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sexta-feira, outubro 18, 2013

O OUTUBRO ROSA CHAMA

O Outubro Rosa em que estamos é uma realidade em todo o mundo, mas a participação popular ainda não corresponde ao efeito devastador do câncer que não só insiste como progride vitimando mais de quinhentas mil pessoas a cada ano no Brasil – dez por cento desses casos (50.000) é de mama.
O Outubro Rosa vem de 1990, mas é a partir de 1997 que passou a priorizar a prevenção propriamente dita. E não se trata apenas de um longo período de falatório, mas de realização de exames, treinamentos, debates, tomada de decisões, atitudes proativas.
Colaborando com o Outubro Rosa estão quase todas as grandes cidades onde estão monumentos ícones da humanidade: Cristo Redentor no Rio, Palácio o Planalto em Brasilia, Torre Eiffel em Paris, Estátua da Liberdade nos Estados Unidos.     
No Amapá também temos nossos monumentos ícones – liderados pelo Marco Zero do Equador, que queremos vê-los “vestidos” da cor rosa. Para tanto bastante será projetar sobre eles o efeito da luz rosa que o papel especial proporciona sobre qualquer holofote. Além eles gostaríamos de ver como eles as fachadas das grandes lojas da cidade, assim como as fachadas dos prédios públicos, quem sabe a parte frontal de todas as escolas. Em cada carro, casa, moto, bicicleta pelo menos um fita de cor rosa.
Quanto as mulheres, espera-se delas o compromisso com seu próprio corpo sem desculpas, sem culpa, sem medo. O câncer de mama é doloroso demais para continuar nos flagelando à sombra de tantas negligencias e negligentes. Outubro, esse de agora, pode ser o marco do nosso grito de guerra contra o câncer. Um grito que nos resulte em aliviante brado de independência contra o enorme sofrimento a que até agora nos vimos submetidos, sem necessidade.
Não podemos vencer o câncer, mas podemos e devemos nos aproximar de vez dos índices civilizados de cura, que a medicina combinada com bons médicos e hospitais já oferecem para a maioria dos acometimentos letais de câncer.
O Outubro Rosa é, portanto, um chamamento para todos indistintamente. Use em  seu peito o laço cor de rosa, símbolo da campanha e dessa luta comum a todos nós.     

sexta-feira, setembro 20, 2013

MORREU O IMORTAL



Morreu hoje à tarde, em Brasília, o nosso Honorável amigo Dr. Guaracy Freitas. Dos tantos advogados brilhantes que operam o Direito no Amapá foi ele um dos mais destacados. Enquanto a saúde o permitiu foi o mui digno representante da OAB/AP no Conselho Federal da Ordem.
Em 2006 falou-nos de um “conselho de honoráveis” que pululava em sua cabeça, e sobre isso escrevi e publiquei em jornal local:


