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quarta-feira, agosto 29, 2012

O RIO DE JANEIRO VISTO DOS MORROS


Nunca imaginei pagar para subir aos morros do Rio de Janeiro. Também não me imaginava tão, digamos,,, destemido. Mas fui, vi e gostei. Gostei tanto que recomendo: quando for ao Rio de Janeiro tome o teleférico ali na Praça das Nações, em Bonsucesso, e suba tranquilamente. Um real para subir outro para descer. Exigência: maquina fotográfica.
As fotografias a seguir falam por elas mesmas, não tudo porque as obtive através de telefone celular. O meu é desses mequetrefes, mas dá para o gasto.... vamos subir.
Estamos na área de embarque da Estação Central do Teleférico, em Bonsucesso/RJ.
 Minha sobrinha e minha esposa pouco antes não se diziam com coragem para a "viagem". 


Um aspecto de vista aérea obtida no trecho antes da Estação do Morro do Adeus 
 

Estação do Morrro do Adeus - a primeira a partir da Estação Central

Esta é uma visão panorâmica a partir do Morro do Adeus

Já vamos alcançar a Estação do Morro da Baiana - a segunda

Consola se intranquiliza com proximidade do Morro do Alemão (lá no à direita vê-se a imponente Igreja da Penha)

Chegamos, já vamos entrar na Estação do Morro do Alemão... quem diria?

Detenha-se um pouco nesta fotografia, imagine um seu redor todo assim e voce 
terá feito uma varredura panorâmica a partir do alto do morro do Alemão.

A estação seguinte a do Alemão, esta da fotografia acima, é a do Morro Itararé.

Repare que saindo da Estação do Morro do Itararé as gôndolas se aproximam bastante das moradias. 
Daqui rumaremos para a ultima estação desse projeto fabuloso.

A chegada à Estação Palmeiras é emocionante porque a conclusão do projeto se mostra imbricada a uma formidável estrutura da Segurança Publica do Estado do Rio de Janeiro: a UPP (Unidade de Policia Pacificadora). O que não é tão simples quanto parece a quem a vê pela televisão.

É uma estrutura gigantesca, suficiente para hospedar confortavelmente até 500 mlitares. À porta dessa UPP fiquei pensando no esforço que foi transportar para lá todo o material e construção civil que o pédio demandou. O homem faz tudo o que quer... quando quer.

Esta é uma das possiveis visões panarômicas do Rio de Janeiro a partir do pátio da Estação do Morro das Palmeiras. Quando descemos encontramos na Estação de Bonsucesso uma espetacular a instrutiva exposição: "O Movimento Politico das Pessoas com Deficiência no Brasil". Que mostrarei amanhã.




  

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TCU condena secretário de Saúde por superfaturamento

Ex-secretário da Saúde na gestão de João Capiberibe, Jardel Nunes, também foi condenado pelos mesmos crimes


Márcia Serrano em 29/08/2012

Foto: Reprodução/Internet

Lineu Facundes / O atual secretário de Saúde responde por processo de 2000. Com o julgamento, o gestor foi condenado a pagar mais de um milhão em multas
O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou Lineu da Silva Facundes, secretário de Estado da Saúde e Jardel Adailton Souza Nunes, ex-secretário da mesma pasta, no governo de João Alberto Capiberibe, a pagarem multa no valor de R$1.277.702,59, acrescido dos juros de mora.
Depois de 12 anos os dois secretários e outros servidores que ocupavam cargos na Comissão Permanente de Licitação e na Coordenadoria de Assistência Farmacêutica (CAF) foram condenados por compra de produtos superfaturados para a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) em 2000.
O processo trata de tomada de contas especial cujo objeto foi a verificação da execução de convênios e de procedimentos relativos a licitações e contratos no âmbito das Secretarias de Saúde e de Educação do Estado do Amapá.
Por meio do Acórdão nº 3.155/2010-1ª Câmara, o TCU, entre outras medidas, julgou irregulares as contas especiais de Lineu Facundes e Jardel Nunes. Ambos foram condenados e receberam aplicação de multas, bem como imputando parte da dívida em solidariedade com empresas fornecedoras, sendo uma delas a Importadora Araxá Ltda., atual Sucuri Industrial Amazônia Ltda. A decisão do tribunal foi motivada pela aquisição de produtos com valores superfaturados.
O relatório do ministro José Múcio Monteiro trata de aplicação de multas individuais aos responsáveis, nos valores e fundamentos legais fixando o prazo de 15 dias, a contar da data da notificação, para que comprovem o recolhimento das referidas quantias, atualizadas, ao Tesouro Nacional.
Conforme o voto do relator, Lineu Facundes, a época secretário interino da Sesa, foi apenado pelas seguintes irregularidades cometidas dentro da secretaria: aquisição irregular de produtos, com superfaturamento dos valores pagos a medicações em geral, resultando no pagamento indevido; medicações para o programa de doenças sexualmente transmissíveis/DST-AIDS, sendo constatado o pagamento indevido; produtos farmacêuticos e correlatos para Unidade de Nefrologia, resultando no pagamento indevido.
Também foi detectada a aquisição irregular de tecidos para rouparia do Hospital de Laranjal do Jari, mas destinados ao Hospital da Mulher, em Macapá, com dispensa de licitação, embasada no inciso IV do art. 24 da Lei n. 8.666/1993, infringindo os pressupostos que autorizaram a contratação, com pagamento sem a correspondente entrega de produtos do Fundo Nacional de Saúde - FNS.
Adjudicação e homologação das licitações na modalidade Convite com menos de três propostas válidas; ausência de publicação dos avisos de licitação em jornal diário de grande circulação no Estado, das concorrências e tomadas de preços realizadas no exercício de 2000.
O então Secretário Estadual de Saúde, Jardel Nunes, também foi condenado por aquisição irregular de produtos, com superfaturamento dos valores pagos.

