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quarta-feira, março 28, 2012

LULA: SAÚDE!


LULA... UFA!!!
Cesar Bernardo de Souza

Certamente ele já sabe, mas é bom reafirmar ao Presidente Lula que a noticia de sua doença chegou sangrando o coração de cada brasileiro. Causou dor intensa ao país, que por instantes relembrou a luta e a dor do Vice presidente José Alencar.
A mim especialmente doeu sobremaneira a noticia de câncer acometendo também a ele, e amedrontou muito. Um pouco antes dele eu recebi a minha noticia de câncer. Algo assustador, tão ou mais que a própria doença, talvez mais ainda para quem tem mais a perder.
Eu já estava em quimioterapia quando o presidente ainda se preparava para a sua jornada. Os repórteres das maiores televisões brasileiras se encarregaram de passar adiante uma estupefação: a “bolsa” que usaria o presidente, depois o cateter que lhe seria implantado parecendo difícil citar os nomes técnicos: bomba de infusão e portocath, além da agulha especial nunca citada. Aqui em Macapá eu já era um dos usuários dessa tecnologia.
Por causa de famosos como ele e outros menos celebres, porém  contemporaneamente doentes como nós, a mídia não nos deixava tirar a cabeça do câncer. Também não o câncer da cabeça. No meu caso foram noites incontáveis sem pregar olhos, uma torcida dolorosa para que depressa chegasse o amanhecer. Medo e dor povoaram essas noites indefinidamente ao longo dos meses seguintes à cirurgia e seções de quimioterapia. E tinha os vômitos, a diarreia, a intolerância a perfumes, às vezes até à luz.
Fiquei com muita pena do presidente quando ouvi que faria seções de cento e vinte e seis horas continuas de quimioterapia a intervalos de vinte e um dias. As minhas duravam quarenta e seis horas a cada quinze dias, isso o suficiente para saber o quanto é necessário se fazer forte para suportar tamanho peso. É aqui que entra o portocath e a bomba de infusão.
Desejei essa força para Lula, pedi a Deus por ele quando veio a informação de que passaria da quimioterapia à radioterapia. Que provação!!!
Colegas meus de leito hospitalar me fizeram mais conhecedor sobre os horrores da radioterapia que enfrentavam, buscava neles uma preparação para dias futuros que proximamente eu devesse vivenciar.
Mas tudo passa. Hoje a grande noticia nacional é o bem estar do presidente Lula. Dia de esperança para nós que ainda estamos na “estrada”. O bem de Lula é a esperança de cura que nos alegra e fortalece, grandemente.   
“Habemos Lula”, dizemos nós do colegiado dos doentes de câncer no Brasil. “Salve Lula, os que vão morrer o saúdam!” “Deus salve o presidente!”
Isso mesmo, mais vozes devem saudá-lo nessa reentrada de vida: ele merece.
Mas também nós. Temos a lhe pedir pelos doentes daqui, onde o câncer não encontra bons hospitais, bons tratamentos, exames complementares a lhe dar combate. Bons médicos e paramédicos os temos. E o Ijoma: Instituto do Câncer “Joel Magalhães”. Ainda bem.
Pode então o prestigiadíssimo presidente Lula nos apadrinhar. Simples a tarefa: dizer de viva voz ao Brasil que o Amapá precisa dos brasileiros para pelo menos tornar aceitável a convivência com o câncer. Aqui sou  -eleito– “embaixador do câncer”, por isso tenho falado em nome dos companheiros e companheiras que desejam se curar. Eu mesmo decidi que lutaria pela minha vida aqui mesmo em Macapá: importante que declarássemos guerra ao câncer em favor, igualmente, de todos os doentes daqui ou aqui.
Tudo aqui precisa melhorar. Radioterapia não existe, nunca existiu. E tem que existir.
Estamos alegres pelo sucesso do colega Lula, mas estamos pedindo que ele se importe um pouquinho conosco. Ele pode. Ele deve. 
     