HONORÁVEIS NOVIDADES
Um dia, por acaso, instituímos o “Conselho de Honoráveis” e também votamos seu presidente: Dr. Guaracy Freitas. Em mesma “reunião” o presidente escolheu os “membros” fundadores e, com o devido apoiamento desses membros ele, do alto da sua honorabilidade, “instituiu” o estatuto básico do Conselho, especialmente fazendo carga sobre três procedimentos elementares a serem praticados, a saber: 1- deve haver pelo menos um encontro por ano e nunca, nunca mesmo, em bares ou botequins fechados, condicionados à refrigeração artificial de qualquer tipo e regidos por normas que os conselheiros não possam transgredir. 2- O Conselho deve apresentar a cada ano pelo menos uma idéia inovadora para o Natal e/ou Ano Novo e por força de sua contribuição às festas natalinas, promover o encontro anual de seus membros e a publicação da essência da idéia. 3- Só será admitido ao “seleto” corpo de conselheiros um novo cidadão a cada ano e, mesmo assim, se houver a seu favor pelo menos um resquício de honorabilidade que sensibilize o presidente, e mais ninguém.
Coisas simples! O resquício que me levou a tomar assento no Conselho dos Honoráveis parece ter sido a amizade livre, bem construída, benfazeja que há entre Guaracy e eu, e tudo mais de bom que anos atrás nos aproximou e manteve disponíveis. É mesmo honorável a amizade que nos une.
Quanto ao nascedouro do Conselho, a idéia propositiva que o fundamentou teve a ver com a inclusão do balneário de Fazendinha na programação de eventos públicos extensivos às festas natalinas que se realizam na orla central de Macapá. A inovação dentro da idéia deveria se dar a partir de balsas estacionadas no rio (pré ou baixa-mar) e delas produzissem um grande show pirotécnico para o continente.
Não deu em nada, provavelmente porque entre a meia dúzia de leitores que temos nenhum é do alto clero governamental e empresarial ou, talvez, porque o destino do balneário já esteja mesmo traçado e sua inalteração decretada.
Agora, 2006, são dois os assuntos de “pauta” que o Conselho torna públicos por intermédio da publicação deste artigo, ambos tidos como relevantes pelo presidente Freitas: o novo membro do Conselho é o Dr. Washington Caldas, cuja honorabilidade escolhida dentre as muitas de que é dotado, e que o conduz por méritos ao grupo, é a de não renegar a OAB. Mais do que isso, vê-se motivado a se reeleger seu Presidente.
As idéias propositivas em curso (2006) dizem respeito, uma, à Cidade do Transito: deve haver uma em cada escola pública., outra, à maneira do que ficaram interessantes e bonitas as cidades e os veículos ornamentados com bandeiras dos candidatos às eleições, que fiquem mais bonitas e interessantes agora, neste fim de ano,  com bandeiras e bandeirolas do Papai Noel, apolíticas, exibidas em todas as casas, veículos e mãos das pessoas de boa vontade. É o que determina o HVPGF*.  
(*) – Honorável Vitalício Presidente Guaracy Freitas.     

       

