mundo (mas menres que o nosso): Ienissêi – Amarelo – Obi – Amur – Lená – Congo... portanto, bem faz a Justiça (Dr. Bosco)em “manifestar autoridade” em favor da conservação do Rio Amazonas em seu trecho em Macapá. Não é nada não é nada, mas é o maior do mundo. 4-A Bacia Amazônica é também a maior do mundo com 7 milhoes e cinqüenta mil quilômetros quadrados (4 milhões em território brasileiro). Segue-a, em segundo lugar, a do Congo com (apenas) três milhões e setecentos mil quilômetros quadrados. São mais de 23 mil km de rios navegáveis em toda a bacia amazônica. 5-Muito interessante o artigo “A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS” publicado aqui no DIÀRIO, de autoria da Dra. Maria Teresa Renó. Já estamos aguardando outros mais. 6-FELIZ DIA DOS PAIS A TODOS OS PAIS DO MUNDO.
TRAGÉDIA ANUNCIADA
LA VAI O TREM.
Não sei bem quem tem nesse momento a responsabilidade de gerir a Estrada de Ferro do Amapá, seja lá que for: cuidado! Três descarrilamentos em um ano é mais que desmazelo, é risco eminente (e anunciado) de tragédia. Quem me dera poder dizer: quem avisa amigo é.
Um trem correndo nos trilhos mexe com as minhas mehores mebranças: tomávamos o Ramal e iamos passar dias de férias no sitio da vovó, na zona rural de Pirapetinga(MG). Mas, não só isso, me lembra também recomendações de D. Pedro II: “...é urgente ir comprando terras à margem das estradas de ferro para aí estabelecer as colônias”. O monarca disse também: “...dou tamanha importancia a uma estrada de ferro para Mato Grosso, que não posso deixar de recomendar que se cuide de sua melhor direção e construção, embora lenta, conforme o permitam os recursos”.
Nasci em Volta Grande(MG), cidade surgida por causa do café e alccol anihidro que produzia, o que acabou atraindo a Estrada de Ferro Leopoldina (iniciativa do empresariado da Zona da Mata mineira), aberta ao trafego no seculo XIX. O trecho Volta Grande-Além Paraiba foi inaugurado no dia 8 de outubro de 1874, a primeira linha férrea em Minas Gerais. Mas, a minha cidade só não morreu por causa dssa linha férrea por onde todos os dias passam dois trens expressos transportando bauxita desde o alto Mantiqueira até o pátio fabril da Companhia Siderúrgica Nacional (CSA), em Volta Redonda(RJ). Normalmente são três locomotivas arrastando oitenta vagões carregados.
D. Pedro II comandou a festa de ianuguração da estação da minha cidade, acompanhado de José Fernandes da Costa Pereira, Cristiano Benedito Ottoni, Ignacio Marcondes Homem de Mello, conselheiros do Império (ministros hoje), além dos doutores Manoel Buarque de Macedo, Bento Ribeiro Sobragy e tantos outros.
Depois a estrada de ferro avançou até a cidade de Leopoldina, que lhe deu o nome, e não a princesa como é comum supor.
Raridade no entanto é relacionar essa estrada de ferro com a frequencia de descarrilamentos no ultimo ano verificado aqui no Amapá, no seu percurso de apenas duzentos quilometros ligando a cidade de Serra do Navio a Santana. A Rede Ferroviária Federal acabou incoporando a Estrada de Ferro Lopoldina, dando origem a cerca de dois mil quilometros de trilhos ligando Minas Gerais ao Rio de Janeiro.
Porém, cumpriu-se quase à risca a previsão de D. Pedro II: cidades (colonias) se estabeleceram ao longo das ferrovias, muitas. Algumas delas prósperas o suficiente para serem tomadas como “modelo” de valores agregados.
Eis uma lição que serve aos atuais administradores da Estrada de Ferro do Amapá: a de Volta Grande (08/10/1874) teve subvençao publica na proporção de 9:000$000 réis por quilometro, garantia de 7% de juros ao ano, sobre capital de 2:400:000$000 réis. Em 1898 a EFL teve que ser entregue a The Leopoldina Railway Company Ltd, credores ingleses de um dos principais grandes empreendimentos que a gestão nacional não foi capaz de manter nos trilhos.
Analogia ao pé da letra sei que não é possivel ou conveniente fazer entre a EFA e EFL, mas o que horroriza nos trilhos de cá é que entre ambas são transcorridos 1 (cento) e 3 (trinta) e 6 (seis) anos.
Não sei bem quem tem nesse momento a responsabilidade de gerir a Estrada de Ferro do Amapá, seja lá que for: cuidado! Três descarrilamentos em um ano é mais que desmazelo, é risco eminente (e anunciado) de tragédia. Quem me dera poder dizer: quem avisa amigo é.
Um trem correndo nos trilhos mexe com as minhas mehores mebranças: tomávamos o Ramal e iamos passar dias de férias no sitio da vovó, na zona rural de Pirapetinga(MG). Mas, não só isso, me lembra também recomendações de D. Pedro II: “...é urgente ir comprando terras à margem das estradas de ferro para aí estabelecer as colônias”. O monarca disse também: “...dou tamanha importancia a uma estrada de ferro para Mato Grosso, que não posso deixar de recomendar que se cuide de sua melhor direção e construção, embora lenta, conforme o permitam os recursos”.
Nasci em Volta Grande(MG), cidade surgida por causa do café e alccol anihidro que produzia, o que acabou atraindo a Estrada de Ferro Leopoldina (iniciativa do empresariado da Zona da Mata mineira), aberta ao trafego no seculo XIX. O trecho Volta Grande-Além Paraiba foi inaugurado no dia 8 de outubro de 1874, a primeira linha férrea em Minas Gerais. Mas, a minha cidade só não morreu por causa dssa linha férrea por onde todos os dias passam dois trens expressos transportando bauxita desde o alto Mantiqueira até o pátio fabril da Companhia Siderúrgica Nacional (CSA), em Volta Redonda(RJ). Normalmente são três locomotivas arrastando oitenta vagões carregados.
D. Pedro II comandou a festa de ianuguração da estação da minha cidade, acompanhado de José Fernandes da Costa Pereira, Cristiano Benedito Ottoni, Ignacio Marcondes Homem de Mello, conselheiros do Império (ministros hoje), além dos doutores Manoel Buarque de Macedo, Bento Ribeiro Sobragy e tantos outros.
Depois a estrada de ferro avançou até a cidade de Leopoldina, que lhe deu o nome, e não a princesa como é comum supor.
Raridade no entanto é relacionar essa estrada de ferro com a frequencia de descarrilamentos no ultimo ano verificado aqui no Amapá, no seu percurso de apenas duzentos quilometros ligando a cidade de Serra do Navio a Santana. A Rede Ferroviária Federal acabou incoporando a Estrada de Ferro Lopoldina, dando origem a cerca de dois mil quilometros de trilhos ligando Minas Gerais ao Rio de Janeiro.
Porém, cumpriu-se quase à risca a previsão de D. Pedro II: cidades (colonias) se estabeleceram ao longo das ferrovias, muitas. Algumas delas prósperas o suficiente para serem tomadas como “modelo” de valores agregados.
Eis uma lição que serve aos atuais administradores da Estrada de Ferro do Amapá: a de Volta Grande (08/10/1874) teve subvençao publica na proporção de 9:000$000 réis por quilometro, garantia de 7% de juros ao ano, sobre capital de 2:400:000$000 réis. Em 1898 a EFL teve que ser entregue a The Leopoldina Railway Company Ltd, credores ingleses de um dos principais grandes empreendimentos que a gestão nacional não foi capaz de manter nos trilhos.
Analogia ao pé da letra sei que não é possivel ou conveniente fazer entre a EFA e EFL, mas o que horroriza nos trilhos de cá é que entre ambas são transcorridos 1 (cento) e 3 (trinta) e 6 (seis) anos.
terça-feira, agosto 03, 2010
UMA HISTÓRIA MUITO INTERESSANTE
A menina que roubava livros
MARIA TERESA RENÓ
Este é o titulo de um livro, best seller do escritor australiano Markus Zusak, traduzido para o português em 2007, que conta a história de uma menina que viveu na Alemanha nazista e descobriu nos livros que roubava o encanto da leitura, a motivação para sobreviver quando tudo parecia estar perdido. Lendo, ela conseguia trazer para si e aos outros a esperança e a fuga daquela triste realidade. Esta história linda e fascinante narrada interessantemente pela morte que a abordou por três vezes mostra a importância da leitura e as mudanças que ela pode trazer para a vida das pessoas, assim como esta que tenho para contar.
Na região montanhosa do sul de Minas Gerais no início dos anos 70, uma menina de cerca de sete anos e um grupo de crianças um pouco mais velhas, ela já sabia ler, pois fora alfabetizada aos quatro anos, numa cartilha velha, pelas mãos grossas e calejadas do pai agricultor.
Nas férias escolares, após o almoço, as crianças iam passear pelos sítios e fazendas dos arredores onde morava. A motivação maior para os passeios eram as frutas, dependendo da estação, eram amoras, juás, jabuticabas, laranjas, etc.. Em julho os pomares ficavam cheios de laranjas maduras e doces. Sentavam nos pés das laranjeiras e enquanto descascavam as laranjas contavam as aventuras e ouviam as histórias dos mais velhos, quase sempre muito engraçadas.
Algumas das fazendas ainda preservavam o estilo antigo, do ciclo do café, uma casa grande do proprietário e várias casas pequenas ao redor, em geral eram pintadas de branco, conhecidas como as casas dos colonos, dos empregados das fazendas. Uma dessas fazendas era especial porque era a única que tinha jabuticabeiras, jabuticabas grandes e doces, eles subiam nos galhos grossos e ficavam por horas nas árvores, chupando jabuticabas, jogavam os caroços brancos das frutas ao chão e no fim da tarde parecia que havia chovido granizo.
O dono da fazenda das jabuticabas era um senhor velho, vestia-se com calça de linho branco, paletó preto e chapéu branco, muito parecido com os antepassados dos velhos álbuns de família. As crianças tinham medo dele, ele morava na cidade, somente de vez em quando ia visitar a fazenda, até que um dia as crianças souberam que o velho senhor havia morrido. Os empregados da fazenda foram embora e a fazenda ficou abandonada, mas as jabuticabeiras continuavam lá para a alegria da criançada.
Um dia resolveram entrar na casa do falecido, muitas das crianças não entraram com medo que o velho pudesse aparecer feito assombração, a menina entrou, movida pela curiosidade, o que a impressionou foi o quarto onde o velho dormia, era grande claro pela luz do dia que entrava por uma janela aberta, no centro do quarto havia uma cama de casal antiga, ainda feita com um lençol branco, era de madeira grossa escura, com cabeceira alta e um mosquiteiro alto formando um véu branco que descia cobrindo todo o leito vazio. Havia muitos livros, maioria ou todos eram velhos de capa preta endurecida e folhas amareladas pelo tempo, a menina não hesitou em pegar um deles, intitulava-se ROMEU E JULIETA, escrito por Willian Shakespeare, talvez já tivesse ouvido falar ou lhe parecesse familiar aos seus poucos conhecimentos.
Na pequena propriedade de seu pai, em um dos seus refúgios, na sombra do bambual, começou a ler seu primeiro livro de história, era muito difícil, pois era escrito em um português antigo, mais próximo do latim que do português atual, mas se esforçava para entender, a história era fascinante e a fazia viajar em uma época distante e a uma cultura diferente.
Assim como a menina alemã que roubava livros, através da leitura conseguiu driblar a morte e mais tarde escreveu a sua história. A menina da minha história que roubou seu primeiro livro, em decorrência da morte do dono, ou melhor, furtou, mas a denominação não importa, pois em ambos os casos sabemos que não houve crime, através da leitura desejou buscar mais do que a sua condição de vida podia oferecer, tornou-se a primeira mulher nascida naquele pequeno município a se tornar médica e hoje com orgulho é uma das mulheres que escrevem artigo para este jornal.