        

terça-feira, março 27, 2012

O 7º BILIONÉSIMO CIDADÃO


ESVREVA A SUA.
Cesar Bernardo de Souza

            O escritor Salman Rushdie escreveu uma carta para o cidadão 6.000.000.000º do planeta, essencialmente ele analisou nesta carta o futuro dessa criança que nasceria na Índia, provavelmente. Nasceu na Europa.
Um trecho da carta diz, textualmente: “Querido Seis Bilionésimo Ser Humano. Como mais novo membro de uma espécie notoriamente curiosa, é provável que você não demore muito para começar a fazer as duas perguntas-chave, os dois xix da questão, com as quais os outros 5.999.999.999 de nós temos nos batido por algum tempo: Como viemos parar aqui? E, agora que estamos aqui, como devemos viver?.”
            Daí em diante o escritor fala ao 6º bilionésimo cidadão sobre Deus, sobre as religiões, sobre seus líderes e sobre seus seguidores. Desliza suavemente num raciocínio admirável, mas não surpreendente ao “avisar” ao seu missivista que a história da humanidade foi até agora muito sedutora, apesar dos aurigas e dos avatares que conseguiram transformar a crença em prisão.
            Previne que o missivista tem chance de presenciar o nascimento do nove bilionésimo cidadão do planeta porque, admite-se que “colapsos” dos programas de planejamento familiar nos países mais populosos ocorrerão por conta do subjugo das religiões: “Se gente demais está nascendo como resultado, em parte, das censuras ao controle de natalidade, gente demais também está morrendo porque a cultura religiosa ao se recusar a encarar os fatos da sexualidade humana recusa-se também a lutar contra a disseminação das doenças sexualmente transmissíveis”- diz Rushdie.
            As guerras ditas santas são, para o escritor, as grades da grande prisão que vislumbramos sempre que nos perguntamos como viemos parar aqui. Cético com a obra humana literária, ele diz ao seu missivista para não buscar essa resposta em livros da nossa história.
O imperfeito conhecimento humano, diz ele, talvez seja uma rua esburacada, porém é o único caminho para a sabedoria que vale a pena trilhar.
            E cita Virgilio que, ao acreditar que o apicultor Aristeu era capaz de gerar espontaneamente novas abelhas a partir da carcaça putrefata de uma vaca, estava mais próximo da verdade sobre as origens do que todos os grandes livros do passado. 
Pois bem, essa pessoa a quem Rushdie escreveu a carta nasceu na Bósnia, em Sarajevo, às 0h02 do dia 12 de outubro de 1999. Doze anos passados, dias atrás, dois minutos antes da meia-noite deste domingo, nasceu a menina Danica Mae Camacho, em Manila, nas Filipinas, confirmada pela ONUN como a cidadã 7.000.000.000ª  (7 bilionésima) do planeta. Escreva a ela a sua carta. Publique-a.
 

domingo, março 25, 2012

OS MANGUEZAIS DO AMAPÁ¹


Veja - 12/03/2012
O novo Código Florestal pode agravar a depredação dos manguezais, ecossistemas que se estendem por dezesseis estados e são a base da biodiversidade no litoral

Quando se fala em ecossistemas ameaçados pela ação humana no Brasil, logo vêm à mente a Floresta Amazônica e a Mata Atlântica, que sofrem desmatamento acelerado, e o Pantanal ocupado de forma desordenada. Menos lembrados são os manguezais, embora eles tenham importância crucial para a manutenção da vida na costa brasileira. Os manguezais estão presentes em dezesseis estados que têm litoral - a única exceção é o Rio Grande do Sul. O Brasil abriga a terceira maior área de manguezais do planeta, mas estima-se que um quarto da região de mangue original já tenha sido destruído, em parte para a instalação de salinas e de fazendas marinhas para a criação de camarões. Se o novo Código Florestal, que deve ser votado na Câmara dos Deputados nos próximos dias, for aprovado com o texto que já passou pelo Senado, a situação dos manguezais poderá se deteriorar ainda mais. Pelo código atual, os mangues são áreas de preservação ambiental, ou seja, não podem ser ocupados nem desmatados. O texto do novo código prevê o uso de 10% a 35% dos manguezais - dependendo do estado - justamente para a instalação de salinas e para a criação de camarões.
 Os manguezais são basicamente o ecossistema de transição entre o mar e o continente. Encontram-se apenas nas regiões mais quentes do globo, principalmente na faixa entre os dois trópicos. Para se desenvolverem plenamente, necessitam de muita irradiação solar, chuvas fartas e grande amplitude de marés Na costa dos estados do Amapá, Pará e Maranhão, os manguezais chegam até 40 quilômetros de largura e suas árvores alcançam mais de 40 metros de altura. O terreno lodoso característico desse bioma é formado por sedimentos de origem marinha e continental, restos de folhas, galhos e animais em decomposição. Isso toma o ambiente rico em matéria orgânica, o que atrai espécies de micro-organismos e animais que usam aquela região como fome de alimento e refúgio contra predadores.
 Ao longo de toda a costa brasileira, as pessoas que moram próximo ao manguezal dependem de sua riqueza para a subsistência. É comum a coleta de crustáceos e moluscos que vivem enterrados na lama para o comércio. "Cerca de 70% das espécies de peixes, moluscos e crustáceos que são pescadas comercialmente no litoral brasileiro têm relação com os manguezais em alguma fase de sua vida", diz a bióloga Yara Schaeffer Novelli, orientadora do programa de pós-graduação em oceanografia da Universidade de São Paulo. Os manguezais também servem de refúgio para aves migratórias.....

