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sábado, setembro 22, 2012

POR FAVOR, AJUDEM.



Duas imagens de televisão exibidas nessa semana me chamaram a atenção, ambas as imagens da televisão local. Imagens singelas pela mensagem óbvias que transmitiram.
Uma delas extrai do horário eleitoral na propaganda partidária do PSTU para Prefeito de Macapá. Dignificantes imagens!
Em algum lugar de Macapá o candidato Genival aparece acompanhado de seus companheiros e companheiras de partido e de ideologia. Todo o grupo não somava dez pessoas, mas com eles estavam empunhadas as bandeiras, o megafone e a dignidade.
Tocou-me profundamente a honestidade de propósitos daquelas pessoas, todas elas sabem que não vão ganhar a eleição, mas fazem a campanha certos de que suas propostas são as melhores para todos.
Cumprimento o PSTU e coloco na minha saudação todos os 36 anos que militei no MDB e no PMDB exercitando minhas convicções ideológicas. 
A segunda imagem tem a mesa moldura das fotografias do câncer no Amapá:sofrimento – dor – humilhação.
Vi o Sr. Presidente da Associação dos Doentes Renais e Transplantados pedindo ajuda para manter o aluguel da Casa de Apoio lá em Joenville-SC, para onde precisam seguir nossos doentes  renais em busca do prolongamento da vida.
Ele pedia ajuda para que não faltasse a eles 500,00 por mês: é quanto custa o aluguel, e é quanto eles não tem. 
Pobre Amapá! Amigos, meus amigos, como socorreram a nós do câncer, por favor socorram também os doentes renais do Estado do Amapá, não por meu intermédio, embora possam faze-lo através do noso programa no radio (Debte Positivo - Sabado - 8às 9h), mas preferencialmente a Associação do Doente Renais e Transplantados do Amapá 

sexta-feira, setembro 21, 2012

DIA DE LITERATURA*



O dia de ontem é passado, levou com ele os cinco longos meses e falecimento do meu amigo/irmão Dr. Dep. Dalto Martins (Deus o tenha), o trauma que me causaram a história de câncer da pequenina Ana Luiza (7 anos) e a história de intenso sofrimento de um amigo que sobreviveu todo machucado a acidente de carro, no qual morreram a jovem esposa e a filha de  9 anos (Deus as tenha).
http://www.alcinea.com/blog/wp-content/uploads/2012/09/convite1.jpg  
O dia de hoje foi todo de literatura; escrevi um pouco, terminei de ler Os Fidalgos da Casa Mourisca de Julio Diniz (literatura potuguesa), recebi em casa o escritor dr. Rostan Martins (irmão do Dalto) que me veio trazer um exemplar do seu mais novo livro: Coordenador Executivo de Campanha Política Eleitoral.

Para o meu amigo César Bernardo, pessoa maravilhosa e preocupado com o 
bem estar das outras pessoas. Parabéns César e muito obrigado 
pelo seu apoio. Macapá, 21/09/2012  - Rostan Martins
 À tarde/noite entrei em comunhão com os colegas do Poesia na Boca da Noite, representado que fui pela minha esposa Consola.

 
Foi bonita a festa lá, as fotografias falam por si. Mas faz parte do meu orgulho informar que ocorreu hoje, aqui em Macapá, o lançamento do livro Poesia na Boca da Noite anteriormente lançado na Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
  
Lamento e me desculpo se acaso frustrei leitores e leitoras que por lá esperassem um meu autografo ou uma dedicatória em seu livro adquirido. Lamento também por mim, mas hoje está sendo mais um dia de TDC (tensão durante o câncer). Não dá para sair de casa.

*- Temos aqui os dois hemisférios, mesmo assim não é primavera.. por isso Dia de Literatura. 

SEM PALAVRAS (MESMO)