Obrigada à colunista Ziulana pela oportunidade de escrever um pouco da minha história.
Maria Teresa Renó -
Oftalmologista e acadêmica de direito
mariateresareno@uol.com.br
MARIA TERESA RENÓ
Este é o titulo de um livro, best seller do escritor australiano Markus Zusak, traduzido para o português em 2007, que conta a história de uma menina que viveu na Alemanha nazista e descobriu nos livros que roubava o encanto da leitura, a motivação para sobreviver quando tudo parecia estar perdido. Lendo, ela conseguia trazer para si e aos outros a esperança e a fuga daquela triste realidade. Esta história linda e fascinante narrada interessantemente pela morte que a abordou por três vezes mostra a importância da leitura e as mudanças que ela pode trazer para a vida das pessoas, assim como esta que tenho para contar.
Na região montanhosa do sul de Minas Gerais no início dos anos 70, uma menina de cerca de sete anos e um grupo de crianças um pouco mais velhas, ela já sabia ler, pois fora alfabetizada aos quatro anos, numa cartilha velha, pelas mãos grossas e calejadas do pai agricultor.
Nas férias escolares, após o almoço, as crianças iam passear pelos sítios e fazendas dos arredores onde morava. A motivação maior para os passeios eram as frutas, dependendo da estação, eram amoras, juás, jabuticabas, laranjas, etc.. Em julho os pomares ficavam cheios de laranjas maduras e doces. Sentavam nos pés das laranjeiras e enquanto descascavam as laranjas contavam as aventuras e ouviam as histórias dos mais velhos, quase sempre muito engraçadas.
Algumas das fazendas ainda preservavam o estilo antigo, do ciclo do café, uma casa grande do proprietário e várias casas pequenas ao redor, em geral eram pintadas de branco, conhecidas como as casas dos colonos, dos empregados das fazendas. Uma dessas fazendas era especial porque era a única que tinha jabuticabeiras, jabuticabas grandes e doces, eles subiam nos galhos grossos e ficavam por horas nas árvores, chupando jabuticabas, jogavam os caroços brancos das frutas ao chão e no fim da tarde parecia que havia chovido granizo.
O dono da fazenda das jabuticabas era um senhor velho, vestia-se com calça de linho branco, paletó preto e chapéu branco, muito parecido com os antepassados dos velhos álbuns de família. As crianças tinham medo dele, ele morava na cidade, somente de vez em quando ia visitar a fazenda, até que um dia as crianças souberam que o velho senhor havia morrido. Os empregados da fazenda foram embora e a fazenda ficou abandonada, mas as jabuticabeiras continuavam lá para a alegria da criançada.
Um dia resolveram entrar na casa do falecido, muitas das crianças não entraram com medo que o velho pudesse aparecer feito assombração, a menina entrou, movida pela curiosidade, o que a impressionou foi o quarto onde o velho dormia, era grande claro pela luz do dia que entrava por uma janela aberta, no centro do quarto havia uma cama de casal antiga, ainda feita com um lençol branco, era de madeira grossa escura, com cabeceira alta e um mosquiteiro alto formando um véu branco que descia cobrindo todo o leito vazio. Havia muitos livros, maioria ou todos eram velhos de capa preta endurecida e folhas amareladas pelo tempo, a menina não hesitou em pegar um deles, intitulava-se ROMEU E JULIETA, escrito por Willian Shakespeare, talvez já tivesse ouvido falar ou lhe parecesse familiar aos seus poucos conhecimentos.
Na pequena propriedade de seu pai, em um dos seus refúgios, na sombra do bambual, começou a ler seu primeiro livro de história, era muito difícil, pois era escrito em um português antigo, mais próximo do latim que do português atual, mas se esforçava para entender, a história era fascinante e a fazia viajar em uma época distante e a uma cultura diferente.
Assim como a menina alemã que roubava livros, através da leitura conseguiu driblar a morte e mais tarde escreveu a sua história. A menina da minha história que roubou seu primeiro livro, em decorrência da morte do dono, ou melhor, furtou, mas a denominação não importa, pois em ambos os casos sabemos que não houve crime, através da leitura desejou buscar mais do que a sua condição de vida podia oferecer, tornou-se a primeira mulher nascida naquele pequeno município a se tornar médica e hoje com orgulho é uma das mulheres que escrevem artigo para este jornal.
Obrigada à colunista Ziulana pela oportunidade de escrever um pouco da minha história.
Maria Teresa Renó -
Oftalmologista e acadêmica de direito
mariateresareno@uol.com.br
sexta-feira, julho 30, 2010
NO DIÁRIO DO AMAPÁ
COITADA DA GENI.
cesarbernardosouza@bol.com.br
Ninharias não deviam ameaçar nenhum setor de uma cidade como Macapá. Dito de outra forma, uma cidade como Macapá não devia se submeter a, digamos , “descuidados” setoriais muito repetitivos.
No entanto, nos diz o cotidiano que em Macapá tudo acontece contra si em desfavor do contribuinte, sempre. Vejamos a cidade sob o ponto de vista (setorial) dos bancos, eles parecem sempre em luta com a rotina comezinha da cidade. Exemplos?
1-Há lei municipal disciplinando o tempo de atendimento ao cliente, mas lei municipal? O que isso contra bancos? Está mais para ficção. 2-Há bancos que mantém serviços a clientes em pavimentos superiores de seus prédios, mas elevadores para clientes portadores de necessidades especiais não se vê. 3-Bancos exibem salas exteriores repletas de caixas eletrônicos, mas só parte mínima deles funciona. 4-Frequentemente esses caixas funcionam liberando apenas notas de 50 ou de 100 reais, ignorando completamente o direito e a necessidade eventual de clientes que momentaneamente tenham em conta valores ligeiramente inferiores. No caso: tem pouco não tem nada.
Na terça feira (27) vivenciei no Aeroporto Internacional de Macapá dois casos interessantes, contra Macapá e Afuá.
No saguão do aeroporto nos deparamos – os que estavam lá e próximos o suficiente – com o desespero do cidadão visitante que buscou e não mais encontrou o terminal eletrônico do Banco do Brasil. Disse que a esposa, filha e ele procediam de Mazagão Velho diretamente para o embarque. Relatou que quando chegou a Macapá estava lá no aeroporto o tal terminal do BB, sacou e foi para a festa. Mas, retornando e já querendo ir direto ao embarque, “descobriu” que não podia acessar o dinheiro da conta para honrar despesas com a contratação de transporte, tomar o ultimo cafezinho e, se fosse o caso, levar o souvernir, porque o caixa do BB não estava mais lá. A esposa teve que recorrer a outras “bandeiras” bancárias funcionais no aeroporto. Você já deve ter passado por isso!
Também se registram vários outros “atentados” contra a cidade e a cidadania toda vez, por exemplo, que vândalos destroem o mobiliário urbano, que seccionam as calçadas, que se atira lixo a torto e a direito, que as ruas se enchem de buracos, que pequenas chuvas alagam sempre os mesmos pontos, que não se impede que as casas noturnas estourem o tímpanos das pessoas até a hora que bem entendem...
Na outra ponta, batendo uma jabulanezinha com o Dudu Nobre, que provinha de Afuá, onde ele e banda fizeram show, dizia-me o grande artista brasileiro da música popular, que não viram nem comeram camarão por lá.
Dudu, quase um ator, no momento dessa afirmação elevou a voz para que outras pessoas compreendessem melhor seu comentário: “não me dou bem com camarão, mas a rapaziada (da banda) se amargurou.
cesarbernardosouza@bol.com.br
Ninharias não deviam ameaçar nenhum setor de uma cidade como Macapá. Dito de outra forma, uma cidade como Macapá não devia se submeter a, digamos , “descuidados” setoriais muito repetitivos.
No entanto, nos diz o cotidiano que em Macapá tudo acontece contra si em desfavor do contribuinte, sempre. Vejamos a cidade sob o ponto de vista (setorial) dos bancos, eles parecem sempre em luta com a rotina comezinha da cidade. Exemplos?
1-Há lei municipal disciplinando o tempo de atendimento ao cliente, mas lei municipal? O que isso contra bancos? Está mais para ficção. 2-Há bancos que mantém serviços a clientes em pavimentos superiores de seus prédios, mas elevadores para clientes portadores de necessidades especiais não se vê. 3-Bancos exibem salas exteriores repletas de caixas eletrônicos, mas só parte mínima deles funciona. 4-Frequentemente esses caixas funcionam liberando apenas notas de 50 ou de 100 reais, ignorando completamente o direito e a necessidade eventual de clientes que momentaneamente tenham em conta valores ligeiramente inferiores. No caso: tem pouco não tem nada.
Na terça feira (27) vivenciei no Aeroporto Internacional de Macapá dois casos interessantes, contra Macapá e Afuá.
No saguão do aeroporto nos deparamos – os que estavam lá e próximos o suficiente – com o desespero do cidadão visitante que buscou e não mais encontrou o terminal eletrônico do Banco do Brasil. Disse que a esposa, filha e ele procediam de Mazagão Velho diretamente para o embarque. Relatou que quando chegou a Macapá estava lá no aeroporto o tal terminal do BB, sacou e foi para a festa. Mas, retornando e já querendo ir direto ao embarque, “descobriu” que não podia acessar o dinheiro da conta para honrar despesas com a contratação de transporte, tomar o ultimo cafezinho e, se fosse o caso, levar o souvernir, porque o caixa do BB não estava mais lá. A esposa teve que recorrer a outras “bandeiras” bancárias funcionais no aeroporto. Você já deve ter passado por isso!
Também se registram vários outros “atentados” contra a cidade e a cidadania toda vez, por exemplo, que vândalos destroem o mobiliário urbano, que seccionam as calçadas, que se atira lixo a torto e a direito, que as ruas se enchem de buracos, que pequenas chuvas alagam sempre os mesmos pontos, que não se impede que as casas noturnas estourem o tímpanos das pessoas até a hora que bem entendem...
Na outra ponta, batendo uma jabulanezinha com o Dudu Nobre, que provinha de Afuá, onde ele e banda fizeram show, dizia-me o grande artista brasileiro da música popular, que não viram nem comeram camarão por lá.
Dudu, quase um ator, no momento dessa afirmação elevou a voz para que outras pessoas compreendessem melhor seu comentário: “não me dou bem com camarão, mas a rapaziada (da banda) se amargurou.
quinta-feira, julho 22, 2010
CIRCULOU NO AMAPÁ
TUMULO E FLOR
Parece que não, mas há uma intensa relação ecológica entre uma flor, um tumulo e um cemitério. Flor sobre tumulo representa, essencialmente, sentimento emocional entre pelo menos duas pessoas, a morta e a viva que a colocou lá. E pode simbolizar uma ligação bem mais ampla entre famílias, comunidades, uma nação e mesmo entre nações.
Uma flor sobre o tumulo do Airton Senna pode estar ali por iniciativa de um cidadão de qualquer lugar do mundo, o mesmo pode se dar no tumulo do Michel Jacson, Ghandhi, Jesus. É universal esse sentimento por trás da flor.
Tão ampla relação ecológica a partir de uma flor e de um tumulo também pode apontar para enormes problemas ambientais referenciados por cemitérios. Problemas graves o suficiente para confrontar realidades importantes que a cabo nos levem a mais esforços para compreendermos melhor a problemática, e a partir daí ampliarmos a nossa capacidade de mitigá-la, de formatarmos melhor também as nossas cobranças sobre procedimentos politicamente corretos da gestão publica e privada dos cemitérios.