 É de manguezais como este que a matéria na Veja está falando. Adra. Yara Novelli foi a coordenadora cientifica do projeto Manguezais do Amapá (CNPq/Linhas de Açoes em Botânica-1988) e eu o coordenador técnico.

 Apartir do mar, parao desembarque, a primeira visão que se tem é como esta já que uma boa distancia ainda nos separa da franja de mangue. Nesta fotogafia  e que se vê é um bosque jovem de siriuba (Avicenia sp).


Desembarca-se a meia maré porque a praia de aportamento apresenta este aspecto de fundo: uma enorme floresta morta, que o próprio mar vai construindo com a sua força acrescida da "mãozinha" que lhe dá o Rio Amazonas. Esta região aí é a da Estação Ecológica do Maracá/Jipioca. 




















Desembarcado e já dispostos para o trabalho, vamos nos deparar com raizes aéreas típicas  do mangue vermelho (Rhishophora sp), fantasticamente desenvolvidas nesta região.






Abaixo o que se vê no detalhe é, simlesmente, parte de raiz e tronco de uma siriuba. Esta árvore em pé ia além de 45 metros de altura.  




Aqui, na foto de cima se pode ver a pujança das arvores de mangue vermelho, mas no detalhe é que está  expressão amazônica dos nossos manguezais: o feixe aí do centro são novas raizes aéreas que se projetam para o chão ,onde cumprirão a função de nutrição e sustentação da árvore gigantesca.


Teria lhes mostrado como trabalhávamos dentro desse manguezal, o nosso momento de refeição (caranguejo e nada mais, já que função de salinidade peculiar ostras, siris e demais não ocorrem), também a pequena embarcação possivel de fazer o aportamento de entrada e saída, mas as fotografias estão sofrendo rotação na transposição do arquivo para o blog e isto não sei resolver. De qualquer forma, a primeira intenção é dar uma noção dos nossos manguezais face a discussão nacional sobre o novo código florestal brasileiro.
Na maioria dos estados brasileiros os bosques de mangue (mangue vermelho, siriuba,lagunculáia) não vão além de 4,5m. 
Até nisso o Brasil e mais de um. Realidade que deveria passar ao texto do Código Florestal.  










sábado, março 24, 2012

SOLIDARIEDADE DUPLA.

(MACAPÁ/AP) - AS LOJAS CENTER KENEDY, ATRAVÉS DO DIRETOR EDVALDO, ACABAM DE REPASSAR AO IJOMA - INSTITUTO DA CANCER "JOEL MAGALHÃES" A IMPORTANCIA DE R$5.000,00, PROVENIENTES DA VENDA DE 250 EXEMPLARES DO MEU LIVRO: CONTOS AMAZÔNICOS - MESTRE AÇAIZEIRO e ASSEMBLÉIA DOS PEIXES.
   AQUI  ESTAMOS, DA ESQUERDA PARA A DIREITA: EU, LECA*, EDVALDO.
ANTES OS LIVROS ME FORAM COMPRADOS PELA CENTER KENEDY. COM O DINHEIRO PAGUEI PARTE DA IMPRESSÃO, ENTREGUEI OS LIVROS, QUE FORAM PARA O PÁTIO DA LOJA STA. RITA, QUE FORAM VENDIDOS, CUJA RENDA FOI NA INTEGRA DESTINADA AO IJOMA.
A INICIATIVA DO EDVALDO MERECE OU NAO ELOGIOS? TEM TUDO PARA SE MULTIPLICAR.
SOLIDARIEDADE É TAMBÉM ISSO. AGRADEÇO DUAS VEZES: COMO AUTOR E COMO DOENTE DE CANCER.
*-minha neta.