terça-feira, agosto 28, 2012

INATINGÍVEIS


Muito facilmente, em Macapá, referem-se a mim como jornalista; quase todo o dia acontece. Não se trata, no entanto, de uma questão pacificada. Há os que me detestam só por isso, às vezes acho que nãosó por isso. Por trás do “sentimento” está ocorrendo o movimento separatista entre jornalistas sem e com diploma.
Quero ajuda, é preciso que os “colegas” à menção do meu nome melhorem a informação esclarecendo que o meu grupo é o dos sem diploma. Poderiam sempre grafar (é um pedido) entreparentesis: “o jornalista (sem diploma) Cesar Bernardo....”. quem sabe me detestem menos com essa medida? Aliás, aproveitando o ensejo para sugerir que façam o mesmo com os professores que dão aulas sem a devida licenciatura.
Por outro lado – há testemunho e testemunhas - deixei a militância em jornais.  Desleal concorrer com jornalistas diplomados, deselegante confrontá-los qualitativamente, perigoso arranhar-lhes a credibilidade. Eles jornalistas eu escrevedor.
Tiro Liro – Abertura do site, ilustração de Paulo Caruso
O pós decisão é aqui só no meu blog – um território não livre, mas protegido da acusação de jornalistas com diploma de que esteja ocupando seus lugares. Agora só escrevo aqui, mas é preciso dizer que convites há para que volte a escrever em jornais locais. Não quero, estou “acomodado” aqui no blog até mesmo pela delicia de volta e meia ser avaliado por algum leitor do Brasil ou do exterior.
É bem verdade que os nossos jornais estão na internet e se para eles ainda escrevesse poderia ser lido igualmente no Brasil ou fora dele, mas as chances seriam bem menores em me haver misturado e concorrendo com tantos jornalistas com diplomas, colunistas desses jornais.
A outra causa de me haver afastado dos jornais é a fama: meu nome atravessou finalmente o grande rio Amazonas, à margem direita há os que me reconhecem jornalista., agora mesmo, dias atrás, foi assim em São Paulo e em Minas Gerais... não é a gloria cinco ou seis leitores em regiões tão densamente povoadas?
E mais, aqui no blog tem tradutor automático, razão pela qual todos os dias tenho leitores americanos, russos, alemães, portugueses e franceses; esses os mais fiéis.
Sou assim, cheio de manias. Por exemplo, quando volto à terrinha volto às origens - o botequim sempre é referencia desses retornos. Agora mesmo estando em Volta Grande não pude deixar de me refestelar num deles.  Como que ignorando o eu de hoje fui tomando posse do meu lugar no boteco e mandei ver... tudo sem gelo.
"Seu garçon faça o favor de me trazer depressa.... água potável que não seja gelada".
 Aqui e agora, distante dos frequentadores quero me desculpar por ter tomado apenas água natural e ter falado muito de câncer, em detrimento do botequês (conversa de botequeim) que só ensina.
A propósito, em Minas não existe boTEquim – só butiquim. É nesses aonde se fala corretamente o butiquês: invencionices, mentirinhas, rasgados elogios à mulher alheia, promessas logo para amanhã, compromissos inadiáveis, defesa dos amigos, redescobertas, reinvenções, etc.
Pois foi no butiquim que soube do seguinte caso: “mediante a visão de uma mulher sem os cabelos da cabeça e dos pelos da face, por causa e efeito de quimioterapia, um sujeito disse a ela que para bruxa só faltava a vassoura”.
 
A Disney criou essas bonecas para homenagear meninas e mulheres em tratamento de cancer.
Num primeiro momento fiquei puto (conheço assim como se conhecem ofensor e ofendida), depois senti pena e novamente a obrigação de ensinar: nada nem ninguém pode atingir os que passaram ou passam pela “experiência” do câncer.
Já nos aconteceu o que de pior pode ocorrer ao ser humano. Já experimentamos as piores dores que se pode suportar. Já tivemos nosso emocional atingido durissimamente. A muitos de nós não sobrou sequer as funções sexuais. Nem o equilíbrio financeiro de antes.
Portanto tanto cá quanto lá saibam e creiam (dos butiquins às redações de jornais): somos inatingíveis.