Quando se olha (e vê) uma flor sobre um túmulo cresce dentro dos olhos um “jardim” de túmulos, nesse caso (por que não dizer) uma montanha de marmorite, mármore, lajota, bronze, níquel, cimento, madeira, tinta, lona plástica, folha de alumínio, plástico, vidro, ferro... tudo ao alcance dos olhos e das mãos.
E não é só, aos “olhos” do coração, dentro desses túmulos, na faixa infra-superficial, estão corpos humanos ainda em decomposição, muita madeira, ferro, cobre, níquel, bronze, tecidos e tantos outros “poluentes” que são enterrados com os cadáveres como adornos dos caixões. Como revestimento desses túmulos tem muito mais cimento. Tudo isso foi extraído do mundo natural às vezes sem tanta necessidade.
Quando multiplicamos tudo isso pelos milhões de pessoas que anualmente morrem no mundo passamos a entendermos melhor o tamanho da problemática que está por trás dos cemitérios. E não desconsideremos que com o avanço de dengue no mundo, mais Aedes aegypti, mais pesticidas aplicados no perímetro desses espaços quase sempre urbanos, centrais.
Chegará o dia, e deve estar perto, em que essa realidade urbana terá que dar lugar a outra mais natural e igualmente respeitosa aos mortos. Logo chegará a até nós a “mania” de enterrar nossos mortos em túmulos menores, em caixões confeccionados a partir de materiais reciclados (papelão, moinha de madeira, folhas secas..), embalsamar com produtos muito menos tóxicos, substituir caixões por mortalhas, cobertores, lençóis de algodão. Logo o chão dos cemitérios será coberto por gramados e não mais cimento.
Passaremos a identificar os mortos e ligá-los aos seus familiares com letras, cruzes e imagens bem menores das que hoje usamos com certo estardalhaço. Sobre essas lápides do futuro nunca deixaremos de ver flores, mas certamente cultivadas em jardins. As de plásticos serão abolidas.
É claro que nos cemitérios também tem arvores, pássaros, outros animais, elementos que também estão intimamente relacionados com a flor vista sobre o tumulo, mas que esses valores ambientais não se percam.
Notas:¹Meu ranking, por desempenho, dos candidatos a governador entrevistados no programa O Estado é Notícia nesta semana: Jorge Amanajás, Pedro Paulo, Camilo Capiberibe, Genival Cruz, Lucas Barreto. ²-Por conteúdo: Jorge Amanajás, Pedro Paulo, Camilo Capiberibe, Lucas Barreto, Genival Cruz. ³-Estou imaginando que alguns dos vices vão suplantar os titulares em desempenho e conteúdo, dependendo do que lhes sejam perguntado pelos jornalistas do O Estado é Notícia. 4-E como terminou mesmo a “confusa” história do SETAP x estudantes em Macapá? Pois é!
Parece que não, mas há uma intensa relação ecológica entre uma flor, um tumulo e um cemitério. Flor sobre tumulo representa, essencialmente, sentimento emocional entre pelo menos duas pessoas, a morta e a viva que a colocou lá. E pode simbolizar uma ligação bem mais ampla entre famílias, comunidades, uma nação e mesmo entre nações.
Uma flor sobre o tumulo do Airton Senna pode estar ali por iniciativa de um cidadão de qualquer lugar do mundo, o mesmo pode se dar no tumulo do Michel Jacson, Ghandhi, Jesus. É universal esse sentimento por trás da flor.
Tão ampla relação ecológica a partir de uma flor e de um tumulo também pode apontar para enormes problemas ambientais referenciados por cemitérios. Problemas graves o suficiente para confrontar realidades importantes que a cabo nos levem a mais esforços para compreendermos melhor a problemática, e a partir daí ampliarmos a nossa capacidade de mitigá-la, de formatarmos melhor também as nossas cobranças sobre procedimentos politicamente corretos da gestão publica e privada dos cemitérios.
Quando se olha (e vê) uma flor sobre um túmulo cresce dentro dos olhos um “jardim” de túmulos, nesse caso (por que não dizer) uma montanha de marmorite, mármore, lajota, bronze, níquel, cimento, madeira, tinta, lona plástica, folha de alumínio, plástico, vidro, ferro... tudo ao alcance dos olhos e das mãos.
E não é só, aos “olhos” do coração, dentro desses túmulos, na faixa infra-superficial, estão corpos humanos ainda em decomposição, muita madeira, ferro, cobre, níquel, bronze, tecidos e tantos outros “poluentes” que são enterrados com os cadáveres como adornos dos caixões. Como revestimento desses túmulos tem muito mais cimento. Tudo isso foi extraído do mundo natural às vezes sem tanta necessidade.
Quando multiplicamos tudo isso pelos milhões de pessoas que anualmente morrem no mundo passamos a entendermos melhor o tamanho da problemática que está por trás dos cemitérios. E não desconsideremos que com o avanço de dengue no mundo, mais Aedes aegypti, mais pesticidas aplicados no perímetro desses espaços quase sempre urbanos, centrais.
Chegará o dia, e deve estar perto, em que essa realidade urbana terá que dar lugar a outra mais natural e igualmente respeitosa aos mortos. Logo chegará a até nós a “mania” de enterrar nossos mortos em túmulos menores, em caixões confeccionados a partir de materiais reciclados (papelão, moinha de madeira, folhas secas..), embalsamar com produtos muito menos tóxicos, substituir caixões por mortalhas, cobertores, lençóis de algodão. Logo o chão dos cemitérios será coberto por gramados e não mais cimento.
Passaremos a identificar os mortos e ligá-los aos seus familiares com letras, cruzes e imagens bem menores das que hoje usamos com certo estardalhaço. Sobre essas lápides do futuro nunca deixaremos de ver flores, mas certamente cultivadas em jardins. As de plásticos serão abolidas.
É claro que nos cemitérios também tem arvores, pássaros, outros animais, elementos que também estão intimamente relacionados com a flor vista sobre o tumulo, mas que esses valores ambientais não se percam.
Notas:¹Meu ranking, por desempenho, dos candidatos a governador entrevistados no programa O Estado é Notícia nesta semana: Jorge Amanajás, Pedro Paulo, Camilo Capiberibe, Genival Cruz, Lucas Barreto. ²-Por conteúdo: Jorge Amanajás, Pedro Paulo, Camilo Capiberibe, Lucas Barreto, Genival Cruz. ³-Estou imaginando que alguns dos vices vão suplantar os titulares em desempenho e conteúdo, dependendo do que lhes sejam perguntado pelos jornalistas do O Estado é Notícia. 4-E como terminou mesmo a “confusa” história do SETAP x estudantes em Macapá? Pois é!
segunda-feira, julho 12, 2010
A TINTA QUE NÃO DURA: ISSO INCOMODOU...
CARAPUÇA.
cesarbernardo-finalmente.blogspot.com
Terça-feira, no programa “LUIZ MELO ENTREVISTA” discutíamos, entre outros temas, o problema em que se transformou estacionar veículos em Macapá.em dados momentos é quase impossível. O foco da discussão estava no estacionamento para motos comuns , visto que as reservas estão feitas e sinalizadas para moto-taxis.
Incluí na discussão a especificidade da tinta usada na sinalização horizontal de tráfego na cidade, essencialmente dissemos que a fixação da tinta no asfalto é indelével: dura muito pouco tempo.
Foi o suficiente para “motivar” uma ofensa de um ouvinte anônimo, que ligou para a recepção da radio afirmando que eu não diria o que disse se o governador ainda fosse Waldez Góes.
Heresias, pois ao que me consta não cabe a governador algum comandar a EMTU, mais que isso: não fui e não sou contratado para defender ou atacar quem quer que seja. O que teria eu contra o governador Pedro Paulo? Quanto a essência da discussão, não incluí comentário algum sobre a possibilidade de alguém ter estado ou estar malversando dinheiro publico na compra de um produto e recebimento de outro, no caso a tinta atualmente usada na sinalização de vias urbanas.
Mas a despeito do que venham a pensar e dizer a meu respeito (só para não perder a oportunidade) quero sugerir três projetos ao Prefeito Roberto, todos de aproveitamento de grandes espaços urbanos, direta ou indiretamente ligados ao “complexo” Marco Zero do Equador: 1- Transformar em pista de caminhada toda a extensão da área lateral esquerda, sentido Macapá/Fazendinha, desde o Monumento até as imediações da Embrapa. A faixa de terra solta é larga e só se interrompe na área do hospital Sara.
2- No largo do Monumento do Equador na projeção exata da “linha” entre o próprio e o muro do Zerão cabem símbolos e ícones de veneração das muitas comunidades místicas. A energia concentrada ali é força suficiente para atrair multidões, especialmente nas festas de solistícios e equinócios.
3- O lago formado entre a foz do Canal do Beirol e à montante do Canal das Pedrinhas é espaço que comporta grandes e bons projetos urbanos para fins de esportes, lazer, cultura e até de atividades econômicas.
Aliás, essa é a área que mais mexe com o meu imaginário sobre aproveitamento de grandes espaços em Macapá. Fico imaginando aquilo ali cheio de luzes e gente, carros e prédios bonitos ao redor. Imagino contiguo ao lago as duas vias laterais ao Canal das Pedrinhas devidamente trabalhadas como estradas marginais a tão significativo curso d’água, que logo adiante deságua no majestoso Amazonas. Já prestaram atenção no vai e vem de embarcações por ali, todas elas trazendo e levando pessoas e mercadorias?
A propósito de um possível aproveitamento do lago, comento que a vegetação predominante ali é a Aninga (Mantrichardia linifera L), passível de conservação apenas nas faixas estabelecidas nas margens, para as quais atua fazendo eficiente serviço ambiental de contenção. Apenas isso.
cesarbernardo-finalmente.blogspot.com
Terça-feira, no programa “LUIZ MELO ENTREVISTA” discutíamos, entre outros temas, o problema em que se transformou estacionar veículos em Macapá.em dados momentos é quase impossível. O foco da discussão estava no estacionamento para motos comuns , visto que as reservas estão feitas e sinalizadas para moto-taxis.
Incluí na discussão a especificidade da tinta usada na sinalização horizontal de tráfego na cidade, essencialmente dissemos que a fixação da tinta no asfalto é indelével: dura muito pouco tempo.
Foi o suficiente para “motivar” uma ofensa de um ouvinte anônimo, que ligou para a recepção da radio afirmando que eu não diria o que disse se o governador ainda fosse Waldez Góes.
Heresias, pois ao que me consta não cabe a governador algum comandar a EMTU, mais que isso: não fui e não sou contratado para defender ou atacar quem quer que seja. O que teria eu contra o governador Pedro Paulo? Quanto a essência da discussão, não incluí comentário algum sobre a possibilidade de alguém ter estado ou estar malversando dinheiro publico na compra de um produto e recebimento de outro, no caso a tinta atualmente usada na sinalização de vias urbanas.
Mas a despeito do que venham a pensar e dizer a meu respeito (só para não perder a oportunidade) quero sugerir três projetos ao Prefeito Roberto, todos de aproveitamento de grandes espaços urbanos, direta ou indiretamente ligados ao “complexo” Marco Zero do Equador: 1- Transformar em pista de caminhada toda a extensão da área lateral esquerda, sentido Macapá/Fazendinha, desde o Monumento até as imediações da Embrapa. A faixa de terra solta é larga e só se interrompe na área do hospital Sara.
2- No largo do Monumento do Equador na projeção exata da “linha” entre o próprio e o muro do Zerão cabem símbolos e ícones de veneração das muitas comunidades místicas. A energia concentrada ali é força suficiente para atrair multidões, especialmente nas festas de solistícios e equinócios.
3- O lago formado entre a foz do Canal do Beirol e à montante do Canal das Pedrinhas é espaço que comporta grandes e bons projetos urbanos para fins de esportes, lazer, cultura e até de atividades econômicas.