SEMANA DA ÁGUA: PARA REFLEXÃO¹


AQUEDUTO OU CAOS!

cesarbernardo@bol.com.br

Um aqueduto que saísse daqui do delta do Amazonas, no Marajó, poderia jogar água lá no reservatório de Furnas, sobre Alfenas em Minas Gerais. Em tese, percorreria uma linha seca que não iria além de 1500 quilômetros intermitentes.
Drenar águas do Mato Grosso para o sistema Furnas em Minas Gerais também por aqueduto e rios importantes mato-grossenses, goianos e mineiros é uma outra alternativa, tal e qual uma terceira com origem no Mato Grosso do Sul e destino final em algum rio importante do estado de São Paulo, alimentador do sistema Eletropaulo ou outro mais estratégico.
São alternativas que não se referem à transposição pura e simples de rios, mas um grande “ladrão” de águas amazônicas e pantaneiras que até ao longo do percurso se acrescentariam a rios das bacias do Nordeste, do São Francisco e do Leste, até terminar em grandes rios alimentadores, à montante de sistemas hidrelétricos dessas importantes regiões brasileiras .
Seriam alternativas potenciais para ajudar na solução do grande problema da falta de água que sazonalmente ameaça a geração de energia elétrica no Sul/Sudeste do Brasil. E seria, uma delas, a maneira associada de resolver o grande problema paulista da carência de água nas grandes represas mantenedoras do sistema de abastecimento de água potável para a região metropolitana de São Paulo.
Qual o grau de dificuldade para se fazer isso? Não é fácil imaginar, mesmo sabendo que das planícies marajoara e pantaneira à Minas Gerais e São Paulo se estaria enfrentando altitudes que variam de 10 à oitocentos e cinqüenta metros. Mas, não seria nada espantoso porque os rios correm a nível e a engenharia e a visão de futuro fizeram nascer um gasoduto que despenca das altitudes bolivianas transportando gás natural até as grandes metrópoles brasileiras.
Quanto custaria a execução dos aquedutos? Também não é de se imaginar, se não que beneficiaria grandemente a produção, criando empregos e renda. Mexeria com a inteligência ambientalista nacional e provavelmente até botaria mais um monte de dinheiro no bolso das Ongs do “ramo”, mas a transferência de água ocorreria na medida da necessidade.
Em ocorrendo, todos os brasileiros se veriam compensados com o afastamento definitivo de apagões e racionamentos de água nas regiões mais populosas do Brasil, sujeitas que estão a agravamento no quadro anual, condicionando as maiores cidades brasileiras a conviver com falta de energia e água nas torneiras...o caos.            






SEMANA DA ÁGUA: PARA REFLEXÃO ².