terça-feira, setembro 17, 2013

GUARDE PARA CONFERIR

MÉDICOS CUBANOS
JORNALISTA (GLOBO) Alexandre Garcia

Não pensem em correntes. Em algemas. Em porões fétidos. Em gente suja e maltrapilha. Estes são os escravos normalmente libertos das pequenas confecções das grandes cidades, vindos de países miseráveis.
Agora pense em pessoas vestidas de branco. Com diplomas universitários. Que exibem sorrisos simpáticos e uma grande alegria em servir o próximo, como se estivessem em uma missão humanitária. Estes são os médicos escravos cubanos que o Brasil vai traficar, cometendo toda a sorte de crimes hediondos contra os direitos humanos, que só republiquetas totalitárias, a exemplo da Venezuela, ousaram cometer.
E vamos aqui deixar ideologias de lado. E até mesmo as discutíveis competências profissionais. Vamos ser civilizados e falar apenas de pessoas, de seres humanos, de gente.
O Brasil democrático é signatário de uma dezena de tratados internacionais que protegem os trabalhadores. No entanto, o Governo do PT está firmando um convênio com Cuba, um país que está traficando pessoas para fins econômicos. Cuba esta vendendo médicos. Cuba utiliza de coerção, que é crime, para que estes escravos de branco sejam enviados, sem escolha, para onde o governo decidir. Isto é crime internacional. Hediondo. Que nivela o Brasil com as piores ditaduras.
E não venham colocar a Organização Pan Americana de Saúde como escudo protetor destes crimes contra a Humanidade. É uma entidade sabidamente aparelhada por socialistas, mas que, ao que parece, pela primeira vez assume o papel de "gato", o operador, o intermediário, aquele que aproxima as partes, que fecha o negócio, que "lava" as mãos dos criminosos que agem nas duas pontas. Não há como esconder que o Governo do PT está pagando a Ditadura de Cuba para receber mão-de-obra em condições análogas à escravidão, como veremos neste post.
O trabalhador estrangeiro tem, no Brasil, os mesmos direitos de um trabalhador brasileiro. Tem os mesmos ônus e os mesmos bônus. Não é o que acontece neste convênio que configura um verdadeiro tráfico em massa de pessoas de um país para outro. Os escravos cubanos não pagarão Imposto de Renda e INSS. Sobre um salário de R$ 10 mil, deveriam reter mais de R$ 2.700. Pagariam em torno de R$ 400 de INSS. Mas também teriam direito ao FGTS, ao aviso prévio, às férias, ao décimo-terceiro salário. Não é o que acontece. O escravo cubano não recebe o seu salário. Ele é remetido para um governo de país. É como se este país tivesse vendido laranjas. Charutos. Rum. Ou qualquer commodities. A única coisa que o trabalhador recebe é uma ajuda de custo para tão somente sobreviver no país pois, em condição análoga à escravidão, este médico cubano receberá alojamento e comida das prefeituras municipais. Trabalhará, basicamente, por cama, comida e sem nenhum direito trabalhista.
Outro crime do qual o Governo do PT é mentor, é idealizador, é fomentador, é financiador, é concordar com as práticas de coerção exercida por Cuba quando vende os seus médicos escravos. O passaporte é retido pela Embaixada de Cuba no Brasil. A família fica em Cuba, sem poder sair do país. O escravo cubano não pode mudar de emprego, pois se o fizer a sua família sofre perseguição. Existe ameaça. Existe abuso de autoridade. Existe abuso de poder econômico. Existe retenção de documento para impedir a livre locomoção. Existe lesão ao Fisco. Sonegação. E, por conseguinte, sendo dinheiro originário de crimes, remessa ilegal de divisas do Governo do PT para a Ditadura de Cuba.
Este convênio que o Governo do PT está fazendo com Cuba não resiste a uma fiscalização do Ministério do Trabalho e a uma auditoria do Ministério Público. São tantos os crimes cometidos contra a Humanidade e contra os Direitos Humanos que envergonham a todos os brasileiros. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, candidato ao governo de São Paulo, deveria ir a ferros junto com os bandidos mensaleiros do seu partido. A ministra dos Direitos Humanos, Maria o Rosário, está em silêncio obsequioso.
A partir do momento em que 4.000 cubanos botarem o pé no solo brasileiro, nosso país terá se transformando num campo de concentração e numa imensa prisão para escravos políticos. A nossa Constituição será rasgada, pois:
Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
(...)
III – ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
Da mesma forma, o Governo do PT está jogando no lixo o Decreto nº 5.948, de 26 de Outubro de 2006, que trata da Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, que tem definições fundamentais sobre o tema:
Art. 2°. § 4o A intermediação, promoção ou facilitação do recrutamento, do transporte, da transferência, do alojamento ou do acolhimento de pessoas para fins de exploração também configura tráfico de pessoas.
Art. 2°. § 5° O tráfico interno de pessoas é aquele realizado dentro de um mesmo Estado-membro da Federação, ou de um Estado-membro para outro, dentro do território nacional.
Art. 2o. § 6° O tráfico internacional de pessoas é aquele realizado entre Estados distintos.
Art. 2° § 7o O consentimento dado pela vítima é irrelevante para a configuração do tráfico de pessoas.
Ou seja: o que determina se existe a escravidão não é o depoimento do escravo, pressionado por dívidas, sem documentos ou tendo a integridade da sua família ameaçada, mas sim o que a sua situação configura, mediante fiscalização.
Com a importação em massa dos médicos escravos cubanos. os acordos internacionais firmados pelo Brasil contra a escravidão serão derrogados. Não seremos mais uma democracia. Se alguém tem alguma dúvida sobre isso, leia o MANUAL DE COMBATE AO TRABALHO EM CONDIÇÕES ANÁLOGAS ÀS DE ESCRAVO, publicado pelo Ministério do Trabalho.
E sinta vergonha, talvez um pouco de medo, de ser brasileiro.
Eu desafio o Governo do PT a exigir que o médico cubano tenha em mãos o seu passaporte.
Eu desafio o Governo do PT a exigir que o médico cubano tenha uma Carteira de Trabalho.
Eu desafio o Governo do PT a depositar o salário do médico cubano em uma conta pessoal, que lhe garanta livre movimentação.
Eu desafio o Governo do PT a garantir todos os direitos trabalhistas ao médico cubano.
Eu desafio o Governo do PT a cumprir a Lei, a Constituição e os Tratados Internacionais.
"A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência." (Mahatma Gandhi)