Aliás, essa é a área que mais mexe com o meu imaginário sobre aproveitamento de grandes espaços em Macapá. Fico imaginando aquilo ali cheio de luzes e gente, carros e prédios bonitos ao redor. Imagino contiguo ao lago as duas vias laterais ao Canal das Pedrinhas devidamente trabalhadas como estradas marginais a tão significativo curso d’água, que logo adiante deságua no majestoso Amazonas. Já prestaram atenção no vai e vem de embarcações por ali, todas elas trazendo e levando pessoas e mercadorias?
A propósito de um possível aproveitamento do lago, comento que a vegetação predominante ali é a Aninga (Mantrichardia linifera L), passível de conservação apenas nas faixas estabelecidas nas margens, para as quais atua fazendo eficiente serviço ambiental de contenção. Apenas isso.
sábado, julho 03, 2010
PARA PUBLICAÇÃO
MEIAS PALAVRAS.
cesarbernardosouza@bol.com.br
Imagino difíceis a todas as pessoas esses momentos da vida em que precisamos ser bem mais do que parecemos ser. Tem me feito pensar assim o trabalho que realizo no radio no pós Profº. Munhoz no “Debate Positivo” e no “Luiz Melo Entrevista” com o próprio, além de Helden Carlos, Reginaldo Borges e Ulisses Laurindo.
Esses momentos tem sido o desdobramento de quase tudo que dizemos nos microfones dos dois programas, especialmente mais difíceis tem sido os dias seguintes de cada programa do Luiz Melo. Comumente precisamos explicar o que dizemos a agradados e a desagradados, afinal são milhares os ouvintes de radio e muitos os encontros com varias dessas pessoas nalgum “point” da cidade. Dezenas dessas pessoas falam conosco sobre do que gostaram ou não de ouvir, do que gostariam de ouvir mais vezes ou do esperam não mais ouvir de jeito nenhum.
Começo a sentir o peso dessa responsabilidade, tanto mais quanto equilibrado se apresente o atual período político eleitoral, cuja temática logo deixará a copa do mundo no esquecimento. Uma resposta mal dada, uma palavra mal colocada pode dar origem um grande embaraço, desencadear magoas e iras. É tempo, portanto, de muita atenção a “mão que afaga e apedreja” (Augusto dos Anjos) porque os ouvintes prós e contras desses nossos programas são também eleitores atentos do que estejamos a dizer dos seus candidatos. Podem nos colocar no rol “ficha suja do radio”.
Pensando nisso ainda ontem andei perguntando aos meus botões: o que faço para fugir do nada que tenho sido – continuo eu ou continuo nada?
As coisas ditas ou feitas pela metade é o que me incomodam muito, instado a falar delas por dever de oficio tem parecido a alguns a impressão de que estou atacando pessoas e não os fatos. É um calvário! Exemplo?
O Delegado de Policia Civil Ericlaudio Alencar voltou a falar da vigência da “lei do silencio” e do ele que vai fazer para executá-la. Ora, sabemos tratar-se de excelente pessoa e competentíssimo profissional o Dr. Alencar, mas...
Continua dizendo coisas pela metade, visto que a dar confiabilidade às suas palavras teria que estar mostrando também qual e onde está a logística que dará operacionalidade ao seu projeto.
Vai enquadrar empresários, reprimir, fiscalizar, fechar estabelecimentos, confiscar produtos e equipamentos, prender, arrebentar quem esteja transgredindo a lei? Okay, já passou da hora, mas cadê os veículos, combustíveis, agentes policiais auxiliares, outros delegados, escrivães, computadores, papel e tinta, prédios, juízes plantonistas, mandados judiciais e tudo o mais que fundamenta a ação que, ao cabo, produza ao delegado e à sociedade o resultado esperado? É isso.
Quanto ao Dr. Ericlaudio é homem educado, inteligente, bem humorado, ótima companhia em quaisquer circunstancias.
Nota: -Transcorreu anteontem o trigésimo dia de falecimento da D. Ana Bezerra, avó dos meus netos Jéssica, Vili e Camilo. A Missa rezada em sua intenção também o foi pela alma da minha sogra, D. Erotildes Lins Côrte, 27º ano de falecimento. Ambas, respectivamente, avós dos meus netos e dos meus filhos.
cesarbernardosouza@bol.com.br
Imagino difíceis a todas as pessoas esses momentos da vida em que precisamos ser bem mais do que parecemos ser. Tem me feito pensar assim o trabalho que realizo no radio no pós Profº. Munhoz no “Debate Positivo” e no “Luiz Melo Entrevista” com o próprio, além de Helden Carlos, Reginaldo Borges e Ulisses Laurindo.
Esses momentos tem sido o desdobramento de quase tudo que dizemos nos microfones dos dois programas, especialmente mais difíceis tem sido os dias seguintes de cada programa do Luiz Melo. Comumente precisamos explicar o que dizemos a agradados e a desagradados, afinal são milhares os ouvintes de radio e muitos os encontros com varias dessas pessoas nalgum “point” da cidade. Dezenas dessas pessoas falam conosco sobre do que gostaram ou não de ouvir, do que gostariam de ouvir mais vezes ou do esperam não mais ouvir de jeito nenhum.
Começo a sentir o peso dessa responsabilidade, tanto mais quanto equilibrado se apresente o atual período político eleitoral, cuja temática logo deixará a copa do mundo no esquecimento. Uma resposta mal dada, uma palavra mal colocada pode dar origem um grande embaraço, desencadear magoas e iras. É tempo, portanto, de muita atenção a “mão que afaga e apedreja” (Augusto dos Anjos) porque os ouvintes prós e contras desses nossos programas são também eleitores atentos do que estejamos a dizer dos seus candidatos. Podem nos colocar no rol “ficha suja do radio”.
Pensando nisso ainda ontem andei perguntando aos meus botões: o que faço para fugir do nada que tenho sido – continuo eu ou continuo nada?
As coisas ditas ou feitas pela metade é o que me incomodam muito, instado a falar delas por dever de oficio tem parecido a alguns a impressão de que estou atacando pessoas e não os fatos. É um calvário! Exemplo?
O Delegado de Policia Civil Ericlaudio Alencar voltou a falar da vigência da “lei do silencio” e do ele que vai fazer para executá-la. Ora, sabemos tratar-se de excelente pessoa e competentíssimo profissional o Dr. Alencar, mas...
Continua dizendo coisas pela metade, visto que a dar confiabilidade às suas palavras teria que estar mostrando também qual e onde está a logística que dará operacionalidade ao seu projeto.
Vai enquadrar empresários, reprimir, fiscalizar, fechar estabelecimentos, confiscar produtos e equipamentos, prender, arrebentar quem esteja transgredindo a lei? Okay, já passou da hora, mas cadê os veículos, combustíveis, agentes policiais auxiliares, outros delegados, escrivães, computadores, papel e tinta, prédios, juízes plantonistas, mandados judiciais e tudo o mais que fundamenta a ação que, ao cabo, produza ao delegado e à sociedade o resultado esperado? É isso.
Quanto ao Dr. Ericlaudio é homem educado, inteligente, bem humorado, ótima companhia em quaisquer circunstancias.
Nota: -Transcorreu anteontem o trigésimo dia de falecimento da D. Ana Bezerra, avó dos meus netos Jéssica, Vili e Camilo. A Missa rezada em sua intenção também o foi pela alma da minha sogra, D. Erotildes Lins Côrte, 27º ano de falecimento. Ambas, respectivamente, avós dos meus netos e dos meus filhos.
quinta-feira, junho 24, 2010
MADIBA MANDELA - PRINCESA ISABEL
PRONTO PARA VIVER.
cesarbernardosouza@bol.com.br
Amanheci a 5ª feira, creio, como a maioria dos brasileiros: esperando ansiosamente pelo show de abertura da Copa do Mundo de 2010 – a 15ª da minha vida.
Um pouco antes do inicio da festa assistia a um capitulo da novela Sinhá Moça, reprisada pela Tv Globo. Essa excelente novela, como se sabe, mostra a saga dos negros escravos no Brasil bem no auge do movimento abolicionista e republicano que logo terminaria com a escravidão no país.
Por uma dessas grandes coincidências que marcam a vida, no capitulo dessa quinta-feira o negro Bastião é brutalmente chicoteado pelo também “negro” capitão-do-mato, por ordem presencial do barão de Araruna. Quase ao mesmo tempo, na África, no grande país africano do sul milhões de negros ancestrais dos que escravizamos aqui explodiam nossos corações com generosas manifestações livres de bem-querer a todos os povos do mundo, presentes lá ou ligados neles pela televisão.
Livremente tomaram a nossa bandeira e nomes de nossos jogadores para saudar o povo brasileiro. Absolutamente livres como agora o são ousaram botar seus bafana-bafana nas mãos do brasileiro Carlos Alberto Parreira.
Não cultivaram ódio e nem pensam em ajuste de contas, apenas trocaram os gritos das senzalas e dos guetos pelos decibéis da vuvuzela. E pensar que o povo negro africano do sul esteve escravizado até dias atrás em seu próprio país esperando Mandela como aqui esperamos Isabel. Lá Madiba aqui princesa.
A África do Sul que estamos vendo agora é nova, conquistada por Rolihlahia Mandela (depois Nelson e agora Madiba Mandela) pela via da satyagraha, mas com a inspiração da “democracia fundada na igualdade, pluralismo e multietnicidade”, e a determinação do estou preparado para morrer: “Ao longo da minha vida me dediquei à luta do povo africano. Lutei contra o domínio branco e lutei contra o domínio negro. Cultivei o ideal de uma sociedade livre e democrática na qual todas as pessoas possam viver juntas, em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal para o qual espero viver e realizar. Mas, se for necessário, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer”.
Bom, a festa é do futebol: todos iguais perante a bola, oportunidades iguais para todos os competidores segundo as regras do jogo. Nossa pátria se transferiu para os campos africanos do sul... de chuteiras.
Assistamos, portanto, as partidas de futebol segundo os nossos costumes, mas tentemos ver a essência do negro que ontem escravizamos. Queiramos ver-lhes a alma que anos e anos negamos ao negro tê-la.
Madiba Mandela fará 92 anos no dia 18 de julho de 2010, ao invés de ganhar deu-nos seu país de presente. Eis porque, agora sim, o líder está pronto para viver em cada um de nós.
Notas: ¹-O governo do estado está de parabéns por encarar o problema habitacional. Mas pode se juntar à Prefeitura no proveito da emenda do Senador José Sarney liberada para habitação e urbanização de orla. ²- A Prefeitura de Macapá, por sua vez, está de parabéns pela fiscalização e notificação que vem fazendo sobre terrenos baldios na cidade. Finalmente!!!!!
cesarbernardosouza@bol.com.br
Amanheci a 5ª feira, creio, como a maioria dos brasileiros: esperando ansiosamente pelo show de abertura da Copa do Mundo de 2010 – a 15ª da minha vida.
Um pouco antes do inicio da festa assistia a um capitulo da novela Sinhá Moça, reprisada pela Tv Globo. Essa excelente novela, como se sabe, mostra a saga dos negros escravos no Brasil bem no auge do movimento abolicionista e republicano que logo terminaria com a escravidão no país.
Por uma dessas grandes coincidências que marcam a vida, no capitulo dessa quinta-feira o negro Bastião é brutalmente chicoteado pelo também “negro” capitão-do-mato, por ordem presencial do barão de Araruna. Quase ao mesmo tempo, na África, no grande país africano do sul milhões de negros ancestrais dos que escravizamos aqui explodiam nossos corações com generosas manifestações livres de bem-querer a todos os povos do mundo, presentes lá ou ligados neles pela televisão.