ÁGUA E CIDADANIA
cesarbernardosouza@ig.com.br

A Campanha da Fraternidade lançada pela CNBB para o ano 2004  tem por tema o uso racional da água e já é um sucesso. Todo o Brasil está falando de água, aqui no Amapá a águia está umedecendo consciências que acreditávamos, áridas.
É bom que seja assim, ainda bem que estamos levando a sério a retomada da discussão sobre o uso da água no Brasil, que tem imensas áreas secas e, no Amapá, onde a água é abundante a ponto de as pessoas pensarem que nunca nos faltará.
No plano nacional a discussão do tema se dá em bom nível, como nos demonstra o texto do senhor Roberto Malvezzi, publicado no “O Domingo” , semanário litúrgico-catequético, que reproduzimos na íntegra:
“Não pode ser considerada cidadã uma pessoa que depende de um prefeito até para beber um copo d’água. Assim é até hoje na região semi-árida do Brasil, onde vivem aproximadamente 20 milhões de pessoas.
Grande parte dessas pessoas bebe água de chuva armazenada em buracos no chão, chamados “barreros”. Essa água para beber e cozinhar é também a do porco, da vaca, do jumento, dos bichos do mato, de lavar roupa, de tomar banho. Pior, quando ela acaba, as pessoas dependem dos carros pipas dos prefeitos, que usam a sede do povo para construir seu poder político. Isso mesmo: ainda se troca água por voto.
Desde os tempos bíblicos a água foi considerada uma conquista. Os poços da época eram tão disputados quanto a terra. Até hoje, no conflito entre palestinos e israelenses, a disputa pela água é um dos seus componentes.
Hoje se fala na “crise planetária da água”. Falta água em quantidade e regularidade para bilhões de pessoas em todo o planeta. Porém, como ela é uma necessidade vital, é também considerada pela ONU como um direito humano, inscrito no Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais.
Sendo direito humano, é obrigação do Estado fornecer água de qualidade para todos os seus cidadãos. Claro, há também uma responsabilidade recíproca dos cidadãos nessa solidariedade social.
Nosso empenho é que o valor da água- com seu decorrente princípio da universalidade- seja real e todos os cidadãos tenham acesso á sua “água de cada dia”, sem pressão ou manipulação, para que todos possam viver com dignidade”.
            O senhor Malvezzi, neste artigo, nos lembra coisas importantes como o caráter universal da água, sua inscrição no Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, a obrigação do Estado de fornecer água de qualidade para todos os seus cidadãos e, a responsabilidade recíproca dos cidadãos na solidariedade social que o uso da água trás em si mesmo. Em tudo isso, para nós na Amazônia, há um alerta que pode evoluir rapidamente para uma previsão: a nossa água abundante poderá ser a irrefutável argumentação para que vejamos a Amazônia declarada “área de interesse da humanidade”, a ser administrada pelos Estados Unidos, Inglaterra, Espanha, Itália, Portugal. . .
Aqui no Amapá está em vigor a Lei dos Recursos Hídricos, muito sofisticada e pessimamente comunicada ao povaréu. Por causa dela, sem dúvida,  trataremos melhor a nossa água, mas também por sua causa é possível que já vejamos aumentado o número de cidadãos amapaenses fora da lei: ainda são poucos os que sabem dela, pouco sabemos sobre ela, muitos tratamos a água ao arrepio dela.        


sexta-feira, março 23, 2012

DEU NA FOLHA.COM

Chico Anysio nasceu em um sítio em Maranguape, no interior do Ceará, em 12 de abril de 1931.
Veja fotos da carreira de Chico Anysio
Relembre os personagens do humorista
Leia a última entrevista de Chico Anysio à Folha
Leia cronologia do humorista Chico Anysio
Chico Anysio recebe homenagem no Risadaria
Morte do humorista Chico Anysio é destaque mundial no microblog
Veja o especial de Chico Anysio
Segundo ele, por um erro do cartório em que foi registrado como Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho, sua certidão de nascimento apontava que tinha nascido em 1929.
Seu pai, Francisco Anysio de Oliveira Paula, tinha uma empresa de ônibus, mas um incêndio na garagem dos veículos acabou com o negócio quando Chico tinha por volta de sete anos. Sobre isso, ele disse em depoimento em seu site: "Um dia a garagem dos ônibus pegou fogo. Não havia seguro. Acordamos pobres. Eu não sabia de nada. Nem da bastança anterior nem da penúria que viria".
Logo depois, aos 8 anos, ele se mudou com a mãe, dona Haydée, e três irmãos para o Rio de Janeiro, onde já morava o irmão mais velho. Seu pai permaneceu no Ceará, tentando refazer a vida como construtor de estradas.
No Rio, Chico Anysio estudou no Lycée Français (depois Colégio Franco-Brasileiro), no Atheneu São Luiz, no Zaccaria e no Anglo-Americano, além de ter sido interno no Colégio Independência.
Aos 16 anos, por conta do erro na certidão de nascimento, teve de se apresentar ao Exército, mas ficou como reservista. Também tirou carteira de motorista e passou a frequentar casas noturnas e a assistir filmes proibidos para menores.
De acordo com depoimento dado ao projeto Memória Globo, o comediante estudou para ser advogado. Mas ele também contou em seu site oficial que quis ser jogador de futebol. Foi justamente quando passou em casa para pegar os tênis para jogar uma partida, que descobriu que a irmã Lupe e um amigo iriam fazer teste na rádio Guanabara.
Ele desistiu do jogo e acompanhou os dois. Passou nos testes de rádio-ator e locutor.