 Maria das Graças Ferreira Abreu é das amigas que deixei para trás, mas cuja proximidade faz falta. É inteligente, critica, formuladora, debatedora... contributivamente culta.
De uns tempos para cá a “Magá” e eu nos reencontramos no face book, garantia de ausência total de rsrsrsrs e kkkkkk.
Hoje me mandou a história da Ana Luiza, uma garotinha de 7 anos  
travando indescritível luta contra o câncer. Tão criança e já dona da dolorosa experiência da exposição do corpo a quimio e radioterapia.
Culpa não há, mas a historia da Ana Luiza chegou num dia de sobrecarga para mim.  
Fui ao exames médicos em busca de respostas para 22 tipos de buscas que devo fazer periodicamente. Também o dia de hoje me reservou um reencontro lá mesmo no hospital, aonde vi um amigo com braço na tipoia, olho esquerdo muito machucado, ombro e omoplata recompostos a parafusos.  
Disse-me tratar-se de acidente de carro vinte dias atrás, em que morreram no ato a jovem esposa e a única filha de 9 anos.
Ao final do dia de hoje quero juntar histórias assim segundo a força de Ana Luiza lutando contra o câncer. Estou em mesma luta e não sou capaz de risos como o demonstra ser capaz a Ana Luiza, mas não me dou a lamentações por estar doente.
 Outros doentes que estão próximos são a minha ocupação terapêutica, além do que me ocupam os muitos objetos sacros, receitas, mensagens, orações e textos que me chegam... tudo generosidade que vem para me fortalecer fisica e espiritualmente.
 Chegam textos e textos, uns “piedosos” bem ajustados ao tamanho e peso do câncer que me quer vencer., outros “duros” também em ajustados, porém realistas demais para nós.
Trazem coisas assim: “quando vejo que tem tanta gente que passa por situações muito mais complicadas que as minhas...
Qual tem sido a sua escolha?
Qual tem sido o seu papel na vida das pessoas?
Será que ser para sempre quem você é vai te levar a algum lugar na vida? Porque ignorar que Deus nos deu o dom de vivermos cheios do Seu amor e compaixão, ajudando as pessoas e não só pensando em nós mesmos?
Porque somos tão rígidos quando precisamos mudar?
Saiba que as suas escolhas de hoje vão refletir no seu amanhã.
Será que você está preparado para uma vida satisfatória? Etc.”
É a visão de quem nos quer bem, mas que não tem (felizmente) a definitiva experiência do câncer.
Como da colega que reencontrei lá clinica tratando ao mesmo tempo câncer de mama fígado.
Outra colega luta há 21 anos contra câncer e laringe, mama, pulmão e agora fígado. Lá no Ijoma visitei outro companheiro quase sem forças para ir sozinha ao banheiro dentro do seu apartamento.
Difícil dizer a elas: levanta, anda você não é pior dos casos. Contudo, creio, está no caso da Ana Luiza a necessidade de todos nós, doentes: sorrir, sofrer, comer, distrair-se, conversar diretamente com Deus.
Pensando bem foi bom Magá ter me lembrado no dia de hoje, a Ana Luiza é o anjo que invoquei na oração da manhã.


Infelizmente esta é uma situação que poucos presenciam e assim mesmo não dão a
atenção devida. É uma pena; só entende quem vive a situação. Estas fotos foram
tiradas no H.C. Camargo. Fica no quinto andar do hospital e é de doer e partir
o coração de se ver inúmeras crianças deste jeito e de todos os lugares; (minha
sogra esteve quase um ano direto lá) e agente quando estava lá íamos muito no
quinto andar. Precisa ver, principalmente a força de vontade destas crianças.
Meu compadre é realmente uma barra.

Abraços fraternos.
TIMBO
  

quarta-feira, setembro 19, 2012

POUCA NOVIDADE



O IBGE está divulgando números interessantes sobre alguns aspectos da vida econômica do Amapá de 2008, o competente técnico da casa Raul Tabajara fê-los chegar enxutos em minha caixa postal eletrônica. Agradecido!
Os números reverenciam temas importantes: gasto médio das famílias com plano de saúde, viagens esporádicas,.domicílios sem chuveiro elétrico, coleta de lixo, tratamento de lixo – queimado ou enterrado, biodegradável e não degradável, coleta seletiva.
Surpresas e obviedades são as primeiras impressões que os números causam: as famílias amapaenses gastam mensalmente 62,00 com planos de saúde, mas o mesmo Amapá foi o estado que apresentou a menor proporção de despesas com medicamentos entre os estados da Região Norte.
Quase a metade das despesas com assistência à saúde foi com a compra de remédios (49,4%), no Amapá.
O que é uma surpresa ombreada com obviedade, visto que esse quadro configura uma resposta de uma população pobre a precaríssimos serviços básicos prestados pela saúde publica.
Em 2008 a renda per capita no Amapá não foi além dos 11 mil reais (em 2009 chegou a 11.817,00), contra a média nacional de 16.918,00. No Distrito Federal se encontrou a renda per capita mais alta: 50.436,00 e, no Piaui a mais baixa: 6.052,00.

Também o Amapá apresentou no período 26,8% de sua população abaixo da linha de miséria, salário médio tomados os empregos com e sem carteira assinada de R$705,50.
Relativamente aos números de renda per capita do Distrito Federal e do Piauí, necessário dizer que no período considerado apresentaram, respectivamente, populações à razão de 2.606.885 e 3.145.325 habitantes. São dados em desfavor do Amapá cujo número de habitantes infere um BIP muitíssimo pequeno: somos realmente muito pobres.
2008: 26,8% da população esava abaixo da linha de miséria
Daí em diante os números do IBGE mostra um Amapá surpreendente, com 92,6% dos domicílios sem chuveiro elétrico (item desprezível para os nossos 365 dias de intenso calor tropical - - não conheço um casa aqui que tenha cobertor de lã).
Diz-nos o IBGE que em 2008 86,9% dos domicílios amapaenses tiveram coleta direta de lixo – ótima surpresa! Mas outra vez nos empurra para próximo de 0% 
quando o IBGE resolveu pesquisar lixo separado em material biodegradável e não degradável (2%) e lixo separado (8%) para coleta seletiva. Tivesse pesquisado numero de caminhões apropriados para a coleta seletiva teria chegado a mais um 0%.
Embora cinza essa é uma importante fotografia , que o IBGE mostra agora sobre o Amapá. Estamos empenhados em eleger prefeitos, vices e vereadores que devem e podem mudar esses números.
Aí está a síntese do desenvolvimento e crescimento do Amapá: entra ano sai ano e os números são quase os mesmos.