segunda-feira, setembro 02, 2013

JOIA DA COROA



c-bernardo2012@bol.com.br
A diplomacia brasileira é uma dessas coisas distantes da maioria do povo brasileiro. Mantém-se discreta e prudentemente em distancia conveniente, que a robustece, protege, blinda e elitiza cada vez mais.
Quase nada sabemos dizer de diplomata, embaixador, adido diplomático, encarregado de negocio, mala diplomática, cônsul, consulado. Sobre eles e da rotina que se refere aos seus ofícios aí é que não sabemos nada mesmo.
Quanto o Itamaraty e sua diplomacia custam ao país? É como o caviar da musica do Zeca Pagodinho: “nunca vi, nem comi, eu só ouço falar”.
Contudo o Brasil tem diplomatas e diplomatas. João Guimarães Rosa, embaixatriz Aracy Maebius de Carvalho, Miguel Darcy de Oliveira, Itala Zappa, Eduardo Sabóia foram e são diplomatas brasileiros do tipo: “sonhadores que não praticaram atos políticos irracionais...”.
Outros tantos como eles também os tivemos, porém pouco ou nada conseguimos saber sobre eles. Estão envoltos numa espécie de anonimato “diplomático”, como o que até hoje protege a identidade daqueles que barraram a entrada do Dr. Joaquim Barbosa na carreira por apresentar uma “autoimagem negativa”, característica que “poderia parcialmente ter origem na sua condição de colored”.
Nesse momento a diplomacia brasileira está na boca do povo, nas ruas, outra vez em discussão: temos diplomata e diplomata. O Dr. Eduardo Saboia punido porque há um preço a pagar pelo fazer certo. O Dr. Antonio Patriota, ministro chanceler das Relações Exteriores perdeu o cargo pelo não fazer certo, mas ganhou como punição a chefia da Embaixada do Brasil na ONU - posto dos mais cobiçados no mundo.
Eduardo Saboia está de volta ao Brasil, de “castigo” no prédio do suntuoso Palácio do Itamaraty, porém praticamente janela a janela com o salão de despachos do Dr. Joaquim Barbosa no Palácio da Justiça. Ambos leem regularmente a bíblia, conhecem a passagem em que Abraão argumenta com Deus: “.... se lá tiver dez justos, ainda assim destruirás o lugar? Se tiver não o farei, disse o Senhor....”.
Barbosa e Saboia são nomes para o eleitorado em 2014 ou mais adiante, mas são agora autoridades que podem iniciar o processo de transparência nas entranhas do Ministério das Relações Exteriores... valiosa caixa dourada da coroa.
    

sexta-feira, agosto 02, 2013

ESTÃO PIORANDO A SAÚDE PÚBLICA NO AMAPÁ.



c-bernardo2012@bol.com.br
 É uma desgraça ser doente pobre no Amapá! Essa é a verdade que põe em xeque todos os projetos sociais no estado.
Em Macapá, por exemplo, o Hospital Geral antes um local de recuperação da saúde, foi decaindo até chegar ao ponto em que está: um local de dor regulado por entraves burocráticos que num caso tentam esconder deficiências sistêmicas, noutro caso criam regras que desumanizam cada vez mais os funcionários mais humildes, que morrem de medo de transgredir regras e perder o emprego.
Quase já não se sabe dentro dos hospitais de Macapá, a diferença entre um doente com derrame cerebral e um com fratura no dedo. Funcionários que exercem funções e cargos menores nos hospitais parecem não acreditar que  o mundo só avança com a ação pró ativa dos contestadores, dos revolucionários, dos que põem a boca no trombone e quebram regras tiranas quando a injustiça, cretinice e inércia põem vidas em risco.
A sociedade amapaense está se acostumando a aceitar a dor dos doentes como regra. É difícil encontrar solidariedade no ambiente hospitalar em cujos corredores trabalham pessoas exibindo em seus uniformes logotipos de partidos políticos.
No Hospital de Pronto Socorro, a televisão mostrou amplamente, os doentes parecem desamparados porque empilhados ocupam também os corredores. Impossível mantê-los ali em condições de assepsia., estão assim francamente expostos a infecção hospitalar.
Os poucos hospitais que temos deveriam ser orgulho do povo – falta a eles VIGILÂNCIA.
É tempo e é preciso que todos – dos médicos aos atendentes, dos senadores aos vereadores, dos governantes aos assessores, do rico ao pobre – lembrem que em qualquer ambiente hospitalar tem que existir um coração., um coração que oriente as ações do que administram e trabalham nesses centros de dor, angustia, medo e impotência.    