Marcio Nunes/TV Globo
Chico Anysio volta a gravar o programa como Salomé
Chico Anysio caracterizado como a personagem Salomé
CARREIRA
Após a estreia na rádio Guanabara, Chico Anysio passou pelas rádios Mayrink Veiga, Clube de Pernambuco e Clube do Brasil.
Em sua segunda vez na rádio Mayrink Veiga, em 1952, criou a "Escolinha do Professor Raimundo".
Após o sucesso no rádio, foi convidado para estrear na televisão, na extinta TV Rio, onde surgiu o "Chico Anysio Show", que aproveitava o surgimento do videotape para pôr no ar diversos personagens do comediante.
Ele passou também pelas emissoras Excelsior, Tupi e Record, até ser contratado pela TV Globo em 1968. Nessa época, começou a lançar discos com músicas inspiradas por seus programas e personagens.
Em 1974, Chico Anysio passou a ter um quadro regular no "Fantástico", que manteve por 17 anos, até 1991.
Entre os sucessos na emissora, estão "Chico City" (1973), "Chico Total" (1981 e 1996), "Estados Anysios de Chico City" (1991) e "O Belo e as Feras" (1999).
Entre 1990 e 1995, a "Escolinha do Professor Raimundo", que já tinha aparecido como quadro em humorísticos anteriores, foi apresentada como um programa próprio. Em 1999, ela voltou como quadro do "Zorra Total", ficando no ar até 2002.
O humorista também atuou em novelas, como "Feijão Maravilha" (1979), "Terra Nostra" (1999), "Sinhá Moça" (2006), "Pé na Jaca" (2006) e "Caminho das Índias" (2009), além de ter participado de outros programas da emissora.
No cinema, trabalhou como ator em filmes como "Tieta do Agreste" (1996), "Se Eu Fosse Você 2" (2008) e "A Hora e a Vez de Augusto Matraga" (2011), pelo qual recebeu um prêmio especial do júri no Festival de Cinema do Rio. Ele também escreveu livros, como "É Mentira, Chico?", e expôs pinturas.
Ele também ganhou duas vezes o prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).

Paula Giolito - 18.out.11/Folhapress
Chico Anysio recebe o prêmio especial do júri no Festival de Cinema do Rio, em outubro de 2011
Chico Anysio recebe o prêmio especial do júri no Festival de Cinema do Rio, em outubro de 2011
CRÍTICAS
Apesar da longa relação com a TV Globo, Chico Anysio teve uma passagem tumultuada pela emissora, à qual teceu diversas críticas ao longo dos anos.
Em 1989, dizendo-se decepcionado com o canal por causa do cancelamento do "Grupo Esculacho", quase fechou contrato com o SBT. Segundo noticiado à época, o humorista foi convencido a ficar após receber uma oferta milionária.
Em 2000, ele foi retaliado pela emissora após divulgar por e-mail críticas a diretores da casa e dizer que estava sofrendo discriminação na Globo porque seu filho Nizo Neto não conseguia emprego na rede.
Logo depois, repetiu as críticas em entrevista à revista "Isto É".
Na época, a Globo decidiu tirá-lo do ar --ele participava na ocasião do "Zorra Total" e do "Gente Inocente".
"O artista vem se comportando de modo incompatível com os padrões éticos e de qualidade da emissora, o que exige a suspensão de sua participação na grade de programação", afirmou a Globo na ocasião.
Em 2008, após novo período fora do ar, o humorista comentou o fato de a Globo tê-lo posto na "geladeira".
"Devo ter feito alguma coisa terrível ou alguém falou que eu fiz e eles acreditaram, mas é uma ordem irreversível", afirmou.
Na época, ganhou uma campanha pela sua volta à TV no humorístico "Pânico na TV", da RedeTV!.
As últimas críticas de Chico Anysio à emissora foram registradas em seu blog em 2009.
Ele reclamou da quantidade de jovens no canal --"uma tortura para quem tem mais de 50 anos"-- e das "panelas" feitas por diretoras da casa, como Wolf Maya.
"Divagando, a gente vai chegando à conclusão de que na televisão brasileira, quanto mais velho, menos se pode", escreveu.