segunda-feira, agosto 27, 2012

UM ABRAÇO À D. ALBERTINA


Hoje fomos visitar D. Albertina em sua casa na Fazendinha., foi bom  ter ido como fomos. Ela e os filhos(as) sofrem muito com o falecimento do Sr. Antonio (Soró para os íntimos) ocorrido recentemente.
 Sebastião Paulo - Genésio Cardoso - eu e D.Albertina: saudades!
O Sr. Antonio foi duplamente, aliás, triplamente, meu companheiro de jornada aqui no Amapá. Inicialmente atuamos juntos no trabalho, vez que nos auxiliava na tarefas do Campus Avançado (Projeto Rondon). Depois nos vimos aproximados através de sua esposa, D. Albertina, minha colega de trabalho na Escola José do Patrocínio a aonde ela integrava o corpo discente e eu, docente. Sr. Antonio era o apoiador, dela e meu. E, quis a vida que nos reencontrássemos na doença: o câncer voltou a nos unir.
O Sr. Antonio não resistiu ao tratamento e à agressividade a doença. Vi-o coisa de quarenta dias atrás lá no Instituto de Oncologia e Mastologia, brinquei com ele por causada camisa do flamengo que envergava com o orgulho de sempre, lembrei-o que o tinha visto jogando bola coisa de dois anos atrás, desejei-lhe boa sorte, incitei-o a se envolver com o Ijoma como terapia, e disse que o visitaria. Sr. Antonio tinha 72 anos – com 70 ainda chutava uma bolinha com os companheiros.  
Semana atrasada encontrei  D. Albertina num supermercado da cidade e dela soube que ele estava internado. Disse-lhe que daria um pulo em São Paulo, quando chegasse iria ver o amigo. Não deu tempo, ao chegar (fui poupado da noticia enquanto me encontrava fora) meu filho me disse do seu falecimento.
Fico com a amizade com que nos tratamos por tantos anos, e com suas palavras: “sempre que na terra fazemos a experiência do bem, da felicidade, da amizade, da paz e do amor já estamos vivendo a realidade do céu”. O Sr. Antonio morreu no dia 20 de agosto de 2012.
Cada uma essas flores será lembrança dele: um amigo nunca incômodo.
 Hoje achamos por bem nos reunirmos, Dr. Genésio, Dr. Sebastião Paulo e eu para levarmos à família as condolências de colegas de trabalho, também doentes em igual luta contra o câncer.  

sábado, agosto 25, 2012

AMIGOS POR MUITO TEMPO É O QUE QUEREMOS SER.


Sabado tem sido dia especial, é quando os amigos se reúnem ao redor da nossa mesa apenas e tão somente para jogar conversa fora, tomar uma cervejinha, comer caranguejo, camarão, arroz, feijão e uma qualquer iguaria preparada pela Consolação. 
 Festejámos o retorno do Prof. Munhoz (em pé à direita) que completou sua 49ª viagem internacional
Mas, tem exceções. Hoje, por exemplo a cervejinha deu lugar a cachacinha. Meu amigo Marcinho Furtado (Volta Grande/MG) conseguiu para mim o presente que o amigo Pierre tanto queria: uma cachaça boa. Trouxe para ele a Moloca de tonel... especialíssima.   
 Por cusa do sangramento intenso, Zé Maria fez cara de homem sério e foi enrolando a mão do Pierre:
"tá apertado Pierre?". Apertava mais e mais. Vai confiar em Zé Maria!!!
A cachacinha ensejou brindes e mais brindes, a brincadeira acabou lesionando a mão do Pierre: errou na força ao brindar com o Tadeu Pelaes. Até aí, tudo bem, não foi tão grave a lesão.
Mas....Zé Maria é um dos nossos mais queridos amigos, não por nada: cozinha magistralmente bem, é um gozador insubstituível, é Comendador (Brasil/Israel), não é pobre e... um grande sacana.
 
Olha o “socorro” que prestou ao “coooorte” no dedo do Pierre. Aproveitou-se da ausência do Dr. Claudio Leão (minutos antes entre nós) e fez esse curativo aí: algodão, papel higiênico e muita fita gomada. 
Pierre, por sua vez, continuava chiando. Zé Maria quis ligar para o SAMU – impedimos tirando-lhe o telefone celular. Afirmou que Pierre precisava de mais cuidados, e.... a concha foi colocada como tala, a garrafa para ajudar na sustentação do braço, o papelão como tipóia de contato e a toalha de banho como tipóia propriamente dita. Disse que isso era “experiência” sua dos tempos em que trabalhou embarcado em navios cruzando mares mundo a fora. Eu heim!?
 
Seguidamente “acordava” o Pierre gritando-lhe ao ouvido com o megafone que o Tadeu nos infernizou a tarde toda. Aliás, a Dra. Maria Tereza não podendo suportá-lo...deixou-nos após leve e rapidíssima refeição. Ela veio nos visitar.
Foi então que o Comendador Zé Maria entendeu que devia aplicar uma injeção .... pô, veja o tamanho da “seringa”. Acabou acabado tudo bem, sábado que vem outra vez nos veremos. 
 Será esse o assunto "sério" que o Comendador levará aos quatro cantos de Macapá até nos encontrarmos para novos blá-blas. Às vezes nossa comunicação é belingue.