quarta-feira, julho 24, 2013

O BRASILEIRO É CONTRA A DEMOCRACIA.



c-bernardo2012@bol.com.br
Provavelmente teremos no Brasil uma “era” pós Francisco, o Papa que acalmou um pouco as ruas brasileiras. Essa temporada pós não é uma invenção sem pé nem cabeça, tem fundamento científico e respaldo num grande ou maior instituto latino-americano do gênero: Corporação Latinobarômetro, Ong com sede em Santiago do Chile.
Desde de 1995 que dados dessa corporação estão dizendo que o brasileiro não quer a democracia. Não sei por que a imprensa brasileira não põe às claras esses números, não abre sobre e com base neles o devido debate.
A face demagógica da nação não perde oportunidade na mídia para apoiar as reivindicações que as ruas estão colocando dentro dos palácios: “é preciso ouvir o clamor popular”. A verdadeira face nacional, no entanto, tem mostrado a violenta (tolerada) ação de “vândalos infiltrados no movimento”.
Vejamos o que disseram os números da corporação Latinobarômetro numa serie, de 1996-2004, que avaliou o apoio popular à democracia em 18 países latino-americanos: 46% dos argentinos e 33% dos uruguaios aceitavam um regime não democrático e no Brasil esse numero estava em 54%. Mais preocupantes foram os números de aprovação, satisfação com a democracia: 28% no Brasil, 34% na Argentina e 45% no Uruguai.
Costa Rica apareceu como o país latino americano com o maior grau de satisfação, com 48%, o menor coube ao Peru, com apenas 7%.
Aliás, sobre isso e sobre esses números, em 2005 o Senador Sarney alertou os políticos sobre a responsabilidade de que se achavam investidos.
Em 2011 o jornal Folha de São Paulo discutiu o assunto a partir dos números publicados na 16ª edição da pesquisa Latinobarômetro.
Escreveu o jornal: “...o índice de apoio dos brasileiros à democracia diminuiu nove pontos percentuais de 2010 para 2011. A queda do apoio à democracia no Brasil (de 54% para 45%) é mais acentuada do que a média da região, que caiu de 61% para 58%, após quatro anos de aumento...”.
Os números da Corporação Latinobarômetro são vastos, de fácil acesso e podem estar a merecer melhor tratamento da imprensa brasileira. Dizem por exemplo que apesar de o Brasil ser um dos países latino-americanos mais críticos em relação à democracia, 66% dos entrevistados não apoiariam de forma alguma um governo militar. É o décimo país da lista encabeçada pela Costa Rica, onde 90% rejeitam essa forma de governo.
O estudo também mostrou que a reeleição é vista com bons olhos na America Latina, com aprovação de 77%.   
Hoje mesmo, enquanto escrevia esse artigo, a televisão Globo demonstrou mais uma vez que é falsa, arranjada, a acusação da Policia Militar do Rio de Janeiro contra um rapaz chamado Bruno preso por “portar” uma mochila recheada de coquiteis molotov.
Um pouco antes ou assim que o Papa Francisco deixar o Brasil as ruas brasileiras deverão voltar a rugir: democraticamente contra a democracia?