Reprodução/Facebook.com
Malga di Paula divulga nota sobre o estado de saúde de Chico Anysio e foto do casal
Malga di Paula divulga nota sobre o estado de saúde de Chico Anysio e foto do casal
FAMÍLIA
Chico Anysio era irmão do cineasta Zelito Vianna --pai do ator Marcos Palmeira. Ele também é tio da atriz e diretora Cininha de Paula --mãe da atriz Maria Maya, filha do diretor Wolf Maya.
O humorista se casou diversas vezes. Entre as ex-mulheres, estão Nancy Wanderley, Rose Rondelli, Regina Chaves e Alcione Mazzeo.
Com a ex-Ministra da Economia do governo Collor Zélia Cardoso de Mello teve dois filhos, Rodrigo e Vitória.
O último casamento foi com a empresária Malga Di Paula.
Ele deixa oito filhos, entre eles, Nizo Neto, o Seu Ptolomeu da "Escolinha do Professor Raimundo", o ator e roteirista Bruno Mazzeo e Lug de Paula, o Seu Boneco da "Escolinha".

JÁ TEM O SEU?

Contos Amazônicos: Mestre Açaizeiro e Asembléia dos Peixes é de minha autoria, um livro mais direcionado ao público infanto-juvenil. Mestre Açaizeiro se dá na cidade de Macapá, discute a questão da criança nas ruas, mas se vale da saga dos açaizais para confrontar duas problemáticas: abandono das crianças e dizimação de açaizais para a produção de palmito. 
Assembléia dos Peixes é um conto muito divertido, mas quer chamar a atenção para a conservação dos rios do Amapá, especialmente os rios sob influencia direta da mineração e garimpagem de ouro.
A sua criança não pode ficar sem ele. Quando esta edição teminar, esa será mais uma raridade! O preço que está em 20,00 subirá: pequenas tiragens custam muito caro...Acredite.
Fale com o autor: cesarbernardosouza@bol.com.br


quinta-feira, março 22, 2012

UMA RARIDADE...





Esse é (ou foi) um dos amazônidas mais difíceis de encontrar nos dias de hoje. Esse exemplar foi um dos últimos que vi, lá atrás, ainda na década de 90. Ele é Chelus fimbriatus, o Mata-matá. Vive na água, em ambientes pantanosos, de certa forma faz mimetismo (parece-se com folhas e pedras). Se alimenta de peixes, crustáceos e insetos. Tem fama de ter a melhor carne dentre os quelônios.

Obs: Não sei porque e menos ainda corrigir, mas as fotografias estão sofrendo rotação na transposição para o blogger. Até por isso não publiquei hoje a matéria sobre os manguezais do Amapá Importante e bela matéria...aguardem. 

quarta-feira, março 21, 2012

CPI DA SAÚDE -1

A CPI  DA SAÚDE PRESTARÁ GRANDE SERVIÇO AO ESTADO.