Livremente tomaram a nossa bandeira e nomes de nossos jogadores para saudar o povo brasileiro. Absolutamente livres como agora o são ousaram botar seus bafana-bafana nas mãos do brasileiro Carlos Alberto Parreira.
Não cultivaram ódio e nem pensam em ajuste de contas, apenas trocaram os gritos das senzalas e dos guetos pelos decibéis da vuvuzela. E pensar que o povo negro africano do sul esteve escravizado até dias atrás em seu próprio país esperando Mandela como aqui esperamos Isabel. Lá Madiba aqui princesa.
A África do Sul que estamos vendo agora é nova, conquistada por Rolihlahia Mandela (depois Nelson e agora Madiba Mandela) pela via da satyagraha, mas com a inspiração da “democracia fundada na igualdade, pluralismo e multietnicidade”, e a determinação do estou preparado para morrer: “Ao longo da minha vida me dediquei à luta do povo africano. Lutei contra o domínio branco e lutei contra o domínio negro. Cultivei o ideal de uma sociedade livre e democrática na qual todas as pessoas possam viver juntas, em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal para o qual espero viver e realizar. Mas, se for necessário, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer”.
Bom, a festa é do futebol: todos iguais perante a bola, oportunidades iguais para todos os competidores segundo as regras do jogo. Nossa pátria se transferiu para os campos africanos do sul... de chuteiras.
Assistamos, portanto, as partidas de futebol segundo os nossos costumes, mas tentemos ver a essência do negro que ontem escravizamos. Queiramos ver-lhes a alma que anos e anos negamos ao negro tê-la.
Madiba Mandela fará 92 anos no dia 18 de julho de 2010, ao invés de ganhar deu-nos seu país de presente. Eis porque, agora sim, o líder está pronto para viver em cada um de nós.
Notas: ¹-O governo do estado está de parabéns por encarar o problema habitacional. Mas pode se juntar à Prefeitura no proveito da emenda do Senador José Sarney liberada para habitação e urbanização de orla. ²- A Prefeitura de Macapá, por sua vez, está de parabéns pela fiscalização e notificação que vem fazendo sobre terrenos baldios na cidade. Finalmente!!!!!
DIÁRIO DO AMAPÁ - 26 DE JUNHO
APANHAR PARA CRESCER.
cesarbernardosouza@bol.com.br
Época de campanha eleitoral é também tempo de espancar o PMDB. Não faltam jornalistas se divertindo enquanto malham o partido de Ulysses Guimarães. Há os que até se empolgam quando solicitados a “analisar” o “comportamento” peemedebista. Diz, por exemplo, a consagrada Lucia Hippolito, da CBN: “O PMDB está onde sempre esteve: um pé no governo outro na oposição”.
Explicam mas não convencem porque deixam seus argumentos pela metade, coisas do tipo: “O PMDB vai mais uma vez rachado para essas eleições”. Melhor se dissessem que o PMDB não encabresta seus lideres, antes pratica a democracia partidária. Dizem: “O PMDB é adepto do fisiologismo de poder”. Mas poderiam dizer que o partido é muitíssimo bem administrado, razão pela qual elege sempre mais senadores, governadores, deputados federais e estaduais, mais prefeitos e vereadores.
Esses jornalistas até se esforçam para transformar essa (recorrente) realidade do PMDB em “defeito” político mesmo que aqui e ali digam e escrevam loas aos bons resultados até aqui obtidos nas urnas pelo partido. Não gostam, mas poderiam dizer que o PMDB vale pelos seus resultados, ou seja: tem força porque tem votos, tem votos porque tem força.
Nada mais obvio na política brasileira que um partido desse tamanho faça parcerias com os governos e com isso tenha espaços que se traduzam em muitos e importantes cargos na administração pública. O partido acha que é esse um caminho legitimo de conquistar o poder político num país presidencialista e democrático. Ou não é assim que a “banda toca”?Mais e melhor no caso do PMDB: primeiro o partido ganha nas urnas esse direito de negociação, de barganha política e só depois avalia as possibilidades.
De comum pergunta-se: Por que um partidão assim não prioriza a candidatura própria à presidência do país? Mas, por que não perguntar o que aconteceria (ou acontecerá) no país se um partido assim tão grande assumisse para valer uma postura oposicionista?
Não faltariam jornalistas dizendo, ou melhor, mal dizendo o “impatriotismo” do partido num momento tão bom do Brasil. Não faltariam os que dissessem: “o partido poderia votar favoravelmente nos projetos de interesse do país”. Mas, nesse caso qual o problema de o partido se aliar a governos que preponderantemente propõem bons projetos para o país?
A propósito, não teria sido o PMDB (através do presidente Itamar Franco) o formulador do bem-sucedido Plano Real? E não é a FHC que se dá tal crédito?
Ulysses Guimarães disse duas verdades redentoras a respeito do seu partido: “A democracia é o primeiro compromisso do PMDB”. Outra – “O PMDB é como massa de pão, quanto mais apanha mais cresce”.
Daqui uns dias veremos como o partido sairá das urnas no Amapá e no restante do país, maior ou menor conforme o voto do eleitor, que por sua vez pode sim se encaminhar para a cabina de votação com a opinião de algum jornalista na cabeça.
Mas, convenhamos que devidamente calculado não dar a César o que é de César tem lá suas vantagens, afinal quem não parece politicamente mais correto batendo no PMDB?
Notas: ¹-Vindo o Ficha Limpa vão os fichas sujas. ²-O Desembargador Presidente do TRE foi o primeiro Curador do Meio Ambiente no Amapá. Benedito Rabelo, Paulo Celso, Edmar, José de Assis França, Farias e eu estávamos ao lado dele, éramos o “suporte”. Foi daí que surgiu a CEMA, depois a SEMA e todo o sistema estadual de meio ambiente que hoje é destaque no âmbito dos estados brasileiros. ³-Hoje o PMDB convenciona coligar-se com o PSDB que convenciona coligar-se com o PMDB – formam uma força política eleitoral formidável.
cesarbernardosouza@bol.com.br
Época de campanha eleitoral é também tempo de espancar o PMDB. Não faltam jornalistas se divertindo enquanto malham o partido de Ulysses Guimarães. Há os que até se empolgam quando solicitados a “analisar” o “comportamento” peemedebista. Diz, por exemplo, a consagrada Lucia Hippolito, da CBN: “O PMDB está onde sempre esteve: um pé no governo outro na oposição”.
Explicam mas não convencem porque deixam seus argumentos pela metade, coisas do tipo: “O PMDB vai mais uma vez rachado para essas eleições”. Melhor se dissessem que o PMDB não encabresta seus lideres, antes pratica a democracia partidária. Dizem: “O PMDB é adepto do fisiologismo de poder”. Mas poderiam dizer que o partido é muitíssimo bem administrado, razão pela qual elege sempre mais senadores, governadores, deputados federais e estaduais, mais prefeitos e vereadores.
Esses jornalistas até se esforçam para transformar essa (recorrente) realidade do PMDB em “defeito” político mesmo que aqui e ali digam e escrevam loas aos bons resultados até aqui obtidos nas urnas pelo partido. Não gostam, mas poderiam dizer que o PMDB vale pelos seus resultados, ou seja: tem força porque tem votos, tem votos porque tem força.
Nada mais obvio na política brasileira que um partido desse tamanho faça parcerias com os governos e com isso tenha espaços que se traduzam em muitos e importantes cargos na administração pública. O partido acha que é esse um caminho legitimo de conquistar o poder político num país presidencialista e democrático. Ou não é assim que a “banda toca”?Mais e melhor no caso do PMDB: primeiro o partido ganha nas urnas esse direito de negociação, de barganha política e só depois avalia as possibilidades.
De comum pergunta-se: Por que um partidão assim não prioriza a candidatura própria à presidência do país? Mas, por que não perguntar o que aconteceria (ou acontecerá) no país se um partido assim tão grande assumisse para valer uma postura oposicionista?
Não faltariam jornalistas dizendo, ou melhor, mal dizendo o “impatriotismo” do partido num momento tão bom do Brasil. Não faltariam os que dissessem: “o partido poderia votar favoravelmente nos projetos de interesse do país”. Mas, nesse caso qual o problema de o partido se aliar a governos que preponderantemente propõem bons projetos para o país?
A propósito, não teria sido o PMDB (através do presidente Itamar Franco) o formulador do bem-sucedido Plano Real? E não é a FHC que se dá tal crédito?
Ulysses Guimarães disse duas verdades redentoras a respeito do seu partido: “A democracia é o primeiro compromisso do PMDB”. Outra – “O PMDB é como massa de pão, quanto mais apanha mais cresce”.
Daqui uns dias veremos como o partido sairá das urnas no Amapá e no restante do país, maior ou menor conforme o voto do eleitor, que por sua vez pode sim se encaminhar para a cabina de votação com a opinião de algum jornalista na cabeça.
Mas, convenhamos que devidamente calculado não dar a César o que é de César tem lá suas vantagens, afinal quem não parece politicamente mais correto batendo no PMDB?
Notas: ¹-Vindo o Ficha Limpa vão os fichas sujas. ²-O Desembargador Presidente do TRE foi o primeiro Curador do Meio Ambiente no Amapá. Benedito Rabelo, Paulo Celso, Edmar, José de Assis França, Farias e eu estávamos ao lado dele, éramos o “suporte”. Foi daí que surgiu a CEMA, depois a SEMA e todo o sistema estadual de meio ambiente que hoje é destaque no âmbito dos estados brasileiros. ³-Hoje o PMDB convenciona coligar-se com o PSDB que convenciona coligar-se com o PMDB – formam uma força política eleitoral formidável.
SENADOR PAPALÉO PAES - ÓTIMO TEXTO
ELEIÇÕES E MOBILIZAÇÃO POPULAR
Papaléo Paes (*)
O movimento popular pela moralização da política, de que resultou a proposição conhecida como “Ficha Limpa” acaba de nos dar uma lição – a todos os políticos, principalmente – e de apontar para uma nova direção na participação ativa dos eleitores na política. Mais que somente comparecer, a cada pleito, às seções eleitorais, o brasileiro começa a manifestar ativamente sua preocupação com a lisura de comportamento de seus representantes.
A importância dessa mobilização, enfim vitoriosa com a aprovação da lei no Congresso Nacional e com a decisão do TSE de fazê-la vigorar já para o pleito deste ano, não deve ser diminuída pela atitude cínica dos que pensam que, no fundo, nada mudará. Foi vencida a interpretação, aliás reacionária, segundo a qual se está a perpetrar uma violação do princípio jurídico da não-retroação da lei contra o réu. Não somente se trata de legislação eleitoral, e não penal: a possibilidade da busca de abrigo na imunidade parlamentar – muitas vezes disfarce da impunidade parlamentar – e do foro especial constitui, na verdade, um abuso do direito de plena defesa. Uma forma espúria de protelar condenações e de achincalhar a moral política.
É até lugar-comum a noção de que o brasileiro “não sabe votar” e de que somente participa na urna, esquecendo-se, em seguida, até dos nomes que acabou de sufragar. De fato, por inúmeras razões, ligadas à nossa legislação eleitoral, a nossa ainda incipiente experiência democrática e ao nível de informação de parte de nossa população, a atividade política parece distanciada do cidadão-eleitor. Políticos se afiguram, para muitos brasileiros, como existindo apenas durante as campanhas eleitorais, quando fazem promessas e concedem pequenas benesses em troca dos votos. No interregno entre eleições, ao longo das legislaturas, quando são notícia, é de caráter negativo: corrupção, defesa de interesses pessoais ou corporativos, nepotismo.
A discussão das formas de se aperfeiçoar a representação constitui o debate interminável da “reforma político-eleitoral”, com que se gasta papel nas publicações e a voz nos parlamentos, sem avanço. Interesses contraditórios de partidos, regiões e de indivíduos impedem a obtenção de consenso entre os membros do Congresso Nacional. Por isso, é saudável que iniciativas como a do “Ficha Limpa” partam dos eleitores, dos cidadãos cujos impostos sustentam o Estado e cujos interesses maiores somos trazidos até aqui para defender.
Entretanto, a população não deve, agora, dormir sobre os louros dessa conquista. Ao contrário, é necessário que se mantenha mobilizada para fiscalizar tanto nossa atuação no Congresso quanto a lisura do processo eleitoral. Cobrar dos partidos o cumprimento da Lei e dos tribunais eleitorais a punição de seus eventuais violadores.
Mobilização popular significa manter-se atento aos crimes eleitorais e, mais importante, significa denunciar às autoridades qualquer irregularidade. Democracia significa a prevalência da vontade da maioria do povo. Por isso, o eleitor é, em princípio, o elo mais forte do Estado de Direito. Mas, para exercer sua soberania, o povo precisa se manifestar continuamente, cobrando de governantes e parlamentares uma atuação condizente com seu papel de gestores da coisa pública e de representantes da população; dos tribunais, o processo expedito. Não pode permanecer alheio ao que acontece nos gabinetes, plenários e salas de juízo. O abuso do poder econômico, seja oriundo do controle do erário pelos que estão em cargo executivo, seja das posses dos que detém fortuna pessoal, deve ser confrontado diuturnamente pela população.
Não tenho ilusões de que o exercício pleno da cidadania possa ser efetivado enquanto muitos eleitores brasileiros seguirem vivendo no limiar da pobreza ou da miséria, na dependência do assistencialismo do Estado ou de benfeitores mal-intencionados. Não tenho ilusões de que, sem uma educação e uma saúde pública de qualidade, essas populações mais desassistidas possam, efetivamente, se mobilizar pela moralização da atividade política. Mas o que o episódio do envio do Projeto “Ficha Limpa” demonstra – como antes sucedeu com o movimento das “diretas-já” –, é que uma parcela ampla da opinião pública, conscientizada, pode e deve, em seu nome e no das massas, dizer aos governantes que não aceitam mais abusos.
É extremamente importante convocar os tribunais eleitorais – os TREs das 27 Unidades Federadas e o TSE – para o exercício imparcial de seu papel de fiscal das eleições. O princípio da independência entre os Poderes adquire, por ocasião das eleições, talvez seu caráter mais necessário e urgente. Nada pode ser pior que tribunais eleitorais sobre os quais os ocupantes do executivo tenham alguma influência ou injunção.
Com eleitores e juízes atuantes, tenho a certeza de que teremos pleitos limpos e de que serão empossados governantes e parlamentares comprometidos com a moralidade política e com os interesses da população.
(*) Papaléo Paes é senador da República
Papaléo Paes (*)
O movimento popular pela moralização da política, de que resultou a proposição conhecida como “Ficha Limpa” acaba de nos dar uma lição – a todos os políticos, principalmente – e de apontar para uma nova direção na participação ativa dos eleitores na política. Mais que somente comparecer, a cada pleito, às seções eleitorais, o brasileiro começa a manifestar ativamente sua preocupação com a lisura de comportamento de seus representantes.
A importância dessa mobilização, enfim vitoriosa com a aprovação da lei no Congresso Nacional e com a decisão do TSE de fazê-la vigorar já para o pleito deste ano, não deve ser diminuída pela atitude cínica dos que pensam que, no fundo, nada mudará. Foi vencida a interpretação, aliás reacionária, segundo a qual se está a perpetrar uma violação do princípio jurídico da não-retroação da lei contra o réu. Não somente se trata de legislação eleitoral, e não penal: a possibilidade da busca de abrigo na imunidade parlamentar – muitas vezes disfarce da impunidade parlamentar – e do foro especial constitui, na verdade, um abuso do direito de plena defesa. Uma forma espúria de protelar condenações e de achincalhar a moral política.
É até lugar-comum a noção de que o brasileiro “não sabe votar” e de que somente participa na urna, esquecendo-se, em seguida, até dos nomes que acabou de sufragar. De fato, por inúmeras razões, ligadas à nossa legislação eleitoral, a nossa ainda incipiente experiência democrática e ao nível de informação de parte de nossa população, a atividade política parece distanciada do cidadão-eleitor. Políticos se afiguram, para muitos brasileiros, como existindo apenas durante as campanhas eleitorais, quando fazem promessas e concedem pequenas benesses em troca dos votos. No interregno entre eleições, ao longo das legislaturas, quando são notícia, é de caráter negativo: corrupção, defesa de interesses pessoais ou corporativos, nepotismo.
A discussão das formas de se aperfeiçoar a representação constitui o debate interminável da “reforma político-eleitoral”, com que se gasta papel nas publicações e a voz nos parlamentos, sem avanço. Interesses contraditórios de partidos, regiões e de indivíduos impedem a obtenção de consenso entre os membros do Congresso Nacional. Por isso, é saudável que iniciativas como a do “Ficha Limpa” partam dos eleitores, dos cidadãos cujos impostos sustentam o Estado e cujos interesses maiores somos trazidos até aqui para defender.
Entretanto, a população não deve, agora, dormir sobre os louros dessa conquista. Ao contrário, é necessário que se mantenha mobilizada para fiscalizar tanto nossa atuação no Congresso quanto a lisura do processo eleitoral. Cobrar dos partidos o cumprimento da Lei e dos tribunais eleitorais a punição de seus eventuais violadores.
Mobilização popular significa manter-se atento aos crimes eleitorais e, mais importante, significa denunciar às autoridades qualquer irregularidade. Democracia significa a prevalência da vontade da maioria do povo. Por isso, o eleitor é, em princípio, o elo mais forte do Estado de Direito. Mas, para exercer sua soberania, o povo precisa se manifestar continuamente, cobrando de governantes e parlamentares uma atuação condizente com seu papel de gestores da coisa pública e de representantes da população; dos tribunais, o processo expedito. Não pode permanecer alheio ao que acontece nos gabinetes, plenários e salas de juízo. O abuso do poder econômico, seja oriundo do controle do erário pelos que estão em cargo executivo, seja das posses dos que detém fortuna pessoal, deve ser confrontado diuturnamente pela população.
Não tenho ilusões de que o exercício pleno da cidadania possa ser efetivado enquanto muitos eleitores brasileiros seguirem vivendo no limiar da pobreza ou da miséria, na dependência do assistencialismo do Estado ou de benfeitores mal-intencionados. Não tenho ilusões de que, sem uma educação e uma saúde pública de qualidade, essas populações mais desassistidas possam, efetivamente, se mobilizar pela moralização da atividade política. Mas o que o episódio do envio do Projeto “Ficha Limpa” demonstra – como antes sucedeu com o movimento das “diretas-já” –, é que uma parcela ampla da opinião pública, conscientizada, pode e deve, em seu nome e no das massas, dizer aos governantes que não aceitam mais abusos.
É extremamente importante convocar os tribunais eleitorais – os TREs das 27 Unidades Federadas e o TSE – para o exercício imparcial de seu papel de fiscal das eleições. O princípio da independência entre os Poderes adquire, por ocasião das eleições, talvez seu caráter mais necessário e urgente. Nada pode ser pior que tribunais eleitorais sobre os quais os ocupantes do executivo tenham alguma influência ou injunção.
Com eleitores e juízes atuantes, tenho a certeza de que teremos pleitos limpos e de que serão empossados governantes e parlamentares comprometidos com a moralidade política e com os interesses da população.
(*) Papaléo Paes é senador da República
quinta-feira, junho 03, 2010
AMIGO ADEUS - DR. EDUARDO COSTA LAMENTA
O meu amigo Odir Macêdo!
Prof. Dr. Eduardo Augusto da Silva Costa* (eascosta@cardiol.br)
Hoje eu ia comentar “stress” ou em português “estresse”, mas minha vontade inicial foi comentar a respeito da vida de uma das pessoas que muitas vezes considerei como pai, e que já foi morar com Deus. Estou falando do Odir Macedo, meu amigo, que nestes anos de convívio muitas das vezes ocupou o lugar por algum momento do meu pai, nos conselhos, nas orientações, na ajuda do meu retorno para Macapá, me recebendo de braços abertos e dando a mão para meus sonhos e projetos. Não convivíamos diariamente, mas em todos os momentos em que estivemos juntos nesta vida, tive uma palavra amiga e uma proposta de apoio a todos os meus projetos, fossem eles de vida, de saúde ou mais recentemente políticos. Além da constante palavra amiga, o Odir se preocupava sempre com o futuro, tanto da sua família quando da minha, pois em suas últimas conversas comigo um dos assuntos e de suas preocupações foi a respeito do Diogo Henrique Costa, meu filho, Engenheiro Civil, que terminou o curso na Universidade do Porto em Portugal e está terminando o mestrado na USP-UFPA em estruturas da construções de edifícios altos e pontes, pois achava que pela necessidade de profissionais deste porte aqui, o mesmo, apesar dos constantes convites de trabalho, deveria iniciar suas atividades profissionais aqui em Macapá. O Odir amiúde me presenteava, todos os quadros com pinturas que tenho, foram seus presentes, tenho uma escultura no consultório, uma urna de índios, vários relógios e uma pasta para notebook, que é tão bonita que ele falou que ia me esperar no aeroporto para saber se eu estava usando. Quando o governo anterior me convidou para tomar conta da cardiologia, da hemodinâmica, da residência médica e do curso de medicina que seria implantado (projetos que nem iniciaram na época por razões da inércia política local), o Odir foi quem se preocupou em me proteger, no lado legal de tudo, para eu não ser exposto as falcatruas que são freqüentes nestas negociações de contratos. Antes da última eleição estávamos com vários conhecidos no seu aniversário de casamento, dentro do escritório em sua casa, quando alguém, sabendo que eu era candidato perguntou quanto eu tinha de dinheiro para distribuir na boca de urna, fato que dizem ser comum nas eleições; foi quando o Odir comentou que eu era o único candidato naquele momento que não precisava pagar ninguém, pois o meu eleitorado era formado de pessoas esclarecidas e inteligentes e que se ofenderiam com qualquer tipo de proposta desse tipo, e praticamente convenceu todos os seus pares da necessidade de inteligência política no estado. Enfim, este era para mim o meu amigo Odir, amizade que iniciou devido sua esposa, a Milnéia, que por ser assistente social encaminhava, amiúde, pacientes cardíacos daqui de Macapá para mim, que quando morava em São Paulo era médico do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e do Hospital São Paulo da Escola Paulista de Medicina, serviços públicos que recebiam pacientes de todo o Brasil, e o contato e os tratamentos eram comigo.
Um dia estávamos discutindo amizade, e alguém disse: - Pra qual dos teus amigos, quando um dia o teu carro entrar em pane três horas da manhã no meio da estrada você ligaria e saberia que ele iria te ajudar?...depois de pensar muito eu respondi: Alguns, mas o Odir Macedo com certeza.
É isso meu amigo, Deus te recebeu e se ele pudesse ter ou tiver alguma coisa meio desorganizada por certo você o estará ajudando, enquanto a gente aqui vai ficando órfão de gente como você. Você hoje faz parte dos nomes citados nas minhas orações e como cremos na vida eterna em algum tempo vamos continuar nossas conversas...
Semana que vem trato de estresse e do mingau de banana com tapioca da Deise, esposa do Nildo Leite, meu primo. Uma semana abençoada a todos.
* Médico Amapaense com Residência, Mestrado e Doutorado em Cardiologia
Professor Associado, Presidente da Comissão de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado) e
Coordenador da Disciplina de Cardiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará.