Um pouco atrás, lá por meado da segunda semana desse mês, a imprensa publicou uma frase atribuída ao deputado Moisés Souza, Presidente da Assembléia Legislativa do Amapá: “A CPI da Saúde prestará grande serviço ao estado”. Ele disse muito ou pouco?
Muito, sem ter falado demais antes da hora. Pois justamente será essa a CPI que mais dará o que falar, porque tem que haver um explicação para a escandalosa situação da saúde publica em todo o Amapá. Uma CPI pode sim encontrar e lapidar respostas claras para todos, respostas republicanas é o que se espera.
Os membros indicados para a Comissão acumulam experiências que muito lhes ajudarão, inclusive a não se tornarem vitimas. O Dep. Dalto Martins deu ótimo encaminhamento inicial ao anunciar que buscará ajuda técnica fora do parlamento para o melhor e mais eficiente possível embasamento da CPI nas suas demandas. Talvez ele esteja premeditando dias difíceis pela frente. O deputado demonstra disposição para sair de sua roupagem política e encarar os procedimentos técnicos de uma investigação. Quer se portar com a imparcialidade que a missão lhe exige.
Daqui a pouco se saberá em que medida o Palácio do Setentrião tomará esta CPI, que não pode ser levada na brincadeira. Parlamentares e governantes já estão devidamente impregnados da dor generalizada que esmaga quase que a população inteira do estado. A saúde publica é ruim e ponto final, não se requer mais investigação para se saber disso.
Mas a seriedade que virá não será devida apenas à dor, també a exigirá a acuidade à norma jurídica que cria poderes e obrigações para os membros da CPI. Objetividade e prazos são outras amarras a esses membros. 
CPI é coisa séria, forno de pizza normalmente fica do outro lado da rua. E tem história. Encontra exemplos históricos e contemporâneos na Inglaterra, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, outros. No Brasil foi instituída em 1937, chegou até os dias de hoje no bojo da Constituição de 1988, com o reforço da Lei nº. 1.579 em vigor desde 18 de março de 1952 (com 7 artigos enxutíssimos), os Regimentos Internos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, o Código Penal e o Código de Processo Penal.
Todo esse aparato jurídico, no entanto, fica disponível aos membros de CPIs não para condenar ou julgar, mas para levantar fatos, dados, reunir evidencias, provas, elementos processuais que adiante, no prazo regimental, servirão para instruir a propositura de uma ação penal pelo Ministério Público. Convida-se e/ou intima-se os que devem depor.
Portanto, nada de brincadeiras, essa CPI da Saúde, como todas e quaisquer outras, terá poderes próprios de autoridades judiciais, e, competência para fiscalizar, investigar e controlar, direta e diretamente, quaisquer atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta, no que se referir ao objeto que lhe deu origem .
E não parece que seus membros terão sossego no decorrer do prazo que terão para, em fim, explicar o caos e propor uma saúde publica aceitável para todos. O Deputado Moisés sinaliza bem: “A CPI da Saúde prestará grande serviço ao estado”.


           

EQUINÓCIO VERNAL (PRIMAVERA)

       

O Equinócio Vernal (21/03), assinala a entrada da primavera no hemisfério norte e do outono no hemisfério sul. É especialmente considerado pelos Astrólogos, pois este “Ponto Vernal”, marca o início do Signo de Áries, a entrada do Sol no Signo de Áries, que marca o início do Zodíaco. É quando o Sol, no seu movimento aparente, passa do hemisfério sul para o hemisfério norte.
     Na figura abaixo, veja uma representação da insolaçãoterrestre relativa a este Equinócio. Neste período a Terra recebe em ambos hemisférios a mesma intensidade de luz solar.    

                                                   

O equinócio acontece quando o Sol, visto da Terra, se desloca sobre a linha do Equador, nascendo a leste e se pondo a oeste. Essa passagem de um hemisfério a outro determina o início das estações primavera e outono, conforme o hemisfério. Durante o fenômeno, o dia e a noite têm a mesma duração.
 Repare no porte dessa arvore, tomando como referencia as casas. A copa ocupa imensa área, quase um quarto do quarteirão. Elas estão aqui em Macapá. Provavelmente sejam exemplares: Leguminosae -  Mimosaceae - Albizia polycephala (Benth.). Ou Pithecellobium polycephalum Benth. Ou Samanea polycephala (Benth.)? Importa gora que elas simbolizam muito bem a foça da primavera que hoje se inicia qui no norte do Brasil.
                                            Os equinócios ocorrem nos meses de março e setembro quando definem mudanças de estação. Em março, o equinócio marca o início da primavera no hemisfério norte e do outono no hemisfério sul. Em setembro ocorre o inverso, quando o equinócio marca o início do outono no hemisfério norte e da primavera no hemisfério sul.
                                            Na astronomia, equinócio é definido como o instante em que o Sol, em sua órbita aparente (como vista da Terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projetada na esfera celeste). Mais precisamente é o ponto no qual a eclíptica cruza o equador celeste.
A palavra equinócio vem do Latim, aequus (igual) e nox (noite), e significa "noites iguais", ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo. Ao medir a duração do dia, considera-se que o nascer do Sol (alvorada ou dilúculo) é o instante em que metade do círculo solar está acima do horizonte, e o pôr do Sol (crepúsculo ou ocaso) o instante em que o círculo solar está metade abaixo do horizonte. Com esta definição, o dia e a noite durante os equinócios têm igualmente 12 horas de duração.