Prof. Dr. Eduardo Augusto da Silva Costa* (eascosta@cardiol.br)
Hoje eu ia comentar “stress” ou em português “estresse”, mas minha vontade inicial foi comentar a respeito da vida de uma das pessoas que muitas vezes considerei como pai, e que já foi morar com Deus. Estou falando do Odir Macedo, meu amigo, que nestes anos de convívio muitas das vezes ocupou o lugar por algum momento do meu pai, nos conselhos, nas orientações, na ajuda do meu retorno para Macapá, me recebendo de braços abertos e dando a mão para meus sonhos e projetos. Não convivíamos diariamente, mas em todos os momentos em que estivemos juntos nesta vida, tive uma palavra amiga e uma proposta de apoio a todos os meus projetos, fossem eles de vida, de saúde ou mais recentemente políticos. Além da constante palavra amiga, o Odir se preocupava sempre com o futuro, tanto da sua família quando da minha, pois em suas últimas conversas comigo um dos assuntos e de suas preocupações foi a respeito do Diogo Henrique Costa, meu filho, Engenheiro Civil, que terminou o curso na Universidade do Porto em Portugal e está terminando o mestrado na USP-UFPA em estruturas da construções de edifícios altos e pontes, pois achava que pela necessidade de profissionais deste porte aqui, o mesmo, apesar dos constantes convites de trabalho, deveria iniciar suas atividades profissionais aqui em Macapá. O Odir amiúde me presenteava, todos os quadros com pinturas que tenho, foram seus presentes, tenho uma escultura no consultório, uma urna de índios, vários relógios e uma pasta para notebook, que é tão bonita que ele falou que ia me esperar no aeroporto para saber se eu estava usando. Quando o governo anterior me convidou para tomar conta da cardiologia, da hemodinâmica, da residência médica e do curso de medicina que seria implantado (projetos que nem iniciaram na época por razões da inércia política local), o Odir foi quem se preocupou em me proteger, no lado legal de tudo, para eu não ser exposto as falcatruas que são freqüentes nestas negociações de contratos. Antes da última eleição estávamos com vários conhecidos no seu aniversário de casamento, dentro do escritório em sua casa, quando alguém, sabendo que eu era candidato perguntou quanto eu tinha de dinheiro para distribuir na boca de urna, fato que dizem ser comum nas eleições; foi quando o Odir comentou que eu era o único candidato naquele momento que não precisava pagar ninguém, pois o meu eleitorado era formado de pessoas esclarecidas e inteligentes e que se ofenderiam com qualquer tipo de proposta desse tipo, e praticamente convenceu todos os seus pares da necessidade de inteligência política no estado. Enfim, este era para mim o meu amigo Odir, amizade que iniciou devido sua esposa, a Milnéia, que por ser assistente social encaminhava, amiúde, pacientes cardíacos daqui de Macapá para mim, que quando morava em São Paulo era médico do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e do Hospital São Paulo da Escola Paulista de Medicina, serviços públicos que recebiam pacientes de todo o Brasil, e o contato e os tratamentos eram comigo.
Um dia estávamos discutindo amizade, e alguém disse: - Pra qual dos teus amigos, quando um dia o teu carro entrar em pane três horas da manhã no meio da estrada você ligaria e saberia que ele iria te ajudar?...depois de pensar muito eu respondi: Alguns, mas o Odir Macedo com certeza.
É isso meu amigo, Deus te recebeu e se ele pudesse ter ou tiver alguma coisa meio desorganizada por certo você o estará ajudando, enquanto a gente aqui vai ficando órfão de gente como você. Você hoje faz parte dos nomes citados nas minhas orações e como cremos na vida eterna em algum tempo vamos continuar nossas conversas...
Semana que vem trato de estresse e do mingau de banana com tapioca da Deise, esposa do Nildo Leite, meu primo. Uma semana abençoada a todos.
* Médico Amapaense com Residência, Mestrado e Doutorado em Cardiologia
Professor Associado, Presidente da Comissão de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado) e
Coordenador da Disciplina de Cardiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará.
OLHO NELE: O DR. EDUARDO QUER SER DEPUTADO.
Amapá, o fantástico e eu político.
Prof. Dr. Eduardo Augusto da Silva Costa. (ecosta@ufpa.br)
Eu ia começar este artigo na noite do domingo passado cobrando o desaparecimento do farol da fortaleza, isso em função do excesso de pedidos em e-mails para eu cobrar (estou começando a gostar deste sentimento de amapalidade!); mas quando o programa fantástico da rede globo acabou, comecei a receber uma grande quantidade de telefonemas a respeito da saúde no Amapá, visto que, como sempre falo em todos os lugares em que faço palestras e conferências que sou amapaense e moro em Macapá, sou conhecido fora daqui como o médico da região. Os questionamentos foram em cima do fato de eu morar aqui e aquela notícia ser daqui. Tive que ouvir comentários que sempre iniciavam com um elogio para depois, de imediato vir a cobrança, do tipo: “Eduardo você mora em Macapá!”, “Você é uma das maiores autoridades em saúde neste planeta!”, “Você é um professor de medicina”; “Você tem um dos maiores currículos universitário do país!”, seguida da cobrança “Como isso pode estar acontecendo na cidade onde você vive? E por que você não interfere nisso?”. Tive que ouvir estes comentários de diversos lugares do país e ficar calado ou simplesmente dizer que, no momento, não tenho como interferir, pois não faço parte da estrutura governamental e nem tenho poderes para tal, pois sou apenas um cientista da área de saúde, que moro em Macapá. Mas, outra vez devido a intensa cobrança, vou, de novo, me candidatar a político, pois existe um provérbio de que basta o “bem” não fazer nada para o “mal” prevalecer . E pela terceira vez, vou me expor a uma candidatura. Na primeira vez foi para ajudar o partido, na segunda, não estava programado, até eu ir assistir uma senhora com acidente vascular cerebral no hospital geral de Macapá, no dia que o estado financiou a escola de samba Beija-Flor, e naquela mesma noite não tinha o remédio “aspirina” no hospital, o que desencadeou a segunda candidatura, pois você não pode ficar assistindo a esses fatos, tendo saber e conhecimento para interferir, e não fazer nada. E este é o raciocínio lógico desta terceira candidatura, pois como nunca distribuí dinheiro em boca de urna, prática proibida pela lei e pelos meus princípios éticos, mas fato que dizem ser relativamente comum nas eleições daqui, só posso ir buscar meus votos nas pessoas inteligentes, esclarecidas e com boas intenções, e que não sejam analfabetos funcionais, pois este é aquela que sabe ler, escrever, fazer contas, mas não sabe pensar em prol de sua comunidade, e como estamos na Amazônia, em prol da humanidade. Um exemplo daquele que não pensa, é o que agradece ao deputado que colaborou para pagar o enterro do seu filho ou da sua mãe, mas esquece que o mesmo político não interferiu para que os seus filhos ou a sua mãe não morressem. Infelizmente uma parte do nosso povo foi aculturada corruptamente, e esperam a eleição como se fosse o dia de natal, para ganhar um presente, e a seguir passar mal por quatro anos, continuando a morar num acampamento, pois morar numa cidade que não tem esgoto, que metade não tem água encanada e que não tem internet, é morar num acampamento. Portanto, vou me candidatar de novo, e espero que todos aqueles que desejem transformar este nosso querido acampamento em cidade e que queiram um político com saber, conhecimento e autoridade para colaborar ou “bater de frente” se necessário, com o próximo governo, para estruturar principalmente a saúde e a educação do estado, avaliem em quem vão votar, pois somente políticos com autoridade naquilo que fazem podem mudar a história, pois vide a nossa e os nossos oito últimos anos aqui no Amapá, o que mudou pra melhor na sua vida? Pense!
Eu comentei no artigo passado que só o que me deixava triste sobre Macapá é que trinta e sete anos depois, quando voltei, a cidade não mudou muito, pois o hospital onde nasci ainda é o único estadual na cidade. Uma semana abençoada à todos. Semana que vem volto a falar de Macapá e de saúde. Mas no final das contas, onde estará o farol da fortaleza?
* Médico Amapaense com Residência, Mestrado e Doutorado em Cardiologia
Professor Associado, Presidente da Comissão de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado) e
Coordenador da Disciplina de Cardiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará.
Prof. Dr. Eduardo Augusto da Silva Costa. (ecosta@ufpa.br)
Eu ia começar este artigo na noite do domingo passado cobrando o desaparecimento do farol da fortaleza, isso em função do excesso de pedidos em e-mails para eu cobrar (estou começando a gostar deste sentimento de amapalidade!); mas quando o programa fantástico da rede globo acabou, comecei a receber uma grande quantidade de telefonemas a respeito da saúde no Amapá, visto que, como sempre falo em todos os lugares em que faço palestras e conferências que sou amapaense e moro em Macapá, sou conhecido fora daqui como o médico da região. Os questionamentos foram em cima do fato de eu morar aqui e aquela notícia ser daqui. Tive que ouvir comentários que sempre iniciavam com um elogio para depois, de imediato vir a cobrança, do tipo: “Eduardo você mora em Macapá!”, “Você é uma das maiores autoridades em saúde neste planeta!”, “Você é um professor de medicina”; “Você tem um dos maiores currículos universitário do país!”, seguida da cobrança “Como isso pode estar acontecendo na cidade onde você vive? E por que você não interfere nisso?”. Tive que ouvir estes comentários de diversos lugares do país e ficar calado ou simplesmente dizer que, no momento, não tenho como interferir, pois não faço parte da estrutura governamental e nem tenho poderes para tal, pois sou apenas um cientista da área de saúde, que moro em Macapá. Mas, outra vez devido a intensa cobrança, vou, de novo, me candidatar a político, pois existe um provérbio de que basta o “bem” não fazer nada para o “mal” prevalecer . E pela terceira vez, vou me expor a uma candidatura. Na primeira vez foi para ajudar o partido, na segunda, não estava programado, até eu ir assistir uma senhora com acidente vascular cerebral no hospital geral de Macapá, no dia que o estado financiou a escola de samba Beija-Flor, e naquela mesma noite não tinha o remédio “aspirina” no hospital, o que desencadeou a segunda candidatura, pois você não pode ficar assistindo a esses fatos, tendo saber e conhecimento para interferir, e não fazer nada. E este é o raciocínio lógico desta terceira candidatura, pois como nunca distribuí dinheiro em boca de urna, prática proibida pela lei e pelos meus princípios éticos, mas fato que dizem ser relativamente comum nas eleições daqui, só posso ir buscar meus votos nas pessoas inteligentes, esclarecidas e com boas intenções, e que não sejam analfabetos funcionais, pois este é aquela que sabe ler, escrever, fazer contas, mas não sabe pensar em prol de sua comunidade, e como estamos na Amazônia, em prol da humanidade. Um exemplo daquele que não pensa, é o que agradece ao deputado que colaborou para pagar o enterro do seu filho ou da sua mãe, mas esquece que o mesmo político não interferiu para que os seus filhos ou a sua mãe não morressem. Infelizmente uma parte do nosso povo foi aculturada corruptamente, e esperam a eleição como se fosse o dia de natal, para ganhar um presente, e a seguir passar mal por quatro anos, continuando a morar num acampamento, pois morar numa cidade que não tem esgoto, que metade não tem água encanada e que não tem internet, é morar num acampamento. Portanto, vou me candidatar de novo, e espero que todos aqueles que desejem transformar este nosso querido acampamento em cidade e que queiram um político com saber, conhecimento e autoridade para colaborar ou “bater de frente” se necessário, com o próximo governo, para estruturar principalmente a saúde e a educação do estado, avaliem em quem vão votar, pois somente políticos com autoridade naquilo que fazem podem mudar a história, pois vide a nossa e os nossos oito últimos anos aqui no Amapá, o que mudou pra melhor na sua vida? Pense!
Eu comentei no artigo passado que só o que me deixava triste sobre Macapá é que trinta e sete anos depois, quando voltei, a cidade não mudou muito, pois o hospital onde nasci ainda é o único estadual na cidade. Uma semana abençoada à todos. Semana que vem volto a falar de Macapá e de saúde. Mas no final das contas, onde estará o farol da fortaleza?
* Médico Amapaense com Residência, Mestrado e Doutorado em Cardiologia
Professor Associado, Presidente da Comissão de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado) e
Coordenador da Disciplina de Cardiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará.
MINHA TERRA TEM AÇAIZEIRO ONDE CANTA O PAPIIM - DR. EDUARDO COSTA AFIRMA.
Macapá, o sapo, o farol e a gripe suína.
Prof. Dr. Eduardo Augusto da Silva Costa* (ecosta@ufpa.br)
Confesso que não sabia o quanto eu era lido até o artigo da semana passada sobre minha infância em Macapá. Recebi vários e-mails e telefonemas a respeito, e até o Zezinho meu irmão, um dos grandes incentivadores em todos os meus projetos, e que sempre acha que cada texto que escrevo poderia ser um pouco melhor, gostou demais e até acrescentou a palavra “amapalidade” ao primeiro parágrafo. Muitas das correspondências eram de amigos de quarenta e poucos anos atrás que não foram citados e outros por terem sido lembrados, e um especial do Juarez Cabral sobre o comentário a respeito do seu irmão João, um dos meus melhores amigos daquela época, telefonema com elevado espírito de sentimento, respeito e saudade. Outros perguntando e levantando um questionamento antigo que eu desconhecia; “onde estão o sapo da Praça Barão do Rio Branco e o farol da fortaleza?”. Questionamento que acho que temos que aprofundar, a não ser que alguém nos informe a respeito do paradeiro dos mesmos. O Sr. Leitão, em frente da banca do Dorimar questionou eu não ter citado meus avós Adjuto, o materno e o Cazuza, o paterno; cujas presenças na minha vida ainda comentarei. De minhas professoras, minha memória lembrou da Edith, da Raquel, da Emília, da Terezinha, da Lucy e da Oneizinha, esta eu encontrei e dei um abraço numa dessas madrugadas de espera no aeroporto. De minhas Diretoras, a Olívia, a Quitéria e a Carmelita, esta no curso do exame de admissão. Mas prometi a todos que em cada artigo usarei um parágrafo para contar um pedacinho dos nossos bons tempos.
Mas vamos ao assunto de hoje, as informações a seguir são do Ministério da Saúde e da OMS (Organização Mundial de Saúde). A gripe suína, que é a influenza A (H1N1), doença respiratória aguda, causada pelo vírus pandêmico (H1N1) 2009. Este novo subtipo do vírus da influenza, vírus da gripe, do mesmo modo que os demais, é transmitido de pessoa a pessoa, principalmente por meio da tosse ou espirro e do contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas. As letras correspondem às duas proteínas da superficie do vírus: H: Hemaglobulina e N: Neuraminidase . O numero 1 corresponde a ordem em que cada uma das proteínas foi registrada, significando que ambas as proteínas tem semelhanças com os componentes do vírus que já circulou anteriormente, quando da pandemia de 1918-1919 na Europa. E qual a diferença entre a gripe comum e a influenza pandêmica (H1N1) 2009? Elas são causadas por diferentes subtipos do vírus influenza. Os sintomas são muito parecidos e se confundem: febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza. Por isso, ao apresentar estes sintomas, seja pela gripe comum ou pela nova gripe, deve-se procurar um médico ou um posto de saúde. Até o momento, o comportamento da nova gripe se assemelha ao da gripe comum. Ou seja, o vírus pandêmico (H1N1) 2009 não se apresentou mais violento ou mortal, na população geral. A maioria absoluta das pessoas que adoece, seja pela gripe comum, seja pela gripe pandêmica, desenvolvem formas leves da doença e se recuperam, mesmo sem uso de medicamentos. Para ambas as gripes pessoas com doenças crônica, gestantes e crianças menores de dois anos são mais vulneráveis. Mas quando consideramos a população jovem previamente saudável, este vírus tem um maior potencial de causar doença grave, quando comparado com o da gripe comum. Por outro lado, o vírus pandêmico tem acometido menos as pessoas maiores de 60 anos. Mas ainda são necessários estudos mais aprofundados que estão sendo realizados, em todo o mundo, para esclarecer o comportamento desse novo vírus. A vacina que estamos utilizando é segura e já está em uso em outros países. Não tem sido observada nesses paises uma relação entre o uso da vacina e a ocorrência de eventos adversos graves. A resposta máxima de anticorpos se observa entre o 14º e o 21º dia após a vacinação. O Ministério da Saúde adquiriu cerca de 113 milhões de doses, para administração da população em etapas distintas e tem por objetivos a proteção de alguns grupos de maior risco de desenvolver doença grave ou evoluir para morte durante a segunda onda da pandemia influenza H1N1 e também garantir o funcionamento dos serviços para atendimento ininterrupto dos casos suspeitos ou confirmados da Influenza H1N1, por meio da vacinação dos trabalhadores de saúde e nos grupos de maior risco, que são a população indígena; as gestantes; as pessoas portadoras de doenças crônicas; as crianças maiores de seis meses até os dois anos de idade e a população de 20 a 39 anos. Mas o Brasil decidiu ir mais além do que o recomendado pela OMS que era vacinar apenas os quatro grupos que apresentaram maior risco (trabalhadores de saúde, gestantes, população indígena e pessoas com doenças crônicas preexistentes) e ampliou o público alvo, incluindo grupos de pessoas saudáveis. Nas Américas, além do Brasil, apenas Estados Unidos e Canadá adotaram essa iniciativa, demonstrando assim, o esforço brasileiro em vacinar a maior quantidade de indivíduos com risco de desenvolver formas graves ou morrer por esta doença. Por conseguinte, vacine-se. O cronograma de vacinação nos grupos prioritários está na mídia diária e no site do Ministério da Saúde. Uma semana abençoada a todos. Semana que vem volto a falar de Macapá e de saúde.
* Médico Amapaense com Residência, Mestrado e Doutorado em Cardiologia
Professor Associado, Presidente da Comissão de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado) e
Coordenador da Disciplina de Cardiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará.
Prof. Dr. Eduardo Augusto da Silva Costa* (ecosta@ufpa.br)
Confesso que não sabia o quanto eu era lido até o artigo da semana passada sobre minha infância em Macapá. Recebi vários e-mails e telefonemas a respeito, e até o Zezinho meu irmão, um dos grandes incentivadores em todos os meus projetos, e que sempre acha que cada texto que escrevo poderia ser um pouco melhor, gostou demais e até acrescentou a palavra “amapalidade” ao primeiro parágrafo. Muitas das correspondências eram de amigos de quarenta e poucos anos atrás que não foram citados e outros por terem sido lembrados, e um especial do Juarez Cabral sobre o comentário a respeito do seu irmão João, um dos meus melhores amigos daquela época, telefonema com elevado espírito de sentimento, respeito e saudade. Outros perguntando e levantando um questionamento antigo que eu desconhecia; “onde estão o sapo da Praça Barão do Rio Branco e o farol da fortaleza?”. Questionamento que acho que temos que aprofundar, a não ser que alguém nos informe a respeito do paradeiro dos mesmos. O Sr. Leitão, em frente da banca do Dorimar questionou eu não ter citado meus avós Adjuto, o materno e o Cazuza, o paterno; cujas presenças na minha vida ainda comentarei. De minhas professoras, minha memória lembrou da Edith, da Raquel, da Emília, da Terezinha, da Lucy e da Oneizinha, esta eu encontrei e dei um abraço numa dessas madrugadas de espera no aeroporto. De minhas Diretoras, a Olívia, a Quitéria e a Carmelita, esta no curso do exame de admissão. Mas prometi a todos que em cada artigo usarei um parágrafo para contar um pedacinho dos nossos bons tempos.
Mas vamos ao assunto de hoje, as informações a seguir são do Ministério da Saúde e da OMS (Organização Mundial de Saúde). A gripe suína, que é a influenza A (H1N1), doença respiratória aguda, causada pelo vírus pandêmico (H1N1) 2009. Este novo subtipo do vírus da influenza, vírus da gripe, do mesmo modo que os demais, é transmitido de pessoa a pessoa, principalmente por meio da tosse ou espirro e do contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas. As letras correspondem às duas proteínas da superficie do vírus: H: Hemaglobulina e N: Neuraminidase . O numero 1 corresponde a ordem em que cada uma das proteínas foi registrada, significando que ambas as proteínas tem semelhanças com os componentes do vírus que já circulou anteriormente, quando da pandemia de 1918-1919 na Europa. E qual a diferença entre a gripe comum e a influenza pandêmica (H1N1) 2009? Elas são causadas por diferentes subtipos do vírus influenza. Os sintomas são muito parecidos e se confundem: febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza. Por isso, ao apresentar estes sintomas, seja pela gripe comum ou pela nova gripe, deve-se procurar um médico ou um posto de saúde. Até o momento, o comportamento da nova gripe se assemelha ao da gripe comum. Ou seja, o vírus pandêmico (H1N1) 2009 não se apresentou mais violento ou mortal, na população geral. A maioria absoluta das pessoas que adoece, seja pela gripe comum, seja pela gripe pandêmica, desenvolvem formas leves da doença e se recuperam, mesmo sem uso de medicamentos. Para ambas as gripes pessoas com doenças crônica, gestantes e crianças menores de dois anos são mais vulneráveis. Mas quando consideramos a população jovem previamente saudável, este vírus tem um maior potencial de causar doença grave, quando comparado com o da gripe comum. Por outro lado, o vírus pandêmico tem acometido menos as pessoas maiores de 60 anos. Mas ainda são necessários estudos mais aprofundados que estão sendo realizados, em todo o mundo, para esclarecer o comportamento desse novo vírus. A vacina que estamos utilizando é segura e já está em uso em outros países. Não tem sido observada nesses paises uma relação entre o uso da vacina e a ocorrência de eventos adversos graves. A resposta máxima de anticorpos se observa entre o 14º e o 21º dia após a vacinação. O Ministério da Saúde adquiriu cerca de 113 milhões de doses, para administração da população em etapas distintas e tem por objetivos a proteção de alguns grupos de maior risco de desenvolver doença grave ou evoluir para morte durante a segunda onda da pandemia influenza H1N1 e também garantir o funcionamento dos serviços para atendimento ininterrupto dos casos suspeitos ou confirmados da Influenza H1N1, por meio da vacinação dos trabalhadores de saúde e nos grupos de maior risco, que são a população indígena; as gestantes; as pessoas portadoras de doenças crônicas; as crianças maiores de seis meses até os dois anos de idade e a população de 20 a 39 anos. Mas o Brasil decidiu ir mais além do que o recomendado pela OMS que era vacinar apenas os quatro grupos que apresentaram maior risco (trabalhadores de saúde, gestantes, população indígena e pessoas com doenças crônicas preexistentes) e ampliou o público alvo, incluindo grupos de pessoas saudáveis. Nas Américas, além do Brasil, apenas Estados Unidos e Canadá adotaram essa iniciativa, demonstrando assim, o esforço brasileiro em vacinar a maior quantidade de indivíduos com risco de desenvolver formas graves ou morrer por esta doença. Por conseguinte, vacine-se. O cronograma de vacinação nos grupos prioritários está na mídia diária e no site do Ministério da Saúde. Uma semana abençoada a todos. Semana que vem volto a falar de Macapá e de saúde.
* Médico Amapaense com Residência, Mestrado e Doutorado em Cardiologia
Professor Associado, Presidente da Comissão de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado) e
Coordenador da Disciplina de Cardiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará.
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